Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    THE DESIRE IN SPINOZA’S ETHICS III: A READING KEY FOR A STUDY IN THE FIELD OF MENTAL HEALTH

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    O intuito deste artigo é analisar o conceito de desejo no projeto ético de Espinosa. Para isso, primeiramente, será retomado o percurso das primeiras proposições da Parte III da Ética, até a nona proposição, em que o desejo é definido como a própria essência do homem. Em seguida, a partir de resultados parciais de uma pesquisa realizada no campo da saúde mental sobre os motivos de internações psiquiátricas de crianças e adolescentes, buscar-se-á uma leitura de duas dimensões distintas desse estudo a partir da chave de leitura da Ética de Espinosa. This paper aims to analyze the concept of desire in the ethical project of Spinoza. On the first part, the pathway to the concept of desire is recovered, leading to the preposition nine of the third part of Ethics, in which the concept of desire is defined as the essence of human being. On the second part, taking into consideration the partial results of a research developed in the field of mental health that aims to understand the motives of internment of children and adolescents in a psychiatric institution with the characteristics of an asylum, it will be developed an analysis of two distinct dimensions of this study considering the concepts of Spinoza’s Ethic

    RESENHA: HOBBES ON LEGAL AUTHORITY AND POLITICAL OBLIGATION, DE LUCIANO VENEZIA

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    DEMOCRACY AND POPULAR CULTURE IN THE WORK OF MARILENA CHAUI

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    O artigo analisa os textos de Marilena Chaui dedicados à noção de cultura popular. Nosso objetivo é, por um lado, esclarecer que tais textos são coerentes com as obras da autora dedicadas à história da filosofia, e, por outro lado, mostrar como Chaui estabelece, desde o fim dos anos de 1970, um diálogo crítico com a esquerda brasileira. Diálogo que tem por foco não apenas a compreensão geral da ideia de cultura, mas, principalmente, a compreensão de que a cultura popular é expressão ambígua da dominação sofrida pelas classes populares. The article analyzes the texts of Marilena Chaui dedicated to the notion of popular culture. Our aim is, on the one hand, to clarify that these texts are consistent with Chaui’s works dedicated to the history of philosophy. On the other hand, our aim is to point out how Chaui establishes, since the end of the 1970s, a critical dialogue with the Brazilian left wing. A dialogue that has as its focus not only the general understanding of the idea of culture but, above all, the understanding that a popular culture is an ambiguous expression of the domination suffered by the popular classes

    TO READ THE DELEUZE`S SPINOZA: A HISTORIOGRAPHICAL- PHILOSOPHICAL INTERPRETATION (OR THE HISTORY OF PHILOSOPHY ON THE WITCH’S BROOM FLIGHTS)

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    O objetivo deste artigo é delimitar e restituir, de modo sistemático, os eixos argumentativos decisivos que permitem conceder um grau de coerência interna à célebre interpretação expressiva de Gilles Deleuze (1925-1995) acerca da filosofia de Espinosa. Trata-se, inicialmente, de examinar o quanto a leitura deleuziana de Espinosa retrata um momento peculiar e único das relações que Deleuze, ao longo de pelo menos três décadas, estabeleceu com a história da filosofia. Em seguida, pretendemos demonstrar a partir de quais ordenamentos conceituais – construídos de maneira não-hierárquica, segundo Deleuze –  a  tese de uma necessidade prática intrínseca ao processo de constituição ontológica na Ética de Espinosa é sustentada dentro do viés de uma filosofia da diferença.   The purpose of this article is to define and restore, in a systematic way, the decisive argumentative axes that allow a degree of internal consistency to the famous expressive interpretation of Spinoza’s philosophy made by Gilles Deleuze (1925-1995). Initially, we will examine how the Deleuzian interpretation of Spinoza portrays a peculiar and unique moment of the relations that Deleuze, during at least three decades, has established with the history of philosophy. Then, we will check which conceptual frameworks – built in a non-hierarchical manner, according to Deleuze – would support the thesis of an intrinsic and practical necessity to the ontological constitutive process in Spinoza’s Ethics under the perspective of a philosophy of difference

    BERGSON LEITOR DE LEIBNIZ: OS POSSÍVEIS, AS TENDÊNCIAS E A INDIVIDUAÇÃO

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    Partimos da perspectiva que nos convida a observar que a leitura que Bergson faz sobre Leibniz tanto nos seus cursos, quanto em Possível e o Real e em A Evolução Criadora participam da construção de um modelo de individuação no âmbito filosofia bergsoniana. No curso sobre o opúsculo De rerum natura originatione, Bergson propõe uma avaliação sobre o finalismo metafísico leibniziano a partir da noção do possível e sua relação com o princípio da harmonia pré-estabelecida. Neste artigo, pretende-se mostrar que as implicações decorrentes da leitura de Leibniz são conservadas até as proposições sobre o elã vital e as tendências

    THEORY OF IDEAS, INNATISM AND THEORY OF PERCEPTION IN DESCARTES

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    Esse artigo trata da assim chamada ‘virada epistemológica’ de Descartes. Ao tomar o termo ‘ideia’ como o centro de sua metafísica, Descartes empregou-o de um novo modo. Com efeito, Descartes rompeu com a concepção tradicional platônico-agostiniana das ‘ideias’ com seres ontológicos. Em sua opinião, as ideias são entidades mentais ou psicológicas. Descartes defende essa posição em conformidade com uma revolucionária teoria da percepção e uma inovadora concepção de mente, ambas resultados de sua negação do empirismo escolástico. O que emerge daí é o ressurgimento da dotrina da ideias inatas, a qual molda os debates filosóficos na segunda metade do século XVII e é responsável pela elevação da epistemologia ou teoria do conhecimento ao status de disciplina autônoma. This paper deals with the so-called Cartesian ‘epistemological turn’. Taking the old term ‘idea’ to be the core of his metaphysics, Descartes deployed it in a new way. In fact, Descartes broke with the traditional Platonic-Augustian conception of ‘ideas’ as ontological beings. In his view, ideas are mental or psychological entities. Descartes advances this position in accordance with a revolutionary theory of perception and a new conception of mind, both outcomes of his denial of scholastic empiricism. What emerges from this is a revival of the doctrine of innate ideas, which shapes the philosophical debates in the second half of the seventeenth-century and is responsible for the rise of epistemology or theory of knowledge as an autonomous discipline

    HOW JEWISH IS SPINOZA’S GOD?

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    Se é verdade que Espinosa pertence à história da Filosofia judaica, seu conceito de Deus não pode deixar de ser, também ele, “judaico”. Nosso objetivo aqui é (após considerar a condição de Espinosa como judeu, filósofo, “ateu”, filósofo judaico e judeu moderno) questionar se o conceito espinosano de Deus exposto nas definições da Ética tem algo de judaico, particularmente diante das concepções deixadas por alguns dos principais filósofos das tradições judaica e árabe medieval: Saadya, Avicena, Ibn Gabirol, Halevi, Maimônides e Crescas. Nossa resposta, ao final, é negativa. If it is true that Spinoza belongs to the history of Jewish Philosophy, his concept of God also cannot cease to being “Jewish”. Our aim here is (after considering Spinoza’s condition as Jew, philosopher, “atheist”, Jewish philosopher and modern Jew) to call into question if Spinoza’s concept of God, as exposed in Ethics’ definitions, has something of Jewish, particularly when faced with conceptions yielded by some of the main philosophers from Jewish and Arabic traditions: Saadya, Avicenna, Ibn Gabirol, Halevi, Maimonides and Crescas. Our answer, at the end, is negative

    "SPINOZA AND MEDIEVAL JEWISH PHILOSOPHY", DE STEVEN NADLER

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    APRESENTAÇÃO

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    20 ANOS DE CADERNOS ESPINOSANO

    BOVE, LAURENT (2014). ALBERT CAMUS, DE LA TRANSFIGURATION – POUR UNE EXPÉRIMENTATION VITALE DE L’IMMANENCE

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    Publicado em 2014, "Albert Camus, de la transfiguration", constitui, ao lado de “Vauvenargues ou le séditieux”, de 2010, mais um esforço realizado por Laurent Bove no sentido de valorizar o tema pascaliano da “segunda natureza” através de um ponto de vista espinosista. Por aí se vê que Bove é consequente ao se distanciar tanto do tema da “filosofia do absurdo”, reiteradas vezes associada à obra de Camus pela interpretação hegemônica que dele se faz, quanto da imagem de um moralista, associada a Camus através de Sartre. Ainda que Bove percorra grande parte da obra Camus, podemos afirmar sem grandes embaraços que os personagens merecedores de maior consideração são Meursault e o Cristo das pinturas de Piero della Francesca, tal como descrito nas Noces. Através da identificação do tema de uma filosofia do corpo, Bove sustenta que Camus prepara, nas suas primeiras obras, notadamente em O estrangeiro e nas Noces, a questão da transfiguração, a qual será posteriormente desdobrada nos seus aspectos políticos e históricos, em O homem revoltado, por aí se articulam as duas partes da obra de Bove.

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