Universidade Estadual Paulista São Paulo: Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas da UNESP
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Saúde bucal em comunidades ribeirinhas do Pará, Brasil: análise em dois momentos de atendimento
Avaliar as condições de saúde bucal das comunidades ribeirinhas em Santarém-Pará, nos anos de 2013 a 2015, antes e depois da execução de ações de saúde bucal. O estudo aconteceu com duas visitas em cada comunidade ao longo dos três anos. Cada visita durava três dias em que era realizado levantamento epidemiológico, atividades educativas e preventivas, além de tratamento odontológico. Foram avaliadas cárie e necessidades de tratamento, segundo critérios da OMS. Foram examinadas 376 crianças/adolescentes na faixa etária de 1 a 15 anos, sendo de 141 crianças (1 a 7 anos) e 235 (8 a 15 anos) nos dois períodos. Ao se comparar o antes e depois da execução das ações (teste t pareado), observou-se diferença estatística significativa para o elemento obturado. Como necessidade de tratamento a restauração de 1 superfície se mostrou mais prevalente. As condições de saúde bucal em comunidades ribeirinhas se mostram com piores índices aos nacionais
Promoção e atenção à saúde bucal de pacientes em diálise renal
A insuficiência renal crônica (IRC) é uma patologia em que há perda progressiva da filtração glomerular, ocasionando a uremia. Esta síndrome pode desencadear algumas alterações sistêmicas e bucais. O objetivo desse trabalho foi sistematizar e aprimorar o cuidado com a saúde bucal dos pacientes em diálise renal, com IRC, do Centro de Hemodiálise da Casa de Caridade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em um município de pequeno porte na região do sul de Minas Gerais - Brasil. O projeto desenvolveu avaliações investigativas, por meio de um questionário semiestruturado; epidemiológicas, efetuando um levantamento clínico das condições bucais; e promotora de saúde, mediante orientações de cuidados à saúde oral de pacientes urêmicos. Assim, a análise dos inquéritos possibilitou observar que 62,55% dos pacientes apresentavam xerostomia; quando questionados sobre a escovação dental, após a hemodiálise, 67,08% informaram não ter esse hábito. Em relação a autopercepção da saúde bucal, 58,02% afirmaram ter uma boa condição de saúde oral, o que contradiz com a necessidade de 50,21% dos participantes de receberem algum tratamento odontológico. Evidenciando essa necessidade, o CPOD encontrado para esses pacientes foi considerado alto 26,98, similarmente ao CPI, também elevado. Em relação ao uso de próteses, 43% dos pacientes examinados utilizavam esse aparato na arcada superior, enquanto no arco inferior esse valor era de 32%. Todos os pacientes receberam um "kit de higiene bucal" e foram convidados a realizar a escovação supervisionada com o auxílio de um acadêmico de Odontologia. Por fim, os participantes receberam panfletos com orientações gerais para a higienização da cavidade oral objetivando aprimorar os níveis de atenção à saúde bucal desse público. Por meio do estudo dos relatos de experiências dos discentes de Odontologia que compuseram o projeto, evidenciou-se a relevância das ações de educação em saúde bucal e abordagens odontológicas direcionadas ao paciente em hemodiálise, bem como do aperfeiçoamento dos discentes, que conta com a maior instrução acerca da IRC, além do intercâmbio de experiências e conquista de habilidades importantes para sua futura prática profissional. Além disso, outro progresso que o projeto proporcionou foi o aprimoramento dos níveis de saúde bucal dos pacientes assistidos pela ação extensionista, tanto por meio das instruções em higiene oral quanto pelos encaminhamentos após os exames clínicos. Assim, é possível concluir que a realização de ações extensionistas geram resultados positivos tanto para os acadêmicos participantes quanto para a comunidade externa à Universidade envolvida nesse projeto
Conhecimento e comportamento em saúde bucal de assentados no município de Muniz Freire-ES.
Percepção ambiental dos moradores adjacentes a Horta das Corujas em São Paulo
A urbanização e o aumento crescente da migração das áreas rurais em direção às grandes cidades brasileiras deixa importantes marcas negativas no meio ambiente urbano. A fim de minimizar estes impactos as hortas urbanas estão dentre as estratégias aplicadas nas metrópoles para mitigar aos impactos negativos causados ao verde urbano nas grandes cidades mundiais. Neste contexto, a Horta das Corujas é uma importante área verde da cidade de São Paulo que serve para diminuir os efeitos causados ao meio ambiente em decorrência do crescimento acelelarado e a falta de planejamento urbano. O presente estudo teve como objetivo avaliar as percepções ambientais dos moradores adjacentes a Horta das Corujas em São Paulo. A partir de um questionário semiestruturado, objetivou-se realizar uma análise com abrangência quantitativa e qualitativa da percepção ambiental desses munícipes. Observou-se que a população da região estudada é composta em sua maioria por mulheres, com faixa etária predominante de 30 a 49, sendo que 91,5% dos entrevistados conhecem o conceito de hortas urbanas e os possíveis impactos ambientais e comportamentais que esse tipo de instalação gera nos moradores da região. Metade da população entrevistada afirmou conhecer e frequentar a Horta das Corujas. Dessa forma, esse estudo foi capaz de demonstrar que boa parte da população adjacente à uma horta urbana é capaz de reconhecer os seus benefícios para o ecossistema urbano
Disseminação do conhecimento e uso da ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller) na alimentação humana
A ora-pro-nóbis (Pereskia aculeata Miller) é classificada como uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) pertencente à família Cactaceae. É uma hortaliça de fácil propagação e baixo custo e, por isso, torna-se uma ótima alternativa para a população, pois apresenta boas fontes de nutrientes, alta disponibilidade, além de baixo valor de mercado. Diante disso, o presente artigo objetivou apresentar o projeto realizado para disseminar o conhecimento sobre a ora-pro-nóbis, incentivando a ampliação de seu uso e consumo, de forma online e impressa, na região do município de São Miguel do Oeste. Para a realização do trabalho, foram produzidas mudas da espécie, além de serem confeccionadas cartilhas informativas e cards, os quais contêm QR Codes e links que direcionam para vídeos com receitas adicionadas das folhas. Ainda, foi promovida a divulgação e distribuição do material produzido e das mudas na Feira Municipal de São Miguel do Oeste e no Instituto Federal de Santa Catarina, câmpus São Miguel do Oeste. Foram distribuídas 78 mudas, 50 cartilhas e 112 cards. Ademais, os vídeos produzidos e publicados na playlist da plataforma YouTube no canal do IFSC Região Oeste obtiveram mais de 1,6 mil visualizações (ao todo), e o alcance obtido na feira e na escola foi de 82 e 56 pessoas, respectivamente, totalizando mais de 1,7 mil pessoas impactadas com o trabalho. Sendo assim, e o trabalho atingiu o objetivo, uma vez que a ora-pro-nóbis, as formas de utilização desta PANC na alimentação e seus benefícios, despertaram o interesse do público e apresentaram resultados promissores e satisfatórios.@font-face {font-family:"Cambria Math"; panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4; mso-font-charset:0; mso-generic-font-family:roman; mso-font-pitch:variable; mso-font-signature:-536870145 1107305727 0 0 415 0;}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal {mso-style-unhide:no; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; margin:0cm; mso-pagination:widow-orphan; font-size:12.0pt; font-family:"Times New Roman",serif; mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}.MsoChpDefault {mso-style-type:export-only; mso-default-props:yes;}div.WordSection1 {page:WordSection1;
O autocuidado de mulheres com lombalgia crônica
Objetivou-se avaliar o autocuidado de mulheres com lombalgia crônica. Elegeu-se como referencial teórico-metodológico a Teoria do Déficit do Autocuidado (TDAC), de Dorothea Orem associada aos Sistemas de Classificação da North American Nursing Diagnoses Association-Internacional (NANDA-I) e a Nursing Interventions Classification (NIC). O instrumento de coleta de dados foi construído pelas professoras do projeto de extensão, constando de entrevista e exame físico. Projeto aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa. O local de estudo foi o Núcleo de Extensão da Vila Embratel (NEVE), no município de São Luís, Maranhão. Participaram da pesquisa quatro mulheres que frequentaram as consultas de enfermagem. A média etária foi 51 anos, residentes na Vila Embratel (100%), ocupação do lar (75%), ausência de atividade remunerada (50%), união estável (50%). Elegeu-se os diagnósticos presentes em pelo menos metade das mulheres, totalizando 16 diagnósticos: Autonegligência, Conforto prejudicado, Conhecimento deficiente, Constipação, Dor crônica lombar, Estilo de vida sedentário, Insônia, Manutenção do lar prejudicada, Mobilidade física prejudicada, Perfusão tissular periférica ineficaz, Regulação do humor prejudicada, Risco de função cardiovascular, Risco de glicemia instável, Risco de intolerância a atividade, Risco de volume de líquidos e Tristeza crônica. Identificou-se as intervenções de enfermagem segundo a NIC para cada diagnóstico, considerando-se a queixa da participante no momento da consulta de enfermagem.
Conferência de Saúde: promovendo cidadania, interprofissionalidade e aprendizagem significativa
O relato descreve a reflexão das vivências dos universitários e residentes no processo da Relatoria da 10ª Conferência Estadual de Saúde de Rondônia, e sua relação com a formação em saúde. Trata-se de um estudo do tipo relato de experiência sistematizado do evento, que ocorreu entre 29 e 31 de maio de 2023, com a participação de 514 pessoas. Os universitários vivenciaram a Comissão de Relatoria desenvolvendo atividades como recepção e análise das propostas dos 52 municípios, organização do evento e sistematização da vivência. Percebe-se que o trabalho na Relatoria se deu por meio de diálogos com gestores, prestadores, trabalhadores e usuários, mostrando aos estudantes, que saúde e democracia são condições que ensinam e ensejam mobilização social e boas lutas na defesa do Sistema Único de Saúde. O caráter pedagógico da Conferência propiciou discussões na busca de estratégias na defesa das políticas públicas e da justiça social. Considera-se que esta experiência foi uma oportunidade bastante enriquecedora e formativa, potencializando o desenvolvimento da interprofissionalidade, habilidades, competências e a construção de práticas inovadoras e comprometidas com o Sistema Único de Saúde e com a população
Ervaterapia: oficinas de sabonetes artesanais com propriedades medicinais
O projeto Ervaterapia visa aperfeiçoar a formação integral dos discentes do ensino médio por meio de ações com a comunidade externa, utilizando-se do conhecimento sobre plantas medicinais como um instrumento de aproximação com a natureza de modo a promover a saúde e o bem-estar. O presente artigo traz reflexões acerca das oficinas de produção de sabonetes artesanais com ervas medicinais cultivadas na horta comunitária do campus. Foram realizadas 10 oficinas abertas à comunidade no IFC e 4 oficinas em parceria com o CRAS, com o objetivo de conscientizar os participantes sobre o uso excessivo de medicamentos alopáticos, apresentando as ervas medicinais como alternativa de promoção de saúde, além de promover uma fonte de renda alternativa com a comercialização de sabonetes naturais.As oficinas duravam em média 3 horas entre uma pequena introdução teórica sobre os benefícios das plantas medicinais, prática da produção de sabonetes, modo de comercialização, confraternização e avaliação final. Na oportunidade, os participantes conheceram o Instituto, os cursos disponibilizados e os projetos realizados. Como resultado, o projeto proporcionou a aproximação entre comunidade e a instituição de ensino, evidenciando a extensão como, não só um pilar para a formação dos discentes, mas também essencial para a democratização do conhecimento promovendo o desenvolvimento social e econômico regional
FeiCiPro UEMG Passos: promovendo o pensamento e o método científico
Por meio de ações amplas, claras e perenes o projeto Feira de Ciências e Profissões da UEMG Passos (FeiCiPro UEMG Passos) visa a difusão e estímulo do pensamento e o método científico entre os jovens de Passos/MG. Assim, o objetivo do presente artigo é apresentar as experiências da realização da 1a FeiCiPro UEMG Passos, desde sua concepção inicial, passando pelos principais obstáculos e desafios de execução, bem como as estratégias para superá-los, finalizando com os resultados e impactos de curto prazo. São descritas, detalhadamente todas as etapas e procedimentos, planejados e executados. Destaca-se nessas etapas a capacitação de professores e professoras de escolas públicas e privadas sobre ciência, contemplando tanto conceitos básicos, até um passo a passo para aplicação do método científico e a incorporação de outros eventos satélites transformando a planejada feira de ciências em um evento maior que passou a incorporar também uma mostra científica e uma feira de profissões. Apresentamos também, dados que indicam que a 1a FeiCiPro UEMG Passos proporcionou condições muito favoráveis para a divulgação e popularização da ciência como estímulo à reflexão crítica, uma vez que os alunos da educação básica, além de apresentarem seus trabalhos científicos no evento, puderam visitar uma série de experimentos e explicações científicas, na mostra científica, e conhecerem as carreiras das áreas científicas, tecnológicas e de docência por meio da feira de profissões. O projeto conseguiu envolver também diferentes atores como: governo executivo e legislativo de Passos, diretores, professores e alunos de diversas escolas públicas e privadas do município de Passos e região; diretores, assessores de comunicação, professores e alunos da UEMG; assim como a comunidade em geral. Esse primeiro ano da FeiCiPro UEMG Passos foi um primeiro passo, de uma ação periódica e perene, para promover uma “cultura científica” na cidade de Passos e região
DE COLABORADOR A DESNECESSÁRIO: VIVÊNCIAS DE TRABALHADORES ACIDENTADOS
No mundo do trabalho contemporâneo é comum a utilização do termo colaborador em substituição a trabalhador ou empregado, em que há uma aparente relação entre iguais. Todavia, através de entrevistas com quatro trabalhadores que sofreram acidentes de trabalho, foi possível verificar situações que não corresponderam a esse discurso. De diferentes formas, os trabalhadores passaram a ser tratados como desnecessários, vivendo experiências de injustiça, exclusão e desemprego. Este artigo visa apresentar vivências desses trabalhadores e, por meio de seus relatos, demonstrar as contradições entre o discurso de colaboração e a realidade enfrentada por eles após o acidente de trabalho