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    Estudo farmacogenético do metabolismo do tamoxifeno : avaliação genotípica e fenotípica da CYP2D6

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    Introdução: As variações da CYP2D6 estão associadas com o desfecho clínico das pacientes na terapia adjuvante do câncer de mama com tamoxifeno (TAM). Esta associação deve-se principalmente a hidroxilação do N-desmetiltamoxifeno (NDT) pela CYP2D6 a endoxifeno (EDF) que, por sua alta potência antiestrogênica, é o principal responsável pela eficácia terapêutica. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre o genótipo e o fenótipo da CYP2D6 com os níveis de EDF e a razão metabólica [NDT]/[EDF] em uma população do Sul do Brasil. Métodos: Foram obtidas amostras de plasma em vale de 97 pacientes em terapia com o tamoxifeno. A genotipagem da CYP2D6 foi realizada com ensaio Luminex, com determinação de escores de atividade genotípica (EAG). As concentrações do TAM e seus metabólitos foram determinados por CLAE-DAD e classificadas em metabolizadores lentos (ML), intermediários (MI), rápidos com atividade diminuída (MR-D), rápidos com atividade rápida (MR-R) e ultra-rápidos (UR). A fenotipagem foi realizada através da determinação do dextrometorfano (DMT) e do dextrorfano (DTF) por CLAE-FL nas amostras de plasma coletadas três horas após administração oral de 33 mg de DMT. A atividade da CYP2D6 foi avaliada pela razão metabólica [DMT]/[DTF]. Resultados: A genotipagem da CYP2D6 mostrou prevalência de 4,1% de ML, 4,1% de MI, 49,5% de MR-D, 39,2% de MR-R e 3,1% de UR. O genótipo (EAG) foi significativamente correlacionado com o fenótipo ([DMT]/[DTF]), com uma associação moderada (rs= -0,463; p<0,001). As medianas das concentrações plasmáticas do TAM e seus metabólitos (ng mL-1) foram: TAM 57,17; HTF 1,01; EDF 6,21; NDT 125,50. Os níveis de EDF foram inferiores nos ML em comparação aos MR (p<0,05). O fenótipo apresentou maior associação, porém ainda moderada, com os níveis de EDF e [NDT]/[EDF] em comparação ao genótipo (r= -0,507 r=0,625, p<0,001 versus r= 0,356 r=0,516; p<0,01). Ao fenótipo da CYP2D6 foram atribuídas 26% da variabilidade dos níveis de EDF e 38 % das razões metabólicas [NDT]/[EDF], enquanto que ao genótipo foram atribuídas 12% e 27 %, respectivamente. Conclusão: A genotipagem e/ou fenotipagem da CYP2D6 não foram capazes de predizer completamente as concentrações de EDF. Desta forma, sugerimos que estudos futuros utilizem o monitoramento dos níveis de EDF durante a terapia com TAM, com o objetivo de avaliar a sua efetividade.Background: An association between CYP2D6 variation and clinical outcomes among women with breast cancer treated with tamoxifen (TAM) has been demonstrated, such that the presence of 2 functional CYP2D6 alleles was associated with better clinical outcomes. This association is mainly due the CYP2D6 mediated hydroxylation of N-desmethyltamoxifen (NDT) to yield endoxifen (EDF), which because of its high antiestrogenic potency, is the main responsible for the therapeutic efficacy of TAM. The aim of this study was to evaluate the relation of CYP2D6 genotyping and phenotyping with EDF levels and [NDT]/[EDF] metabolic ratio in breast cancer patients from South of Brazil under TAM therapy. Methods: Trough blood samples were collected from 97 patients. CYP2D6 genotyping was performed with a Luminex assay and calculation of Genotypic activity scores (GAS). Tamoxifen and metabolites EDF, NDT and 4-hidroxy-tamoxifen (HTF) were measured in plasma by HPLC-PDA. CYP2D6 phenotyping was performed by determination of dextromethorphan (DMT) and dextrorphan (DTF) by HPLC-FL at plasma collected three hours after oral administration of 33 mg of DMF. Phenotypes were given according to [DMT]/[DTF] metabolic ratio. Results: CYP2D6 genotyping indicated a prevalence of 4.1% PM, 4.1% IM, 49.5% EM-S, 39.2% EM-F and 3.1% UM. Genotype (GAS), was significantly correlated with phenotype ([DMT]/[DTF]), with a moderate association (rs= -0.463; p<0.001). Median plasma concentrations (ng mL-1) (N=97) were: TAM 57.17; HTF 1.01; EDF 6.21; NDT 125.50. EDF levels were lower in PM than in EM (p<0.05). Phenotype showed stronger, but still moderate, association with EDF and [NDT]/[EDF] than genotype (r= -0.507 r=0.625, p<0.001 versus r= 0,356 r=0.516, p<0.01). Phenotype accounted for 26% of the variability in EDF levels and 38 % of [NDT]/[EDF], while genotype for 12% and 27 %, respectively. Conclusion: CYP2D6 genotyping and/or phenotyping could not fully predict EDF concentrations. Monitoring EDF itself could be considered in further studies during TAM therapy in order to evaluate its efficac

    Associação entre hábitos alimentares, IGF-1, VEGF, glicemia e fatores prognósticos no câncer de mama

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    O interesse pela associação entre os hábitos alimentares e os fatores de crescimento e o câncer de mama foi recentemente elucidado. O risco e prognóstico do câncer de mama estar associado à composição corporal, fatores dietéticos, glicemia, fator de crescimento semelhante à insulina 1 e fator de crescimento vascular endotelial. Nosso objetivo foi identificar se o consumo de carnes vermelhas, leite de vaca e derivados, cereais integrais e refinados, linhaça, soja, chá verde, vegetais e frutas e os níveis séricos de glicose, IGF-1 e VEGF apresentam associação com os fatores prognósticos clínicos e patológicos do câncer de mama. Pacientes com câncer de mama submetidas à quimioterapia responderam a um questionário de freqüência alimentar semiquantitativo, e foram coletados dados antropométricos e sobre o estilo de vida. Amostras de sangue para dosagem de VEGF, IGF-1 e glicose foram coletadas antes do início da administração da quimioterapia. Os fatores prognósticos e dados da patologia foram coletados a partir dos prontuários. 61 pacientes entraram no estudo Foram analisados os dados de 59 pacientes. Houve associação entre glicemia de jejum e a circunferência da cintura (CC) (r2 = 0,16; β = 1,2; IC 95% 0,3-1,2; p = 0,002) e índice de massa corporal (r2 = 0,12; β = 1,295; IC 95% 0,4-2,1; p = 0,005), bem como entre glicemia de jejum e relação cintura-quadril(RCQ) (r2 = 0,07; β = 0,001; IC 95% 0-0,02; p = 0,04). Houve associação do maior tamanho do tumor e maior CC com a ingestão de mais de 226,1g de cereais refinados por dia (p <0,05). Houve associação do maior IMC, RCQ e CC com a ingestão de mais de 140,1 g de carne vermelha por dia (p <0,05).Nós encontramos resultados interessantes relacionados com a composição corporal e os níveis de glicemia de jejum e também com a composição corporal e ingestão de maiores quantidades de carne vermelha. Tumores de maior tamanho e maior CC foram relacionados à ingestão de cereais refinados, chamando a atenção para a necessidade de mais estudos avaliando o consumo deste grupo de alimentos em pacientes com câncer de mama.Interest in the association of food habits, serum growth factors and breast cancer has been recently raised. Breast cancer risk and prognosis seems to be linked to body composition, dietary factors, serum glucose, insulin-like growth factor 1 and vascular endothelium growth factor. We aimed to identify whether the consumption of red meat, dairy products, whole and refined grains, fruits and vegetables and the levels of blood glucose, IGF-1 and VEGF were associated with prognostic factors in patients with breast cancer. Patients with breast cancer submitted to chemotherapy completed a semiquantitative foodfrequency questionnaire, and anthropometric and lifestyle data were collected. VEGF, IGF-1 and blood glucose were collected before chemotherapy administration. Breast cancer prognostic factors were collected from the pathology archives. 61 patients entered the study. Data were available for 59 patients. There was association between fasting glucose and waist circumference (WC) (r2=0.16; β=1.2; 95%CI 0.3-1.2; p=0.002) and body mass index (r2=0.12; β=1.295; 95%CI 0.4-2.1; p=0.005) as well as between fasting glucose and waist-to-hip ratio (r2=0.07; β=0.001; 95%CI 0-0.02; p=0.04). There was association of larger tumor size and larger WC with the ingestion of more than 226.1 g of processed refined grains per day (p<0.05). There was association of larger BMI, WHR and WC with the ingestion of more than 140.1 g of red meat per day (p<0.05). We have found interesting findings related to body composition and fasting glucose levels as well as body composition and ingestion of higher amounts of red meat. Larger tumor size and larger WC were related to the ingestion of processed refined grains, drawing attention to the need of further studies evaluating this food group in patients with breast cancer

    Avaliação do risco de depressão maior e variáveis associadas em pacientes oncológicos do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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    Introdução: O transtorno depressivo maior, uma das doenças psiquiátricas mais mórbidas e prevalentes entre a população geral, traz enormes consequências individuais e socioeconômicas. Entre os pacientes com câncer, não é diferente. Os mesmos fatores de risco estabelecidos para a população comum, como gênero, idade, suporte social, fatores econômicos, são acrescidos de outros aspectos relacionados ao diagnóstico e abordagem terapêutica, como dor, toxicidades relacionada ao tratamento e procedimentos, declínio funcional, além do impacto emocional para pacientes e familiares que se deparam com mudanças severas em suas vidas, tendo que enfrentar, por muitas vezes, dúvidas e incertezas acerca da sobrevivência e morte. Objetivo: Avaliar a prevalência do risco de transtorno depressivo maior em pacientes que acompanham no Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre através da ferramenta PHQ-9, além de analisar associações entre variáveis sociodemográficas, clínicas e oncológicas com o risco da morbidade psiquiátrica avaliada. Métodos: Este é um estudo Transversal, descritivo-analítico envolvendo pacientes com diagnóstico estabelecido de doença neoplásica através de comprovação anatomopatológica, os quais acompanham no Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Pacientes a serem incluídos no estudo foram determinados de forma aleatória por meio do método de Seleção Aleatória Simples. O convite para a participação da pesquisa foi realizado durante as consultas de rotina no serviço de oncologia, durante as quais os pacientes eram solicitados a responder o questionário PHQ-9. Aqueles com um score igual ou maior a 10 eram considerados positivos, estando sob risco de depressão maior conforme estudo de validação prévio em população brasileira. Foi analisada também a prevalência do risco de acordo com variáveis sociodemográficas, clínicas e oncológicas sendo utilizado o prontuário eletrônico dos pacientes, a fim de pesquisar informações necessárias para as análises complementares. Associações entre variáveis qualitativas foram examinadas utilizando o teste do Qui-Quadrado. Os dados quantitativos, representados por medianas [IQR], foram comparados entre dois grupos por meio do teste de Mann-Whitney, ou entre três grupos (ou mais) por meio do teste de Kruskal-Wallis com post hoc de Dunn. Resultados: Foram incluídos no estudo, de outubro de 2023 a agosto de 2024, um total de 473 pacientes. A prevalência de risco para depressão maior foi maior nos pacientes do sexo feminino, idade entre 45-64 anos, além daqueles com histórico de tabagismo ou uso de medicações psiquiátricas prévias. Dentre as características oncológicas, a neoplasia de próstata teve menor prevalência de risco numérica dentre os tipos de câncer avaliados. Ademais, pacientes com doença metastática, além daqueles em tratamento paliativo exclusivo apresentaram maior prevalência quando comparado em relação a pacientes com doença localizada e demais intenções de tratamento. Conclusão: O transtorno depressivo maior é uma morbidade frequente e significante em pacientes com câncer. Existe uma ampla necessidade de melhorar a identificação e diagnóstico da condição para que medidas direcionadas possam ser realizadas de modo a humanizar o atendimento, melhorar qualidade de vida e desfechos oncológicos dessa população

    Avaliação do risco de depressão maior em pacientes do Serviço de Oncologia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre

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    O transtorno depressivo maior, uma das doenças mentais mais mórbidas e prevalentes, o que traz enormes consequências individuais e socioeconômicas para a população em geral. Os pacientes oncológicos, além de lidarem com os riscos relacionados à população comum em desenvolver algum transtorno mental, ainda são expostos a um impacto emocional de conviver, muitas vezes, com uma doença incurável e com tratamento complexo. Já está estabelecido que a depressão no paciente oncológico está relacionada a má adesão ao tratamento, piora da qualidade de vida e sobrevida; gerando, consequentemente, impactos socioeconômicos incalculáveis. O objetivo do trabalho é utilizar o Questionário de Saúde do Paciente para Depressão (PHQ-9) nas consultas de rotina dos pacientes os quais acompanham no Serviço de Oncologia Clínica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), com intuito de conhecer o perfil de saúde mental dessa população específica. Durante outubro a dezembro de 2023, foram entrevistados 300 pacientes que acompanham no serviço, independente do subtipo de câncer, estadiamento, ou tipo de tratamento. Consideramos um escore ≥ 9 como os pacientes em maior risco para depressão. Um total de 107 pacientes apresentaram um escore ≥ 9, o que corresponde a 35,6% da população. Desses 107 pacientes, 77,6% referem que os sintomas têm causado pelo menos algum grau de dificuldade em suas vidas. Somente 5 pacientes (1,6%) deixaram de vir em consulta, fazer exames ou tratamento devido tristeza ou falta de ânimo para sair de casa. A prevalência de depressão é maior em pacientes oncológicos. Dentre os pacientes do HCPA, não é diferente. Novas avaliações serão realizadas para identificar o perfil de paciente em maior risco. Além disso, abre-se a possibilidade de implementar a ferramenta como rotina nas consultas ambulatoriais. Futuramente, medidas poderão ser implementadas para acompanhamento e tratamento em saúde mental destes pacientes, visto tratar-se de um problema bastante prevalente e mórbido nessa população.Major depressive disorder, one of the most morbid and prevalent mental illnesses, has enormous individual and socioeconomic consequences for the general population. Cancer patients, in addition to dealing with the risks related to the common population of developing a mental disorder, are also exposed to the emotional impact of living, often, with an incurable disease and complex treatment. It is already established that depression in cancer patients is related to poor adherence to treatment, worsening quality of life and survival; consequently, generating incalculable socioeconomic impacts. The objective of the work is to use the Patient Health Questionnaire for Depression (PHQ-9) in routine consultations of patients who are monitored at the Clinical Oncology Service of the Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), with the aim of knowing the profile mental health of this specific population. During October to December 2023, 300 patients monitored at the service were interviewed, regardless of the cancer subtype, stage, or type of treatment. We considered a score ≥ 9 as patients at highest risk for depression. A total of 107 patients had a score ≥ 9, which corresponds to 35.6% of the population. Of these 107 patients, 77.6% report that the symptoms have caused at least some degree of difficulty in their lives. Only 5 patients (1.6%) stopped coming for consultations, taking exams or treatment due to sadness or lack of enthusiasm to leave the house. The prevalence of depression is higher in cancer patients. Among HCPA patients, it is no different. New assessments will be carried out to identify the patient profile at greatest risk. Furthermore, it opens up the possibility of implementing the tool as a routine in outpatient consultations. In the future, measures may be implemented to monitor and treat these patients' mental health, as this is a very prevalent and morbid problem in this population

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Impacto de fatores sócio-demográficos no tempo para início de tratamento de câncer de mama em um hospital de alta complexidade de Porto Alegre no biênio 2022-2023

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    Introdução: O câncer de mama é a neoplasia mais incidente em mulheres no Brasil. O tempo para início de tratamento oncológico é determinante para o prognóstico do paciente. A espera para iniciar o tratamento é desigual mesmo na população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). O acesso ao tratamento oncológico adequado e em tempo oportuno é determinado por múltiplos fatores interligados por variáveis como a organização dos serviços, abrangendo o processo diagnóstico e cuidados subsequentes, a gestão de referência e contrarreferência. Etnia, nível de escolaridade e fatores de saúde como conhecimento sobre sintomas da doença também impactam neste processo. Objetivo: identificar a associação entre escolaridade e atraso no início do tratamento oncológico. Métodos: estudo transversal que avaliou pacientes com câncer de mama tratadas entre 2022 e 2023 no Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Análises descritivas, univariadas e multivariadas foram realizadas para avaliar fatores associados com o início de tratamento além de 60 dias do diagnóstico. Resultados: 307 participantes foram incluídas no estudo. Em análise multivariada, o início de tratamento após 60 dias associou-se a baixo nível de escolaridade, com estimativa de risco relativo (RR) de 1,48 (IC 95% = 1,064 - 2,062). A cor parda também foi identificada como fator de risco para atraso no início do tratamento quando comparada com as demais pacientes (RR = 1.63; IC 95% = 1.038 - 2.579). Conclusão: Nesta amostra, tanto o baixo nível educacional quanto a cor da pele parda foram associados ao início de tratamento oncológico além de 60 dias.Introduction: Breast cancer (BC) is the most incident tumor in women in Brazil. The time interval between diagnosis of the disease and the beginning of treatment is crucial for the prognosis of patients. This interval is unequal among patients treated in the Brazilian health public system (SUS). Access to timely oncological treatment is determined by multiple interconnected variables such as healthcare service organization, diagnostic processes and subsequent care, as well as referral and counter-referral management. Educational level, ethnicity, and health-related factors, such as knowledge about disease symptoms, also impact this process. Objective: the aim of this study is to identify the association between educational level and delays in the initiation of oncological treatment. Methods: cross-sectional study that evaluated BC patients treated between 2022 and 2023 at the Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Descriptive, univariate and multivariate analyses were performed to assess factors associated with the prevalence of delayed treatment initiation. Results: 307 participants were included in the analysis. In the multivariate analysis, initiation of treatment > 60 days after diagnosis was significantly associated with lower educational level, with an estimated relative risk (RR) of 1.48 (CI 95% = 1.064 - 2.062). The ethnicity “pardo”, which refers to mixed-race individuals, was correlated with a longer time to treatment when compared to white patients (RR = 1.63; IC 95% = 1.038 - 2.579). Conclusion: In this study, both educational level and ethnicity were associated with delays in starting oncological treatment beyond 60 days

    Associações entre níveis séricos de fatores de crescimento, insulina e leptina com fatores prognósticos de câncer do mama

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    Dentre os fatores contribuintes para o desenvolvimento do câncer de mama estão o sedentarismo, a alta ingesta calórica, o sobrepeso e a obesidade, entre outros. O objetivo do presente estudo foi avaliar a relação entre os níveis séricos de IGF-1, IGFBP3, insulina e leptina com fatores prognósticos clínicos e patológicos do câncer de mama. Foi realizado um estudo transversal com 77 pacientes com diagnóstico recente de câncer de mama e indicação de quimioterapia, atendidas no Hospital Fêmina, em Porto Alegre, de agosto de 2009 a setembro de 2010. Foram coletados dados antropométricos e revisados os prontuários para a obtenção de dados clínicos e anátomo-patológicos. Foi realizada uma coleta de sangue antes da administração do primeiro ciclo de quimioterapia, para realizar dosagens de IGF-1, IGFBP3, insulina e leptina. Os níveis de IGFBP3 foram maiores em pacientes cujos tumores expressavam receptores hormonais, em comparação àquelas cujos tumores não expressavam tais receptores (p=0,004 e p=0,005, respectivamente). Não houve diferenças nos níveis de IGF-1 e IGFBP3 em relação às classes do índice de massa corporal (IMC). Houve correlação positiva entre níveis de insulina e leptina com IMC. Houve correlação negativa entre níveis de IGF-1 e relação cintura-quadril (RCQ) (correlação de Pearson = - 0,348; p=0,007). Houve correlação positiva entre níveis de insulina e leptina com circunferências abdominal, umbilical, da cintura e do quadril. Neste estudo, foram encontradas correlações positivas entre os níveis de fatores de crescimento e leptina com medidas antropométricas em pacientes com câncer de mama, sugerindo um papel de tais fatores no sobrepeso e na obesidade. Níveis mais elevados de IGFBP3 em pacientes com expressão de receptores hormonais no tumor sugerem que o estado hormonal possa contribuir para o comportamento deste fator de crescimento e de sua cascata, embora ainda não se conheça o significado clínico de tal associação.Introduction: There is growing evidence that sedentary lifestyle, high caloric intake, overweight, obesity and its related growth factors have an important role in the risk of developing breast cancer. Objectives: to evaluate the relation among serum levels of insulin, IGF-1, IGFBP3, leptin and VEGF with clinical and pathologic breast cancer prognostic factors. Material and methods: a transversal study was performed at a public hospital in Southern Brazil, from August 2009 to September 2010. Body composition measurements were performed, pathologic review of specimens were done and blood samples were taken before chemotherapy to evaluate insulin, IGF-1, IGFBP3 and leptin. Results: 77 patients entered the study. There were higher levels of IGFBP3 in ER-positive and PR-positive tumors when compared to those ER-negative and PR-negative (p=0.004 and p=0.005, respectively). There were no differences in the levels of IGF-1 and IGFBP3 according to BMI classification. There was a positive correlation of insulin and leptin levels with BMI classification. There was a negative correlation of IGF-1 levels and waist-to-hip (WTH) ratio (Pearson’s correlation= - 0.348; p=0.007). There was a positive correlation of insulin and leptin levels with waist, hip, abdominal and umbilical circumferences. Conclusion: we found positive correlations of growth factors and leptin with anthropometric measurements in patients with breast cancer, suggesting a role of these factors in overweight and obese patients. Higher levels of IGFBP3 were found in patients with hormone receptor-positive breast cancer when compared with those with no expression of hormone receptors. Although we need further research on the clinical significance of this finding, we suggest that hormonal status may contribute to the behavior of IGFBP3 and its pathways

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
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