Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    PASCAL E SPINOZA: OS CONFLITOS DO RECONHECIMENTO

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    Neste trabalho, pretendemos empreender uma comparação entre as filosofias de Spinoza e Pascal a respeito da dimensão essencialmente conflituosa da vida intersubjetiva — e, particularmente, do fato de que esse conflito se origina em um desejo de dominação do outro, fundado, por sua vez, em um desejo de ser reconhecido pelo outro —, de sorte a ressaltar tanto as semelhanças quanto as diferenças que se estabelecem entre os dois filósofos. Como tentaremos mostrar, embora seja possível encontrar diversas semelhanças entre eles, isso não elimina o contraste fundamental que separa seus pensamentos. No entanto, é precisamente a consideração dessa dupla relação que, a nosso ver, faz o interesse de se confrontar suas obras

    QUANDO MARILENA CHAUI ENCONTROU O DEUS DE ESPINOSA

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    Dois episódios marcaram a formação de Marilena Chaui e a transformaram numa das maiores filósofas contemporâneas. Este artigo trata desses dois episódios

    MARILENA CHAUI E O DEBATE SOBRE IDEOLOGIA E EDUCAÇÃO NO BRASIL

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    O objetivo deste artigo é evidenciar a contribuição dos argumentos do ensaio “ideologia e educação”, publicado por Marilena Chaui originalmente em 1980, para a fundamentação de uma percepção pedagógica da ideologia presente no interior das práticas educativas e escolares. a partir de um resgate dos eixos fundamentais da reflexão colocada por chaui pretendemos aclarar a atualidade do tema no brasil e explicitar a dimensão dos problemas por ela levantados no processo de transformação do licenciando em educador. finalmente, em forma de relato, descreverei como esta transformação foi experimentada não só por mim, quando estudante de pedagogia, mas também por colegas de curso

    SOBRE O SEGUNDO VOLUME DE A NERVURA DO REAL, DE MARILENA CHAUI

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    A QUESTÃO DA INVENÇÃO- UMA REFLEXÃO SOBRE O CONHECIMENTO EM LEIBNIZ

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    Leibniz é um contumaz crítico das filosofias da tradição e de seus contemporâneos. No que se refere à questão do conhecimento, existe na filosofia leibniziana uma oposição clara às gnosiologias mais influentes e determinantes de seu tempo, no caso do cartesianismo, do empirismo e até mesmo do intuicionismo espinoseano. O ecletismo de Leibniz tomou forma a partir de suas críticas, que, segundo algumas interpretações, intentavam conciliar os mais diletos pontos de vista. No entanto, o pensamento de Leibniz envereda por outros campos na questão do conhecimento, assim como o fez reconhecidamente na física, na matemática e na metafísica? Nos propomos a discutir alguns pontos desta questão demonstrando que a ideia de invenção de Leibniz constitui-se em um movimento contra a filosofia da tradição e já reflete a insatisfação do pensador acerca dos rumos tomados pelas ciências em geral no seu tempo. Tendo como base o embate contra o método geométrico, alicerçando-se sobretudo no método matemático, Leibniz estabelece um pensamento que concilia a um só tempo a luz da descoberta e o rigor da demonstração, tendo em vista poder voltar a navegar efetivamente no ‘oceano das ciências’ e em busca da felicidade humana.

    A RELAÇÃO ENTRE CIBERNÉTICA E METAFISICA E SUAS CONSEQUÊNCIAS NA VIDA SOCIAL A PARTIR DA MONADOLOGIA DE G. W. LEIBNIZ

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    É amplo o estudo sobre Leibniz hoje: conhecemo-lo como o filósofo metafísico de tendências religiosas, como opositor de Descartes, como vitalista, matemático etc.; mas a pergunta que orienta nossa pesquisa busca deslindar novos horizontes: é possível encontrar elementos em sua metafísica que nos permitam pensar o cenário social contemporâneo? A partir das ferramentas conceituais criadas pelo filósofo pensamos que a resposta seja positiva

    Apresentação

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    LEIBNIZ: A INFINITUDE DIVINA E O INFINITO EM NÓS

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    O verdadeiro infinito, afirma Leibniz em seus Novos ensaios, não é um modo da quantidade, é anterior a qualquer composição e não é formado pela adição de partes. O infinito, para Leibniz, é atual e é propriedade de todas as coisas. Como criaturas finitas conhecem o infinito? Neste artigo, investigamos que tipo de relação pode ter o infinito matemático, quantitativo, para o conhecimento da infinitude divida e do infinito atual que existe no mundo. A ordem ideal da matemática instrui sobre a ordem real do mundo? E quais os limites da ordem ideal na explicação do infinito atual que caracteriza Deus e o mundo

    LEIBNIZ E O PARADIGMA DA PERSPECTIVA

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    No século XVII, vemos a emergência de uma nova abordagem geométrica às seções cônicas. Desenvolvida inicialmente por Girard Desargues e por Blaise Pascal, tal geometria é herdeira do método de representação pela perspectiva linear a aponta na direção da geometria projetiva do século XIX. Estudos recentes de J. Echeverría e de V. Debuiche iniciaram a discussão da recepção de tais trabalhos por Leibniz, assim como a relação deles com os trabalhos do próprio Leibniz em perspectiva (em grande parte ainda inéditos) e com a Geometria situs. Este artigo percorre algumas questões associadas a estes domínios, assim como a importância do paradigma da perspectiva para a filosofia de Leibniz

    SPINOZA, MELANCHOLY AND THE ABSOLUTELY INFINITE IN SEVENTEENTH CENTURY’S GEOMETRY OF INDIVISIBLES

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    O artigo procurar refazer o debate seiscentista acerca da cientificidade da matemática e da possibilidade de se conceber a ideia do infinito positivo para abordar as implicações filosóficas da matemática na obra de Espinosa, dando estaque para a ordenação geométrica em sua Ética. Abordaremos o pensamento matemático do filósofo a partir de três perspectivas: a pedagógica, a epistemológica e a ontológica. No sentido pedagógico, a sua geometria sintética procura habitar a evidência como expressão retórica e pedagógica de encadeamentos perfeitos e auto evidentes que conduzem o andamento do leitor por proposições filosóficas. No sentido epistemológico, temos o habitar da própria coisa entendida por meio de uma definição genética que fornece tanto a própria essência atuosa da coisa como a diferença entre defini-la por meio de seus predicados (ou efeitos) ou por meio de sua essência íntima (ou causa eficiente). E no sentido ontológico de habitar o próprio infinito, pois a geometria nos fornece a própria forma para concebermos a ideia positiva de um absolutamente infinito em que necessariamente somos e tomamos parte. The article aims to reconstruct the seventeenth-century debate of the scientific nature of mathematics and the possibility of conceiving an idea of a positive infinite to address the philosophical implications of mathematics in Spinoza’s work, emphasizing the geometric ordering in his Ethics. We will approach the mathematical thinking of that philosopher from three perspectives: the pedagogical, the epistemological and the ontological. In the pedagogical sense, his synthetic geometry aims to inhabit the evidence as rhetorical and pedagogical expression of a perfect and self-evident concatenation that leads the progress of the reader through philosophical propositions. In the epistemological sense, we have the aim of inhabiting the thing defined by a genetic definition that provides the very acting (atuosa) essence of a thing. That epistemological sense provides us the difference between a definition of a thing by its predicates (or effects) or through its inner essence (or efficient cause). And finally, in the ontological sense of inhabiting the infinite itself, because geometry can bring us the proper way to conceive the positive idea of the absolutely infinite in which we necessarily are and take part

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