Universidade Estadual Paulista São Paulo: Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas da UNESP
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Desempenho da cultivar de feijão-caupi BRS Novaera sob níveis de irrigação e adubação em ambiente protegido
A deficiência hídrica e a falta de adubação são fatores limitantes na produção de feijão-caupi, especialmente no Nordeste Brasileiro, onde a maioria dos cultivos são de subsistência realizados pela agricultura familiar. O objetivo deste trabalho foi avaliar o desempenho da cultivar de feijão-caupi ‘BRS Novaera’ cultivada em vasos submetida a diferentes níveis de irrigação e adubação em ambiente protegido. O experimento foi conduzido em blocos casualizados, com três repetições no esquema fatorial 4 x 2, com quatro níveis de irrigação (40%, 60%, 80% e 100% de irrigação para capacidade de vaso) e dois níveis de adubação (com e sem uso de adubos a base de nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K)). Nas condições estudadas, observou-se que a maior produtividade de grãos foi obtida com 72% de irrigação para capacidade de vaso e que a adubação NPK resultou em incremento no número de vagens por planta de 105,5% e produtividade de grãos de 135,7%
Doses de nitrogênio em cobertura e inoculação com Rhizobium tropici na cultura do feijão-vagem
O objetivo deste experimento foi avaliar a influência de doses de adubação nitrogenada e da inoculação com Rhizobium tropici na nutrição e nodulação do feijão-vagem. O experimento foi conduzido no delineamento inteiramente casualizado, com quatro repetições, no esquema fatorial 5x2 que correspondem, respectivamente, a cinco doses de N em cobertura (0, 30, 60, 90 e 120 kg ha-1) aos 15 dias após a emergência, na ausência e na presença de inoculante rizobiano. Foram avaliados, no estádio de florescimento, a massa seca radicular (MSR), número de nódulos (NN), teor de nitrogênio da parte aérea (TNPA) e eficiência de utilização de nitrogênio (EUN). Todas as variáveis analisadas foram influenciadas somente pela dose de nitrogênio em cobertura, não constatando efeito significativo da inoculação ou da interação entre a dose e a inoculação. O aumento das doses de nitrogênio reduziu a MSR, NN e EUN, que apresentaram maiores médias na ausência de adubação nitrogenada. A inoculação é afetada negativamente pelo uso de adubo nitrogenado. A ausência de adubação nitrogenada de cobertura favorece a nodulação. A adubação de cobertura com nitrogênio aumenta o teor de nitrogênio da parte aérea em doses de até 40 kg ha-1, porém reduz a massa seca radicular, número de nódulos e eficiência de utilização de nitrogênio
Desempenho agronômico, qualitativo e retorno econômico relativo do feijoeiro sob fontes e doses de nitrogênio
Um dos fatores responsáveis pela baixa produtividade do feijoeiro é o manejo inadequado da adubação nitrogenada. Objetivou-se avaliar o efeito de fontes e doses de nitrogênio no desempenho agronômico e qualitativo e no retorno econômico relativo do feijoeiro. O experimento foi desenvolvido na safra de inverno na região de Guaíra, SP (20º 22’ 20’’ S, 48º 22’ 10’’ W), utilizando a cultivar Pérola. O solo da área experimental foi classificado como Latossolo Vermelho distrófico (590 g kg-1 de argila). Utilizou-se o delineamento experimental de blocos casualizados, em esquema fatorial 2 x 5, constituído por duas fontes de N (ureia e sulfato de amônio) e cinco doses de N (0, 40, 80, 120 e 160 kg ha-1), em quatro repetições. As variáveis analisadas foram o teor de N foliar, número de vagens por planta, número de grãos por vagem, massa de 100 grãos, produtividade, retorno econômico relativo, teor de proteína dos grãos, tempo de cozimento, relação de hidratação e tempo para máxima hidratação. A massa de 100 grãos, produtividade, teor de proteína bruta dos grãos e relação de hidratação apresentaram diferenças entre as doses de N estudadas. A adubação nitrogenada de cobertura aumenta o desempenho agronômico e qualitativo do feijoeiro, incrementando a produtividade e o teor de proteína bruta dos grãos até as doses de N de 139 e 136 kg ha-1, respectivamente. A fonte de nitrogênio utilizada não altera o desempenho agronômico e qualitativo do feijoeiro, entretanto, a fonte de nitrogênio ureia apresenta maior retorno econômico relativo
Universidade-ONG: Extensão Universitária em Educação Popular em Saúde Bucal
A Educação Popular em Saúde prioriza a relação educativa com a população, cuja importância reside no fato de que a saúde bucal é parte integrante e indissociável da saúde geral e a extensão universitária pode trabalhar a Educação Popular em saúde, levando benefícios para as comunidades assistidas e para os acadêmicos envolvidos nos projetos. Esse relato de experiência positiva, realizado com crianças e adolescentes (6 a 14 anos) frequentadores de uma ONG de Alfenas-MG, trabalhou a Educação Popular em Saúde, por graduandos de Odontologia. O exame intrabucal identificava a dentição, a presença de cárie dentária e a necessidade de tratamento. Foram feitos encaminhamentos para as Unidades Básicas em Saúde ou para a clínica de Odontopediatria da Universidade Federal de Alfenas. Paralelamente às coletas, por meio da Educação Popular em Saúde Bucal, foi trabalhada a Saúde Bucal, de maneira adequada à idade da criança e do adolescente, conforme preconizado por Paulo Freire. Houve uma diminuição na incidência de cárie dentária entre as observações realizadas em 2017 e aquelas de 2018, evidenciando a eficácia da Educação Popular em Saúde Bucal no grupo estudado. Além disso, os acadêmicos envolvidos no projeto se tornaram mais cônscios da realidade comunitária, vislumbrando um atendimento integral do paciente
Horta de Plantas Medicinais: Implantação e avaliação em uma unidade de saúde do município de Blumenau – SC
Resumo Objetivo: Implantação e avaliação de uma horta de plantas medicinais “Farmácia Viva” como proposta de uma ação de promoção a saúde em um Ambulatório Geral em Blumenau, SC. Métodos: Construção coletiva de uma horta de plantas medicinais com participação de usuários, profissionais e extensionistas universitários, e avaliação do projeto com usuários e profissionais através de um questionário semiestruturado com questões abertas e fechadas, tendo como variáveis: ocupação, utilização das plantas, confiança na utilização, medicamentos utilizados e benefícios do projeto. Resultados: Foram adquiridos materiais junto à comunidade como garrafas pet e carrinho de roda, ferramentas e parte da terra utilizada. Sendo construídos três canteiros. Os participantes da pesquisa contribuíram com 26 espécies de plantas. Foram entrevistados profissionais e a comunidade com idades entre 27 e 66 anos, 70% do sexo feminino com escolaridade entre primeiro grau completo e ensino superior. Quanto a ocupação, 60% são aposentados/pensionistas e 40% de profissionais diversos de nível superior. Todos já tiveram alguma experiência com o uso de plantas e resultado esperado. Destacaram a sua eficiência, consideram muito útil sua utilização. Dentre os desafios citados, foram enfatizadas as várias dúvidas sobre o uso e a falta de participação da comunidade, como resultado da pesquisa foi proposto uma alteração na organização e nas atividades do grupo. Conclusão: O estudo indica que o resgate das plantas medicinais e a manutenção do conhecimento terapêutico é essencial, possibilitando a melhoria da qualidade de vida da população. Na pesquisa foi possível concluir que além de fortalecer a tradição de uso medicinal de plantas, a “Farmácia Viva” beneficia a interação social, disseminação de mudas e sementes e troca de experiências. De encontro as políticas de práticas integrativas e de humanização do sistema único de saúde. Palavras chaves: Plantas medicinais. Unidade de Saúde. Farmácia Viva. Abstract Objective: Implantation and evaluation of a vegetable garden "Farmácia Viva" as a proposal for a health promotion action in a General Ambulatory in Blumenau, SC. Methods: Collective construction of a medicinal vegetable garden with participation of users, professionals and university extension workers, and evaluation of the project with users and professionals through a semi-structured questionnaire with open and closed questions, having as variables: occupation, plant use, trust in use, medicines used and benefits of the project. Results: Materials were purchased from the community such as pet bottles and wheel cart and part of the land used. Being built three flowerbeds. By the participants of the research were brought 26 species of plants. Participants included professionals and the community aged between 27 and 66 years old, 70% female and 30% male with complete primary education and higher education. As for the occupation, 60% are retired / pensioners and 40% of diverse professionals of higher level. Everyone has had some experience with plant use and expected results. They emphasized its efficiency, consider its use very useful. Among the challenges mentioned, several doubts about community use and lack of participation were emphasized, as a result of the research, a change was proposed in the organization and activities of the group. Conclusion: The study indicates that the rescue of medicinal plants and the maintenance of therapeutic knowledge is essential, enabling the improvement of the quality of life of the population. In the research it was possible to conclude that in addition to strengthening the tradition of medicinal use of plants, the "Living Pharmacy" benefits social interaction, dissemination of seedlings and exchange of experiences. Against the integration and humanization policies of Brazilian Health System (SUS). Key Words: Medicinal plants Health unit Herbal pharmacy. Resumen Objetivo: Implantación y evaluación de una huerta de plantas medicinales "Farmacia Viva" como propuesta de una acción de promoción a la salud en un Ambulatorio General en Blumenau, SC. Métodos: Construcción colectiva de una huerta de plantas medicinales con participación de usuarios, profesionales y extensionistas universitarios, y evaluación del proyecto con usuarios y profesionales a través de un cuestionario semiestructurado con cuestiones abiertas y cerradas, teniendo como variables: ocupación, utilización de las plantas, confianza en la utilización, medicamentos utilizados y beneficios del proyecto. Resultados: Se adquirieron materiales junto a la comunidad como botellas pet y carro de rueda y parte de la tierra utilizada. Se construyeron tres canteros. Por los participantes de la investigación se trajeron 26 especies de plantas. Los participantes de la investigación involucrar a profesionales y comunidad con edades entre 27 y 66 años, 70% del sexo femenino y 30% del sexo masculino con escolaridad entre primer grado completo y enseñanza superior. En cuanto a la ocupación, el 60% son jubilados / pensionistas y el 40% de profesionales diversos de nivel superior. Todos ya han tenido alguna experiencia con el uso de plantas y el resultado esperado. Destacaron su eficiencia, consideran muy útil su utilización. Entre los desafíos citados, se enfatizaron las diversas dudas sobre el uso y la falta de participación de la comunidad, como resultado de la investigación se propuso una alteración en la organización y en las actividades del grupo. Conclusión: El estudio indica que el rescate de las plantas medicinales y el mantenimiento del conocimiento terapéutico es esencial, posibilitando la mejora de la calidad de vida de la población. En la investigación fue posible concluir que además de fortalecer la tradición de uso medicinal de plantas, la "Farmacia Viva" beneficia la interacción social, diseminación de mudas y semillas e intercambio de experiencias. De acuerdo con las políticas de prácticas integrativas y de humanización del sistema de salud de Brasil. Palabras claves: Plantas medicinales. Unidad de Salud. Farmácia Viva.)
Mulheres e PANCs: resgatando hábitos e saberes alimentares no Vale do Taquari, RS
Plantas alimentícias não convencionais (panc´s) são espécies cujas partes comestíveis como tubérculos, folhas, flores, frutos e sementes, são negligenciadas e esquecidas, devido as recentes mudanças de hábitos alimentares. Contudo são espécies de grande importância no contexto da Segurança Alimentar e Nutricional, favorecendo a diversidade alimentar e possibilitando alimentação saudável. A caracterização e o resgate do conhecimento tradicional sobre o cultivo e uso de panc’s associado a agrobiodiversidade local contribui para o desenvolvimento regional sustentável. As mulheres, na maioria das vezes responsáveis pela escolha e preparação das refeições, detém o conhecimento sobre as panc´s, sendo fundamental o resgate deste conhecimento, a fim de que se tornem reconhecidas como alimento, e que seu potencial alimentar e nutricional seja valorizado através do uso. Assim, o objetivo deste estudo foi resgatar informações e conhecimentos sobre estas plantas com mulheres participantes de Clubes de Mães de municípios do Vale do Taquari através da realização de palestras e oficinas com preparação de pratos, bem como com o diálogo com estas mulheres. Para melhor entendimento foram aplicadas entrevistas semiestruturadas e realizadas fotografias. Foram entrevistadas 87 membros de clubes de mães. No Vale do Taquari, o conhecimento sobre utilização e o consumo de panc’s não vinha sendo divulgado e observou-se que existe e faz parte da tradição alimentar de diferentes comunidades da região. Constatou-se que a grande maioria, conhece muitas panc´s, mais de 20 espécies foram identificadas e citadas, principalmente pelo seu uso como medicinal, tendo sido lembrado especialmente o dente-de-leão, serralha, língua de vaca, azedinha, crem, o caraguatá, e a capuchinha, muitas delas reconhecidas como espécies de uso medicinal. A maioria das entrevistadas são agricultoras e aposentadas, que já conheciam algumas panc´s. Destas espécies muitas são de origem europeias, e seu consumo foi um hábito trazido pelos imigrantes. Segundo as entrevistadas muitas das espécies eram consumidas por elas no passado, fazendo-as relembrar de momentos da infância. O consumo destas espécies, portanto, tem valor cultural, sendo muito importante o seu resgate, para que se possa ampliar a diversidade dos pratos e, assim, agregar combinações nutricionais ricas e que favoreçam a saúde de quem as consome
Um ano atípico
O ano de 2020 foi atípico para todos e o foi para as ações da Revista Ciência em Extensão (RCE) da UNESP, particularmente pelo seu caráter e eixo central de estudos voltados à Extensão Universitária. A situação de pandemia do Covid19 que assolou o mundo transformou nosso cotidiano acadêmico e nos limitou e afastou do convívio social impactando fortemente os projetos extensionistas que se dão mediante a relação universidade e sociedade. Tivemos que reorganizar nossas atividades de ensino, de pesquisa e da própria extensão para que pudéssemos, minimamente, manter os vínculos e as atividades com nossos parceiros -estudantes, docentes, pesquisadores, entre tantos outros- e com a própria sociedade para que as ações tivessem continuidade assim que uma nova condição social fosse liberada pelos órgãos de saúde em nível nacional e internacional. Mediante esse novo cenário, os editores da RCE optaram por publicação uma única versão contendo as 4 edições de 2020 em uma mesma página mantendo sua periodicidade. Somado a isso, ocorreram mudanças com novo escopo e seções da revista. A RCE é uma publicação eletrônica trimestral que adota o princípio de acesso aberto recebendo trabalhos em fluxo contínuo para as seguintes seções: 1 – Artigos Inéditos, 2 – Relatos de Experiência, 3 – Artigos de Revisão e 4 – Resenhas
FUTEBOL E SAÚDE: ADOECIMENTO DE PROFISSIONAIS DO ESPORTE
Neste artigo, objetivamos identificar doenças que acometem profissionais do futebol, citadas em Revistas Científicas de Medicina. Foi realizada uma revisão de literatura que permite verificar riscos de adoecimento no trabalho no contexto futebolístico. Os resultados apontam que além das dificuldades estruturais e sociais, as lesões aparecem como um fator decisivo na trajetória dos atletas, causando medo e tensão. As consequências para a saúde dos atletas são geradas por desequilíbrios entre as cargas de atividades inseridas na rotina e o tempo de recuperação e descanso, sendo as doenças e lesões resultados de fatores de treinamento e competições. Outros atores do cenário esportivo também vêm apresentando problemas decorrentes das condições de campo, tempo, cargas elevadas de preparação e competição
Efeito do armazenamento em cultivares de feijoeiro para comercialização
Os consumidores de feijão são exigentes quanto às características grão, demandando baixo tempo de cozimento, alta capacidade de hidratação e qualidade proteica. Entretanto esses atributos durante o armazenamento podem ser alterados, levando à perda de qualidade. O objetivo deste trabalho foi avaliar os atributos qualitativos de cultivares de feijoeiro do grupo comercial carioca durante o armazenamento. O delineamento utilizado foi inteiramente casualizado, em esquema fatorial 13x3, constituído por cultivares de feijoeiro (Pérola, BRSMG Majestoso, BRS Estilo, BRSMG Madrepérola, IPR Campos Gerais, IPR Tangará, IPR Andorinha, IPR 139, IAC Imperador, IAC Formoso, IAC Alvorada, IAC Milênio e Bola Cheia) e três tempos de armazenamento (grãos recém colhidos, com quatro e oito meses após a colheita), com quatro repetições. Foram avaliados a coloração do tegumento, teor de proteína bruta, tempo de cozimento, relação de hidratação e tempo para máxima hidratação. O período de armazenamento não altera significativamente os atributos qualitativos dos grãos, mantendo a maioria das características essenciais ao mercado consumidor. A BRSMG Madre pérola não apresentou alteração na cor do tegumento, e o menor tempo de cozimento foi apresentado pela cultivar IPR Andorinha. O escurecimento dos grãos de feijão não está associado com o aumento do tempo de cozimento. Todas as cultivares apresentam resultado satisfatório para o tempo de máxima hidratação e a relação de hidratação