7 research outputs found
Revolution & Cinema
In this volume we gathered the contributions of various researchers that aim to address the relationship between cinema and revolution. The book opens with a conversation between Ros Gray, specialist in militant filmmaking, particularly in relation to liberation struggles and revolutionary movements in Mozambique, Angola, Guinea-Bissau and Burkina Faso, and June Givanni, film curator, archivist, international consultant around Pan-African cinema and founding director of the June Givanni Pan-African Cinema Archive (JGPACA). This volume also gathers contributions by: Aldones Silva on the work of the Brazilian visual artist Marcela Cantuária; Eduardo Prado Cardoso and his reading of the film Malunguinho directed by Felipe Peres Calheiros; Isabel Capeloa Gil on colonial memories of Portuguese cinema; João Oliveira Duarte and the relationship between present, future and past in Fiona Tan’s work Facing Forward; Matthew Mason and the tension between Marxism and post-modernism via Jean-Luc Godard’s La Chinoise; and Riccardo Uras on the absence of debate on Italy’s colonial past and its myths, through the analysis of Adwa: An African Victory by Haile Gerima, and Blood Is Not Fresh Water by Theo Eshetu.Publishe
As artes plásticas nos anos 1970 e a atuação da FUNARTE
A presente pesquisa se dedica ao entendimento da criação da Funarte e sua atuação em seus anos iniciais, como marca de uma nova postura do governo federal, no campo das artes plásticas. A Funarte reuniu críticos, teóricos, historiadores e artistas, que por meio da teoria e da prática buscaram contribuir com projetos pioneiros através dos quais encontramos a formulação de uma política para arte contemporânea, que inicialmente se refletiu no apoio à realização de pesquisas. Na historiografia há poucas análises do período em que ocorreu a criação e implementação das principais estratégias da instituição; para tanto, talvez seja necessário pontuar que minha intenção transdisciplinar usa uma metodologia que tem como foco enredar o fio histórico da arte na trama de outros tantos fios da vida cultural. Assim, história política e memória tornam-se fundamentais para o alargamento das vias de compreensão do tema proposto. Busco pensar a relação entre censura estatal e fomento às práticas artísticas contemporâneas, defendendo uma nova relação entre 1976-1979, quando personagens que inicialmente haviam sido perseguidos ou mantinham uma postura crítica ao governo autoritário, neste momento ganham apoio para pesquisas sobre artes visuais. Logo, quando a arte contemporânea aparece dentro da Funarte, ela não aparece na forma de exposições, nem na forma de apoio direto ao trabalho do artista. Um fato próprio dessa relação da Funarte com arte contemporânea nesse momento inicial é a reflexão sobre o passado com foco em sua influência no presente.The present research is dedicated to the understanding of the creation of Funarte and its performance in its initial years, as a brand new posture of the federal government, in the field of plastic arts. Funarte brought together critics, theoreticians, historians and artists, who through theory and practice sought to contribute to pioneering projects through which we find the formulation of a policy for contemporary art, which was initially reflected in the support of research. In historiography there are few analyzes of the period in which the creation and implementation of the main strategies of the institution took place, so it may be necessary to point out that my transdisciplinary intention uses a methodology that focuses on tracing the historical thread of art in the cultural life. Thus, political history and memory become fundamental for the extension of the ways of understanding the proposed theme. I try to think of the relationship between state censorship and the promotion of contemporary artistic practices, defending a new relationship between 1976-1979, when characters who had initially been persecuted or held a critical stance to authoritarian rule are now gaining support for visual arts research. Therefore, when contemporary art appears within Funarte, it does not appear in the form of exhibitions, nor in the form of direct support for the artist's work, a fact peculiar to this relationship of Funarte with contemporary art in this initial moment is the reflection on the past with focus on their influence in the present
Revolution & Cinema
.In this volume we gathered the contributions of various researchers that aim to address the relationship between cinema and revolution. The book opens with a conversation between Ros Gray, specialist in militant filmmaking, particularly in relation to liberation struggles and revolutionary movements in Mozambique, Angola, Guinea-Bissau and Burkina Faso, and June Givanni, film curator, archivist, international consultant around Pan-African cinema and founding director of the June Givanni Pan-African Cinema Archive (JGPACA). This volume also gathers contributions by: Aldones Silva on the work of the Brazilian visual artist Marcela Cantuária; Eduardo Prado Cardoso and his reading of the film Malunguinho directed by Felipe Peres Calheiros; Isabel Capeloa Gil on colonial memories of Portuguese cinema; João Oliveira Duarte and the relationship between present, future and past in Fiona Tan’s work Facing Forward; Matthew Mason and the tension between Marxism and post-modernism via Jean-Luc Godard’s La Chinoise; and Riccardo Uras on the absence of debate on Italy’s colonial past and its myths, through the analysis of Adwa: An African Victory by Haile Gerima, and Blood Is Not Fresh Water by Theo Eshetu
OCUPAÇÃO E DESOCUPAÇÃO: AS REVERBERAÇÕES DA IMPOSIÇÃO DO PRECÁRIO NA UFRJ
Este trabalho visa pensar o acesso a universidade e as táticas adotadas por alunos para sua permanência, pensando a assistência estudantil como eixo fundamental de sua trajetória acadêmica. Nos colocamos a questão de como pensar 100 anos da Universidade Federal do Rio de Janeiro, como alunos da Escola de Belas Artes que possui o dobro de idade, carregando consigo tantos problemas como a centenária que a abriga. Nosso objetivo é apresentar trabalhos realizados no interior da instituição, que dialogam com a situação atual, não apenas da UFRJ, mas das instituições de ensino superior de todo o país, que atravessando um período de grandes cortes orçamentários, vem afetando a vida cotidiana de centenas de alunos. Neste sentido, os alunos da Escola de Belas Artes, desenvolveram trabalhos artísticos que refletem a precariedade da instituição, e utilizam desta situação como impulso criativo para pensar o precário na contemporaneidade.Destacamos então nossos trabalhos como ponto de partida para as pautas sociais, políticas, artísticas e culturais. Primeiro destacamos o projeto Ocupa-Ação, exposição organizada por Vinicixs Davi que nasceu da reivindicação equânime de estudantes da Escola de Belas Artes diante a crise universitária instaurada. Como forma de criar um posicionamento político dos estudantes, a ocupação se colocou como discurso mediador, do processo de retomada do reclame a precarização das instituições públicas. Iniciativa de 2015 que apontava para o caos que se instaurou nos dois anos seguintes. O movimento Ocupa-Ação propôs a construção mútua de ações “artivistas” no terreno baldio da Escola de Belas Artes. Guiado pela auto-organização e engajamento das práticas artísticas. Como atividade processual da Ocupa-Ação, foi realizada, Mostras de artistas-estudantes e aulas públicas com docentes da EBA, sob o nome “Aulas Baldias”, em colaboração com o aluno Jeferson Andrade. Os professores convidados desenvolveram conversas e aulas relacionais no espaço.E a série de fotografias Imagem e Gritos, de Aldones Nino, que consiste no registro fotográficos de intervenções registradas durante o processo de desocupação do prédio da Residência Estudantil, ocorrido no final de 2016. Apresentando imagens captadas com o interesse de expandir a fala de alunos que registraram na parede que os cercavam os anseios de mudar um passado familiar e criar outra história. Apresentamos então vivências e ciências processadas no interior da instituição, buscando constituir um diálogo, para assim, refletir acerca de táticas de enfrentamento dos problemas imediatos, partindo da ocupação de espaços. Apresentamos duas formas de pensar na arte como possibilidade de expansão dialógica de todas e todos que vivem, pensam e querem transformar a UFRJ. Seja através da ocupação de um terreno baldio, ou de processos decorrentes da desocupação de uma residência estudantil. Compreendemos a arte como uma das expressões gerais e abrangentes do presente, e como estudantes de História da Arte, encaramos o Seminário A UFRJ FAZ 100 ANOS: História, Desenvolvimento e Democracia como uma oportunidade ímpar de apresentamos essa nossa contribuição para uma escrita coletiva acerca da história que queremos escrever para a instituição.Palavras Chave: PRECARIEDADE, ACESSO, PERMANÊNCIA, ART
Revolution & cinema
In this volume we gathered the contributions of various researchers that aim to address the relationship between cinema and revolution. The book opens with a conversation between Ros Gray, specialist in militant filmmaking, particularly in relation to liberation struggles and revolutionary movements in Mozambique, Angola, Guinea-Bissau and Burkina Faso, and June Givanni, film curator, archivist, international consultant around Pan-African cinema and founding director of the June Givanni Pan-African Cinema Archive (JGPACA). This volume also gathers contributions by: Aldones Silva on the work of the Brazilian visual artist Marcela Cantuária; Eduardo Prado Cardoso and his reading of the film Malunguinho directed by Felipe Peres Calheiros; Isabel Capeloa Gil on colonial memories of Portuguese cinema; João Oliveira Duarte and the relationship between present, future and past in Fiona Tan’s work Facing Forward; Matthew Mason and the tension between Marxism and post-modernism via Jean-Luc Godard’s La Chinoise; and Riccardo Uras on the absence of debate on Italy’s colonial past and its myths, through the analysis of Adwa: An African Victory by Haile Gerima, and Blood Is Not Fresh Water by Theo Eshetu.info:eu-repo/semantics/publishedVersio
Performance e performers: a arte, as tendências e os desafios na construção de acervos museológicos
Nos anos 2000, o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo adquiriu duas obras de
performance em seu acervo: Bala de Homem = Carne/Mulher = Carne, de 1997, e Quadris
de Homem = Carne/Mulher = Carne, de 1995, ambas da artista visual Laura Lima
(Governador Valadares, Minas Gerais, 1971). Adquirir uma obra performática como
acervo em uma instituição de arte brasileira entende-se como um ato precursor, visto que
suscita novas reflexões sobre a relação entre coleção e preservação, ativação, exposição e
o vínculo entre o artista e sua obra. Sendo assim, este trabalho aborda a musealização da
performance e sua relação com o público, tendo como ponto de partida a aquisição dessas
duas obras de performance pelo MAM-SP nos anos 2000. A compreensão da performance
como parte dos acervos museológicos implica repensar a preservação da memória artística
para além dos objetos tangíveis, considerando a efemeridade como uma característica
intrínseca das obras contemporâneas. As instituições culturais reconhecem a importância
de preservar não apenas o resultado final da obra, mas também sua energia e temporalidade,
o que implica uma evolução nas práticas curatoriais e museológicas. Além da preservação,
este trabalho discute a importância de tornar as obras de performance acessíveis ao público,
explorando estratégias inovadoras de apresentação e comunicação que vão além da
compreensão passiva. Por meio de exposições, programas educativos e narrativas
cativantes, as instituições buscam envolver o público em experiências significativas,
fortalecendo o papel dos museus como catalisadores de diálogo, reflexão e transformação
cultural. Considerando o museu como um espaço de reflexão e proximidade com o público,
a diversidade de perfis de performers enriquece a prática da performance, possibilitando
interpretações variadas e reativações das obras ao longo do tempo. A criação de festivais
de performance, como o VERBO da Galeria Vermelho, oferece uma plataforma para
artistas mostrarem seus trabalhos e estimulam discussões críticas, democratizando e
ampliando o acesso à arte performática. Ao conceber expografias dinâmicas e
programações de performances, os museus podem enriquecer a experiência cultural do
público, contribuindo para a preservação e valorização da arte performática como parte
integrante do patrimônio cultural contemporâneo
Percursos de silêncios e vazios existenciais na arquitetura de paisagens fúnebres
As manifestações da morte e de estados fúnebres, lidos através do luto, dor, tristeza e sofrimento são instâncias de representações distintas e indissociáveis no desenho da paisagem urbana. Ambas vigoram na cidade desde o seu surgimento; ambas estabelecem inequívocas relações entre vivos e mortos. Todavia, ao considerar o modus vivendi urbano contemporâneo, percebe-se a existência de sentidos e significados, subordinados ao domínio da morte, que, por sua vez, sinalizam o modus de interpretação e da representatividade de cada uma dessas ordens no cotidiano da cidade. Os estudos sobre a finitude humana instigam a formulação de uma matriz analítica em que é possível estabelecer, entre outras coisas, relações de interdependência de atributos cotidianos da vida e da morte; ou seja, a existência e ausência, a angústia e alívio, a falta e substituição, o aqui e o além, que associados, projetam no ambiente construído a consciência dos estados fúnebres que a paisagem pode adquirir. Nesse sentido compreende-se que a reflexão aqui proposta pretende transitar pelos conceitos referenciados à ideia de paisagem stricto sensu, como também às singularidades teóricas de estudos voltados à paisagem cultural que, em especial aos fragmentos dos espaços fúnebres da cidade, especialmente os espaços cemiteriais que ganham materialidade no espaço urbano e expressam a ordem da finitude da vida no nosso cotidiano
