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De geração em geração e o lápis na mão: o processo de revitalização da língua kaingáng na educação escolar indígena/Terra Indígena Xapecó - SC
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em HistóriaEssa pesquisa tem como propósito perceber a língua Kaingáng em dois momentos distintos que marcaram a história dos Kaingáng da Terra Indígena Xapecó, localizada no oeste catarinense. Durante o período de atuação do Serviço de Proteção ao Índio/SPI, marcado pela integração do indígena à sociedade nacional, a língua Kaingáng foi proibida e iniciou-se o ensino da língua portuguesa. Nesse período, a identidade indígena foi negada, pois a política da época era a de progresso e da buscas de uma identidade única para o país. Sendo assim, a educação destinada aos Kaingáng era como a das escolas rurais brasileiras. A partir da promulgação da Constituição Federativa do Brasil de 1988, a educação abandona seu viés integracionista e contempla uma educação diferenciada, bilíngue, comunitária, intercultural e específica. Neste momento, o ensino da língua Kaingáng é retomado nas escolas como um fator de identidade étnica do grupo. Nosso recorte temporal abrange a data de 1941, quando foi criado o Posto Indígena Xapecó, e se estende até os dias atuais. Urdindo os relatos obtidos nas entrevistas realizadas por meio da Metodologia de História Oral, documentos do SPI e FUNAI, Atas de Pais e Professores da Escola Indígena de Educação Básica Cacique Vanhkrê, materiais didáticos elaborados pelos professores de língua Kaingáng e observações durante as saídas de campo, pretende-se mostrar como a língua Kaingáng é ensinada na escola, as dificuldades encontradas no seu ensino e aprendizagem e sua função como fator de identidade para essa comunidade. Cette recherche a pour intention de faire connaître la langue #Kaingáng# à deux moments distincts qui ont marqué l#histoire des Kaingángs de la Terre Indigène Xapecó, localisée dans l#ouest catarinense (état de Santa Catarina). Durant la période d#action du Service de Protection de l#Indien(SPI), marquée par l#intégration de l#indigène dans la société nationale, la langue Kaingáng fût interdite et débuta alors l#enseignement de la langue portugaise. Durant cette période, l#identité indigène fût déniée car la politique menée à l#époque était celle du progrès et à la recherche d#une seule et unique identité pour le pays. Cependant, l#éducation destinée aux Kaingángs était identique à celle des écoles rurales brésiliennes. A partir de la promulgation de la Constitution Fédérative du Brésil de 1988, l#éducation abandonne son côté intégrationniste et se tourne vers une éducation différenciée, bilingue, communautaire, interculturelle et spécifique. Actuellement, l#enseignement de la langue Kaingáng est reprise dans les écoles comme un facteur de l#identité ethnique. Notre découpage dans le temps englobe l#année 1941, date à laquelle fût crée le Poste Indigène Xapecó, qui d#ailleurs existe toujours. En montant les récits obtenus lors des entretiens réalisés à l#aide de la Méthodologie de l#Histoire Orale, des documents du SPI et de la FUNAI, des témoignages de pères de familles et de professeurs de l#Ecole Indigène d#Education Elémentaire Cacique Vanhkrê, de matériaux et de méthodes pédagogiques élaborés par des professeurs connaissant la langue Kaingáng et d#observations faîtes durant les excursions sur le terrain. Ainsi, on prétend montrer de quelle manière la langue Kaingáng est enseignée dans les écoles, des difficultés rencontrées lors de son enseignement et de son apprentissage et de sa fonction majeure comme facteur d#identité pour cette communauté
The gospel of Denys: The central character in \u27Jesus de Montreal\u27 (Denys Arcand, Québec)
Denys Arcand\u27s 1989 film, Jesus de Montreal, retells the story of the New Testament Jesus in an imaginative fashion. Arcand uses a historical Jesus in a passion play to present the outline of his Jesus character and completes the portrait with the presentation of the modern actor, Daniel, playing the part. Together, these two components depict Arcand\u27s version of Jesus. After explaining the scholars\u27 treatments of the character of the New Testament Jesuses, I turned my attention to this central character, attempting to understand who and what Arcand\u27s Jesus is. At the same time, I searched for the biblical sources of characters, scenes, and events in the film. Following a pre-arranged agreement, I sent this analysis to the evangelist, Arcand, for his reaction. He treated my text as a professor might treat any student paper, expressing, in the margins, agreement and disagreement and occasionally providing auxiliary information. I categorized and explored his comments and attempted to learn from them, both about the film and about the relationship between critic and artist. Two lessons in particular emerged: (1) critics should be wary of assuming a totally consistent author and consequently marginalizing sections of narratives that do not seem to fit; (2) critics must remember that an artist can only approach full development of central themes and characters--by nature, secondary components are less-exposed and therefore more open to various interpretations
The early development of the thought of Christos Yannaras
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O princípio da complementaridade e o tribunal penal internacional: reflexos no Brasil
O Tribunal Penal Internacional-TPI, criado para processar e julgar os crimes mais atrozes contra a dignidade humana, possui uma estrutura limitada e não poderia ser responsável pela persecução penal de todos os crimes internacionais. Assim, deveria ficar a seu cargo somente aqueles casos excepcionais, enquanto a maioria dos crimes seriam processados perante as Cortes nacionais dos Estados Partes. Pelo princípio da complementaridade os tribunais nacionais têm prioridade no julgamento de crimes internacionais, e o Tribunal somente irá intervir se um Estado com jurisdição sobre o crime internacional não quer ou é incapaz de investigá-lo. Para tanto o Estado Parte deve dispor de mecanismos legais adequados, como a lei de implementação. O Brasil ratificou o Estatuto de Roma, mas até agora não promulgou a lei de implementação, o que impossibilita cooperar com o TPI e exercer a jurisdição primária sobre os crimes previstos no Estatuto. Sendo assim, a jurisdição do TPI incide sobre quaisquer possíveis e futuros casos. A jurisprudência recente do TPI tem esclarecido como devem ser interpretados os requisitos de admissibilidade de um caso. Entretanto, os desdobramentos internacionais e domésticos decorrentes da inação do Brasil, embora possam ser questionados hipoteticamente, ainda são imprevisíveis.http://repositorio.uniceub.br/retrieve/22897/60900747.pd
Entre a tradição e a ressignificação: a cultura material Kaingáng na contemporaneidade - terra indígena Xapecó/SC
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em História, Florianópolis, 2014.O povo Kaingáng atualmente é um dos três maiores grupos indígenas do Brasil, com cerca de 60 mil pessoas vivendo nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo. A Terra Indígena Xapecó, localizada no oeste de Santa Catarina, entre os municípios de Ipuaçu e Entre Rios, insere em sua vivência comunitária e escolar a Cultura Material, através do artesanato. Esse elemento faz parte dos valores culturais e tradições, contemplados na Constituição Federal de 1988, assim como em outros aparatos jurídicos, como: a Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional e o Referencial Curricular Nacional para as Escolas Indígenas, que em seus textos tentam contemplar as necessidades e particularidades dos povos indígenas. No que concerne aos artesanatos, o processo de socialização das práticas e técnicas particulares, ocorre principalmente através da observação e, são passadas de geração em geração através da memória. Nesse contexto, as vozes indígenas são importantes e por isso, a História Oral, juntamente com as etnografias escritas sobre os Kaingáng, no século XIX e XX, nos possibilita compreender as transformações de sua Cultura Material, em relação aos afazeres domésticos, ao caçar, ao pescar e ao guerrear, por exemplo. Na atualidade, os antigos artefatos, são denominados de artesanato, devido às modificações que são inseridas no cotidiano do povo através de processos de ressignificação dos objetos, que nem por isso deixaram de ser Kaingáng. Esses aspectos possibilitam ainda reavivar a memória dos idosos quanto ao fabrico, inclui as crianças e os jovens no ambiente domiciliar e também escolar, com uma parte das tradições indígenas.<br
From borders to topographies: identities and expansion in British literature, 1620-1750
From Borders to Topographies examines representations of the cultural, social, and economic exchanges between the English and foreign peoples, whether in London or in the Americas, the Levant, and Far East. In the beginning of the seventeenth century, the English forged a social imaginary underwritten by their relationship to the land. I demonstrate the ways in which this imaginary transformed to incorporate the economic imperatives of rivaling Continental powers and confronting eastern empires. In this respect, I analyze the beginnings of globalization—how the English negotiated the interdependencies among peoples across the world—in the early modern period; specifically, I focus on representations of borders in early modern literature—their permeability, their shifting configurations, and the ways in which they are reinforced. I analyze how the English became increasingly obsessed with borders because of travel, trade, and colonialism; these factors then delineate economic structures and racial and ethnic categories within England.
My dissertation studies the significance of perceptions of land in Jonson’s and Brome’s London and its suburbs, Andrew Marvell’s and Edmund Waller’s Bermuda and the Netherlands, Aphra Behn’s Virginia and Surinam, Montagu’s Ottoman Empire, and Daniel Defoe’s globalized vision of world trade, ranging from Crusoe’s island and South America to the Far East. In particular, I elucidate how rival factions within England and abroad—whether it is the monarchy and developers versus commoners struggling to rule London’s expanding suburbs, or Royalists versus Puritans clashing to signify land in the Americas, or Europeans versus other Europeans attempting to gain control of contested regions in the Levant and the Far East—lay claim to the land in order to augment their power.Item withdrawn by Mark Zulauf ([email protected]) on 2012-05-08T20:55:14Z
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Os militares e o conceito de nacionalismo: disputas retóricas na década de 1950 e início dos anos 1960
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2009.Esta tese analisa o debate entre militares nacionalistas e militares antinacionalistas em torno do conceito de nacionalismo no período entre a década de 1950 e o início dos anos 1960. A análise centrou-se nos textos publicados pelos militares na revista do Clube Militar no contexto histórico especificado, bem como nos textos produzidos pelos militares que foram membros permanentes da Escola Superior de Guerra. Observa-se que a designação de militares antinacionalistas refere-se a uma descrição relativa da posição desses militares que organizavam suas idéias políticas em oposição ao pensamento dos militares autodenominados nacionalistas. Neste trabalho, fez-se uso das contribuições teórico-metodológicas da Escola de Cambridge, particularmente das contribuições feitas por Quentin Skinner, assim como das contribuições de Mark Bevir para a abordagem da história do pensamento político. Esta abordagem foi importante para a compreensão do debate e da luta política entre militares nacionalistas e antinacionalistas pela definição do significado de nacionalismo. Os militares tinham pleno entendimento da relevância das disputas retóricas na qual estavam envolvidos, tendo em vista o intuito de cada grupo militar fazer prevalecer a sua própria concepção de nacionalismo. Como mostra Skinner, o significado político dos conceitos pode servir como instrumento estratégico para ações políticas. A luta retórica entre os militares buscava moldar o horizonte político, que naquele contexto significava definir as características do desenvolvimento nacional de acordo com os interesses e as crenças de cada grupo em disputa. Skinner vincula questões de ordem conceitual com disputas políticas e intelectuais contingenciais. Desta forma, Skinner considera que o estudioso deve centrar-se nos usos que os agentes fazem dos conceitos em argumentos. Os agentes, quando envolvidos em disputas políticas e/ou intelectuais, visam legitimar, junto a leitores/ouvintes, o uso que fazem de determinados conceitos. O estudo analisou os militares nacionalistas que estiveram à frente do Clube Militar e da revista do Clube nos anos 1950/52; os antinacionalistas que controlaram o Clube entre 1952 e meados de 1956 e a partir daí os militares nacionalistas/legalistas. A análise mostrou que o conceito de nacionalismo é contestado (polissêmico) no âmbito da corporação militar no Brasil na década de 1950 e início dos anos 1960
Listening to Silence, Reading the Unwritten: Articulating the Voice of the Racial Other in White Male Discourse
This thesis explores literary representations in white male discourse of the voices of the racial Other. Tracing a chronological development from colonial to postcolonial texts, it closely analyzes the wider political and ethical implications of these representations in Daniel Defoe’s "Robinson Crusoe", Joseph Conrad’s "Heart of Darkness", Albert Camus’ "L’Étranger" and ‘L’Hôte’, J.M. Coetzee’s "Foe" and "Disgrace", J.M.G. Le Clézio’s "Onitsha" and Cormac McCarthy’s "No Country for Old Men". At the core of my research is the question how can white male writers resist the dominance of Eurocentric consciousness and be a witness to the racial Other and articulate his/her voice without recourse to prejudice and stereotyping.
The representation of the Other transitions from the anonymity of slavery in colonial texts to identified and identifiable individuals in postcolonial writings. Through these novels the impact of national Independence, freedom from racial oppression and immigration ? all legal expressions of freely articulated voice ? can be observed on the traditional colonial power relationship. As a consequence, dominated, silenced voices gradually develop into silent refusals of acquiescence that withhold information. The impact of such resistance is frequently paralleled by a crisis of male identity and the declining stature of the white male protagonists who suffer imprisonment, death, sickness, confusion or defeat, as gestures symbolic of the decline of white patriarchal systems and challenges to accepted concepts of identity, humanity, justice, good and evil. In a globalized world the category of the Other encourages us to think beyond the known and recognize the validity of ideologies that challenge the authority of our own
A trajetória histórica da escola na comunidade Guarani de Massiambu, Palhoça/SC: um campo de possibilidades
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.Esta dissertação tem como objetivo principal o levantamento da trajetória histórica da Escola Indígena de Ensino Fundamental Kaa kupe na comunidade indígena Guarani de Massiambu, próprios de aprendizagem. Palhoça, SC, nas três últimas décadas do século XX e anos iniciais do século XXI, especificamente entre os anos 1988 e 2006. Com os pressupostos da Etno-história, busca-se compor uma história do tempo presente, auxiliada pela metodologia da História Oral, através de entrevistas gravadas e transcritas. A partir da oralidade, registram-se as #experiências das pessoas vivas#, percebendo as relações entre história e memória. Parte-se dos elementos culturais, lingüísticos e identitários do povo Guarani do litoral do Brasil e de Santa Catarina, reunidos no nhandereko, modo de ser e de viver, que abrange a ligação profunda com a natureza, a vida espiritual. Na seqüência, passa-se para os elementos que possibilitam e regularizam a presença da escola nas comunidades indígenas, tendo como referência o significado da educação tradicional Guarani, a legislação e a formação de professores. Aborda-se a trajetória histórica da escola Kaa kupe como um campo de possibilidade e representação para outras realidades de escolas indígenas. Por fim, estabelece-se uma relação entre os aspectos culturais Guarani e a proposta de escola diferenciada, com processos. This dissertation has as main objective the research of the historical trajectory of the Indigenous Elementar School Kaa kupe on the indigenous community Guarani of Massiambu, Palhoça, SC, in the last three decades of the twentieth century and early years of the twenty-first century, specifically between the years 1988 and 2006. With the purpose of Ethno-history, is tried to compose a history of the present time, aided by the oral history methodology, through interviews recorded and transcribed. From orality, register the "experience of living persons#, realizing the relationship between history and memory. It comes from the cultural elements, language and identity of the Guarani people of the coast of Brazil and Santa Catarina, reunited on the nhandereko, way of being and living, which includes a deep connection with nature, the spiritual life. Following, move to the elements that enable and regulate the presence of schools in the indigenous communities, having as reference the significance of traditional Guarani education, legislation and teachers qualification. Is discussed the historical trajectory of the school Kaa kupe as a field of possibilities and representation to other realities of indigenous schools. Finally, is established a relation between Guarani cultural aspects and the proposal of a different school, with its own processes of learning
A construção de uma cultura técnica agropecuária no sul do Brasil: o caso da Colônia Ijuí
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em História.Este trabalho é uma investigação acerca da construção de uma cultura técnica agropecuária naquela que foi a Colônia Ijuí, uma colônia estatal, mista, criada em 1890 no noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. O processo de construção de uma cultura técnica agropecuária em Ijuí, estudado neste trabalho, tem início em 1890 com a criação da colônia. Concorreram para a construção da cultura técnica agropecuária em Ijuí, imigrantes europeus e seus descendentes, nacionais/caboclos e o estado, num processo híbrido em que conhecimentos nacionais e imigrantes se somaram na sua construção, a qual se apresentará como dominante até meados da década de 1950, quando uma nova onda modernizadora, chamada de Revolução Verde, passa a ser inserida na região. O período estudado caracteriza-se pela tentativa de modernização agropecuária por parte do Estado com a inserção de uma mão-de-obra dita mais qualificada do que a nacional - a do imigrante europeu. As principais fontes utilizadas são relatórios oficiais da Intendência e da Prefeitura Municipal de Ijuí, o Jornal Correio Serrano, entrevistas e imagens fotográficas de fotógrafos imigrantes
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