Cadernos Espinosanos (E-Journal)
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    A paradoxical void? Between pascal and psychoanalysis

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    O presente artigo procura desvelar como Pascal e a abordagem psicanalítica, em sua vertente freudiana e lacaniana, pensaram a experiência de um ser humano finito diante de uma situação paradoxal. Com efeito, as propostas da psicanálise e de Pascal, embora separadas por mais ou menos dois séculos, apresentam pontos comuns que talvez ajudem a elucidar suas próprias posições. Nesse cenário, a hipótese que discutimos a seguir é a de que tanto Pascal quanto a psicanálise tecem suas categorias a partir de uma observação atenta do comportamento do homem que procura compreender o porquê de uma constante sensação de vazio marcar a experiência humana. Assim, nossa investigação será realizada por meio, de um lado, do cotejo dos conceitos pascalianos de divertissement e de graça com, de outro lado, as ideias metapsicológicas de das Ding, de representação, de pulsão e de fantasia da psicanálise.This article seeks to reveal how Pascal and the psychoanalytical approach, specifically Freudian and Lacanian, thought of the experience of a finite human being in the face of a paradoxical situation, since the proposals of psychoanalysis and Pascal, although two centuries apart, have common points that perhaps help to clarify their own positions. In this context, the hypothesis that we discuss below is that both Pascal and psychoanalysis form their categories from an attentive observation of human behavior which seeks to understand why a constant feeling of emptiness marks the human experience. Thus, our investigation will be carried out through, on the one hand, the comparison of the Pascalian concepts of divertissement and grace with, on the other hand, the metapsychological ideas of das Ding,representation, instinct and fantasy of psychoanalysis

    The affective structure of kinds of government in Hobbes. I Pressupositions

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    Os pressupostos da estrutura afetiva dos tipos de governo em Hobbes dizem respeito aos afetos fundamentais que determinam as ações humanas desde o estado de natureza, em especial o medo, o egoísmo e a glória. O medo, para Hobbes, talvez seja o afeto mais restritivo da liberdade natural no estado de natureza e, ao contrário, a principal condição para a obtenção da paz no estado civil, mas a esperança de glória é tão relevante quanto o medo para a transformação do homem natural num ser social e, posteriormente, num súdito e num cidadão. The presuppositions of the affective structure of kinds of government in Hobbes concern the fundamental affects that determine human action since the state of nature, in particular fear, selfishness and glory. Fear, for Hobbes, is perhaps the affect that restricts natural freedom the most in the state of nature and, on the contrary, the main condition for obtaining peace in the civil state, but the hope of glory is as relevant as fear for the transformation of natural man in a social being and, subsequently, in a subject and a citizen.

    Comentário de René Descartes sobre um certo panfleto publicado na Bélgica no fim do ano de 1647 com o seguinte título: explicação da mente humana ou da alma racional, onde explica-se o que é e o que pode ser

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    Henricus Regius ou Henri LeRoy, outrora amigo e divulgador da filosofia de Descartes, agora escrevendo como adversário de seu antigo mestre, publica em Utrecht um panfleto anônimo sobre a natureza da mente humana. No intuito de evitar que as teses apresentadas por seu ex-discípulo fossem tomadas como suas, Descartes decide, então, refutar as opiniões defendidas no panfleto de Regius. É precisamente o texto produzido por Descartes nessa ocasião que é traduzido a seguir. Esse texto, aparentemente impresso sem o consentimento de seu autor em dezembro de 1647, marca o ponto final da relação entre o filósofo francês e o professor de medicina. O texto latino aqui traduzido foi extraído da edição realizada por Charles Adam e Paul Tannery das Oeuvres complètes de Descartes, Paris, Vrin, tomo VIII, pp. 341-369.&nbsp

    A ciência das conexões singulares, de Vittorio Morfino

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    Resenha do livro "A ciência das conexões singulares", de Vittorio Morfin

    Apresentação

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    Apresentação da Edição 45 dos Cadernos Espinosano

    Correspondência entre Espinosa e Oldenburg

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    Resenha da tradução Correspondência entre Espinosa e Oldenburg. Tradução, apresentação, estudo, preparação do texto latino e notas: Samuel Thimounier Ferreira. Belo Horizonte: Autêntica. Coleção: Filô: Espinosa (2021).

    Da demonstração cartesiana da existência de Deus por R. P. Lami (Mémoires de Trévoux, 1701)

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    Apresentação

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    Apresentação da edição de número 44.

    Indivíduo e comunidade em Spinoza

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    Resenha do livro Indivíduo e Comunidade em Spinoza, de Alexandre Mathero

    Aspects of voluntary action in Hobbes

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    Hobbes concede uma importância inédita à ação voluntária, na medida em que defende que a origem de toda obrigação é um ato voluntário daquele que se obriga, uma vez que todos são naturalmente livres e iguais e não há obrigações naturais. Por um lado, Hobbes desloca a discussão sobre a voluntariedade das ações e alarga a concepção do que pode ser considerado uma ação voluntária em relação à tradição que remonta a Aristóteles, sendo que, para ele, uma ação praticada por medo é tão voluntária quanto uma outra realizada por algum desejo. Por outro, o autor limita as ações voluntárias àquelas ações que visam ao bem do agente. Trata-se de uma impossibilidade: ninguém age senão em vista de seu próprio bem. Neste artigo pretendo explorar esses aspectos da teoria da ação voluntária em Hobbes e indicar como esses posicionamentos se acentuam no Leviatã.Hobbes gives unprecedented importance to voluntary action, inasmuch as he maintains that the source of every obligation is a voluntary act of those that oblige themselves, given that all humans are naturally free and equal and that there are no natural obligations. On the one hand, Hobbes displaces the discussion about voluntary action and broadensthe conception of what can be considered so in relation to the tradition that goes back to Aristotle, since for him an action made out of fear is as voluntary as one performed due to some apetite. On the other hand, Hobbes limits voluntary actions to those actions that aim at the good of the agent — it is absolutely impossible that one would act contrary to her or his apparent good. In this article I intend to explore these aspects of the theory of voluntary action in Hobbes and indicate how these positions are accentuated in Leviathan

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