Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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Descartes\u27 Regulae and the reform of logic in the 17th century
Closely following Robert Blanché’s characterization of modern logic in his book The History of Logic from Aristotle to Bertrand Russell, I intend to show how Descartes’s Regulae paradigmatically instantiate some of the main characteristics of reformed logics, which are typical of that historical moment. Blanché himself offers several examples of Descartes’s belonging to this context. I intend to contribute to the discussion by carrying out a more detailed examination of the final part of Rule X, in which a certain notion of mental activity emerges that is connected not only to the criticisms of mathematics, in the Discours de la Méthode, but also to the argument of the cogito, in the Meditationes.Seguindo de perto a caracterização que Robert Blanché faz da lógica dos modernos em seu livro História da Lógica de Aristóteles a Bertrand Russell, pretendo mostrar como as Regulae de Descartes instanciam paradigmaticamente algumas das principais características das lógicas reformadas, típicas desse momento histórico. O próprio Blanché oferece vários exemplos do pertencimento de Descartes a esse contexto. De minha parte, pretendo contribuir com a discussão realizando um exame mais detalhado da parte final da Regra X, na qual desponta, já nesta que é uma das primeiras obras de Descartes, certa noção de atividade mental, que está em relação tanto com as críticas cartesianas às matemáticas, no Discurso do Método, quanto com o argumento do cogito, nas Meditações
Descartes, Elisabeth e a melancolia: (tradução de cartas escolhidas)
Trata-se de uma coletânea de cartas em que Descartes e Elisabeth discutem as implicações da doença da princesa.It is a collection of letters in which Descartes and Elisabeth discuss the probability of the princess\u27 ilness
Los sentidos de la \u27\u27determinación\u27\u27 en Spinoza: afirmación, negación y constitución de lo finito
Este estudo tem como principal objetivo uma análise do conceito de determinação em Espinosa. Historicamente, o pensamento de Espinosa foi assimilado a uma filosofia acosmista, isto é, uma filosofia que nega a realidade das coisas finitas em um mundo onde apenas Deus ou a substância seria real. Tal interpretação se consolida a partir das considerações hegelianas em suas Lições sobre a História da Filosofia e na Ciência da Lógica, em que Hegel lê todo o sistema de Espinosa a partir do princípio "omnis determinatio est negatio". Nosso estudo se desenvolve então, primeiramente, apresentando as consequências contemporâneas desta leitura hegeliana; em seguida analisamos a interpretação hegeliana e algumas contribuições de Deleuze a respeito do conceito de determinação em Espinosa; e, por fim, analisamos no texto espinosano a função que o conceito de determinação desempenha e como ela se distancia do consagrado marco de leitura hegeliano de que “omnis determinatio est negatio”.Qis study has as main objective an analysis of the concept of determination in Spinoza’s philosophy. Historically, Spinoza’s thought was assimilated to an acosmist philosophy, that is, a philosophy that denies the reality of finite things in a world where only God or substance would be real. This interpretation is consolidated with the Hegelian considerations in his Lectures on the History of Philosophy and in the Science of Logic, in which Hegel reads the entire Spinozist system through the "omnis determinatio est negatio" principle. First, our study presents the contemporary consequences of this Hegelian reading; then we analyze the Hegelian interpretation and some contributions of Deleuze regarding the concept of determination in Spinoza; and, finally, we analyze in the Spinoza’s text the role that the concept of determination plays and how it distances itself from the established Hegelian reading framework that “omnis determinatio est negatio”
Descartes and the rejection of madness as an argument in the first Meditation
No presente artigo discutimos a inserção, a natureza e a problemática da rejeição à loucura enquanto argumento na primeira das Meditações de Descartes. Para isso, nos direcionaremos à análise do local, textualmente dito, em que tal rejeição está posta. Em um segundo momento, passaremos a dialogar com outros autores que já realizaram interpretações a respeito da loucura em Descartes. Com isso, poderemos ter um rico panorama de teses já formuladas sobre o tema aqui em questão, além de entender sob qual ótica os intérpretes analisaram este elemento no texto de Descartes. Por fim, apresentaremos nossa interpretação, na qual defenderemos a origem fisiológica da loucura, que, além de ser o motivo pelo qual o filósofo francês a rejeita enquanto argumento em seu texto, é o principal motivo pelo qual nenhum indivíduo dito como louco poderia rejeitar a verdade do Cogito e de toda a cadeia de razões que se segue.In this paper we will discuss the insertion, the nature and the problematic of the rejection of madness as an argument in the First Meditation. To do so, we analyze the place, textually speaking, in which this rejection is set. In a second step, we will move on to dialogue with other authors who have already made interpretations about madness in Descartes. With this, we will be able to have a vast panorama of already formulated theses on the theme at issue here, in addition to understanding from which point of view interpreters have analyzed this element in Descartes’ text. Finally, we will present our interpretation, in which we will defend the physiological origin of madness, which, besides being the reason why the French philosopher rejects it as an argument in his text, is also the main reason why even an individual said to be mad could not reject the truth of the Cogito and the whole chain of reasons that follows it
The reception of the cartesian essays and some criticisms of the subtle matter hypothesis
Após a publicação do Discurso do método e seus ensaios, Descartes inicia uma campanha de divulgação da obra com o objetivo de introduzir suas ideias no ambiente filosófico e acadêmico. Seu maior interesse era obter a aprovação e o reconhecimento das suposições e explicações presentes em Os meteoros e em A dióptrica. Esse interesse vincula-se ainda ao seu desejo de ver seus ensaios discutidos e ensinados nos colégios jesuítas. Neste artigo discuto a recepção de algumas ideias contidas nesses ensaios, particularmente entre os estudiosos jesuítas, e analiso algumas críticas de Morin à hipótese da matéria sutil.After the publication of the Discourse on Method and its essays, Descartes began a campaign to publicize his work with the aim of introducing his ideas in the philosophical and academic field. His main interest was to obtain approval and recognition of the assumptions and the scientific explanations presented in Meteors and in Dioptric. This interest is also linked to his desire to see his essays discussed and taught in Jesuit colleges. In this paper I discuss the reception of some ideas contained in these essays, particularly among Jesuit scholars, and I analyze some of Morin’s criticisms of the subtle matter hypothesis
Letters from Gottfried W. Leibniz to Pe. des Bosses 1-3
Tradução das três primeiras cartas de Leibniz a des Bosses.Translation of the first three letters from Leibniz to des Bosse
Comunidad y Comunicación: un encuentro posible entre Peirce y Spinoza
Diante do significado de comunidade que a considera uma essência dada, massificada e homogênea, neste artigo buscamos reconstruir outra concepção de comunidade que a entende como uma produção recursiva por meio de um processo de comunicação em diferentes registros entre seus membros. Uma comunicação que, ao construir a composição humana, preserva a potência singular de cada corpo componente. Para tanto, recuperamos a noção espinosista da comunidade como um indivíduo composto pelo mecanismo de imitatio affectuum e processos de acordo, consenso e acordo. Assumimos também, em interligação, as propostas peircianas sobre a comunidade constituída em busca de um crescimento indefinido do conhecimento, através da cooperação e comunicação de todos os seus membros. Veremos, ao final, que tanto a existência individual quanto a realidade social requerem, como pré-condição e princípio ativo, um processo iterativo de comunicação, um "fazer comunidade" assiduamente renovado.Frente a la acepción de la comunidad que la considera una esencia dada, masificada y homogénea, en este artículo buscamos reconstruir otra concepción de la comunidad que la entiende como una producción recursiva mediante un proceso de comunicación en distintos registros entre sus integrantes. Una comunicación que a la vez que construye la composición humana preserva la potencia singular de cada cuerpo componente. Con este fin, recuperamos la noción spinozista de la comunidad como un individuo compuesto por el mecanismo de la imitatio affectuum y procesos de convenir, consensuar y concordar. Retomamos, asimismo, en interconexión, los planteos peirceanos sobre la comunidad entablada en procura de un crecimiento indefinido del conocimiento, mediante la cooperación y comunicación de todos sus miembros. Veremos, a fin de cuentas, que tanto la existencia individual como la realidad social requieren por precondición y principio activo, un proceso iterativo de comunicación, un «hacer comunidad» asiduamente renovado.Faced with the acceptation of the community that considers it a given, massified and homogeneous essence, in this article we seek to reconstruct another conception of the community that understands it as a recursive production through a process of communication in different registers among its members. A communication that, while building the human composition, preserves the singular power of each component body. To this end, we recover the Spinozist notion of the community as an individual composed by the mechanism of imitatio affectuum and processes of agreeing, consensual and agreement. We also take up, in interconnection, the Peircean proposals about the community established in search of an indefinite growth of knowledge, through the cooperation and communication of all its members. We will see, in the end, that both individual existence and social reality require, as a precondition and active principle, an iterative process of communication, an assiduously renewed «making community»
Evil and privation in Spinoza
O artigo explora as noções de mal e privação em Espinosa, sobretudo com base na sua correspondência com Blyenbergh. Pretendo mostrar que Espinosa radicaliza a solução de Agostinho e Descartes para o mesmo problema, recusando-se a dar qualquer tipo de consistência ontológica para a privação. Tanto quanto a noção de mal, a própria privação só pode ser pensada como o resultado de uma comparação meramente imaginativa, sem nenhuma incidência na realidade.Ke article explores the notions of evil and privation in Spinoza, mostly based on his correspondence with Blyenbergh. I intend to show that Spinoza radicalizes Augustine and Descartes’ solution to the same problem, refusing to give any kind of ontological consistency to privation. As much as the notion of evil, privation itself can only be thought of as the result of a merely imaginative comparison, without any bearing on reality