1,720,975 research outputs found

    Matizes da resistência: o cinema e as ditaduras da América do Sul

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    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Aporias e apostas do representável: vazios e vestígios da memória em Os dias com ele (Maria Clara Escobar, 2013)

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    The unrepresentable is a frequent theoretical perspective in the analysis of contemporary subjective documentary. Coming from the Holocaust Studies, this approach brings the personal and historical trauma at its core, guiding several interpretations about documentaries directed by descendants of militants who were victims of the Southern Cone dictatorships. The aim here is to promote a debate on the representable with an analysis of The days with him (Maria Clara Escobar, 2013), a documentary in which the daughter faces her father’s resistance to narrate the torture suffered during the Brazilian dictatorship (1964-1985). The uneasiness of memory is strongly manifested in this film, in tense dialogues and shots of eloquent emptiness. However, along with recognizing the aporias of representation, it is possible to take chances in other interpretative direction. If there are plenty of meanings in the voids, the traces of the past also deserve attention. The hypothesis is that, instead of focusing exclusively on the aporias of unrepresentable, a historiographical interpretation of this film should dialectically include the voids and traces of memory. It’s claimed thus a referential gaze that is not only epistemologically possible, but politically urgent to face the negationist assault that is increasingly gaining ground in post-2018 Brazil.O irrepresentável é uma matriz teórica recorrente nas análises do documentário subjetivo contemporâneo. Oriunda dos estudos do Holocausto, esta abordagem contém o trauma pessoal e histórico em seu núcleo, fundamentando várias considerações sobre o cinema documental realizado por descendentes de militantes vítimas das ditaduras do Cone Sul. O objetivo aqui é promover uma discussão acerca do representável a partir da análise de Os dias com ele (Maria Clara Escobar, 2013), documentário no qual a filha enfrenta as resistências do pai em relatar as torturas sofridas durante a ditadura brasileira (1964-1985). Os impasses da memória se manifestam com força nesse filme, em diálogos tensos e enquadramentos de um vazio eloquente. Contudo, junto com o reconhecimento das aporias da representação, é possível fazer outras apostas interpretativas. Se os vazios são plenos de significados, os vestígios do passado inscritos nas imagens também merecem atenção. A hipótese é que, no lugar do foco exclusivo nas aporias do irrepresentável, uma interpretação historiográfica dessa obra deve levar em conta, dialeticamente, os vazios e os vestígios da memória. Reivindica-se, assim, uma visada referencial que é não só epistemologicamente possível, mas politicamente urgente face à ofensiva negacionista que ganha cada vez mais espaço no Brasil pós-2018

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Divergence et conciliation: cinéma et mémoire de la lutte armée au Brésil

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    Le mélodrame historique O que é isso, companheiro? (Bruno Barreto, 1997) et le documentaire Hércules 56 (Silvio Da-Rin, 2006) adoptent des genres cinématographiques distincts dans la construction de versions antagoniques de l’enlèvement de l’ambassadeur des États-Unis au Brésil, perpétré par la lutte armée révolutionnaire en 1969. Pourtant, mis côte à côte, les choix esthétiques identifiables dans les films dénotent un verrouil-lage du passé qui n’est pas sans indiquer une certaine convergence au sujet de l’actuelle “conciliation” démocratique au Brésil, alors que les tortionnaires et assassins restent impunis.O melodrama histórico O que é isso, companheiro? (Bruno Barreto, 1997) e o documentário Hércules 56 (Silvio Da-Rin, 2006) adotam gêneros cinematográficos distintos na construção de versões antagônicas sobre o sequestro do embaixador dos EUA no Brasil, promovido pela luta armada revolucionária em 1969. Porém, de lado a lado, as opções estéticas identificáveis nos filmes conotam um encerramento do passado que não deixa de indicar certa convergência a respeito do presente brasileiro de “conciliação” democrática, quando permanece a impunidade de torturadores e assassinos

    Documentário e memória intergeracional das ditaduras do Cone Sul

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    O objeto da pesquisa é o cinema documental contemporâneo ligado aos descendentes de militantes de esquerda vítimas das ditaduras do Cone Sul. Desde fins dos anos 1990, ganha relevo na região a produção de documentários dirigidos ou protagonizados por filho(a)s, sobrinho(a)s ou neto(a)s daqueles que se opuseram aos regimes autoritários vigentes entre as décadas de 1960 e 1980. Nessa filmografia, as histórias de resistência e repressão vividas pela geração anterior são revistas pelas gerações mais jovens pelo enfoque familiar e íntimo. A tendência se manifesta na Argentina, no Chile, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai, no âmbito de um fenômeno de memória intergeracional mais vasto, que abrange outras expressões artísticas – além de outras conjunturas traumáticas. Quatro títulos compõem o corpus principal do trabalho: Diário de uma busca (Flavia Castro, Brasil / França, 2010); Los rubios (Albertina Carri, Argentina, 2003); Mi vida con Carlos (Germán Berger-Hertz, Chile / Espanha, 2009); Os dias com ele (Maria Clara Escobar, Brasil / Portugal, 2013). Metodologicamente, a argumentação confronta a análise dessas obras específicas com um corpus fílmico expandido e outros materiais externos, construindo uma abordagem global e nuançada sobre as expressões da memória intergeracional nesse documentarismo. Quatro objetivos centrais guiam as reflexões, desdobrando aspectos salientes nos títulos do corpus principal. Respectivamente: descrever a formação dessa filmografia ao longo dos anos, examinando as dinâmicas transnacionais e temporais em jogo, bem como os influxos exercidos pelos festivais de cinema e pela escrita acadêmica nesse processo; ampliar o debate sobre o circuito de interações entre as gerações, destacando o papel ativo dos descendentes e abarcando vetores de memória que extrapolam a transmissão de um legado traumático; delinear o repertório de formas cinematográficas e narrativas dessa produção, rastreando paralelismos, matizes, contradições estéticas e lugares de enunciação da primeira pessoa; interpretar aquilo que a representação audiovisual testemunha sobre o peso do passado e sua ancoragem em um presente ainda marcado pelo autoritarismo. A investigação indaga as balizas conceituais desse campo de estudos para descortinar um fenômeno denso em sua historicidade, com imagens carregadas de conexões transnacionais, transferências culturais, tensões formais e nexos referenciais. O resultado final é um quadro multifacetado do documentarismo intergeracional do Cone Sul, com perspectivas renovadas pelo prisma da subjetividade e dos afetos, mas no qual também se plasmam novas fórmulas da memória.O objeto da pesquisa é o cinema documental contemporâneo ligado aos descendentes de militantes de esquerda vítimas das ditaduras do Cone Sul. Desde fins dos anos 1990, ganha relevo na região a produção de documentários dirigidos ou protagonizados por filho(a)s, sobrinho(a)s ou neto(a)s daqueles que se opuseram aos regimes autoritários vigentes entre as décadas de 1960 e 1980. Nessa filmografia, as histórias de resistência e repressão vividas pela geração anterior são revistas pelas gerações mais jovens pelo enfoque familiar e íntimo. A tendência se manifesta na Argentina, no Chile, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai, no âmbito de um fenômeno de memória intergeracional mais vasto, que abrange outras expressões artísticas – além de outras conjunturas traumáticas. Quatro títulos compõem o corpus principal do trabalho: Diário de uma busca (Flavia Castro, Brasil / França, 2010); Los rubios (Albertina Carri, Argentina, 2003); Mi vida con Carlos (Germán Berger-Hertz, Chile / Espanha, 2009); Os dias com ele (Maria Clara Escobar, Brasil / Portugal, 2013). Metodologicamente, a argumentação confronta a análise dessas obras específicas com um corpus fílmico expandido e outros materiais externos, construindo uma abordagem global e nuançada sobre as expressões da memória intergeracional nesse documentarismo. Quatro objetivos centrais guiam as reflexões, desdobrando aspectos salientes nos títulos do corpus principal. Respectivamente: descrever a formação dessa filmografia ao longo dos anos, examinando as dinâmicas transnacionais e temporais em jogo, bem como os influxos exercidos pelos festivais de cinema e pela escrita acadêmica nesse processo; ampliar o debate sobre o circuito de interações entre as gerações, destacando o papel ativo dos descendentes e abarcando vetores de memória que extrapolam a transmissão de um legado traumático; delinear o repertório de formas cinematográficas e narrativas dessa produção, rastreando paralelismos, matizes, contradições estéticas e lugares de enunciação da primeira pessoa; interpretar aquilo que a representação audiovisual testemunha sobre o peso do passado e sua ancoragem em um presente ainda marcado pelo autoritarismo. A investigação indaga as balizas conceituais desse campo de estudos para descortinar um fenômeno denso em sua historicidade, com imagens carregadas de conexões transnacionais, transferências culturais, tensões formais e nexos referenciais. O resultado final é um quadro multifacetado do documentarismo intergeracional do Cone Sul, com perspectivas renovadas pelo prisma da subjetividade e dos afetos, mas no qual também se plasmam novas fórmulas da memória.O objeto da pesquisa é o cinema documental contemporâneo ligado aos descendentes de militantes de esquerda vítimas das ditaduras do Cone Sul. Desde fins dos anos 1990, ganha relevo na região a produção de documentários dirigidos ou protagonizados por filho(a)s, sobrinho(a)s ou neto(a)s daqueles que se opuseram aos regimes autoritários vigentes entre as décadas de 1960 e 1980. Nessa filmografia, as histórias de resistência e repressão vividas pela geração anterior são revistas pelas gerações mais jovens pelo enfoque familiar e íntimo. A tendência se manifesta na Argentina, no Chile, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai, no âmbito de um fenômeno de memória intergeracional mais vasto, que abrange outras expressões artísticas – além de outras conjunturas traumáticas. Quatro títulos compõem o corpus principal do trabalho: Diário de uma busca (Flavia Castro, Brasil / França, 2010); Los rubios (Albertina Carri, Argentina, 2003); Mi vida con Carlos (Germán Berger-Hertz, Chile / Espanha, 2009); Os dias com ele (Maria Clara Escobar, Brasil / Portugal, 2013). Metodologicamente, a argumentação confronta a análise dessas obras específicas com um corpus fílmico expandido e outros materiais externos, construindo uma abordagem global e nuançada sobre as expressões da memória intergeracional nesse documentarismo. Quatro objetivos centrais guiam as reflexões, desdobrando aspectos salientes nos títulos do corpus principal. Respectivamente: descrever a formação dessa filmografia ao longo dos anos, examinando as dinâmicas transnacionais e temporais em jogo, bem como os influxos exercidos pelos festivais de cinema e pela escrita acadêmica nesse processo; ampliar o debate sobre o circuito de interações entre as gerações, destacando o papel ativo dos descendentes e abarcando vetores de memória que extrapolam a transmissão de um legado traumático; delinear o repertório de formas cinematográficas e narrativas dessa produção, rastreando paralelismos, matizes, contradições estéticas e lugares de enunciação da primeira pessoa; interpretar aquilo que a representação audiovisual testemunha sobre o peso do passado e sua ancoragem em um presente ainda marcado pelo autoritarismo. A investigação indaga as balizas conceituais desse campo de estudos para descortinar um fenômeno denso em sua historicidade, com imagens carregadas de conexões transnacionais, transferências culturais, tensões formais e nexos referenciais. O resultado final é um quadro multifacetado do documentarismo intergeracional do Cone Sul, com perspectivas renovadas pelo prisma da subjetividade e dos afetos, mas no qual também se plasmam novas fórmulas da memória.O objeto da pesquisa é o cinema documental contemporâneo ligado aos descendentes de militantes de esquerda vítimas das ditaduras do Cone Sul. Desde fins dos anos 1990, ganha relevo na região a produção de documentários dirigidos ou protagonizados por filho(a)s, sobrinho(a)s ou neto(a)s daqueles que se opuseram aos regimes autoritários vigentes entre as décadas de 1960 e 1980. Nessa filmografia, as histórias de resistência e repressão vividas pela geração anterior são revistas pelas gerações mais jovens pelo enfoque familiar e íntimo. A tendência se manifesta na Argentina, no Chile, no Brasil, no Uruguai e no Paraguai, no âmbito de um fenômeno de memória intergeracional mais vasto, que abrange outras expressões artísticas – além de outras conjunturas traumáticas. Quatro títulos compõem o corpus principal do trabalho: Diário de uma busca (Flavia Castro, Brasil / França, 2010); Los rubios (Albertina Carri, Argentina, 2003); Mi vida con Carlos (Germán Berger-Hertz, Chile / Espanha, 2009); Os dias com ele (Maria Clara Escobar, Brasil / Portugal, 2013). Metodologicamente, a argumentação confronta a análise dessas obras específicas com um corpus fílmico expandido e outros materiais externos, construindo uma abordagem global e nuançada sobre as expressões da memória intergeracional nesse documentarismo. Quatro objetivos centrais guiam as reflexões, desdobrando aspectos salientes nos títulos do corpus principal. Respectivamente: descrever a formação dessa filmografia ao longo dos anos, examinando as dinâmicas transnacionais e temporais em jogo, bem como os influxos exercidos pelos festivais de cinema e pela escrita acadêmica nesse processo; ampliar o debate sobre o circuito de interações entre as gerações, destacando o papel ativo dos descendentes e abarcando vetores de memória que extrapolam a transmissão de um legado traumático; delinear o repertório de formas cinematográficas e narrativas dessa produção, rastreando paralelismos, matizes, contradições estéticas e lugares de enunciação da primeira pessoa; interpretar aquilo que a representação audiovisual testemunha sobre o peso do passado e sua ancoragem em um presente ainda marcado pelo autoritarismo. A investigação indaga as balizas conceituais desse campo de estudos para descortinar um fenômeno denso em sua historicidade, com imagens carregadas de conexões transnacionais, transferências culturais, tensões formais e nexos referenciais. O resultado final é um quadro multifacetado do documentarismo intergeracional do Cone Sul, com perspectivas renovadas pelo prisma da subjetividade e dos afetos, mas no qual também se plasmam novas fórmulas da memória

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis

    Percalços de um retrato majestático: história de uma gravura de D. Pedro I

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    The article retraces the history of an engraved portrait of Emperor Pedro I, produced between 1824 and 1831, in Brazil’s first years as an independent nation. The analysis of the engraving has three parts: it starts relating its visual elements to the contradictions of Brazilian political emancipation; it mobilizes written sources to track its production and circulation as an artifact; and finally it describes the threshold of a new patrimonial cycle of this image in the late 1800s. The hypothesis is that the setbacks faced by the portrait followed the nation-state formation process.O artigo reconstitui a história de um retrato gravado do imperador D. Pedro I, produzido entre 1824 e 1831, nos primeiros anos do Brasil como nação independente. A análise faz três movimentos: parte dos elementos visuais para discutir as contradições da emancipação política brasileira; mobiliza fontes escritas para rastrear a trajetória de produção e circulação da gravura como artefato; e enfim situa a passagem da obra para um novo ciclo patrimonial na segunda metade do século XIX. A hipótese é que os percalços enfrentados pelo retrato acompanhavam o processo de formação do Estado e da nação
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