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Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
A exegese de Fílon de Alexandria e o peculiar caso de Noé como Deucalião
Philo of Alexandria (I AD) is frequently named as an example of exegete that adopted the method of allegorical interpretation. Sometimes it is understood in a preconceived way, as if his hermeneutics were imaginative, careless and barely responsible. In this article, through a bibliographical research and the study of primary sources in their original languages, I introduce the Alexandrian as an exegete of his time, resourceful, who took parameters into account. Besides an introductory presentation of the exegete, I approach meticulously a single specific case: the identification that Philo establishes between Noah and Deucalion in On Rewards and Punishments 23. My objective is to understand how this procedure, which is unusual, since the Alexandrian avoided the method of comparative mythology throughout his works, is inserted in Philonic corpus. I demonstrate that it is reasonable that it is not an intentional association between myths, but between historic characters. The passage is still atypical, especially when it is observed from our perspective, but it is coherent with the Alexandrian exegete’s strategy when observed from his perspective.Fílon de Alexandria (I d.C.) é mencionado frequentemente como exemplo de exegeta que adotava o método da interpretação alegórica. Por vezes, entende-se, de modo pré-concebido, que sua hermenêutica é imaginativa, descuidada e pouco responsável. Neste artigo, a partir de uma pesquisa bibliográfica abrangente e estudo de fontes primárias em suas línguas originais, apresento o alexandrino como um exegeta inserido em seu tempo, dotado de recursos, que observava parâmetros. Além de uma apresentação inicial, abordo detidamente um caso específico: a identificação que Fílon faz entre Noé e Deucalião em Sobre Penas e Recompensas 23. Meu objetivo é compreender como esse procedimento, que é incomum, uma vez que o alexandrino evita recorrer à mitologia comparada, se insere no corpus filoninano. Demonstro que é razoável que não se trate de uma intencional associação entre mitos, mas entre personagens históricos. O trecho não deixa de ser atípico, especialmente quando visto de nossa perspectiva, mas é coerente com a estratégia do exegeta de Alexandria, quando visto a partir da perspectiva dele
Os fragmentos de Artápano: introdução e tradução
Artápano é personagem consideravelmente inusitado da tradição judaica, justamente por quase completamente desconhecido e não ser unanimemente considerado judeu. Sua obra, contudo, da qual nos restam somente três trechos, deixa vestígios sobre seu projeto literário e o liga inevitavelmente à história das narrativas bíblicas, uma vez que consiste em uma ampliação (e transformação) criativa dos relatos de Gênesis e Êxodo sobre as vidas de “heróis” hebreus. Esses três trechos são apresentados aqui em uma tradução anotada, que é antecedida por uma introdução, na qual se discutem brevemente questões importantes para uma leitura informada desses fragmentos.
Uma Torah anti-hedonista em Fílon de Alexandria
The Hebrew Bible does not present the pleasure as a problem. Nevertheless, the relationship with Greek philosophical tradition made it possible (or even necessary) to Jewish interpreters to relate their Sacred Book to the question of the pleasure. In Philo of Alexandria the Torah is directly involved in a radical opposition to hedonism. In this article, I observe the way this opposition takes place in Philo’s writing, and I suggest that it is an opposition of discourses motivated not only by the resistance to the pleasure itself or by the commitment to philosophical tradition, but also by the necessity of preservation of the pertinence of the Book itself. Before approaching the Alexandrian’s works, I refer briefly to what is found on the pleasure in the Hebrew/Greek Bible, in the Letter to Aristeas and in 4 Maccabees. These readings will proportionate the observation of a process of change in Jewish writers’ relationship to the theme of pleasure. Moreover, it will make evident the specificity and complexity present in Philo’s treatment of this subject.A Bíblia hebraica não apresenta o prazer como problema. Não obstante, o envolvimento com a tradição filosófica grega trouxe a intérpretes judeus a possibilidade (quiçá a necessidade) de relacionar seu próprio Livro Sagrado com a questão do prazer. Em Fílon de Alexandria, a Torah se envolve de modo direto em uma oposição ao hedonismo. Neste artigo, observo a forma como essa oposição se realiza no texto de Fílon, e sugiro que se trata de uma oposição de discursos motivada não simplesmente pela resistência ao prazer ou por engajamento no contexto filosófico, mas também pela necessidade de preservação da pertinência do próprio Livro. Antes de abordar a obra do exegeta alexandrino, refiro-me brevemente ao que temos a respeito do prazer na Bíblia hebraica/grega, na Carta de Aristeas e em 4 Macabeus. Esse percurso deverá proporcionar o acompanhamento de um processo de mudança na relação entre os escritores judeus e o tema do prazer. Além disso, evidenciará a especificidade e a sofisticação que se encontra em Fílon
O PRAZER NOS ESCRITORES CRISTÃOS ANTIGOS: uma incursão inicial
Pleasure as an issue does not occupy the attention of the Hebrew Bible, but, from the Jewish encounter with Greek thought, it becomes a relevant topic and, at times, it is treated with great attention. Ancient Christian writers did not fail to welcome this discussion. Although it does not become a central theme, when the subject is the life that the Christian person lives in the present era, it is not strange that the same issue that accompanied Plato, Epicurus and the Stoics is present. In this article, I approach texts from the New Testament, texts from the Apostolic Father’s times, and, finally, works by two more sophisticated writers: Clement of Alexandria and Gregory of Nyssa. Through a careful reading of the primary sources, I try to discern how pleasure becomes an issue for these Christian writings, considering possible connections between their approaches and previous. I propose that the reason for taking care of the theme of pleasure lay in a rivalry between attention to pleasures and attention to God.El placer como tema no ocupa la atención de la Biblia hebrea, pero, a partir del encuentro judío con el pensamiento griego, se convierte en un tema relevante y, en ocasiones, tratado con gran atención. Los escritores cristianos antiguos no dejaron de acoger esta discusión. Aunque no se convierta en un tema central, cuando se trata de la vida que vive el cristiano en este siglo, no es extraño que esté presente el mismo tema que acompañó a Platón, Epicuro y los estoicos. En este artículo, me acerco a textos del Nuevo Testamento, textos del período de los padres apostólicos y, finalmente, obras de dos escritores más sofisticados: Clemente de Alejandría y Gregorio de Nisa. A través de una lectura cuidadosa de las fuentes primarias, trato de discernir cómo el placer se convierte en un problema para estos escritos cristianos, considerando las posibles conexiones entre sus enfoques y anteriores. Propongo que la razón para cuidar el tema del placer radicaba en una rivalidad entre la atención a los placeres y la atención a DiosO prazer como questão não ocupa a atenção da Bíblia Hebraica, mas, a partir do encontro judaico com o pensamento grego, torna-se um tema relevante e, por vezes, tratado com bastante atenção. Os escritores cristãos antigos não deixaram de acolher essa discussão. Ainda que não se torne um tema central, quando o assunto é a vida que a pessoa cristã vive na presente era, não é estranho que a mesma questão que acompanhou Platão, Epicuro e os estoicos se faça presente. No presente artigo, abordo textos do Novo Testamento, textos do período dos pais apostólicos e, por fim, obras de dois escritores mais sofisticados: Clemente de Alexandria e Gregório de Nissa. Por meio de uma leitura atenta das fontes primárias, procuro discernir como o prazer chega a ser uma questão para esses escritos cristãos, considerando possíveis conexões entre suas abordagens e anteriores. Proponho que o motivo de cuidarem do tema do prazer residia em uma rivalidade entre a atenção aos prazeres e a atenção a Deus
SOBRE POSICIONAMENTOS LUTERANOS FRENTE AO PROTESTO RACISTA UNITE THE RIGHT (CHARLOTTESVILLE, 12 DE AGOSTO DE 2017)
Apresento e discuto, neste artigo, as notas publicadas pela ELCA e LC-MS, duas grandes denominações luteranas norte-americanas, em suas respectivas páginas da internet em reação ao protesto de caráter neo-nazista nomeado “Unite the right”, ocorrido em Charlottesville no dia 12 de agosto de 2017. Em seguida, teço uma breve exposição a respeito do racismo, no sentido de explicitar a necessidade de posicionamento cristão contra o problema. Exponho o racismo como algo não natural, mas arquitetado de modo a promover e manter privilégios e desigualdades. Por fim, em diálogo com teólogos luteranos, especialmente Dietrich Bonhoeffer, reflito a respeito de como haveria de ser a reação esperada e pertinente de uma comunidade cristã inserida na tradição luterana diante de um acontecimento como o de Charlottesville
A exegese de Fílon de Alexandria e o peculiar caso de Noé como Deucalião
Philo of Alexandria (I AD) is frequently named as an example of exegete that adopted the method of allegorical interpretation. Sometimes it is understood in a preconceived way, as if his hermeneutics were imaginative, careless and barely responsible. In this article, through a bibliographical research and the study of primary sources in their original languages, I introduce the Alexandrian as an exegete of his time, resourceful, who took parameters into account. Besides an introductory presentation of the exegete, I approach meticulously a single specific case: the identification that Philo establishes between Noah and Deucalion in On Rewards and Punishments 23. My objective is to understand how this procedure, which is unusual, since the Alexandrian avoided the method of comparative mythology throughout his works, is inserted in Philonic corpus. I demonstrate that it is reasonable that it is not an intentional association between myths, but between historic characters. The passage is still atypical, especially when it is observed from our perspective, but it is coherent with the Alexandrian exegete’s strategy when observed from his perspective.Fílon de Alexandria (I d.C.) é mencionado frequentemente como exemplo de exegeta que adotava o método da interpretação alegórica. Por vezes, entende-se, de modo pré-concebido, que sua hermenêutica é imaginativa, descuidada e pouco responsável. Neste artigo, a partir de uma pesquisa bibliográfica abrangente e estudo de fontes primárias em suas línguas originais, apresento o alexandrino como um exegeta inserido em seu tempo, dotado de recursos, que observava parâmetros. Além de uma apresentação inicial, abordo detidamente um caso específico: a identificação que Fílon faz entre Noé e Deucalião em Sobre Penas e Recompensas 23. Meu objetivo é compreender como esse procedimento, que é incomum, uma vez que o alexandrino evita recorrer à mitologia comparada, se insere no corpus filoninano. Demonstro que é razoável que não se trate de uma intencional associação entre mitos, mas entre personagens históricos. O trecho não deixa de ser atípico, especialmente quando visto de nossa perspectiva, mas é coerente com a estratégia do exegeta de Alexandria, quando visto a partir da perspectiva dele
Richard Hooker e a Epístola de Tiago reconciliada com a justificação pela fé no século XVI
A relação entre Tiago e a doutrina da justificação pela fé tem ocupado teólogos protestantes por séculos. Por meio de pesquisa bibliográfica em fontes primárias e secundárias, apresento Richard Hooker, importante teólogo da Igreja da Inglaterra no século XVI, e seu entendimento sobre o problema. Após uma apresentação do teólogo, justificada por se tratar de personagem praticamente não estudado em nosso contexto, exponho a doutrina da justificação pela fé conforme Hooker e sua conciliação com Tiago. Em seguida, demonstro que ele não está isolado em sua proposta, mas é antecedido por Melanchthon e Calvino, que, como ele, divergem de Lutero. Por fim, observo como sua proposta condiz com sua postura com relação a outras igrejas além dos limites da Inglaterra, e como seu exemplo pode ser proveitoso para o diálogo ecumênico hoje
A árvore da vida no Apocalipse: manutenção de uma nova vida
A imagem da árvore da vida desperta curiosidade pelo poder atrelado a ela na tradição bíblica. No Apocalipse canônico, a imagem é mobilizada propositadamente em um texto repleto de simbolismos e referências mais ou menos discretas a textos do Primeiro Testamento. Primeiramente, o presente estudo considera o imaginário da árvore da vida (disponível no século I d.C.) em ambiente judaico, o qual é inaugurado pela presença do espécime no Gênesis e, posteriormente, reforçado e tornado mais complexo por suas aparições em diferentes textos do arquivo judaico. Em seguida, tendo em mente o discutido anteriormente, são abordados organizadamente os quatro trechos do Apocalipse em que figura a árvore da vida. Conclui-se, por meio dessa pesquisa bibliográfica em fontes antigas primárias e em fontes secundárias, que a árvore da vida aparece no Apocalipse com o objetivo de assegurar ao ouvinte a doação e manutenção da vida mediante Cristo. Isso se destaca pela concepção comum da interdição do acesso a essa mesma árvore a partir do relato de Gênesis, a qual é evocada em outros textos considerados ao longo do estudo.A imagem da árvore da vida desperta curiosidade pelo poder atrelado a ela na tradição bíblica. No Apocalipse canônico, a imagem é mobilizada propositadamente em um texto repleto de simbolismos e referências mais ou menos discretas a textos do Primeiro Testamento. Primeiramente, o presente estudo considera o imaginário da árvore da vida (disponível no século I d.C.) em ambiente judaico, o qual é inaugurado pela presença do espécime no Gênesis e, posteriormente, reforçado e tornado mais complexo por suas aparições em diferentes textos do arquivo judaico. Em seguida, tendo em mente o discutido anteriormente, são abordados organizadamente os quatro trechos do Apocalipse em que figura a árvore da vida. Conclui-se, por meio dessa pesquisa bibliográfica em fontes antigas primárias e em fontes secundárias, que a árvore da vida aparece no Apocalipse com o objetivo de assegurar ao ouvinte a doação e manutenção da vida mediante Cristo. Isso se destaca pela concepção comum da interdição do acesso a essa mesma árvore a partir do relato de Gênesis, a qual é evocada em outros textos considerados ao longo do estudo
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