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O amor como suplência à relação sexual
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Psicologia.Esta pesquisa desenvolveu-se com o objetivo de examinar a proposição lacaniana de que o amor é o que vem em suplência à relação sexual. Inicialmente, realizou-se uma explanação sobre a sexualidade humana à luz da teoria psicanalítica: de acordo com as investigações psicanalíticas, a sexualidade do ser falante não é regida pelo instinto, mas pela pulsão, fator decisivo para que não exista a relação sexual entre dois seres humanos. Não há o Um da relação sexual, a relação sexual não cessa de não se escrever, ela pertence, portanto, ao registro do real. Em seguida, introduziu-se a temática do amor e argumentou-se a favor de uma separação entre o campo sexual - pulsional - e o campo amoroso - narcísico. O amor, por estar localizado na intersecção entre o simbólico e o imaginário, é produtor de sentido. No amor, o objeto é elevado à condição de necessário, ou seja, ele não cessa de se escrever. Dessa forma, o amor, ardilosamente, faz o sujeito crer na ilusão, mesmo que efêmera, da consecução da relação sexual. Entretanto, o amor, que por definição é engano, já que, ao amar, o sujeito quer, na verdade, ser amado, não consegue sustentar a ilusão do Um. Ele acaba revelando o que tem por função velar: não há relação sexual. Finalmente, foram pesquisadas duas modalidades de amor, o amor do obsessivo e o amor cortês, como ilustração da tentativa de suplência da relação sexual pelo amor
Para um amor democrático: a não perspectiva do casamento na narrativa de Rosa Montero
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2010Esta dissertação tem por objetivo mostrar como a autora espanhola Rosa Montero refuta em seus romances o amor romântico e o casamento burguês tradicional, por ver nestes a manutenção da ordem patriarcal de gênero. Para justificar tal ideia, faço uso da teoria do contrato sexual desenvolvida principalmente por Carole Pateman, juntamente com os conceitos em torno do amor romântico e do casamento burguês. Feito esse embasamento teórico, parto para uma leitura cronológica da obra de Montero, com o intuito de mostrar como, no decorrer dos quase trinta anos de sua carreira literária, a autora começa a construir um outro modelo de amor, baseado na igualdade das relações cotidianas, a que chamaremos de amor democrático. Procuro, assim, demostrar a negativa feita por Rosa Montero do amor romântico e o surgimento, em sua obra, do amor democrático
Sou para casar ou pego, mas não me apego?: práticas afetivas e representações de jovens sobre amor, sexualidade e conjugalidade
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação Interdisciplinar em Ciências Humanas, Florianopolis, 2011Tendo como fundamentação teórica os estudos sobre amor romântico (AZEVEDO, 1981; 1986), confluente (GIDDENS, 1993) e líquido (BAUMAN, 2004) e as análises feitas de que o modelo de amor tem adquirido configurações mais fluidas e instáveis na contemporaneidade, o objetivo deste trabalho é o de estudar práticas afetivas de jovens brasileiros do sul do país, bem como investigar quais são suas representações sobre amor, sexualidade e conjugalidade. A pesquisa foi baseada no método etnográfico, proposto pela antropologia, e no modelo de oficinas, muito presente no âmbito da educação. Trata-se de uma pesquisa multisituada, realizada com jovens de 13 a 18 anos, de ambos os sexos, alunos de escolas públicas de Porto Alegre e Florianópolis e São José. Foi possível perceber que, dentre as suas práticas afetivas, três conceitos são muito importantes: pegar, ficar e namoro. As representações sobre amor e conjugalidade também auxiliam a compreender o caráter paradoxal que as relações afetivas possuem para esses jovens, ao conjugarem práticas fluidas e instáveis, como o pegar e o ficar, ao romantismo presente nas falas dos jovens sobre amor e relações conjugais. Percebeu-se que há diferenças importantes que demarcam as práticas do pegar e do ficar e que, nesse âmbito, são significativos alguns estereótipos negativos atribuídos às mulheres, como a fama de galinha. No que se refere ao namoro, são elencadas pelos jovens as vantagens e desvantagens desse tipo de relacionamento, sobretudo relacionadas à perda de liberdade, o que leva inclusive a uma ressignificação da fidelidade. Por fim, no que tange às representações sobre amor e conjugalidade, identificou-se que o ideal de amor para os jovens está bastante atrelado ao modelo do amor romântico, o que pode explicar o fato de o desejo de casar ser tão presente no campo das representações, apesar de contrastar com a liquidez das práticas vivenciadas e observadas em campo
Preactive Lesions in Multiple Sclerosis: The key to resolving lesion formation
Amor, S. [Promotor]Valk, P. van der [Promotor]Kipp, M. [Copromotor
Axonal Damage in Multiple Sclerosis: The Impact of Autoimmunity to Neurofilament Light
Valk, P. van der [Promotor]Amor, S. [Promotor]Huizinga, H.G. [Copromotor]Puentes, F. [Copromotor
O Tema do amor ágape, eros e philia em poemas de Delminda Silveira e Auta de Souza
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2011A pesquisa apresenta dupla vertente: pesquisa teórica e leitura textual do tema do amor - ágape, eros e philia - em poemas de Delminda Silveira e Auta de Souza. Aprimeira vertente é constituída de pesquisa teórica embasada em textos diversos que tratam, de um lado, da poesia de cunho religioso e, de outro, da construção teórica nessa espécie de discurso poético do tema do amor ágape, eros e philia. A leitura do corpus da dissertação, segunda vertente desta pesquisa, centra-se na busca dos temas ágape, eros e philia em poemas de ambas as poetisas. Em Delminda Silveira, buscase esse tema na poética de Lizes e Martyrios; em Auta de Souza, na poética de o Horto. A dissertação começa por considerações introdutórias sobre a poesia e a religião, sobre o tema do amor ágape, eros e philia, pela apresentação do corpus, dos objetivos e da maneira de ler a temática em questão e, por fim, pelo esboço estrutural da pesquisa. A parte central da dissertação divide-se em duas unidades, cada uma delas introduzida por pesquisa contextual de caráter estético, seguida de traços biográficos, tópicos bibliográficos e fragmentos da fortuna crítica referentes a cada uma das poetisas. A leitura do corpus constitui a segunda e a mais representativa parte da dissertação por tratar especificamente da temática de ágape, eros e philia. À guisa de conclusão, faz-se uma leitura comparativa dos resultados das pesquisas e das leituras, destacando-se as convergências e as divergências do tema na poética das duas escritoras e buscam-se nas leituras da composição estrófica de suas poesias particularidades que as identifiquem. Para finalizar, projeta-se a possibilidade de outros estudos a serem feitos, tendo como referência aspectos que foram abordados ou tangenciaram a presente dissertação
Octopus djinda Amor & Hart 2021, sp. nov.
<i>Octopus djinda</i> Amor, sp. nov. <p>(Figs. 2–3)</p> <p> <i>Octopus tetricus</i>, Joll <i>et al.</i> 1976, 1977, 1978; Roper <i>et al.</i> 1984: 209; Kirkman <i>et al.</i> 1991: 557; Stranks 1998: 541 (in part); Guerra <i>et al.</i> 2010: 1405 (in part); Acosta-Jofre <i>et al.</i> 2012 (in part); Reid & Wilson 2015 (in part); Greenwell <i>et al.</i> 2019.</p> <p> <i>Octopus</i> cf. <i>tetricus</i>, Roper 1997; Norman & Reid 2000; Finn <i>et al.</i> (2005); Guzik <i>et al.</i> 2005; Norman & Hochberg 2005: 146; Amor <i>et al.</i> 2014; Norman <i>et al.</i> 2014: 58; Leporati & Hart 2015; Leporati <i>et al</i>. 2015; Hart <i>et al.</i> 2016; Reid 2016: 396; Amor <i>et al.</i> 2017; Sauer <i>et al.</i> 2020; Somaweera & Somaweera 2021.</p> <p> <i>Octopus</i> aff. <i>tetricus</i>, Hart <i>et al.</i> 2019.</p> <p> <b>Type material.</b> Seven type specimens were designated, including at least one male and one female from each sampled locality which encompasses most of the species’ distribution. Other material examined (a further 7 males and 11 females) are listed in Table 1 (<i>n</i> = 25). Raw morphological data are available in Tables S1–S 4. <b>Holotype: AUSTRALIA: Western Australia: Esperance:</b> Male, 138.6 mm ML (Fig. 3). Collected by M. Amor 10-Dec-2019 via non-baited trap, 7–9 m depth. Esperance Bay (-33.84, 121.91) (WAM S.89010). <b>Paratypes: AUSTRALIA: Esperance:</b> (i) Female, 163.4 mm ML. Collected by M. Amor 10-Dec-2019 via non-baited trap, 7–9 m depth. Esperance Bay (-33.84, 121.91) (WAM S.89009); <b>Mandurah:</b> (ii) Male, 163.4 mm ML. Collected by M. Amor 12-Dec-2019 via baited trap, 22–25 m depth (-32.77, 115.53) (WAM S.89021); (iii) Male, 177.0 ML. Collected by M. Amor 12-Dec-2019 via baited trap, 22–25 m depth (-32.75, 115.51) (WAM S.89022); (iv) Female, 124.3 mm ML. Collected by M. Amor 12-Dec-2019 via baited trap, 22–25 m depth (-32.78, 115.52) (WAM S.89018); <b>Geraldton:</b> (v) Male, 176.1 mm ML. Collected by M. Amor 2-Dec-2019 via baited trap, 16–30 m depth (-28.83, 114.55) (WAM S.89001); (vi) Female, 149.7 mm ML. Collected by M. Amor 2-Dec-2019 via baited trap, 16–30 m depth (-28.92, 114.57) (WAM S.89006).</p> <p> <b>Diagnosis.</b> Medium to large (109–177 mm ML), muscular species. Ocelli absent. Long arms taper to narrow tips between 347–745 mm; 3.7–6 times longer than ML. All arms equal width (12.5-32.1 mm). Males right arm III hectocoltylised; shorter than opposite arm (ALR3 84–97% ALL3). Well-defined spermatophore groove ends at base of small calamus. Calamus approximates 31–49% of ligula. Small ligula (LL 1–1.6% ALR3). Biserial sucker arrangement; 182–283 suckers on non-hectocotylised arms, 169–196 hectocotlised arm suckers. Between 1–13 enlarged suckers present in both sexes; between 10 th to 23 rd proximal suckers on II and III arm pairs.</p> <p> <b>Description.</b> Based on 11 mature males and 14 sub-mature females. Mantle broad, oval shaped and saccular. Web depth 18–31% of longest arm, formula highly variable. Funnel tube shaped; free length 45–85% of total funnel length (39–66 mm). Funnel organ ‘W’ shaped. 9–10 lamellae per gill demibranch. Ink sac, anal flaps present. One large papilla above each eye, 2–3 additional smaller papillae adjacent. Typical <i>Octopus</i> digestive tract (Fig. 4) comprising a large buccal mass connected to a pair of rounded anterior salivary glands. Posterior salivary glands curved and triangular. Narrow oesophagus leads to crop diverticulum then wide, triangular, stomach. Spiral caecum connected to large digestive glad; ink sac embedded within. Long intestine ending with muscular rectum, pair of anal flaps. Strong beak embedded within buccal mass (Fig. 5A & 5B). Radula comprises rows of seven teeth, two marginal plates. Rhachidian tooth, 2–3 cusps migrating laterally, and asymmetrically over four rows. Pattern offset by two rows (WAM S89017; Fig. 5C).</p> <p>Spawned eggs 2.5 mm long, 1 mm wide. Larvae planktonic. Mature male testis, large (Fig. 6A), narrow vas deferens opens into a round mucilage gland, then long, curved spermatophore gland (Fig 6B & 6C). Spermatophore sac connected, 32–111 spermatophores within. Spermatophores long (to 50 mm), and narrow (0.6–0.7 mm). Terminal organ 13–24% of ML. Diverticulum elongate, oval-shaped (5–14 mm). Ovaries to 28 g (sub-mature). Short proximal oviducts, lead to spherical oviductal glands and distal oviducts (Fig. 6D).</p> <p>Rough skin texture, distinct patches. Live specimens display mottled colour pattern, vary in colour from oceanic (reddish-brown/orange) to estuarine habitats (green/brown tint). Characteristic orange colouration along arm edge; often displayed while denned. Colour muted by preservation.</p> <p> <b>Distribution.</b> Shark Bay (northernmost distribution; approx. -25.51, 112.87) to Cape Le Grand (southeast; approx. -33.94, 122.55), Western Australia (Fig. 1). Depth to 80 m. Mean sea surface temperatures from ~25–17 (Fig. S1; Huang <i>et al.</i> 2017).</p> <p> <b>Etymology.</b> <i>Octopus djinda</i>, sp. nov, the star octopus, is distributed along the southwest coast of Australia. This distribution closely reflects the territory of the traditional custodians of this land, the Nyoongar people (‘a person of the southwest of Western Australia’). To recognise their connection to this land, a Nyoongar translation of ‘star’ (djinda), as described by Whitehurst (1997), was selected as a species name. This use of ‘star’ (luminous) reflects the shared recent ancestry with, and now-understood distinction from, <i>O. tetricus</i> (Latin: gloomy octopus). Consultation with the Aboriginal community regarding the use of ‘djinda’ as a species name was undertaken via the Western Australian Museum’s Aboriginal Advisory Committee (WAMAAC). Initial documentation, including the above etymology statement, was presented to the committee on Friday July 2, 2021. Support was provided on July 14, 2021.</p> <p> <b>Remarks.</b> Greater, and non-overlapping, sucker numbers on hectocotylised arm delimit <i>O. djinda</i>, sp. nov. (169–196) from <i>O. tetricus</i> (122–150; Amor <i>et al.</i> 2017) and <i>O. sinensis</i> d’Orbigny, 1841 from Asia (119–152; Gleadall 2016), but not Kermadec Is. (178–185; Reid & Wilson, 2015). Disjunct distributions reflect species identity among <i>O. djinda</i>, <i>O. tetricus</i> and <i>O. sinensis</i>, which form a monophyletic clade within the <i>O. vulgaris</i> group (Amor <i>et al.</i> 2019). A 399 bp fragment of the COI gene was sequenced to complement visual identification. Sequence data from 16 individuals, that were of sufficient quality, were retained and represented a single haplotype. 349 bases overlapped with existing accessions for <i>O. tetricus</i> and <i>O.</i> cf. <i>tetricus</i>. 13 polymorphisms along 349 bp partial COI sequence (3.7% divergence) reliably distinguish <i>O. djinda</i>, sp. nov. from <i>O. tetricus</i>; interspecific variation nine times greater than intraspecific differences. Four characteristic large papillae form a diamond pattern on the dorsal mantle, typical for the <i>O. vulgaris</i> species-group. Funnel organ was difficult to see in most specimens.</p>Published as part of <i>Amor, Michael D. & Hart, Anthony M., 2021, Octopus djinda (Cephalopoda: Octopodidae): a new member of the Octopus vulgaris group from southwest Australia, pp. 145-156 in Zootaxa 5061 (1)</i> on pages 148-151, DOI: 10.11646/zootaxa.5061.1.7, <a href="http://zenodo.org/record/5642369">http://zenodo.org/record/5642369</a>
Extreme brain events: Higher-order statistics of brain resting activity and its relation with structural connectivity
The brain exhibits a wide variety of spatiotemporal patterns of neuronal activity recorded using functional magnetic resonance imaging as the so-called blood-oxygenated-level–dependent (BOLD) signal. An active area of work includes efforts to best describe the plethora of these patterns evolving continuously in the brain. Here we explore the third-moment statistics of the brain BOLD signals in the resting state as a proxy to capture extreme BOLD events. We find that the brain signal exhibits typically nonzero skewness, with positive values for cortical regions and negative values for subcortical regions. Furthermore, the combined analysis of structural and functional connectivity demonstrates that relatively more connected regions exhibit activity with high negative skewness. Overall, these results highlight the relevance of recent results emphasizing that the spatiotemporal location of the relatively large-amplitude events in the BOLD time series contains relevant information to reproduce a number of features of the brain dynamics during resting state in health and disease.Fil: Amor, T. A.. Universidad de Buenos Aires. Facultad de Ciencias Exactas y Naturales. Departamento de Física; ArgentinaFil: Russo, R.. Università Degli Studi Di Napoli Federico Ii; ItaliaFil: Diez, I.. Cruces University Hospital; EspañaFil: Bharath, P.. VA West Los Angeles Medical Center; Estados UnidosFil: Zirovich, P.. VA West Los Angeles Medical Center; Estados UnidosFil: Stramaglia, S.. Universita Degli Studi Di Bari; Italia. Basque Center for Applied Mathematics; EspañaFil: Cortes, J. M.. Cruces University Hospital; España. The Basque Foundation for Science; España. University of the Basque Country; EspañaFil: de Arcangelis, L.. Seconda Universita Degli Studi Di Napoli; ItaliaFil: Chialvo, Dante Renato. Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas. Centro Cientifico Tecnológico Rosario; Argentin
Relações amorosas na adolescência e risco: um estudo sobre o papel do amor na percepção de risco em relação ao HIV/Aids
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Psicologia, Florianópolis, 2011A infecção pelo HIV representa uma das maiores pandemias da história. Os dados mostram que hoje as relações sexuais são a via de maior transmissão e aspectos sentimentais envolvidos nas relações amorosas têm se constituído obstáculo para a adoção de condutas de proteção, como o uso do preservativo. O amor, por estar presente em grande parte das relações amorosas, é um sentimento que pode estar envolvido na subestimação do risco, pois é responsável pela idealização do parceiro. O início das relações amorosas e sexuais tem lugar na adolescência o que, somado às características próprias desta fase, insere este grupo no contexto de vulnerabilidade ao HIV. Esta dissertação teve como objetivo investigar a relação entre o amor e a percepção de risco em relação ao HIV entre adolescentes estudantes do ensino médio, em diferentes tipos de relacionamento. Tratou-se de um estudo exploratório, de natureza descritiva e comparativa, com 301 adolescentes de escolas públicas de Florianópolis. Foi aplicado um questionário em situação coletiva, composto de 3 blocos de questões: 1) características sócio-demográficas; 2) relacionamento amoroso e 3) risco em relação ao HIV. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e relacional, com auxílio do software SPSS, análise de conteúdo e análise lexicográfica, com software ALCESTE e SPAD. Os resultados mostram que, em geral, o risco em relação ao HIV/Aids é negado pelos adolescentes, pois os mesmos subestimam suas chances de infecção quando se comparam a outros indivíduos e consideram como mínimo o risco de se contaminar ao longo de suas vidas. O amor não apareceu diretamente associado à auto-percepção de risco, porém, juntamente com o namoro, se apresenta como complicador do sexo protegido. Ele também apareceu indiretamente associado à percepção de risco, visto que apresentou relação com a subestimação do risco do parceiro amoroso. Observou-se que os significados compartilhados em relação ao amor aparecem associados ao risco em relação ao HIV/Aids a medida que justificam práticas arriscadas, como o não uso do preservativo.HIV infection is one of the greatest pandemics in history. Today, sexual intercourse is the main transmission mode a and emotional aspects involved in romantic relationships render more difficult the adoption of protective behaviors, such as condom. As an emotion present in most relationships, love is a feeling that may be involved in the underestimation of risk, because it is responsible for the idealization of the partner. Adolescents are especially vulnerable to the HIV because, despite the particular characteristics of this stage, sexual and romantic relationships are here iniciated. This thesis aims to investigate the relationship between love and HIV risk perception of high school students engaged in different types of relationship. The study was exploratory, descriptive and comparative, and had as participants 30 adolescents from public schools of Florianopolis. A questionnaire was applied in a collective situation, consisting of three sets of questions: 1) socio-demographic characteristics, 2) romantic relationship and 3) risk in relation to HIV. Data were analyzed though descriptive and relational statistics (SPSS); content analysis and lexical analysis (ALCESTE and SPAD). Results show that in general, HIV contamination risk is denied by adolescents since they underestimate their chances of infection when compared to others. Moreover, they consider that their risk of contamination throughout their life is minimal. The feeling of love was not directly associated to self-perception of risk. However, its association to romantic relationships underlines the complexity of safe sex. Love feeling was also indirectly associated with the risk perception though an underestimation of the risk associated to the loving partner. Finally, it was noticed that the shared notions about love are associated to HIV risk taking practices because they justify risky behaviours, such as not using condoms
Cabe o amor no relato da guerra?: testemunhos femininos e o atlântico pós-colonial
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2015.A oportunidade de escuta de vozes testemunhais femininas tem sido um espaço aberto pelas teorias feministas e pelo pensamento pós-colonial na luta contra as desigualdades que engendram as minorias e as subalternidades; também a história e as guerras têm sido revisitadas, resgatando memórias e subjetividades. Nesta esteira, esta tese pretende ser uma contribuição. Sua proposta é investigar em que medida cabe o amor nos relatos sobre as guerras Colonial/de Libertação e Civil, travadas em Angola, a partir de meados do século XX, do ponto de vista das mulheres que testemunharam esses processos históricos, com base na análise de dois livros: África no feminino: as mulheres portuguesas e a guerra colonial de Margarida Calafate Ribeiro e O livro da paz da mulher angolana: as heroínas sem nome, organizado por Dya Kasembe e Paulina Chiziane. Para tanto, a tese apresenta uma reflexão epistêmica sobre temáticas atinentes ao amor, ao testemunho e à memória, à paz e à guerra, conjugadas a questões de gênero implicadas com os contextos colonial e pós-colonial, num cenário em que o Atlântico merece também espaço de análise. Combinando predominantemente pesquisa bibliográfica com análise das narrativas testemunhais dos livros-objeto, a tese pretende contribuir para o entendimento de importantes conceitos como o amor, a guerra e a paz, desconstruindo ideologias de gênero. Pretende também realizar uma discussão intercultural ao colocar em diálogo ambos os livros-objeto deste estudo, refletindo sobre a experiência de vida conjugal/amorosa de mulheres vivendo experiências culturais díspares e politicamente opostas, em condições de vida e papéis absolutamente distintos nas guerras de Angola, mas aparentadas, de certa forma, pela vivência privada e afetiva em circunstâncias históricas traumáticas. Como hipótese central, a tese argumenta que a participação das mulheres na produção de narrativas testemunhais de guerra e de paz ? ao incitar a memória individual e valorizar a subjetividade feminina, ao oportunizar-lhes voz e visibilidade ?, as tenha levado a um processo de compreensão das relações amorosas e de amadurecimento político, oportunizando-lhes um empoderamento capaz de projetar transformações sociais e de gênero mais amplas. Na perspectiva dos estudos pós-coloniais, este trabalho pretende integrar os debates que no século XXI vêm se realizando em torno das guerras Colonial/de Libertação e Civil, ocorridas em Angola, de modo a se somar na construção de uma memória pública, compartilhada e anti-hegemônica.Abstract : The listening opportunity of women's testimonial voices has been a space opened by feminist theories and by the postcolonial thinking in the struggle against the inequalities that engender minorities and subalternities; history and wars have also been revisited, rescuing memories and subjectivities. In this track, the intention of this thesis is to be a contribution. It's proposal is to investigate how big was love's role in the reports on the Colonial/Liberation and Civil wars, fought in Angola, from mid-twentieth century on, from the perspective of the women that witnessed these historical processes, based in the analysis of two books: Africa no feminino: as mulheres portuguesas e a Guerra colonial written by Margarida Calafate Ribeiro and O livro da paz da mulher angolana: as heroínas sem nome, organized by Dya Kasembe and Paulina Chiziane. In order to do that, the thesis presents an epistemic reflexion over the thematics relating to love, testimony and memory, to war and peace, along with gender issues involved with colonial and postcolonial contexts, in a setting in which the Atlantic also deserves analysis space. Predominantly combining bibliographic research with the analysis of testimonial narratives in these books, the thesis aims to contribute to the understanding of important concepts such as love, war and peace, deconstructing gender ideologies. Also, intends to perform an intercultural debate by placing both books in dialogue, reflecting over the conjugal/love life experiences of women living disparate and politically opposite lives, in absolutely distinct roles and life conditions in the Angolan wars, and in a way related by private and affective experiences in historic traumatic circumstances. As a main hypothesis, this thesis argues that the role of women in the production of war and peace testimonial narratives ? by inciting the individual memory and valuing the female subjectivity, by giving them a voice and visibility ?, has led them to a process of comprehending romantic relationships and political maturing, providing them with empowerment opportunities capable of projecting broader gender and social transformations. In the perspective of postcolonial studies, this paper aims to integrate the twenty-first Century debates, that have been generated around Angolan Colonial/Liberation and Civil wars, to add up in the construction of a shared, anti-hegemonic public memory
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