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    Infeção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2011

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    Informação epidemiológica referente à Infeção VIH/SIDA, com a caracterização da situação em Portugal a 31 de dezembro de 2011. Os dados apresentados têm por base o sistema de notificação de casos de infeção VIH/Sida. Esta é obrigatória em Portugal desde 2005

    Infeção VIH e SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2017

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    Relatório anual referente à Infeção VIH e SIDA, elaborado pelo Departamento de Doenças Infeciosas deste Instituto, em colaboração com o Programa Nacional para a Infeção VIH e SIDA da Direção-Geral da Saúde. Este relatório reúne informação epidemiológica que caracteriza a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2017, obtida a partir das notificações de casos de infeção por VIH e SIDA que o Instituto Ricardo Jorge recebe, colige e analisa desde 1985, sendo de notificação obrigatória em Portugal desde 2005. São ainda descritas as características dos casos acumulados e tendências temporais no período entre 1983 e 2017. Do relatório apresentado destaca-se o seguinte: - De acordo com as notificações recebidas, até 30 de junho do corrente ano, em 2017 foram diagnosticados 1068 novos casos de infeção por VIH em Portugal; - Os novos diagnósticos ocorreram maioritariamente (99,6%) em indivíduos com idade ≥15 anos, 46,4% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. A maioria (72,0%) registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi 39 anos, a maior taxa de novos diagnósticos (24,8 casos/100000 habitantes) observou-se no grupo etário 25-29 anos. Portugal foi referido como país natal em 64,8% dos casos. À data do diagnóstico da infeção 14,8% dos casos apresentavam patologia indicadora de SIDA e os valores das contagens iniciais de CD4 revelaram que em 51,5% dos novos casos o diagnóstico foi tardio. Em 98,1% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual, com 59,9% a referirem contacto heterossexual. Os casos em homens que fazem sexo com homens (HSH) corresponderam a 51,0% dos casos diagnosticados de sexo masculino e apresentaram uma idade mediana de 32 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 1,8% dos novos diagnósticos em que é conhecida a via de transmissão; - A análise das tendências temporais da epidemia nacional revela, para a última década, uma descida de 40% no número de novos diagnósticos e de 38% nas respetivas taxas. As tendências recentes revelam ainda um aumento da proporção de casos do sexo masculino, bem como da idade mediana ao diagnóstico, excetuam-se os casos de HSH, que ocorrem com maior frequência em jovens. Verifica-se ainda uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais; - Encontram-se registados cumulativamente 57.913 casos de infeção por VIH, dos quais 22.102 casos em estádio SIDA, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e final de 2017. No mesmo período estão registados 14.519 óbitos em casos de infeção por VIH, total acumulado que sofreu um aumento significativo por cumprimento do disposto no Despacho nº 8379/2017 relativo à investigação dos casos de eventual abandono clínico.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    A face feminina do HIV e SIDA: um estudo sobre as experiências de mulheres enfectadas pelo HIV na cidade de Maputo, Moçambique

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2015O presente trabalho apresenta e discute as experiências cotidianas que 20 mulheres pobres e infetadas pelo vírus do HIV residentes na cidade de Maputo, têm. Procura entender como elas estruturam o seu cotidiano no contexto das relações sociais que estabelecem. A pesquisa de campo se baseia em entrevistas grupais e individuais, acompanhadas, antes e depois, de uma revisão da literatura. A proposta é colocar em comunicação questões de gênero e outras questões socioculturais em contato com o campo da saúde. Estas mulheres experimentam um cotidiano marcado por obstáculos, desafios e enfrentamentos como parte da face feminizada do HIV e SIDA. Elas lidam com diferentes manifestações de vulnerabilidade antes e pós-infeção, onde as relações de gênero e as práticas culturais e tradicionais contribuem para a feminização do cenário da soroprevalência. As questões de gênero, as práticas culturais e tradicionais não as tornam diferentes de outras mulheres, mas o estado sorológico torna tudo mais esforçado no cotidiano das mesmas. O fato de serem mulheres pobres e dependentes economicamente são também obstáculos com que elas lidam. Essas questões influenciam no processo de infecção e de experiência com a doença. O cotidiano das mulheres demostra que o HIV ainda é uma doença clandestina. Elas vivem momentos de estigma, discriminação, segregação e preconceito que fazem com que omitam seu estado sorológico. Para elas viver e conviver com mulheres infetadas são formas de reorganizar e dar um novo sentido a vida. A pesquisa reforça a ideia de que o HIV e SIDA não deve ser encarado como uma fatalidade inevitável, mas que existem questões e determinantes sociais fortemente integradas no processo saúde-doença-cuidado.Abstract: This work presents and discusses the everyday life experiences of 20 womens poors and HIV+ from Maputo city. Seeks to understand how they structure their daily lives in the context of social relations. The field research is based on group and individual interviews, walked up with, before and after, a literature review. The proposal is put on communication issues of gender and other socio-cultural issues in relation with the health field. These women experience an everday life marked by obstacles, challenges and confrontations as part of the feminized face of HIV/AIDS. They deal with different manifestations of vulnerability before and after infection, where gender relations and cultural and traditional practices contribute to the feminization of the seroprevalence scenario. Gender issues, and the cultural, and traditional practices doesn´t make them different from other women, but their HIV status makes it more struggling in their daily life. The fact that they are poor and economically dependent are also obstacles which they deal with. These issues influence on the process of infection and experience with the disease. The daily lives of women demonstrates that HIV still as a clandestine disease. They live moments of stigma, discrimination, segregation and prejudice that make omit their HIV status. For them live and be with infected women are ways to reorganize and give new meaning to life. The research reinforces the idea that HIV and AIDS should not be seen as an inevitable fate, but that there are social issues and determinants strongly integrated into the health-disease-care process

    Infeção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2013

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    [PT] A infeção por VIH continua a representar um desafio importante para a Saúde Pública de Portugal onde, no final de 2013, o total de novos casos notificados, desde 1985, ascendia a 47390. Em 2013, foram diagnosticadas e notificadas ao Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge, IP (INSA) 1093 novas infeções, o que sugere uma taxa de 10,5 novas infeções por 100.000 habitantes, não ajustada para o atraso de notificação. O número de novos diagnósticos em homens foi 2,4 vezes superior ao registado em mulheres e metade dos casos referentes a adultos correspondiam a indivíduos com idade igual ou superior a 40 anos. Na maioria dos novos casos a residência à data da notificação situava-se na região da Grande Lisboa. O modo de transmissão do VIH mais frequente foi o contacto heterossexual, referido em 61% dos casos. Os homens que têm relações sexuais com homens (HSH) totalizaram 43% dos novos casos de infeção em indivíduos do sexo masculino. Os HSH tendem a ser mais jovens que os heterossexuais à data de diagnóstico, metade têm idade inferior ou igual a 32. Os casos associados ao consumo de drogas representaram 7% dos novos diagnósticos. Em 2013 foi possível registar, para 70% dos novos casos, os valores das contagens de células TCD4+ (CD4) obtidos na primeira avaliação clínica. Destes, 58% referem valores de CD4 inferiores a 350 células/mm3, o que significa um maior risco de mortalidade e morbilidade, custos mais elevados em cuidados de saúde e oportunidades perdidas no controlo da epidemia VIH em Portugal. Durante o ano 2013 foram também diagnosticados e comunicados ao INSA 322 novos casos de SIDA. Entre 2000 e 2012 registou-se uma redução média anual de 7,4% no número de novos casos de SIDA notificados, valor sem ajustamento para o atraso de notificação. A frequência de diagnóstico das diferentes doenças definidoras de SIDA varia de acordo com o modo de transmissão da infeção, no entanto, a pneumonia por Pneumocystis é a doença definidora de SIDA mais comummente referida. A proporção de casos em que é diagnosticada aumenta 1,6% ao ano, desde 2000. Foram ainda notificados ao INSA 226 óbitos que ocorreram em 2013, registados em indivíduos infetados por VIH, 145 dos quais em estadio SIDA. A maior frequência de mortes registou-se em heterossexuais e indivíduos com história de uso de drogas injectáveis. Contudo, observou-se que 48% das mortes em heterossexuais ocorreram nos cinco anos subsequentes ao diagnóstico, enquanto as mortes ocorridas em 55% dos toxicodependentes aconteceram 10 ou mais anos após o diagnóstico de infeção por VIH. Neste relatório apresentamos informação detalhada sobre os casos de infeção VIH em crianças com idades inferiores a 15 anos. Desde o diagnóstico do primeiro caso pediátrico, que ocorreu em 1984, foram notificados 479 casos registados em crianças, verificando-se igual distribuição entre sexos. O modo de transmissão mais frequente foi a transmissão mãe-filho, contudo, desde a introdução do rastreio na gravidez e da terapêutica antirretroviral profilática, o número de casos diagnosticados diminuiu continuamente. Nos anos mais recentes aumentou a proporção de casos importados. Nos 30 anos que decorreram desde que o primeiro caso de infeção por VIH foi diagnosticado em Portugal as características da epidemia sofreram evolução. O aumento do número de novos diagnósticos de infeção por VIH em jovens do sexo masculino que têm sexo com homens e a elevada percentagem de diagnósticos tardios em heterossexuais de meia-idade são tendências recentes documentadas no presente relatório, que devem captar a atenção das autoridades de Saúde Pública. A vigilância da infeção VIH tem um papel crucial ao fornecer informação que permite demonstrar as mudanças nos padrões de transmissão do vírus e que contribui também para o desenvolvimento e avaliação de estratégias para controlo da infeção. Dados atempados e correctos são um pré requisito para a produção de informação de elevada qualidade e, consequentemente, para o controlo eficaz da infeção VIH em Portugal.[ENG] HIV continues to be of public health importance in Portugal where a cumulative number of 47390 new infection cases have been reported since 1985. In 2013, 1093 new HIV infections were diagnosed and notified to the National Health Institute Doutor Ricardo Jorge, I.P. (INSA) suggesting an overall rate of new HIV diagnoses of 10.5 per 100,000 (without adjustment for reporting delay). The number of new HIV diagnoses made in men was 2.4 times higher than the number made in women. Half of all newly diagnosed adults were aged 40 years or over. The majority of new cases diagnosed reside in the Greater Lisbon area. The main mode of HIV transmission is through heterosexual contact, accounting for 61% of new diagnoses. Men who have sex with men (MSM) account for 43% of all new HIV diagnoses in men. MSM tend to be younger than heterosexuals at the time of HIV diagnosis, half aged 32 years or less. Transmission of HIV through injecting drug use accounted for 7% of all new HIV diagnoses. In 2013, 70% of new HIV diagnoses also reported the CD4 count recorded at the time of diagnosis. 58% of these reported an initial CD4 count below 350 cells / mm3, a finding which is associated with poorer individual health outcomes, higher healthcare costs and missed opportunities to control the spread of HIV in Portugal. 322 new diagnoses of AIDS were registered by INSA as occurred in 2013. Between 2000 and 2012 there has been an average reduction of 7.4% per year in the absolute number of new AIDS diagnoses reported (without adjustment for reporting delay). The frequency of specific AIDS defining diseases differs by mode of transmission. Pneumocystis pneumonia is the most commonly diagnosed AIDS defining disease, the proportion of cases diagnosed increased by approximately 1.6% per year since 2000. In 2013, 226 persons infected with HIV were reported to INSA as having died during that year of which 145 cases were classified as stage AIDS. Death was most frequently observed in heterosexuals and people who report a history of injecting drug use. Of the deaths reported to INSA, 48% of deaths in heterosexuals occurred within 5 years of their HIV diagnosis, whereas 55% of deaths in people who reported a history of injecting drug use occurred more than 10 years after their HIV diagnosis. This year we present information about HIV infection in children aged under 15 years. Since the first case, diagnosed in 1984, there have been 479 cases recorded in children, equally distributed between boys and girls. The mode of transmission most frequently observed was mother to child transmission, however since the introduction of HIV screening during pregnancy and associated therapy, the number of cases diagnosed has fallen steadily. An increasing proportion of imported cases has been observed in recent years. In the 30 years since the first case was diagnosed, the characteristics of the Portuguese HIV epidemic have evolved. The increase in new HIV diagnoses among young MSM and the high proportion of late presentation amongst newly diagnosed heterosexuals, observed in recent years and documented in this report, require particular attention from public health authorities. HIV surveillance information has a central role in demonstrating how the patterns of disease transmission change and informing the development and evaluation of effective strategies to control HIV. Timely and complete data are prerequisite for the production of high quality HIV information and therefore, for the effective control of HIV in Portugal

    Infeção VIH e SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2016

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    Relatório anual referente à Infeção VIH e SIDA, elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas deste Instituto, em colaboração com o Programa Nacional para a Infeção VIH, SIDA e Tuberculose da Direção-Geral da Saúde. Este relatório reúne informação epidemiológica relativa à caracterização da situação em Portugal em 2016, tendo por base o sistema de notificação de casos de infeção VIH e SIDA, que é obrigatória em Portugal desde 2005. Do presente relatório destaca-se o seguinte: - De acordo com as notificações recebidas até 30 de junho do corrente ano, em 2016 foram diagnosticados 1030 novos casos de infeção por VIH em Portugal; - Os novos diagnósticos ocorreram maioritariamente (99,7%) em indivíduos com idade ≥15 anos, 51,2% dos quais residentes na Área Metropolitana de Lisboa. A maioria (71,5%) registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi 39,0 anos, a maior taxa de novos diagnósticos (26,1 casos/105 habitantes) observou-se no grupo etário 25-29 anos. Portugal foi referido como país natal em 68,4% dos casos. À data do diagnóstico da infeção 17,7% dos casos apresentavam patologia indicadora de SIDA e os valores das contagens iniciais de CD4 revelaram que em 55,0% dos novos casos o diagnóstico foi tardio. Em 96,8% dos casos a transmissão ocorreu por via sexual, com 59,6% a referirem contacto heterossexual. Os casos de homens que tiveram relações sexuais com homens (HSH) corresponderam a 49,9% dos casos diagnosticados de sexo masculino e apresentaram uma idade mediana de 31,0 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas injetadas constituíram 3,0% dos novos diagnósticos; - A análise das tendências temporais da epidemia nacional revela, desde 2008, uma descida consistente da taxa de novos diagnósticos, embora o país continue a apresentar uma das taxas mais elevadas da União Europeia. As tendências recentes revelam um aumento da proporção de casos do sexo masculino, bem como da idade mediana ao diagnóstico, excetuam-se os casos de HSH, que ocorrem com maior frequência em jovens. Verifica-se ainda uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais; - Encontram-se registados cumulativamente 56.001 casos de infeção por VIH, dos quais 21614 casos de SIDA, em que o diagnóstico aconteceu entre 1983 e final de 2016 e 11020 óbitos em casos de infeção por VIH, ocorridos no mesmo período.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    Diagnóstico da Situação de Vulnerabilidade das Crianças em Situação de Rua face ás IST/VIH/ SIDA

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    Não é infundada a impressão comum de que além de estar a se agravar a situação de vulnerabilidade das crianças de rua, crescem as modalidades e a proporção da expulsão da infância do seio da família e da comunidade local. Tal preocupação, em grande medida confirmada nesta pesquisa, carecia, contudo de bases científicas que pudessem informar as estimativas e delinear estratégias de acção para a erradicação do fenómeno. Este estudo emana da perspectiva sagaz de duas instituições particularmente sensíveis ao alastramento de riscos sociais de grande vulto que possam atingir segmentos populacionais vulneráveis da sociedade cabo-verdiana. O Instituto Cabo-verdiano de Menores (ICM) em sua preocupação com esse sujeito cujos direitos ainda não foram resgatados que são as crianças em situação de rua, previu neste segmento uma possível exposição ao maior risco do fim do século que é a propagação da epidemia da SIDA. Por sua vez, o CCS-SIDA, em sua predisposição a antecipar-se a possíveis focos de maior vulnerabilidade à epidemia, agregou-se a preocupação do ICM, criando as condições infraestruturais para a realização da pesquisa.Instituto Caboverdiano de Menores e Ccs Sid

    Infeção VIH/SIDA: a situação em Portugal a 31 de dezembro de 2014

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    Relatório anual referente à Infeção VIH/SIDA, elaborado pela Unidade de Referência e Vigilância Epidemiológica do Departamento de Doenças Infeciosas deste Instituto, em colaboração com o Programa Nacional da Infeção VIH/SIDA da Direção-Geral da Saúde. Este relatório reúne informação epidemiológica relativa à caracterização da situação em Portugal em 2014, tendo por base o sistema de notificação de casos de infeção VIH/SIDA, que é obrigatória em Portugal desde 2005. Das conclusões do documento, destaca-se o seguinte: 1) Em 2014 foram diagnosticados 920 novos casos de infeção por VIH em Portugal e, no final do ano, encontravam-se diagnosticados, cumulativamente, 52.694 casos de infeção por VIH, dos quais 20.856 em estadio de SIDA; 2) Os novos casos diagnosticados correspondiam maioritariamente (99,3%) a indivíduos com idade ≥15 anos, 48,1% residiam na região da Grande Lisboa, 72,5% registou-se em homens, a idade mediana ao diagnóstico foi de 38,0 anos, 71,1% referiam ter nascido em Portugal e 18,3% apresentavam uma patologia indicadora de SIDA à data do diagnóstico da infeção. A via sexual foi o modo de infeção indicado em 92,2% dos casos, com 61,3% a referirem transmissão heterossexual. Os casos que referiam transmissão decorrente de relações sexuais entre homens correspondem a 42,7% dos casos do sexo masculino e apresentaram uma mediana de idades de 31,0 anos. As infeções associadas ao consumo de drogas equivalem a 4,3% dos novos diagnósticos. De acordo com os valores das contagens iniciais de CD4, 51,2% dos novos casos corresponderam a diagnósticos tardios; 3) A análise das tendências temporais da epidemia revela, desde 2008, uma descida consistente da taxa de novos diagnósticos, contudo, Portugal continua a ter uma das mais elevadas taxas da União Europeia. As tendências recentes revelam um decréscimo acentuado dos casos de infeção associados a consumo de drogas, aumento dos diagnósticos em jovens do sexo masculino que têm sexo com homens e uma elevada percentagem de diagnósticos tardios, particularmente em heterossexuais de meia-idade. O esforço recente para a melhoria da qualidade da informação epidemiológica nacional, mostra-se essencial para a compreensão e intervenção adequada no sentido de reverter esta realidade

    SIDA : a situação em Portugal em 31 de Dezembro de 1996

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    Documento da responsabilidade da Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA: M. O. Santos Ferreira, J. Nunes de Abreu, J. Almeida Gonçalves, J. Bandeira Costa

    SIDA : a situação em Portugal em 31 de Dezembro de 1994

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    Documento da responsabilidade da Comissão Nacional de Luta Contra a SIDA: M. O. Santos Ferreira, J. Nunes de Abreu, J. Almeida Gonçalves, J. Bandeira Costa
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