Universidade Lusófona: Revistas científico-culturais
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Da escuta aos museus: a importância das técnicas de recolha e preservação da memória oral no contexto de memórias traumáticas
Abstract:
The journey from traumatic memories to museums is made up of diverse and complex stages, requiring a unique and sensitive approach, where methodological technique must be associated with a human awareness of ethics and empathy. Given this complexity, this article seeks to carry out a brief bibliographical review of concepts and reflections to understand how traumatic memories can be better collected, preserved and presented. Firstly, the approach is about the encounter between oral history and traumatic memories, detailing the issues that impact collective and social memory, as well as the concept of trauma and its reflections on memory. Afterwards, we reflect on the technical issue based on the concepts of oral memory collection in the methodological approaches of oral history, social sciences and journalism, as well as its association with sensitive listening. The final stage of the journey of traumatic memories to museums is precisely the meeting of this collected memory with the concepts of museology, especially Sociomuseology, where the essential commitments are with life and human rights. This stage also addresses a fundamental point in the process: the educational potential of traumatic memories within museum institutions. Finally, we conclude how all these concepts and reflections meet and complement each other in the purpose of collecting and preserving traumatic memories with technique, ethics and sensitivity.
Keywords: oral history; social memory; traumatic memories; sociomuseologyO percurso das memórias traumáticas até os museus é composto por etapas diversas e complexas, exigindo uma abordagem singular e sensível, onde a técnica metodológica deve ser associada a uma consciência humana ética e empática. Tendo em vista essa complexidade, este artigo busca realizar uma breve revisão bibliográfica de conceitos e reflexões para entender como as memórias traumáticas podem ser melhor recolhidas, preservadas e apresentadas. Primeiramente, a abordagem é sobre o encontro entre história oral e memórias traumáticas, detalhando as questões que impactam a memória coletiva e social, assim como o conceito de trauma e seus reflexos na memória. Depois, refletimos a questão técnica a partir dos conceitos de recolha de memória oral nas abordagens metodológicas de história oral, das ciências sociais e do jornalismo, assim como sua associação com a escuta sensível. A etapa final do percurso das memórias traumáticas até os museus é justamente o encontro dessa memória recolhida com os conceitos da museologia, especialmente da Sociomuseologia, onde os compromissos essenciais são com a vida e os direitos humanos. Essa etapa também embarca um ponto fundamental no processo: o potencial educativo das memórias traumáticas dentro das instituições museológicas. Por fim, concluímos como todos esses conceitos e reflexões se encontram e complementam no propósito de recolher e preservar as memórias traumáticas com técnica, ética e sensibilidade.
Palavras Chave: história oral; memória social; memórias traumáticas; sociomuseologia
Do Risco ao Museu - O Desenho e a prática sociomuseológica
This study analyses «urban sketching» as a contemporary artistic practice that transcends visual representation and explores its possible relationship with museum practice. It observes the widespread devaluation of the use of graphic record by members of a model community and as a disused auxiliary practice in the fields of ethnography and anthropology. The aim is to investigate how sketching can become a means of enhancing the record of a community's memories, through a quantitative and comparative analysis of its collection.
The study is based on a bibliographical review and critical analysis of sources that address the historical evolution of sketching and open up space for its intersection with the new interdisciplinary museology. Despite the fact that little use is made in museological practice of the memorial records of community members themselves, these may suggest surprising paths between museums and semiotics, the theory of social representations and social psychology. Sketching not only allows for individual and collective creative introspection, but also rescues artistic freedom and democratises individual expression, and might become a heritage museum object of relevant importance in both cultural and social spectrum.
Keywords: Sociomuseology; Drawing; SocioExpography; Alentejo; EthnographyEste estudo analisa o «urban sketching» como prática artística contemporânea que transcende a representação visual e explora as suas possibilidades de relação com a prática museológica. Observa a desvalorização generalizada do uso do registo gráfico por membros de uma comunidade tipo e como prática auxiliar em desuso nas áreas da etnografia e da antropologia. Pretende-se investigar como o «sketching» se pode tornar um meio de valorização do registo de memórias de uma comunidade, através da análise quantitativa e comparativa do seu conjunto.
O estudo baseia-se na revisão bibliográfica e na análise crítica de fontes que abordam a evolução histórica do desenho e abrem espaço para o seu cruzamento com a nova museologia interdisciplinar. Apesar do pouco recurso na prática museológica a registos memoriais dos próprios membros da comunidade, estes poderão sugerir surpreendentes caminhos entre museus e semiótica, teoria das representações sociais e psicologia social. O «sketching» não apenas permite introspeções criativas individuais e coletivas, mas também resgata a liberdade artística e democratiza a expressão individual, podendo tornar-se num objeto museológico patrimonial de relevante importância no espectro cultural e social.
Palavras-chave: Sociomuseologia; Desenho; Socioexpografia; Alentejo; Etnografia
Acolhendo a “comunidade”: a museologia profissional diante do giro sociomuseológico
O artigo aborda um paradoxo atual da museologia, que cada vez mais utiliza o termo “comunidade” como parte de seu compromisso renovado com a inclusão social e a cocriação, embora ainda careça das habilidades profissionais e dos parâmetros éticos necessários para o trabalho colaborativo. A discussão examina exemplos do Reino Unido para traçar como o termo “comunidade” migrou de políticas internacionais aspiracionais e códigos de ética para informar novas práticas coletivas em museus de diferentes tipos. Ao explorar as múltiplas maneiras pelas quais os museus e as comunidades se nutrem mutuamente, o artigo considera como a colaboração tem sido praticada sob imperativos éticos emergentes – particularmente aqueles que envolvem o trabalho de cuidado e a negociação de lógicas de poder desiguais que frequentemente emergem. A redistribuição de autoridade entre comunidades e profissionais de museus é enfatizada como um desafio persistente no desenvolvimento de uma expertise coletiva, baseada na partilha de saberes e na compreensão mútua. O conceito de “soberania comunitária” é introduzido para articular uma mudança sociomuseológica nas dinâmicas de poder. Tal noção compreende a comunidade como uma forma de imaginação política capaz de mobilizar ações coletivas. Em sua conclusão, o artigo se pauta nas bases da museologia social para conceber princípios fundamentais para uma ética relacional.
Palavras-chave: Comunidades; Museologia social; Profissão; Ética museal
Challenges and utopias of contemporary (social) museology
In its short existence as a scientific discipline, museology has managed to overcome numerous challenges to make museums inclusive and democratic spaces. The path to achieving this had its turning point in the 1970s and 1980s with the birth of New Museology. The paradigm shift brought about by its premises placed social function as the essential pillar of any museum institution.In the 21st century, New Museology faces new challenges. Now, under the name of Social Museology, it must address the needs of contemporary societies. The following lines outline the challenges facing New Museology and those that Social Museology must address today: the defence of human rights and democratic values, sustainability, gender violence, social justice, depopulation, decolonisation, etc.
Keywords: New Museology, Social Museology, community, territory, democratic values.La museología en su corta existencia como disciplina científica ha conseguido afrontar numerosos retos para hacer que los museos sean espacios inclusivos y democráticos. El camino para conseguirlo tuvo su punto de inflexión en los años setenta y ochenta del siglo XX con el nacimiento de la Nueva Museología. El cambio de paradigma que produjeron sus premisas pusieron la función social como el pilar esencial de toda institución museológica.
En el siglo XXI, la Nueva Museología se enfrenta a nuevos retos. Ahora, bajo el apelativo de una Museología Social, tiene que afrontar las necesidades de las sociedades contemporáneas. En las siguientes líneas se muestran aquellos retos de la Nueva Museología y a los que debe hacer frente la Museología Social actual: defensa de los derechos humanos y los valores democráticos, sostenibilidad, violencia de género, justicia social, despoblación, descolonización, etc.
Palabras clave: Nueva Museología, Museología Social, comunidad, territorio, valores democráticos
Curricularização da Extensão Online e seus Impactos na Formação Acadêmica e Cidadã
The curricularization of university extension in Brazil, instituted by CNE/CES Resolution No. 7/2018, strengthens the integration between teaching, research, and extension in higher education. This study examined the contributions of the University Extension Community Project discipline to students’ academic and citizenship training, taking into account the development of skills, interaction with the community, understanding of public policies, and the relationship with the Sustainable Development Goals (SDGs). Using an exploratory and descriptive approach of a quantitative nature, the perceptions of 130 students were analyzed using an online form. The results highlight that the discipline contributes to developing skills such as teamwork, leadership, and social responsibility, in addition to promoting citizenship training aligned with contemporary social demands. Integration with the SDGs was evident, with 94.6% of respondents addressing topics such as Quality Education, Reduction of Inequalities, and Health and Well-being in their projects. It is verified that the curricularization of university extension is a transformative practice capable of aligning academic actions with society’s needs and the job market demands.
Keywords: university extension; curricularization of extension; sustainable development goals; skills-based education; tourism and local development.La curricularización de la extensión universitaria en Brasil, instituida por la Resolución CNE/CES Nº 7/2018, fortalece la integración entre enseñanza, investigación y extensión en la educación superior. Este estudio examinó las contribuciones de la disciplina Proyecto Comunitario de Extensión Universitaria a la formación académica y ciudadana de los estudiantes, teniendo en cuenta el desarrollo de habilidades, la interacción con la comunidad, la comprensión de las políticas públicas y la relación con los Objetivos de Desarrollo Sostenible (ODS). Mediante un enfoque exploratorio y descriptivo de carácter cuantitativo, se analizaron las percepciones de 130 estudiantes através de un formulario en línea. Los resultados destacan que la disciplina contribuye al desarrollo de competencias como el trabajo en equipo, el liderazgo y la responsabilidad social, además de promover una formación ciudadana alineada con las demandas sociales contemporáneas. La integración con los ODS fue evidente, con el 94,6% de los encuestados abordando temas como Educación de Calidad, Reducción de las Desigualdades y Salud y Bienestar en sus proyectos. Esta verificado que la curricularización de la extensión universitaria es una práctica transformadora capaz de alinear las acciones académicas con las necesidades de la sociedad y las demandas del mercado de trabajo
.Palabras clave: extensión universitaria; curricularización de la extensión; objetivos de desarrollo sostenible; educación basada en competencias; turismo y desarrollo local.A curricularização da extensão universitária no Brasil, instituída pela Resolução CNE/CES nº 7/2018, fortalece a integração entre ensino, pesquisa e extensão no ensino superior. Este estudo investigou as contribuições da disciplina de Projeto Comunitário de Extensão Universitária na formação acadêmica e cidadã dos estudantes, considerando o desenvolvimento de competências, a interação com a comunidade, a compreensão de políticas públicas e a relação com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Utilizando uma abordagem exploratória e descritiva de natureza quantitativa, foram analisadas as percepções de 130 alunos por meio de um formulário online. Os resultados destacam que a disciplina contribui para o desenvolvimento de competências como trabalho em equipe, liderança e responsabilidade social, além de promover uma formação cidadã alinhada às demandas sociais contemporâneas. A integração com os ODS foi evidenciada, com 94,6% dos respondentes abordando temas como Educação de Qualidade, Redução das Desigualdades e Saúde e Bem-Estar em seus projetos. Verifica-se que a curricularização da extensão universitária é uma prática transformadora, capaz de alinhar as ações acadêmicas às necessidades da sociedade e às exigências do mercado de trabalho.
Palavras-chave: extensão universitária; curricularização da extensão; objetivos de desenvolvimento sustentável; educação por competências; turismo e desenvolvimento loca
Resistência ao Fascismo e ao populismo: Da Rua às Redes Sociais, uma Análise das formas de Expressão e Contestação desde os anos 30 até a atualidade.
This article analyzes the evolution of forms of resistance to fascism and populism, from street demonstrations and art in the 1930s to digital activism on social media today. Through bibliographic and documentary research, the study examines the different resistance strategies, comparing the characteristics, potentialities, and challenges of each form of expression and contestation. The analysis reveals that, despite the differences in context and tools, resistance remains a constant struggle in defense of freedom, equality, and social justice. New technologies, especially social media, have profoundly impacted forms of resistance, expanding their reach, facilitating organization, and diversifying forms of expression. However, resistance in the digital age also faces challenges such as disinformation, polarization, and control. The study concludes that resistance to fascism and populism remains a necessary struggle, requiring courage, determination, and the strategic use of all available tools.Este Artigo analisa a evolução das formas de resistência ao fascismo e ao populismo, desde as manifestações de rua e a arte nos anos 30 até ao ativismo digital nas redes sociais na atualidade. Através de uma pesquisa bibliográfica e documental, o estudo examina as diferentes estratégias de resistência, comparando as características, potencialidades e desafios de cada forma de expressão e contestação. A análise revela que, apesar das diferenças de contexto e ferramentas, a resistência se mantém através de uma luta constante em defesa da liberdade, igualdade e justiça social. As novas tecnologias, em especial as redes sociais, têm impactado profundamente as formas de resistência, ampliando o seu alcance, facilitando a organização e diversificando as formas de expressão. No entanto, a resistência na era digital também enfrenta desafios, como a desinformação, a polarização e o controle. O estudo conclui que a resistência ao fascismo e ao populismo continua a ser uma luta necessária, que exige coragem, determinação e o uso estratégico de todas as ferramentas disponíveis
Social Justice in College Media: How Campus Magazines Report, Reflect, and Respond to Police Killing of Breonna Taylor
Campus magazines by nature avoid event and breaking-news content, digging deeper to present social and cultural impacts. However, the killing of a Black woman in her own home–awakened by a flawed no-knock warrant–changed “culture” and “lifestyle” for student editors. Based upon a prior study, this study aimed to examine how student media–as a Community of Practice–would respond, report, and reflect on the social impacts of the police killing of Breonna Taylor. Editions from three nationwide contests were sampled 2019–2022, focusing on three variables: Cover, Table of Contents, and Editor’s Note. Guided by Problematic Integration Theory and informed by semiotic analysis, the authors identified 15 themes from the dataset.Comparative analyses show demonstrations, responses, and profiles dominate coverage post-shutdown. Results confirm that “identity” persists in a Community of Practice even when “practice” demands operational scrutiny
Narrativas em Disputa: Ações Antirracistas nos Museus Brasileiros
This article aims to demonstrate the complexity of the contemporary Brazilian museum context, which points to the existence of multiple voices and perspectives in tension, in which hegemonic, historically white and Eurocentric narratives are confronted by the stories and experiences of racialized groups, particularly the black population and indigenous peoples. These museum spaces are symbolic battlefields where different versions of history and culture are disputed and are reflected in the way objects are presented in museums. The analysis of anti-racist actions in Brazilian museums invites us to reflect on the crucial role that social technologies have, can and should play in the fight against racism in Brazil by recognizing the different versions of history, giving voice to marginalized groups and implementing concrete actions as essential steps to transform these spaces into places of memory, learning and construction of a more just and egalitarian future, and minimizing the dispute over narratives by understanding that this is the way to demonstrate the diverse life experiences of Brazilians.
Keywords: Museums; Museology; Representation; Heritage; Black cultures.O presente artigo tem o objetivo de demonstrar a complexidade do contexto museal brasileiro contemporâneo que aponta para a existência de múltiplas vozes e perspectivas em tensão, no qual narrativas hegemônicas, historicamente brancas e eurocêntricas são confrontadas por histórias e experiências de grupos racializados, em particular a população negra e os povos indígenas. Esses espaços museológicos são campos de batalha simbólicos onde diferentes versões da história e da cultura são disputadas e transparecem na forma como os objetos são musealizados. A análise de ações antirracistas nos Museus Brasileiros nos convida a refletir sobre o papel crucial, como tecnologias sociais, tem, podem e devem desempenhar na luta contra o racismo no Brasil ao reconhecer as diferentes versões da história, ao dar voz aos grupos marginalizados e implementar ações concretas como passos essenciais para transformar esses espaços em locais de memória, aprendizado e construção de um futuro mais justo, equalitário e, minimizar a disputa por narrativas ao compreender ser esta a forma de demonstrar as diversificadas e experiencias de vida dos brasileiros e brasileiras.
Palavras-chave: Museus; Museologia; Representação; Patrimônio; Culturas negras
Racismo Ambiental a serviço do Progresso: O Museu da Resistência da Boa Esperança Contra a Colonialidade
Museology has increasingly become a tool for critical reflection on the social, environmental, and cultural heritage preservation roles from contemporary perspectives particularly those of voices long silenced in elitist spaces. This involves the deconstruction of historical narratives through research, exhibitions, and educational activities in community museums, such as the Museum of Resistance of Boa Esperança, located in the northern zone of Teresina. Created by local community collectives to resist contemporary forms of colonization and environmental racism imposed by the urban redevelopment project Lagoas do Norte, the museum has become a space that promotes debate and fosters understanding among other marginalized groups about the power structures that continue to shape social relations, appropriate territories, and normalize social injustices. Using a methodology based on bibliographic research and recognition perspectives through the collection of oral histories and photographic records, this article objectively investigates how this community museum contributes to preserving historical memory and local narratives. It also explores how the museum engages in the fight against environmental racism and the promotion of social justice, positioning itself as a strategic tool in the struggle against both historical and contemporary inequalities. At the same time, it highlights the importance of institutions concerned with cultural issues beyond the exhibition of objects.
Keywords: Museology; Environmental Racism; Museum of Resistance of Boa EsperançaA museologia tem se tornado um mecanismo de reflexão crítica quanto ao papel social, ambiental e de preservação do patrimônio cultural a partir de perspectivas contemporâneas de vozes há muito silenciadas em espaços elitizados. A desconstrução de narrativas histórias através de pesquisas, exposições e ações educativas em museus comunitários, como o museu da resistência da Boa Esperança, situado na zona norte de Teresina. Criado pelos coletivos da própria comunidade para lutar contra a colonização contemporânea e o racismo ambiental, implementados pelo projeto de requalificação urbana - Lagoas do Norte, o museu tem sido um espaço que fomenta o debate e a compreensão de outros grupos marginalizados sobre as estruturas de poder que ainda moldam as relações, se apropriam de territórios e normalizam as injustiças sociais. Assim, utilizando uma metodologia pautada no levantamento bibliográfico, prospecções de reconhecimento com levantamento de registros orais e fotográficos, o presente artigo objetiva investigar como este museu comunitário contribui para a preservação da memória histórica e narrativas comunitárias, e também como atua no combate ao racismo ambiental e na promoção da justiça social. Configurando-se, assim, como uma ferramenta estratégica no combate às desigualdades históricas e contemporâneas, ao mesmo tempo em que elucida a importância de instituições preocupadas com questões culturais, para além da exposição de objetos.
Palavras-chave: Museologia; Racismo ambiental; Museu da resistência da Boa Esperanç