Revista do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP)
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ENSINO DE HISTÓRIA E A TEMÁTICA DA ALIMENTAÇÃO: Possibilidades acerca da identidade, memória e pertencimento Icoaraci/PA
A alimentação como elemento cultural ajuda a demarcar traços múltiplos de diferentes identidades nassociedades no decorrer do tempo e em diversos contextos históricos. Por meio do hábito de alimentar-se, queé uma das necessidades humana, podemos lançar mãos de análises históricas conforme este hábito setransforma em rituais de prazer e convenções sociais, que caracterizam peculiaridades culturais, divideclasses, ao mesmo tempo que possibilita diferentes formas de abordagens sobre aspectos da cultura histórica.A história da alimentação hoje possui sua importância comprovada na escrita da história. Dessa forma, ocampo de pesquisa sobre o ensino de História vem ganhando novas contribuições a partir da história daalimentação. Este tema permite ao ensino de História tratar da evolução de hábitos, costumes alimentares,além de temáticas caras ao conhecimento histórico, como; trabalho, meio ambiente, problemas sociais eeconômicos, ou aspectos políticos. Este artigo busca apresentar algumas perspectivas e possibilidades sobreAlimentação e Ensino de História experimentadas durante a pesquisa no âmbito do projeto de mestrado doProfHistória/UFPA. A pesquisa baseou-se no campo do ensino patrimonial de Icoaraci (distrito de Belém)com uma turma do ensino fundamental local, propondo uma sequência didática que analise o patrimôniohistórico cultural de Icoaraci, por meio de aulas oficinas, trato com fontes iconográficas antigas, entrevistascom os mais velhos, e visitação dos lugares de memória. Durante esta pesquisa os alunos e as pessoasentrevistadas apontaram variadas práticas e costumes ligados à alimentação como traços identitários, o quenos levou a tratar acerca deste tema
MARTINS, J. S. O tempo da fronteira: retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frente de expansão e da frente pioneira. In: Fronteira: a degradação do Outro nos confins do humano. MARTINS, J. S. São Paulo: Editora Hucitec, 1997
MARTINS, J. S. O tempo da fronteira: retorno à controvérsia sobre o tempo histórico da frentede expansão e da frente pioneira. In: Fronteira: a degradação do Outro nos confins dohumano. MARTINS, J. S. São Paulo: Editora Hucitec, 1997. Cap. IV. P. 145-20
No vagão da memória: trajetórias de um intelectual na festa do centenário da Independência em Belém (1922)
Propõe aprofundar o conhecimento sobre João de Palma Muniz enquanto historiador que tematizou a Adesão do Pará à Independência do Brasil, buscando observar o conjunto de sua obra e delineando o contexto sócio-histórico que inspirou sua produção intelectual na década de 1920, em Belém do Pará. A elaboração do “retrato” do intelectual se baseou nos indícios das notas jornalísticas, encontrando nos vestígios de suas práticas elementos para a composição da personagem histórica, sempre atenta à tênue fronteira entre o discurso e a realidade. A metodologia para esta apresentação estruturou-se no tipo textual narrativo do conto enquanto gênero literário, desenvolvendo a trama no dia 7 de setembro de 1922, por ocasião do centenário da Independência do Brasil, no contexto da Primeira República. Memórias, ideias e opiniões foram parafraseadas às práticas do personagem. O engenheiro e historiador deu voz à história através de sua pena e de seu empenho entre arquivos e documentos, buscando demonstrar um nativismo regional, na composição da identidade de uma nação moderna, civilizada e evoluída
EDUCAÇÃO DE POVOS E COMUNIDADES TRADICIONAIS: DA CONQUISTA DO DIREITO À CONSTRUÇÃO DA AÇÃO PEDAGÓGICA PARA A DIVERSIDADE ÉTNICA E CULTURAL
O Curso de Licenciatura em Etnodesenvolvimento da Universidade Federal do Pará, ao longo dos 10 anosde fundação, tem possibilitado uma nova configuração do “fazer didático-pedagógico” da Educação de povose comunidades tradicionais da Amazônia paraense. O presente estudo, consiste em uma reflexão acerca darelação entre os fundamentos teóricos, os métodos e o currículo do Curso com as demandas sociaisprovenientes da prática pedagógica, por meio da análise de dados coletados pelos próprios discentes da turmade Etnodesenvolvimento/2019 em pesquisas de campo nas suas comunidades de pertença quilombolas,indígenas, extrativistas, de pescadores e agricultores. Os dados analisados configuram a escola, nosdiferentes territórios e com as diversas pertenças, como um espaço de disputa pelo: 1) direito aoreconhecimento do ensino instituído como “formal” pelo sistema de ensino ocidental; 2) entre os modelos deeducação exógenos e expressões locais de projeto educativo; e 3) garantia das condições materiais e deinfraestrutura para o funcionamento dos calendários letivos. Do mesmo modo, as pesquisas evidenciam osresultados positivos do processo de formação de etnoeducadores, os quais têm desenvolvido projetos deintervenção e autogestão das comunidades
LITERATURA E REPRESENTATIVIDADE AFRO-BRASILEIRA – UMA EXPERIÊNCIA NA ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO MÉDIO INTEGRAL PADRE EDUARDO, NA ILHA DE MOSQUEIRO/BELÉM-PA
Este relato tem como objetivo apresentar uma experiência didático-pedagógica, vivida por meio do ProjetoUma história não contada, por uma consciência sem mitos, com alunos da Escola Estadual de Ensino Médiode Tempo Integral Padre Eduardo, na Ilha de Mosqueiro/Belém-Pa. Para fundamentar a reflexão sobre oensino da Literatura Afro-brasileira, foram utilizados alguns teóricos, como Santos (2001); Cândido (2000,2006); Lobo (2007), dentre outros. Este estudo parte de uma abordagem qualitativa, com um caráterintervencionista, na qual foram trabalhadas três oficinas e cinco rodas de conversa com professores da áreade Linguagem e alunos do Ensino Médio. Os resultados indicam que as atividades de leitura possibilitam oentendimento do letramento como um fenômeno que abrange um vasto campo do conhecimento no que serefere aos usos e funções da oralidade e da escrita. É possível entender ainda, que a literatura Afro-brasileiravem sendo trabalhada na referida escola de forma interdisciplinar, mesmo com algumas dificuldades parainserção desta no currículo do Ensino Médio. O trabalho com os diversos gêneros textuais trabalhados comoo poema e contos, corrobora na compreensão dos saberes linguísticos que estão presentes no desenvolvimentode práticas sociais e culturas não escolares e os efeitos desses engajamentos na formação dos educandoscomo agentes de letramento. Contribui também à construção da identidade do aluno livre de preconceitoracial e outras formas de discriminação, além de contribuir para a formação de leitores críticos de suarealidade
UMA ANÁLISE SOBRE O ABASTECIMENTO DE CARNE VERDE EM BELÉM DURANTE A INTENDÊNCIA DE ANTÔNIO LEMOS (1897 - 1908)
O presente artigo vem discutir uma importante faceta da sociedade belenense no final do século XIX e iníciodo século XX: o complexo abastecimento de carne verde e a relação entre marchantes e autoridades públicas.Um dos principais enfoques desta análise está na discussão da dependência do gado que era importado deestados vizinhos e mesmo de repúblicas da região platina como garantia de manutenção do fornecimentodesse produto nos mercados da capital. Outra preocupação é refletir acerca das políticas de intervençãoadotadas pelo então intendente Antônio Lemos quanto a quantidade de animais que eram abatidosdiariamente pelos marchantes da capital. Com isso, Lemos afirmava que buscava equilibrar a oferta dessegênero com a procura. Assim, para o intendente, não haveria desperdício e seria uma alternativa paraeventuais crises de abastecimento. Acreditamos na tese de que ocorreram crises no abastecimento, mas nãoem razão de possíveis monopólios entre os marchantes. Os curtos períodos de absoluta falta de carne verdese davam, não só pela deficiência na atividade pecuária paraense, como também por problemas naimportação desse produto, seja de regiões nacionais, seja das regiões platinas. Além de periódicos, tambémfoi utilizado nesta análise as mensagens dos governadores e os relatórios da Intendência de Belém
ENTREVISTA COM LEILA MEZAN ALGRANTI
Entrevista realizada em janeiro de 2020 com a Historiadora e Professora de História da Unicamp-SP,Dra. Leila Mezan Algranti, via e-mail. Foram entrevistadores os historiadores e professores de História daUFPA, Dr. José Maia Bezerra Neto e Dra. Sidiana da Consolação Ferreira de Macêdo
Agroindústria, industrialização e competitividade: uma análise do complexo agroindustrial do Rêconcavo Sul da Bahia
O objetivo deste estudo foi analisar como o processo de industrialização, ocorrido no Estado da Bahia – iniciadoformalmente na década de 50, do século passado, com a instalação da refinaria Landulfo Alves –, influenciou asformações ou as complementações dos complexos industriais ao longo do Estado. Para o alcance do proposto, adiscussão girou em torno do início do processo industrial baiano e das concepções que são utilizadas paracaracterizar a produção agropecuária a partir da noção de Complexo Agroindustrial. Além disto, apresentamosuma breve análise acerca das principais características do Complexo Agroindustrial do Recôncavo Sul daBahia.Os resultados apontam para a necessidade de um planejamento estratégico voltado para odesenvolvimento das potencialidades físicas, logísticas e intelectuais do Complexo em questão, embora ele seapresente altamente importante para a atividade avícola da Bahia
VILLEN, P. Amílcar Cabral e a crítica ao colonialismo – Entre harmonia e contradição. 1ª edição. Editora Expressão Popular. São Paulo, 2013
Resenha da Obra: VILLEN, P. Amílcar Cabral e a crítica ao colonialismo – Entre harmonia e contradição. 1ªedição. Editora Expressão Popular. São Paulo, 201