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La Transición Energética en el Contexto Constitucional Español
This paper examines Spain\u27s Law 7/2021, of May 20, on Climate Change and Energy Transition. The law establishes an essential regulatory framework to meet emission reduction targets and promote renewable energies. Although the 1978 Constitution does not explicitly mention the competence to legislate on climate change and energy transition, these areas fall within the State\u27s powers to protect the environment and plan the economy. Law 7/2021 is developed under these exclusive state powers, allowing the Autonomous Communities to create complementary regulations tailored to their regional needs. The regional legislations of the Valencian Community, the Basque Country, the Canary Islands, and the Foral Community of Navarre, the first to develop the state regulations, are also examined.Este trabajo examina la Ley 7/2021, de 20 de mayo, de Cambio Climático y Transición Energética de España, La ley establece un marco normativo esencial para cumplir con los objetivos de reducción de emisiones y promoción de energías renovables. Aunque la Constitución de 1978 no menciona explícitamente la competencia para legislar sobre el cambio climático y la transición energética, estas áreas se incluyen dentro de las competencias del Estado para la protección del medio ambiente y la planificación de la economía. La Ley 7/2021 se desarrolla bajo estas competencias exclusivas del Estado, permitiendo a las Comunidades Autónomas crear normativas complementarias y adaptadas a sus necesidades regionales. También se examinan las legislaciones autonómicas de la Comunidad Valenciana, el País Vasco, Canarias y la Comunidad Foral de Navarra, las primeras en desarrollar la normativa estatal. Este trabajo examina la Ley 7/2021, de 20 de mayo, de Cambio Climático y Transición Energética de España, La ley establece un marco normativo esencial para cumplir con los objetivos de reducción de emisiones y promoción de energías renovables. Aunque la Constitución de 1978 no menciona explícitamente la competencia para legislar sobre el cambio climático y la transición energética, estas áreas se incluyen dentro de las competencias del Estado para la protección del medio ambiente y la planificación de la economía. La Ley 7/2021 se desarrolla bajo estas competencias exclusivas del Estado, permitiendo a las Comunidades Autónomas crear normativas complementarias y adaptadas a sus necesidades regionales. También se examinan las legislaciones autonómicas de la Comunidad Valenciana, el País Vasco, Canarias y la Comunidad Foral de Navarra, las primeras en desarrollar la normativa estatal.
PALABRAS CLAVE: transición energética; Constitución española; legislación autonómica
Acts of Providence: The religious latency surrounding and shaping Marbury v. Madison and the Status-Denkschrift
Franklin D. Roosevelt recommended that “like the Bible, [the Constitution] ought to be read again and again.” Gustav Heinemann portrayed the Grundgesetz as a “great offering,” whose words must become flesh. Nevertheless, does this have any bearing on constitutional adjudication? Although presidents didn’t – and more and more don’t – shy about handling their respective constitutions as bibles, have justices and constitutional scholars proceeded otherwise? Common wisdom may answer yes, they did. The aim of my study is to show that this not quite the case. I pursue it in reference to two, leading liberal democratic constitutional courts, the US Supreme Court and the German Federal Constitutional Court. This happens in three parts: (1) I will engage with court architecture, understood as a testimony to each institution’s articulation for self-justification and self-empowerment; (2) the semantic consecration of constitutional adjudication especially vis-à-vis politics, as it took place in the struggles over what was implied by the innovations pushed forward in the contexts of Marbury v. Madison, on the one hand, and of the German Constitutional Court’s Status-Denkschrift, on the other; (3) and legal-methodological debates on the relationship between the Christian Bible and constitutional provisions that run in parallel and connection to these two landmark events. My findings point out that, in face of how disruptive the differentiation between law and politics was and is, constitutional actors in 19th century United States and 20th century Germany frequently, if not invariably, relied upon religious resources to embed their positions.Franklin D. Roosevelt recommended that “like the Bible, [the Constitution] ought to be read again and again.” Gustav Heinemann portrayed the Grundgesetz as a “great offering,” whose words must become flesh. Nevertheless, does this have any bearing on constitutional adjudication? Although presidents didn’t – and more and more don’t – shy about handling their respective constitutions as bibles, have justices and constitutional scholars proceeded otherwise? Common wisdom may answer yes, they did. The aim of my study is to show that this not quite the case. I pursue it in reference to two, leading liberal democratic constitutional courts, the US Supreme Court and the German Federal Constitutional Court. This happens in three parts: (1) I will engage with court architecture, understood as a testimony to each institution’s articulation for self-justification and self-empowerment; (2) the semantic consecration of constitutional adjudication especially vis-à-vis politics, as it took place in the struggles over what was implied by the innovations pushed forward in the contexts of Marbury v. Madison, on the one hand, and of the German Constitutional Court’s Status-Denkschrift, on the other; (3) and legal-methodological debates on the relationship between the Christian Bible and constitutional provisions that run in parallel and connection to these two landmark events. My findings point out that, in face of how disruptive the differentiation between law and politics was and is, constitutional actors in 19th century United States and 20th century Germany frequently, if not invariably, relied upon religious resources to embed their positions
A Promoção do Direito Climático por meio das Cláusulas de Descarbonização: Sustentabilidade e Responsabilidade Civil Objetiva Internacional
O presente estudo consiste na observação e análise de novas teorias filosóficas e sociais do direito que possibilitam a criação de instrumentos de governança climática mais eficazes e resilientes. O contexto é de risco e as mudanças climáticas são a externalidade destes que se constituem como um dos fatores de aumento de volume, intensificação e severidade dos eventos catastróficos em nível global. Uma das atuais propostas de governança para a mitigação dos riscos são os créditos de descarbonização. O artigo tem por objetivo analisar reflexivamente as teorias sobre o risco e emergência climática com a possibilidade de sua operacionalização em conjunto com a aplicação da responsabilidade civil objetiva internacional em caso de dano ambiental e com a recente medida de redução de emissão de CO2 e metano através da política de descarbonização. O método sistêmico funcional orienta o desenvolvimento argumentativo da pesquisa. Entre as possibilidades de conclusão insere-se que a reponsabilidade civil objetiva no que se refere aos danos ambientais, assim como os créditos de descarbonização se mostram como importantes ferramentas para a prevenção do risco. Todavia, estes necessitam de um aperfeiçoamento para que sejam amplamente difundidos e aplicados pela sociedade, auxiliando de forma efetiva na manutenção do direito ambiental ecologicamente equilibrado, haja vista que os danos climáticos atualmente estão no patamar de irreversibilidade.
PALAVRAS-CHAVE: Descarbonização; Direito Climático; Mudanças Climáticas; Responsabilidade Civil; Sustentabilidade
“Você Pode se Sentar Conosco, Mas Sob Nossos Termos": O Reconhecimento da Autodeterminação Índigena pelos Estados-Nação em todo Abya Yala
In this paper I discuss Indigenous self-determination in our continent (the Abya Yala and Turtle Island) and how most nation states address this issue from a standpoint of “you can sit with us but under our terms”. This position preaches the inclusion of Indigenous peoples in society, but under western liberal standards that are conducted as assimilation, characteristic of neoliberal and neocolonial capitalism. I argue that Indigenous self-determination, basing in Indigenous, decolonial and Marxist thinkers, includes two elements: the right to effectively exercise autonomy in their communities, as well as participation in the decision-making in the nation-state. I show that less than a thirds of the countries in the continent recognize Indigenous self-determination in their Constitutions formally, and that most nation-states that recognize it, only consider one element of Indigenous self-determination, not both, with almost non-existing mechanisms to effectively exercise it by all Indigenous groups.Neste artigo, discuto a autodeterminação indígena em nosso continente (Abya Yala e Turtle Island) e como a maioria dos estados-nação aborda a questão do ponto de vista de "você pode sentar conosco, mas sob nossos termos". Essa posição prega a inclusão dos povos indígenas na sociedade, mas sob os padrões liberais ocidentais que são conduzidos como assimilação, característica do capitalismo neoliberal e neocolonial. Argumento que a autodeterminação indígena, com base em pensadores indígenas, decoloniais e marxistas, inclui dois elementos: o direito de exercer efetivamente a autonomia em suas comunidades, bem como a participação na tomada de decisões no estado-nação. Mostro que menos de um terço dos países do continente reconhecem formalmente a autodeterminação indígena em suas Constituições, e que a maioria dos estados-nação que a reconhecem, considera apenas um elemento da autodeterminação indígena, não ambos, com mecanismos quase inexistentes para exercê-la efetivamente por todos os grupos indígenas
Desafios das políticas de transferência de renda no combate à fome e às desigualdades: comparativo entre o Bolsa Família e o Auxílio Brasil
A desigualdade social, a fome e a miséria continuam sendo os maiores problemas da sociedade atual e se agravaram com o advento de COVID-19. Os programas de transferência de renda condicionada têm sido fundamentais no combate à fome e às desigualdades. Entretanto, as mudanças ocorridas na gestão do programa Bolsa Família, nos últimos anos, e a política de substituição pelo Auxílio Brasil, mesmo com o aumento dos valores, não foram suficientes para conter o agravamento da crise social instalada. Este estudo busca analisar os avanços e limites do programa de transferência de renda Auxílio Brasil no combate às desigualdades sociais, em comparação com o extinto programa Bolsa Família, em relação às mudanças ocorridas nos últimos anos, no que se refere a cobertura, valores e condicionantes, além de identificar as regiões/estados brasileiros com maiores indicadores de desigualdade sociais, comparando-os com as políticas de transferência de renda e demais políticas redistributivas, bem como os motivos e problemas encontrados na gestão do programa Auxílio Brasil. Como resultado, as políticas de transferência de renda não foram suficientes para mitigar os efeitos da crise econômica e da crise pandêmica, seja devido à demora na alocação de recursos e atualização dos valores, seja por falta de uma melhor coordenação junto aos Estados e Munícipios na gestão, identificação, habilitação e atualização do CadÚnico. O desenho proposto estimulou o desmembramento das famílias, tornando elegíveis famílias unipessoais, o que acarretou a deterioração na qualidade das informações do CadÚnico e inconsistências no pagamento indevido a milhões de famílias brasileiras
A Disparidade de Armas Presente nas Tutelas Jurisdicionais Satisfativas : A Relação Bancária e a Proteção ao Devedor
A relação jurídica de consumo entre o banco e o consumidor, relativamente ao fornecimento e uso de crédito, ocasiona um alto índice de inadimplência, por conseguinte, endividamento. O artigo buscará, por meio de análise doutrinária, dados fornecidos pelos sítios de proteção ao crédito e alterações trazidas pela Lei nº 14.181/2021, compreender quais são as características desses agentes, o modo que se dá o contrato bancário, os possíveis fatores que ocasionam aquele índice, o impacto advindo da proteção que há sobre o consumidor, posteriormente devedor, e, também, diante do cenário brasileiro de superendividamento, de que modo as tutelas satisfativas alcançam efetividade. Tendo em vista essa análise, apresentará as consequências do endividamento ao credor e ao devedor. Em conclusão, demonstrará o quanto os métodos adequados de resolução de conflitos, reiterada pela Lei do Superendividamento e por programas de renegociação de dívidas, surgem como forma de apaziguar a litigiosidade nesse tipo de relação que afeta o desenvolvimento econômico e social do país
Que Tal Retirar O Véu Dos Algoritmos Das Plataformas Digitais?
Muito já se debateu sobre a Internet, enquanto espaço virtual, por compartilhar informações existentes e dados distantes entre si, ampliando enormemente o estreitamento das relações interpessoais. Hoje esse espaço é compartilhado globalmente em um novo modelo de negócios, mediado pelas plataformas, as quais monetizam dados e informações dos usuários e vendem publicidade. Mas essa mediação não é neutra. Há uma personalização realizada pelos algoritmos que manipulam tudo que há em uma base de dados sobre cada usuário. E os algoritmos como agem? Quem os controla? Pouco se sabe sobre eles. Promover e manter um ambiente de concorrência justo inclui medidas para evitar práticas anticompetitivas, como o uso de algoritmos para favorecer o próprio conteúdo ou restringir o acesso de concorrentes aos usuários. O objetivo desse ensaio é levantar a importância de regular essas ferramentas para que sigam princípios como ética, equidade, justiça, abertura e transparência, com especial cuidado ao criar modelos de classificação dos usuários, não podendo usar informações ou palavras-chave que sejam prejudiciais ou discriminatórias com relação aos interesses dos usuários
Hermenêutica e Inteligência Artificial: Por uma Alternativa Paradigmática ao Imaginário Técnico-Jurídico
The article reflects critically on the theoretical-philosophical foundation present, albeit implicitly, in defending the use of artificial intelligence in legal practice. In this sense, it points to the naturalistic and technical perspective that supports the relationships between computer science, neuroscience, cognitive psychology and behavioral economics, as well as its consequences for the theory of law. The result of this process that legal discourse goes through is the strengthening of legal realism. In contrast, the hermeneutic-philosophical perspective is presented as a key to reading the legal phenomenon that preserves its linguistic, interpretative and normative dimension. The method used is phenomenological-hermeneutic.No artigo, reflete-se criticamente sobre o fundamento teórico-filosófico presente, ainda que implicitamente, na defesa do uso de inteligência artificial na prática jurídica. Aponta-se, nesse sentido, para a perspectiva naturalista e técnica que ampara as relações entre a ciência da computação, neurociência, psicologia cognitiva e economia comportamental, assim como as suas consequências para a teoria do direito. O resultado deste processo pelo qual passa o discurso jurídico é o fortalecimento do realismo jurídico. Em contraposição, propõe-se a retomada da perspectiva hermenêutico-filosófica como chave de leitura do fenômeno jurídico que preserva a sua dimensão linguística, interpretativa e normativa. O método empregado é o fenomenológico-hermenêutico