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    Avaliação da segurança e eficácia do cateterismo cardíaco direito e esquerdo através do acesso antecubital e transradial em pacientes anticoagulados

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    O acesso transradial para cateterismo cardíaco esquerdo e o acesso venoso antecubital com punção guiada por ecografia para cateterismo cardíaco direito, são estratégias que podem reduzir riscos, especialmente em pacientes anticoagulados. Nosso estudo tem como objetivo comparar a taxa de sucesso e a incidência de complicações vasculares imediatas do cateterismo cardíaco direito isolado (CCDI) ou combinado com cateterismo cardíaco esquerdo (CCEC) em pacientes anticoagulados e não anticoagulados, usando um protocolo específico de abordagem vascular em ambos os grupos. Foram incluídos prospectivamente 93 pacientes submetidos à CCDI ou CCEC através de punção venosa antecubital guiada por ultrassom e punção arterial transradial. Os desfechos principais foram taxa de sucesso e incidência de complicações vasculares imediatas. Do total, 44 pacientes eram anticoagulados e 49 não anticoagulados. Pacientes anticoagulados tinham mais fibrilação atrial e doença renal crônica. O principal motivo para anticoagulação foi TVP/TEP(50%) e 84% dos pacientes anticoagulados estavam em uso de warfarina. A taxa de sucesso do procedimento foi de 100% em pacientes anticoagulados e 96% em pacientes não anticoagulados (p = 0,1). Não houve diferença estatisticamente significativa na taxa de complicações entre pacientes anticoagulados e não anticoagulados. Nossa experiência sugere que o cateterismo cardíaco direito realizado pela via antecubital, com ou sem acesso transradial associado, apresenta taxas de sucesso e complicações semelhantes em pacientes anticoagulados quando comparado aos não anticoagulados.Transradial access for left heart catheterization and antecubital venous access with ultrasound-guided puncture for right heart catheterization are strategies that may reduce risks, especially in anticoagulated patients. We sought to compare the success rate and incidence of immediate vascular complications of either isolated right heart catheterization (IRHC) or combined left and right heart catheterization (CLRHC) in anticoagulated versus non-anticoagulated patients, using a specific protocol for vascular approach in both groups. Nine-three patients who underwent IRHC or CLRHC with ultrasound-guided antecubital venous access and transradial arterial access were prospectively enrolled. Primary outcomes were success rate and incidence of immediate vascular complications. Patients were followed up to hospital discharge. Of total, 44 patients were anticoagulated and 49 were not anticoagulated. Anticoagulated patients had more atrial fibrillation and chronic kidney disease in comparison to non-anticoagulated patients. The main reason for anticoagulation was DVT/PTE (50%) and the majority of the anticoagulated patients were on Warfarin (84%). Success rate was 100% in anticoagulated and 96% in non-anticoagulated patients (p = 0.1). There was no statistically significant difference in the rate of immediate vascular complications between anticoagulated and non-anticoagulated patients (0% vs 4%, p = 0.3). Antecubital venous access for right cardiac catheterization, with or without associated transradial left heart catheterization, had similar rates of success and immediate vascular complications in anticoagulated patients when compared to non-anticoagulated patients

    Cateterismo cardíaco direito através de acesso venoso antecubital : experiência de um centro terciário brasileiro e revisão sistemática da literatura

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    No âmbito de cateterismos cardíacos direitos, a utilização da via de acesso antecubital tem sido reportada como alternativa menos invasiva e, potencialmente, mais segura. No entanto, as evidências relacionadas a esse contexto são escassas e heterogêneas. No primeiro artigo desta tese, reporta-se a experiência de um centro terciário brasileiro na realização de cateterismos cardíacos direitos através de acesso venoso antecubital obtido sob visualização ecográfica, comparando os dados observados com série histórica de procedimentos similares realizados por vias de acesso femoral e jugular. Observou-se elevada taxa de sucesso na realização de cateterismos cardíacos direitos por via antecubital, sob visualização ecográfica. Não obstante, a via de acesso antecubital se demonstrou associada a menor taxa de exposição à radiação, aferida através da dose de radiação, em relação a via de acesso femoral, tanto para cateterismos direitos isolados, quanto para procedimentos combinados. No segundo artigo desta tese, descrevemos revisão sistemática da literatura com meta-análise de dados, objetivando identificar a segurança e factibilidade de cateterismo cardíaco direito através do acesso venoso antecubital, em comparação outras vias de acesso. Observamos redução de 86% na taxa de complicações vasculares com a via de acesso antecubital, em relação à via de acesso femoral. Por outro lado, as taxas de sucesso foram maiores com a via de acesso femoral em relação à via de acesso antecubital. No que tange à exposição radiológica, não foram observadas diferenças significativas entre as vias de acesso femoral e antecubital. Contudo, os estudos analisados apresentaram elevada heterogeneidade, que compromete inferências sobre os resultados observados

    Avaliação da correlação entre medidas hemodinâmicas invasivas e ecocardiográficas em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida

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    A abordagem diagnóstica e terapêutica do choque cardiogênico e da insufi ciência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) tem evoluído signifi cativamente nos últimos anos. O uso de medidas hemodinâmicas invasivas como Cardiac Power Output (CPO) e Pulmonary Artery Pulsatility Index (PAPI) tem se mostrado promissor para guiar o tratamento e avaliar o prognóstico. Paralelamente, a busca por marcadores não invasivos avaliados através do ecocardiograma como o Velocity Time Integral (VTI) da via de saída do ventrículo esquerdo tem ganhado destaque devido à sua associação com piores desfechos em pacientes cardiopatas. Dessa forma, esse estudo transversal incluiu 34 pacientes ambulatoriais e internados com ICFEr, comparando medidas hemodinâmicas invasivas (obtidas por cateterismo cardíaco direito) e não invasivas (obtidas por ecocardiografi a). Nosso objetivo foi analisar a correlação entre essas medidas e avaliar a capacidade do ecocardiograma em estimar parâmetros hemodinâmicos de relevância prognóstica, como CPO e PAPI. Os resultados mostraram correlações signifi cativas entre as medidas hemodinâmicas invasivas e ecocardiográfi cas. Observou-se uma forte correlação entre o CPO invasivo e o estimado por ecocardiografi a (r = 0,737; p < 0,001), assim como entre o PAPI invasivo e o ecocardiográfi co (r = 0,604; p < 0,05). O CPO invasivo também apresentou correlação com o débito cardíaco (r = 0.616; p < 0.001), VTI (r = 0,469; p < 0,01) e a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (r = 0,365; p < 0,05). O VTI apresentou correlação com as seguintes medidas hemodinâmicas invasivas: débito cardíaco (r: 0,538, p<0,01) e índice cardíaco (r:0,542, p < 0,01). Cabe ressaltar que a reprodutibilidade do PAPI ao ecocardiograma foi baixa, sendo possível o seu cálculo em 16 dos 34 pacientes. Até o presente momento este é o primeiro estudo a testar correlação entre estas medidas invasivas e não invasivas em pacientes com ICFEr. Os resultados deste estudo corroboram com os encontrados nos pacientes avaliados no contexto de choque cardiogênico. Portanto, reafi rma a capacidade do ecocardiograma em realizar a avaliação hemodinâmica não invasiva, sobretudo nas medidas com maior impacto prognóstico.The diagnostic and therapeutic approach to cardiogenic shock and heart failure with reduced ejection fraction (HFrEF) has undergone signifi cant changes in recent years due to the adoption of prognostically valuable hemodynamic measures, such as Cardiac Power Output (CPO) and Pulmonary Artery Pulsatility Index (PAPI). Concurrently, there has been an increasing focus on identifying non-invasive independent predictors of outcomes in this setting. Among echocardiographic variables, the Velocity-Time Integral (VTI) of the left ventricular outfl ow tract (LVOT) has emerged as a notable non-invasive measure with prognostic relevance. This cross-sectional study evaluated 34 patients with HFrEF and assessed the correlation between invasive measurements obtained via pulmonary artery catheter (PAC) and echocardiographic measures. The study aimed to identify which echocardiographic measures have the strongest correlation with relevant hemodynamic parameters, specifi cally CPO and PAPI, and to evaluate which hemodynamic measure correlates most strongly with VTI. The results demonstrated signifi cant correlations between invasive and non-invasive measurements. A very strong correlation was observed between invasive and echocardiographic CPO (r = 0,737; p< 0.001), as well as strong correlation between invasive and echocardiographic PAPI (r = 0.604; p < 0.05). Invasive CPO also showed a strong correlation with cardiac output (r = 0.616; p < 0.001), a moderate correlation with VTI (r = 0.469; p < 0.01), and a moderate correlation with left ventricular ejection fraction (r = 0.365; p < 0.05). Relating to left ventricle outflow tract VTI, in addition to the previous mentioned correlation between CAP and CPO, a moderate correlation was observed between VTI and CO measured by PAC (r= 0.538, p<0,01), as well as CI measured by PAC (r= 0,542, p<0,01). It is worth noting that the reproducibility of PAPI via echocardiography was low, with its calculation being feasible in only 16 out of 34 patients. To the best of our knowledge, this is the first study to test the correlation between these measures in patients with HFrEF. The results of this study align with those observed in patients evaluated in the context of cardiogenic shock. Therefore, it reinforces the capability of echocardiography to perform non-invasive hemodynamic assessments, particularly for parameters with significant prognostic impact

    Impacto clínico de um protocolo ecográfico à beira do leito em pacientes com infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST : protocolo Focused Assessment in STEMI (FASTEMI)

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    O infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) continua sendo uma condição com alta morbimortalidade, apesar dos avanços no tratamento. O exame físico para avaliação de insuficiência cardíaca e identificação de complicações mecânicas pode ser inconsistente. A ultrassonografia à beira do leito (point-of-care ultrasound — POCUS) tem se mostrado valiosa no atendimento cardiovascular agudo. Desenvolvemos o protocolo Focused Assessment in STEMI (FASTEMI), uma abordagem integrada de POCUS, para aprimorar a avaliação precoce, identificar complicações e orientar o manejo. Este estudo de coorte prospectivo, realizado em um único centro, incluiu pacientes com suspeita de IAMCSST entre junho de 2023 e junho de 2024. O protocolo FASTEMI foi realizado na admissão e incluiu ultrassonografia pulmonar (LUS) para identificar congestão, além de ecocardiografia focada, que envolveu: avaliação da função ventricular, detecção de complicações mecânicas, medida do velocity-time integral (VTI) da via de saída do ventrículo esquerdo (LVOT) como estimativa do volume sistólico e débito cardíaco, e avaliação da veia cava inferior para análise do status volêmico. Um total de 214 pacientes com diagnóstico confirmado de IAMCSST foram analisados, enquanto 17 receberam diagnóstico alternativo. O protocolo FASTEMI modificou o diagnóstico ou a conduta em 33 casos (14%), incluindo ajustes na terapia com fluidos ou diuréticos, além da identificação de diagnósticos alternativos. A identificação de disfunção ventricular esquerda (OR 1,26; IC 95%: 1,11–1,43; p<0,001), disfunção ventricular direita (OR 1,3; IC 95%: 1,04–1,75; p<0,001) e disfunção biventricular (OR 1,96; IC 95%: 1,14–3,38; p<0,001) esteve associada à mortalidade hospitalar. Um exame FASTEMI normal apresentou valor preditivo negativo de 97% para mortalidade, sem impactar no tempo porta-balão. O protocolo FASTEMI aprimora o diagnóstico precoce, a estratificação de risco e o manejo do IAMCSST. Permite a identificação rápida de complicações, otimiza o tratamento individualizado e fornece informações prognósticas sem atrasar o tempo porta-balão. Sua viabilidade no ambiente de emergência reforça seu papel como ferramenta de imagem complementar à beira do leito.ST-segment elevation myocardial infarction (STEMI) remains a condition with high morbidity despite advancements in treatment. Physical examination for heart failure and identification of mechanical complications can be inconsistent. Point-of-care ultrasound (POCUS) has proven valuable in acute cardiovascular care. We developed the Focused Assessment in STEMI (FASTEMI) protocol, an integrated POCUS approach, to enhance early evaluation, identify complications, and guide management. This single-center prospective cohort study included patients with presumed STEMI between June 2023 and June 2024. The FASTEMI protocol was performed upon admission and included lung ultrasound (LUS) to identify congestion and cardiac ultrasound which included the following: assessment of ventricular function, detection of mechanical complications, measurement of left ventricular outflow tract velocity-time integral (LVOT-VTI) as a surrogate for stroke volume and cardiac output, and inferior vena cava measurement to assess volume status. A total of 214 STEMI-confirmed patients were analyzed, while 17 received a different diagnosis. FASTEMI altered diagnosis or management in 33 cases (14%), including adjustments in fluid or diuretic therapy, and alternative diagnoses. Identification of left ventricular (OR 1.26, 95% CI = 1.11-1.43; p<0.001), right ventricular (OR 1.3, 95% CI = 1.04-1.75; p<0.001), and biventricular dysfunction (OR 1.96, 95% CI 1.14-3.38; p<0.001) were associated with in-hospital mortality. A normal FASTEMI exam had a 97% negative predictive value for mortality and did not delay door-to-balloon time. The FASTEMI protocol enhances early diagnosis, risk stratification, and management of STEMI. It enables rapid identification of complications, optimizes individualized treatment, and provides prognostic information without prolonging door-to-balloon time. Its feasibility in emergency settings supports its role as an adjunctive bedside imaging tool

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Prehospital thrombolysis in AMI : a feasible alternative to Brazil?

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    A doença arterial coronariana permanece a principal causa de mortalidade, e o infarto agudo do miocárdio (IAM) contribui com aproximadamente um terço dos casos de morte. Nesse contexto, o arsenal terapêutico usado para diminuir os desfechos desfavoráveis relacionados a essa doença, em particular na sua apresentação aguda, tem se desenvolvido notavelmente. O advento da terapêutica trombolítica, por exemplo, representou um avanço considerável no tratamento do IAM. Grandes ensaios clínicos randomizados publicados na década de 1980, como Gruppo Italiano per lo Studio della Sopravvivenza nell’Infarto Miocardico (GISSI) e Second International Study of Infarct Survival (ISIS 2), já demonstraram, de forma consistente, a diminuição da mortalidade associada a esses fármacos se usados em tempo hábil após o início dos sintomas do IAM, sendo sua efetividade tempo-dependente e exponencial, ou seja, quanto mais precoce o início da infusão do fármaco, maior o benefício clínico. Desse modo, estudos contemporâneos têm se focado em estratégias capazes de diminuir o tempo desde o início dos sintomas até a infusão do trombolítico. Diversas abordagens, como campanhas para identificação precoce dos sintomas incipientes do IAM, protocolos de dor torácica e infusão em bolo de trombolítico, têm sido usados com esse intuito. No entanto, uma das estratégias mais promissoras e menos utilizadas na prática clínica, principalmente no Brasil, é o uso do trombolítico pré-hospitalar. Atualmente, o conjunto de evidências que estudou o uso do trombolítico pré-hospitalar é bastante robusto e permite uma avaliação criteriosa da efetividade dessa estratégia. Tal estratégia já foi testada extensivamente em ensaios clínicos randomizados, nos quais foi comparada a outras estratégias, como trombolítico intra-hospitalar, angioplastia primária, angioplastia facilitada e terapias antitrombóticas adjuvantes, como heparina de baixo peso molecular e inibidores da glicoproteína IIb/IIIa1. Nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, Araújo e cols.2 trazem a trombólise pré-hospitalar novamente à discussão, com a publicação de um estudo econômico sobre essa intervenção. A decisão sobre incorporar ou não novatecnologia deve passar por uma discussão criteriosa e ampla, não somente focando peças do quebra-cabeça. Quando da análise de uma tecnologia em saúde, temos obrigação de questionar sua eficácia, sua efetividade e sua relação custoefetividade. Além disso, devemos considerar seu efeito quando aplicado às condições existentes em nosso sistema de saúde, para nossa população e sobre nosso orçamento, comparando com a situação atual e com as alternativas disponíveis
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