Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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OLDENBURG: O MAIS PROLÍFICO CORRESPONDENTE DE ESPINOSA
Este artigo compõe uma biografia de Henry Oldenburg (ca. 1615-1677), apresentando um retrato, na concretude de sua vida, mais ou menos fiel de um dos principais missivistas de Espinosa. Da recolha bibliográfica, quisemos responder à pergunta que define parte importante do pano de fundo da mais duradoura e prolífica troca de cartas com o filósofo holandês: quem é Oldenburg? Sobretudo, foi preciso apresentar, como ponto de partida, a humanidade de tão importante correspondente, a fim de evitar, na leitura das cartas, que ele se tornasse um mero indivíduo sem face a quem Espinosa deu algumas frases.This article aims to compose a biography of Henry Oldenburg (ca. 1615-1677), presenting a portrait somewhat reliable of one of Spinoza’s main correspondents, in the concreteness of his life. From the bibliographic collection, we intended to answer the question that is an essential part of the background of the most enduring and prolific letter exchange with the Dutch philosopher: who is Oldenburg? Above all, it was necessary to present the humanity of such an important character, in order to avoid that he became to the reader a mere faceless individual to whom Spinoza assigned a few sentences
THE MARKS OF TIME AND THE MACHIAVELLIAN POLITICS
The text articulates elements and concepts that, in Machiavelli’s political philosophy, revolve around the force of time, or rather, the relation of human beings - understood as political actors, political lives - to the temporalities that base the security of political body or, on the contrary, promote corruption, revolts and seditions - thus provoking the weakening or even the end of civility.O texto articula elementos e conceitos que, na filosofia política de Maquiavel, giram ao redor da força do tempo, ou melhor, da relação dos seres humanos - entendidos como atores políticos, vidas políticas - com as temporalidades que fundam desde o corpo político à sua segurança, ou, do contrário, favorecem a corrupção, as revoltas e as sedições - provocando, assim, o enfraquecimento ou mesmo o fim da civilidade. Para que a questão seja razoavelmente colocada, faço acompanhar essas análises a centralidade dos conflitos nessa filosofia política
FERNANDO PESSOA READER OF PASCAL AND THE PROJECT OF THE BOOK OF DISQUIET
O presente artigo visa explorar as relações entre Pascal e Pessoa tendo por base o impacto da obra do autor francês tanto na estruturação quanto nas temáticas presentes ao longo do projeto do Livro do Desassossego. Com efeito, na Biblioteca Particular de Pessoa encontramos livros de e sobre Pascal que se encontram sublinhados e anotados pelo autor português e nos possibilitam certificar o interesse de Pessoa pelo pensamento pascaliano. Para além disso, o espólio de Pessoa oferece-nos um conjunto de fragmentos que nos permitem elucidar até que ponto a leitura da obra de Pascal viria a ser importante para a elaboração dos fragmentos do Livro do Desassossego. Assim, tendo por base a análise da presença do nome e do pensamento de Pascal em fragmentos do espólio de Pessoa, o presente artigo explicita qual o papel da leitura pessoana de Pascal na elaboração do projeto do Livro do DesassossegoThis article aims to explore the relations between Pascal and Pessoa based on the impact of the work of the French author both in the structure and the themes present throughout the Book of Disquiet. Indeed, in the Pessoa’s Private Library one finds books of and about Pascal that are underlined and bear notes by the Portuguese author, which enable us to certify Pessoa’s interest in Pascal’s thought. In addition, Pessoa’s Archive offers us a set of fragments that allow us to elucidate the extent to which the reading of Pascal’s work would be important for the elaboration of fragments of the Book of Disquiet. Thus, based on the analysis of the presence of Pascal’s name and thought in fragments of Pessoa’s Archive, this article explains the role of Pessoa’s reading of Pascal in the preparation of the Book of Disquiet. 
ANTI-INTUITIONISM AND ANTI-FOUNDATIONISM: THE ROLE OF IMAGINATION IN PASCAL’S EPISTEMOLOGY
Em Pascal, por meio da crítica à razão discursiva que estava à sua época em vias de consagração, está em curso a defesa de uma concepção alargada da racionalidade, que procura estendê-la a partir de uma perspectiva anti-intuicionista e antifundacionista radical para dimensões da realidade que o arranjo epistemológico gestado pela filosofia cartesiana quer deixar de fora. A hipótese que gostaríamos de discutir é a de que essa subversão se dá pela desestabilização desse arranjo por meio da descrição que Pascal realiza, em Pensamentos, da faculdade imaginação, cujo interesse para o estudo da verdade deve ser considerado para que se possa entender a inflexão que a epistemologia pascaliana tenta empreender ante as outras de seu tempo.Pascal , through a critical approach of the discursive reason which was in his time in the process of being consecrated , asserts a broader conception of rationality, which is extended by a radical anti-intuitionist and anti-foundationist perspective to realms of reality that were left out by the Cartesian epistemology. The hypothesis we would like to discuss is that this subversion takes place through the destabilization of such epistemology by the Pascalian description, in Pensées, of the faculty of imagination, whose relevance in the investigation of the truth one must consider in order to understand the inflection of the Pascalian epistemology vis-à-vis the others of his tim
THE LENS AND THE PINCE-NEZ: MACHADO DE ASSIS, SPINOZA AND THE POLITICAL CULTURE IN BRAZIL
Machado de Assis, no conto A Sereníssima República, aponta, por meio da alegoria, problemas de fundo do sistema político brasileiro. Uma espécie de cultura da fraude estaria presente nos comportamentos das aranhas (estas, na alegoria proposta no conto, fazem as vezes dos cidadãos da república), o que impossibilitaria a implantação reta e precisa da lei, bem como a instituição da paz e da securitas. Sérgio Buarque de Holanda, ao analisar, a partir de fontes primárias, o período em que se passa o conto, constata os mesmos problemas que Machado de Assis apontara. Os conceitos políticos espinosanos são movimentados, ao final, para mostrar que em um imperium no qual as leis são constantemente violadas, não se está distante do estado de natureza, com grande perigo de vida para os súditos-cidadãos. Seria este o caso da república do conto e do Brasil atual?In A Sereníssima República, Machado de Assis shows, through allegory, some fundamental problems of the brazilian political system. A kind of culture of fraud would be present in the behaviors of spiders (these act as citizens of the republic, in the allegory proposed in the story), which would make it impossible to implement the law and the institution of peace and securitas. Sérgio Buarque de Holanda, analyzing the period in which the tale took place indicates by means of primary sources the same problems that Machado de Assis pointed out in the tale. Lastly, some Spinoza’s political concepts are used to show that an imperium in which laws are constantly violated is not far from the state of nature, with great danger of death for the citizens. Is this the case of the republic of the tale and of Brazil nowadays
SIDNEY E O DIREITO DE RESISTÊNCIA
A intenção do artigo é examinar a reflexão de Algernon Sidney no que se refere ao direito de resistência do povo contra governos tirânicos. Amplamente discutido por autores das mais diversas vertentes políticas, o direito de resistência ocupou um lugar de destaque no debate jurídico, teológico e político no decorrer dos séculos XVI e XVII. Além dos tradicionais argumentos apresentados por huguenotes franceses, monarcômacos escoceses e defensores da causa parlamentar durante as guerras civis inglesas, a defesa de Sidney do direito do povo de julgar, combater e depor tiranos é feita também com base em princípios republicanos, como o império da lei, o bem comum e, principalmente, a liberdade
MULTIPLES THAT CONSTITUTE THE UNITY: LEIBNIZIAN CONCEPT OF SUBSTANCE - FROM THE COMPLETE NOTION TO THE EXPRESSIVE MONAD
Leibniz propôs mais de um conceito para descrever filosoficamente a substância. Ironia instrutiva, esta pluralidade que tem por fim uma explicação unificada da realidade culminou em uma definição dos componentes fundamentais do mundo – as mônadas – como unidades que abrigam a multiplicidade. Estas substâncias, bem como a sua função essencial de se exprimirem mutuamente, apenas se tornam plenamente inteligíveis quando observamos os conceitos anteriores, de que a filosofia madura de Leibniz herdou algumas intuições. (As quais, por sua vez, têm consequências sobre outras questões em voga no período pós-cartesiano, notadamente a do estatuto ontológico do corpo.) Guiando-nos pelas obras-chave do filósofo e físico alemão, procuraremos retraçar esse percurso intelectual, a fim não de esboçar um hipotético sistema seu, mas de unificar o tratamento que ele dispensou à unidade. Tal hipótese de leitura concorda fundamentalmente com aquela sustentada por Michel Fichant, mas traz pontuais acréscimos ou desacordos, que serão indicados neste artigo.Leibniz proposed more than one concept in order to philo-sophically describe the substance. An instructive irony, this plurality of theories, whose end is an unified explanation of reality, culminated in a definition of the fundamental components of the world – the monads – as units that embrace multiplicity. These substances, as well as their essential function of mutually expressing themselves, only become fully intelligible when we observe Leibniz’s earlier concepts, of which his mature philos-ophy inherited some intuitions. Guided by the key works of the German philosopher and scientist, we will seek to redraw this intellectual path, in order not to outline a hypothetical system of him, but to unify the treat-ment he granted to the issue of unity. Such a reading hypothesis funda-mentally agrees with the one sustained by Michel Fichant, but brings spe-cific additions or discords, which are going to be indicated in this article
 
QUAESTIO DE INFINITO. EL PROBLEMA DE LA TEMPORALIDAD EN LA CARTA 12 A MEYER
L’article entend montrer qu’à partir d’une conceptualité classique, héritée de Descartes, Spinoza parvient à contrer l’argument cartésien de liberté et l’argument aristotélicien du finalisme par une structure théorique impossible à classifier à son époque, faisant penser à une tentative de formaliser l’auto-organisation comme le fondement de l’intentionnalité. À partir d’une analyse du texte spinoziste et sa compréhension de la contrainte, l’article entend montrer que la reprise d’un certain nombre de notions et de termes entourant ce thème ont été redisposés par Spinoza afin de solutionner un problème nouveau, invisible avant lui. L’article entend montrer qu’à partir d’une conceptualité classique, héritée de Descartes, Spinoza parvient à contrer l’argument cartésien de liberté et l’argument aristotélicien du finalisme par une structure théorique impossible à classifier à son époque, faisant penser à une tentative de formaliser l’auto-organisation comme le fondement de l’intentionnalité. À partir d’une analyse du texte spinoziste et sa compréhension de la contrainte, l’article entend montrer que la reprise d’un certain nombre de notions et de termes entourant ce thème ont été redisposés par Spinoza afin de solutionner un problème nouveau, invisible avant lui
DA VERDADEIRA THEOLOGIA MYSTICA
Translation of G. W. Leibniz\u27s "On the True Theologia Mystica".Tradução do texto "Da verdadeira Theologia Mystica", de G. W. Leibniz.Traducción de "Sobre la verdadera Theologia Mystica", de G. W. Leibniz