Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)
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    Editorial

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    SOB OS AUSPÍCIOS DE DOM MACEDO COSTA: A VOZ DO CATOLICISMO NA IMPRENSA BELENENSE DO SÉCULO XIX

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    Durante a segunda metade do século XIX, em Belém do Pará, embates religiosos e políticos estiveram presentesna província, como a chamada Questão Religiosa. Nesse contexto, a imprensa foi de fundamental importância nadivulgação de ideias referentes às ideologias envolvidas, no caso, Maçonaria e Igreja Católica. Uma figura degrande relevância política e religiosa esteve em destaque durante esse período, ao influenciar diretamente seupúblico leitor por meio dos periódicos que dirigiu. Antônio de Macedo Costa (1830 – 1891), Bispo do Pará,manteve seu projeto de romanização e antisecularismo presente nas folhas A Estrella do Norte (1863 – 1866) eA Boa Nova (1871 – 1883), circulantes aos domingos, na Província do Grão-Pará. Portanto, este trabalho temcomo objetivo apresentar a figura de Dom Macedo Costa e sua influência nas questões sociais e políticas emBelém, ao analisar suas folhas noticiosas de modo a verificar de que maneira seu projeto evangelizador emoralizante esteve presente nas páginas da imprensa belenense do século XIX

    (Re)Produção dos atacarejos no Brasil e no Pará

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    As grandes superfícies comerciais denominadas supermercados, hipermercados e, mais recentemente, atacarejos resultam da expansão capitalista mundial. Esta última modalidade tem gerado transformações importantes nos espaços urbanos e na rede urbana, como evidencia a análise da realidade brasileira e paraense. O objetivo deste artigo é promover uma reflexão em torno da concepção e das características dos empreendimentos identificados como atacarejos, bem como analisar a expansão dessas redes no estado do Pará e as lógicas locacionais utilizadas pelos agentes no âmbito da rede urbana. A partir de estudos bibliográficos e documentais, verificou-se que os atacarejos se caracterizam por reunir características do varejo e do atacado, reduzindo preços mediante a diminuição de custos. No que se refere à expansão das redes Atacadão, Assaí e Mix Atacarejo, no estado do Pará, nota-se que todos esses agentes integrantes de redes nacionais e internacionais utilizam-se fortemente de informações sobre a estruturação da rede urbana, alocando suas unidades nos seus principais nós, todavia, o Mix Atacarejo, além disso, revela uma estratégia marcada pela proximidade e incorporação de cidades de estratos menos relevantes na rede urbana

    UMA EXPERIÊNCIA CRUZADA PELAS ÁGUAS DO PARÁ: A FAMÍLIA DE TURQUIA NO TAMBOR DE MINA

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    O presente artigo tem por objetivo apresentar a mitologia construída sobre a família de Turquia no Estadodo Pará, uma das mais importantes cultuadas dentro do panteão da religião de matriz africana mais antigade Belém: a mina. Analisa principalmente sua organização estabelecendo uma comparação com as narrativasregistradas no Maranhão. Estas entidades são consideradas “encantadas’ que compõe uma realezaaristocrática não europeia e não cristã. Eles possuem ligação com o episódio histórico das Cruzadas, aocupação das rotas de comércio para as Índias e o processo de expansão para o novo mundo. A mitologiaconstrói-se numa epopeia de exaltação ao mar e às atividades náuticas. Neste sentido buscamos associarmitologia e história para entender a lógica de adoração dos Turcos pelas religiões afro-brasileiras no eixonorte cultural. Os dados são coletados a partir um Terreiro denominado Terreiro de Nagô Nossa Senhora daConceição liderado pelo sacerdote Mosaniel Reis Costa, descendente da linhagem da maranhense mãe Inês(sobrenome desconhecido), um dos mitos de origem da gênese religiosa do Tambor de Mina no Estado

    CANOAS VIGILENGAS E A DINÂMICA DA PESCARIA EM VIGIA, PARÁ: SABERES E PRÁTICAS CULTURAIS DA PESCA ARTESANAL

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    O presente estudo analisa práticas culturais desenvolvidas a partir das construções de canoas artesanais naregião do município de Vigia no Estado do Pará, levanta reflexões sobre a dinâmica da pescaria a partir dautilização e produção por carpinteiros destas canoas, denominadas de vigilengas. Neste sentido objetivamosidentificar saberes e conhecimentos tradicionais de pescadores e carpinteiros artesanais que circulam emsuas relações, analisando as consequências do paradigma da modernidade sobre a prática cultural dapescaria. Trata-se de estudo que envolve pesquisa bibliográfica, de campo e entrevistas semiestruturadas,com abordagem qualitativa e com análise de conteúdo. Justifica-se o estudo em virtude da importânciahistórica e cultural que a pescaria possui nestas regiões da Amazônia envolvendo comunidades tradicionaisno uso de canoas artesanais. Entre os resultados verificou-se uma interação socioambiental na construçãodas canoas vigilengas, assim como na prática da pescaria artesanal contribuindo para a circulação de saberese conhecimentos tradicionais, portando as mudanças sociais, impuseram novas regras às práticas de pescariacom canoas motorizadas, ocasionando o sumiço da canoa vigilenga. Desta forma conclui-se identificando quenas relações canoa vigilenga, pescadores e carpinteiros circularam relações de saberes, pertencimento eidentidade local

    POLÍTICAS DE MIGRAÇÃO E ABASTECIMENTO ALIMENTAR NA AMAZÔNIA OITOCENTISTA: A FORMAÇÃO DOS NÚCLEOS AGRÍCOLAS NA ZONA BRAGANTINA (1870- 1894)

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    O presente artigo discute a instauração no âmbito da Província do Pará dos núcleos agrícolas na regiãobragantina nas últimas décadas do século XIX. Através de pesquisas realizadas com as mensagens dospresidentes de província, no Arquivo Público do Estado do Pará e no Arquivo Público Municipal de Bragança(PA), observamos a execução do projeto de substituição de mão de obra e de colonização do território nonordeste paraense. Apresentamos como a definição dos núcleos e vilas relacionou-se com a criação daEstrada de Ferro Belém-Bragança e com as demandas de abastecimento da capital no contexto da economiagomífera na Amazônia

    NOMES PRÓPRIOS DE PESSOAS NA TOPONÍMIA MUNICIPAL CAPIXABA: ASPECTOS GERAIS E ASSIMETRIAS

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    O artigo apresenta um levantamento completo das toponímias capixabas derivadas do uso de nomes própriosde pessoas. A escala de análise usada foi a de nível municipal. O artigo traz uma classificação das taxonomiasde topônimos dos municípios do Espírito Santo, conforme o modelo proposto por Dick (1990), para em seguidaestreitar a análise para aqueles com toponímias resultantes de nomes individuais. Após o estreitamento dofoco de análise são apresentadas as biografias dos personagens homenageados, das quais se traçou o perfil.Emerge da pesquisa realizada, com os devidos diálogos teóricos, a prevalência de nomes próprios masculinose de pessoas que tiveram alguma relevância sócio-histórica, mas que concomitantemente tinham, em suamaioria, pouca ligação com os municípios a que vieram dar nome no espaço capixaba

    A COMIDA E A CONSTRUÇÃO DE UMA IDENTIDADE REGIONAL: uma leitura de Jaques Flores a partir da história da alimentação

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    Este artigo aborda a construção de uma identidade regional a partir da alimentação, fazendo uma leitura dolivro Panela de Barro, publicado pela primeira vez em 1947, do escritor modernista Jaques Flores,pseudônimo de Luís Teixeira Gomes. Em seu livro, reunindo várias crônicas, Jaques Flores abordou oshábitos e costumes alimentares da população paraense mostrando como eram parte importante de umaidentidade tipica. Assim, o autor ao exaltar o açaí com peixe frito, o pato no tucupi e o tacacá o faz partindoda valorização destes pratos a partir da concepção modernista de valorização da cozinha regional e/ou típica.Uma cozinha identitária da Amazônia e de suas gentes

    BONETI, L. W. POLÍTICAS PÚBLICAS POR DENTRO. 1ª Edição. Editora Unijuí, 2006

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    BONETI, L. W. POLÍTICAS PÚBLICAS POR DENTRO. 1ª Edição. Editora Unijuí, 200

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