Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    NOTÍCIA DA EDIÇÃO BRASILEIRA DO "BREVE TRATADO DE DEUS, DO HOMEM E DO BEM-ESTAR", DE B. DE SPINOZA

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    DEFESAS

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    Apresentação

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    A ÉTICA COMO CONATUS DE ESPINOSA

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    Neste artigo, procuraremos analisar o papel e a importância do conatus na economia do pensamento espinosiano, bem como a novidade que, a este propósito, o mesmo encerra para o entendimento de uma ética imanente do sujeito. Compreendido como o esforço despendido pelo sujeito no sentido de perseverar no seu ser, o qual, enquanto individualidade, procura o que é bom e útil para si, o conatus, tal como Espinosa o entende, é, no entanto, um princípio dinâmico que não pode reduzir-se à mera “conservação” do ser, mas é capaz de fazer mover o sujeito na escolha de afeções positivas que o realizem. É, sobretudo, na Parte II da Ética – da origem e da natureza das afeções -objeto de análise do presente artigo, que estas ideias se encontram desenvolvidas, em que o conhecimento (razão) é o afeto quando transformado na causa adequada de si mesmo.

    PERMANÊNCIA DO TEOLÓGICO-POLÍTICO? – UMA ANÁLISE DO PENSAMENTO POLÍTICO DO MATERIALISMO ATEU DE HOLBACH A PARTIR DE CLAUDE LEFORT

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    A partir da análise do fundamento do Político proposto em algumas obras do Barão de HOLBACH, este artigo visa a examinar a possibilidade de o modo como o materialismo ateu do século XVIII compreende o fundamento da Lei e do Político pode apontar para uma organização social de caráter político ou teológico-político, conforme a chave de leitura fornecida por C. LEFORT. Após a exposição da diferença entre o Político e o Teológico-Político e da breve análise da concepção de Política Natural do Barão de HOLBACH (fundamento do social, da Moral, da virtude e das Leis e o fundamento e os limites naturais da instituição política do Governo), é possível constatar a persistência do teológico-político também na concepção materialista do século XVIII. Essa condição deriva da singela substituição de Deus pela Natureza (transcendência) no exercício da função simbólica de preencher intemporalmente o lugar do Poder político

    CONSTITUIÇÃO MÚLTIPLA E POTÊNCIA NA FILOSOFIA POLÍTICA DE ESPINOSA

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    A filosofia política de Espinosa tem uma relação direta de constituição com sua ontologia, terreno no qual o conceito de potência é definido e a partir do qual suas propriedades no campo político podem ser deduzidas em sua pluralidade. Aqui realçamos alguns dos aspectos mais importantes para nossa pesquisa atual, que foca na realidade necessária do conflito na constituição da política e nas formas como a multiplicidade pode ser avaliada teórica e praticamente na constituição e na crítica das formas políticas determinantes da sociabilidade

    SPINOZA: O CONATUS E A LIBERDADE HUMANA

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    Este artigo tem por objetivo compreender o papel representado pelo conceito de conatus na filosofia de Baruch de Spinoza. Partindo da leitura da da Ética III buscaremos reconstruir a teoria da afetividade postulada pelo filósofo para demonstrar como a noção de conatus opera ao mesmo tempo como perseveração na existência e afirmação do desejo. O passo posterior será projetar uma unidade entre o existir e o desejar como a base para o correto entendimento da concepção de liberdade desenvolvida por Spinoza na parte V de sua Ética

    SOBRE O ANTICARTESIANISMO COM RELAÇÃO AOS PRIMEIROS PRINCÍPIOS DO CONHECIMENTO EM PASCAL E HUME

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    O objetivo deste trabalho é refletir acerca da perspectiva anticartesiana que se manifesta nas obras de Pascal (1623-62) e Hume (1711-76), especificamente no que se refere à concepção filosófica dos primeiros princípios do conhecimento. Partindo da enunciação da mathesis universalis em Descartes, buscamos identificar como Pascal e Hume apresentam uma posição alternativa, assim como refletir acerca das semelhanças e divergências entre esses dois autores. As principais fontes de Pascal a serem consideradas são o opúsculo Do Espírito Geométrico (1656, publicado parcialmente em 1728) e o fragmento 72 (edição Brunschvicg) dos Pensamentos (1670). No caso de Hume, focaremos na Parte I do Livro I do Tratado acerca da natureza humana (1739-40) e na Investigação sobre o entendimento humano (1748)

    EXPERIMENTAÇÃO POLÍTICA DA AMIZADE A PARTIR DA TEORIA DOS AFETOS DE ESPINOSA

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    A amizade é concebida neste estudo como tendo um sentido político, pois uma condição necessária do exercício político é aquela de considerar a opinião do outro. Em seu sentido político, a amizade favorece o questionamento de pontos de vista fixos e a irrupção de ações inovadoras. A experimentação política da amizade constitui uma relação agonística, de abertura ao outro na qual os corpos estão dispostos a afetar e serem afetados, implicados em contribuir com o aumento da capacidade de reflexão e ação do amigo. Este artigo tem como objetivo discutir a experimentação política da amizade a partir da teoria dos afetos de Baruch Espinosa: o corpo é essencialmente relacional e é na relação com seus outros, na maneira como afeta e é afetado por elesque se dá a condição de possibilidade da resistência à tristeza e afirmação da alegria – compreendida como aumento da potência de pensar e agir

    A INTERIORIDADE E A QUESTÃO DO SOBERANO BEM EM PASCAL

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    O objetivo que permeará a presente discussão está vinculado à tentativa de elucidar em que consiste a questão do autoconhecimento em Blaise Pascal. A nosso ver, essa questão está estritamente relacionada com a temática da busca pelo soberano bem, presente nos “Pensées”, mais especificamente nos fragmentos relacionados ao “Divertissement”. Nesses fragmentos o pensador francês trabalha com a idéia da miséria presente no homem, sob a forma de uma espécie de vazio interior. A natureza do homem, sendo esvaziada de todo e qualquer significado, impele-o a buscar nas distrações e ocupações um modo de tornar-se feliz. Nesse sentido, conhecer-se a si mesmo, segundo Pascal, equivale a reconhecer sua própria miséria no contexto do fenômeno do divertimento. Por outro lado, pretendemos fazer uma comparação entre o pensamento de Pascal e o de Santo Agostinho, no que tange à temática da interioridade e da busca pelo soberano bem, para mostrar como a reflexão antropológica do autor jansenista acerca desses temas ultrapassa o pensamento do bispo de Hipona

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