Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    A SPINOZIST READING OF NAUSEA: ROQUENTIN’S ME-LANCHOLY

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    Este artigo pretende analisar a noção de melancolia tal como apresentada na caracterização de Roquentin, protagonista do romance sartriano A náusea, à luz da análise espinosana sobre os afetos, nas partes III e IV da Ética. No livro de Sartre, podemos observar sugestões constantes sobre a peculiar tristeza do personagem, baseadas em sua relação com a descoberta da contingência. Por outro lado, de acordo com a necessidade ontológica, as considerações de Espinosa sobre os afetos afirmam a impotência do melancólico e apontam a servidão daquele que crê ser conduzido pela fortuna. Portanto, nesta dinâmica, indicaremos Roquentin como o exemplo do homem que não é senhor de si, nos termos espinosanos.This article aims to analyze the notion of melancholy as presented in the characterization of Roquentin, the protagonist of the Sartre\u27s novel “Nausea”, in the light of Spinoza\u27s analysis of the affections, in parts III and IV of “Ethics”. In Sartre\u27s book, we can observe constant suggestions about the character\u27s peculiar sorrow, based on his relationship with the discovery of contingency. On the other hand, according to ontological necessity, Spinoza\u27s considerations about the affections affirm the impotence of the melancholy person and point out the bondage of the one who believes to be led by fortune. Therefore, in this dynamic, we will indicate Roquentin as the example of the man who is not his own master, in Spinoza\u27s terms.

    Questões sobre a liberdade, a necessidade e o acaso, de Thomas Hobbes: resenha da tradução de Celi Hirata

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    Trata-se de uma resenha da tradução de Celi Hirata das Questões sobre a Liberdade, a Necessidade e o Acaso de Thomas Hobbes

    Reseña del libro When Spinoza Met Marx: Experiments in Nonhumanist Activity, de Tracie Matysik

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    Nesta resenha são apresentados alguns pontos fundamentais do livro de Tracie Matysik When Spinoza Met Marx: Experiments in Nonhumanist Activity. Na obra, a autora analisa detidamente alguns pensadores ligados à tradição alemã pós-Hegel: Heinrich Heine, Berthlod Auerbach, Moses Hess, Karl Marx, Johann Jacoby, Jakob Stern e Gueorgui Plekhanov. Seu foco é o modo como todos esses utilizaram o pensamento de Espinosa para compreender a noção de atividade e a possibilidade de transformação social. Espinosa era fundamental para o tema, pois seu pensamento permitiria unir a ação humana à sua completa determinação frente à necessidade presente na natureza, duas ideias indispensáveis para um século no qual a ciência se desenvolvia rapidamente e para um país que acabara de presenciar as revoluções nas terras vizinhas. Matysik, então, nos oferece a oportunidade de entender a riqueza do espinosismo, dadas as inúmeras possibilidades de interpretação das obras do filósofo neerlandês, utilizadas tanto para fins revolucionários quanto reformistas. Além disso, a partir da segunda metade do livro, a autora nos convoca para discutir as relações entre a filosofia da completa determinação e os movimentos com raízes no socialismo marxista, apresentando os principais problemas que surgiam - e ainda surgem - para os autores que buscavam traçar tal conexão.&nbsp

    Uma filosofia do encontro: resenha do livro O tempo e a ocasião, o encontro Espinosa Maquiavel, de Vittorio Morfino

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    Trata-se da resenha do livro O tempo e a ocasião, o encontro Espinosa Maquiavel, de Vittorio Morfin

    Curadoria de ideias: resenha para a nova edição do Tratado da Emenda do Intelecto, de Espinosa

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    Trata-se de uma resenha sobre a tradução da obra Tratado da Emeneda do Intelecto, de Espinosa.

    Spinoza’s self-imagining machine

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    Esse texto propõe a hipótese da “máquina s’imaginante” como sendo o constructo fundamental da teoria da imaginação de Spinoza e pretende justificar certa leitura que permita tal denominação. Para tanto, parte-se da noção de contemplari externè para, em seguida, explanar a noção interpretativa de simul desconcertante, a qual desempenha importante papel a fim de forjar a noção de centramento em si, noção que permite captar os efeitos de interioridade e exterioridade relativas ao indivíduo humano e cujo engendramento faz a natureza das coisas ser apreendida teleologicamente. A partir do centramento em si são examinadas e interpretadas categorias relevantes da imaginação, sendo a mais importante delas a concatenatio. Por fim, são indicados alguns desdobramentos da hipótese de leitura proposta. This text proposes the hypothesis of the “self-imagining machine” as being the fundamental construct of Spinoza’s theory of imagination, intending also to justify a certain reading that allows such denomination. To do so, this text starts from the notion of contemplari externè to explain, then, the interpretative notion of disconcerting simul, which plays a fundamental role in forging the notion of self-centering, a notion that allows to capture the effects of interiority and exteriority relative to the human individual and whose engendering makes the nature of things to be apprehended teleologically. Based on the self-centering we examine and interpret relevant categories of imagination, among which concatenatio is the most important. Finally, we indicate some developments of this reading hypothesis here proposed

    The resolution of a new way of life in Spinoza and Pascal

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    Espinosa e Pascal, respectivamente no proêmio do Tratado da Emenda do Intelecto e no opúsculo Sobre a conversão do pecador, colocam em cena a explicação de um processo que implica a instituição de um novo modo de vida e que representa, para a alma ou para a mente humana, uma profunda renovação de valores. Nessa explicação, ambos os autores abordam temas como a consideração por um bem verdadeiro, a perturbação entre tal consideração e a estima pelo que até então era objeto de deleite, a firme resolução e o desejo de buscar um bem verdadeiro e, por fim, a reflexão sobre os meios para alcançá-lo. Entretanto, o solo no qual esse processo se desenvolve parece separá-los, pois em Espinosa a resolução de buscar o bem verdadeiro é inerente ao esforço reflexivo, ao passo que em Pascal a conversão do pecador não se realiza sem a intervenção da graça. A questão que então se coloca é a de compreender o fundamento da instituição de um novo modo de vida cujo processo, se não parece se originar simplesmente de uma decisão voluntária, não é contudo equivalente para tais autores.Spinoza and Pascal, respectively in the prologue to the Treatise on the Emendation of the Intellect and in the opuscule On the Conversion of the Sinner, explain a process that involves the establishment of a new way of life and represents a profound renewal of values for the soul. In this explanation, both authors address topics such as the concern for a true good, the disturbance of the soul between this concern and the search for other types of pleasure, the firm resolution to seek a true good and the way to achieve it. However, the conditions of this process seem to take different places, since in Spinoza the resolution to seek the supreme good is inseparable from the effort to reflect on it, while in Pascal the conversion of the sinner does not take place without the intervention of grace. The question is therefore to understand the foundations of the establishment of a new way of life that share common features, but does not seem to be equivalent for these authors

    THE SPINOZISM IN SCHELLING’S PHYSICS

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    O seguinte texto analisa uma passagem da Introdução ao esboço do sistema da filosofia da natureza de 1799 escrito por Schelling, em que este equipara o projeto de sua filosofia da natureza à realização de um “espinosismo da física”. A compreensão de tal designação passa por, pelo menos, dois momentos. O primeiro se refere à sistematicidade pressuposta da forma de sua filosofia, que, por sua vez, se propõe rigorosamente científica. O segundo apresenta sua oposição à compreensão materialista e mecanicista da natureza, com a descrição desta a partir do primado do orgânico em relação ao inorgânico.The following text discusses a passage from the Introduction to the outline of the system of the philosophy of nature written by Schelling in 1799, in which he equates the project of his philosophy of nature with the realization of a “Spinozism of physics”. The understanding of such a designation entails at least two moments. The first refers to the presupposed systematicity of the form of his philosophy, which he claims to be rigorously scientific. The second presents his opposition to the materialist and mechanistic understanding of nature, with its description based on the primacy of the organic over the inorganic

    EXTRACT FROM A LETTER WRITTEN FROM BATAVIA IN THE EAST INDIES, DATED NOVEMBER 27, 1684, TAKEN FROM A LETTER FROM MR. FONTENELLE RECEIVED IN ROTERDAM BY MR. BASNAGE

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    Tradução de "Excerto de uma Carta escrita da Batávia nas Índias Orientais, de 27 de novembro de 1684, extraído de uma carta do Sr. Fontenelle recebida em Roterdã pelo Sr. Basnage" publicado nas Nouvelles de la Républiques des Lettres.Translation of " Extract of a Letter written from Batavia in the East Indies, of November 27, 1684, taken from a letter from Mr. Fontenelle received in Rotterdam by Mr. Basnage" published in the Nouvelles de la Républiques des Lettres

    THE CONCEPTION OF BEATITUDE IN THE PHILOSOPHIES OF FICHTE AND SPINOZA: MORAL AND POLITICAL IMPLICATIONS OF IDEALISM AND DOGMATISM

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    Neste artigo procuro expor a forma pela qual aparece o conceito de beatitude (Seligkeit-beatitudo) no pensamento de Fichte e de Espinosa. Tendo isso em vista, ressalto a importância de considerar os fundamentos metafísicos dos seus sistemas filosóficos para poder compreender suas implicações práticas - em particular as morais e políticas - a respeito do sentido que aquele conceito adota. Assim, pretendo analisar a metafísica fichteana do ansiar (Sehnen) como base da sua concepção da beatitude em um sentido moral, ao mesmo tempo que buscarei, em um sentido filosófico-histórico, confrontar essa perspectiva com a ideia espinosana de uma beatitudo, que, deixando de lado a moralidade, uma vez que para ele a política assume um papel primário na existência humana, de um ponto de vista fichteano só poderia ser considerada como irracional e dogmática. O confronto entre ambos os pensadores pretende favorecer a compreensão tanto de suas posições sobre o tema como dos seus sistemas filosóficos per se.In this paper I try to expose the way in which the concept of beatitude (Seligkeit-beatitudo) appears in the thought of Fichte and Spinoza. To this end, I emphasize the importance of considering the metaphysical foundations of their philosophical systems, in order to be able to understand their practical implications - in particular moral and political - regarding the meaning that this concept adopts. Thus, I intend to give an account of the Fichtean metaphysics of the longing (Sehnen) as the basis of his conception of the beatitude in a moral sense. At the same time I aim to compare, in a philosophical-historical sense, this perspective with the Spinozist idea of a beatitude that - leaving morality aside, since politics adopts a primary role in human existence -, from Fichte’s point of view, could only be considered as irrational and dogmatic. The confrontation between the two thinkers intends to favor the understanding of their opposing positions as well as their philosophical systems per se

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