487 research outputs found

    Augusto dos Anjos: uma biografia

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    A pamphlet in defense of the memory of the poet Augusto dos Anjos. This is how this major work launched by journalist Fernando Melo can be defined. It should not be read as a common work, just another one of the extensive bibliography that exists around the poet from Engenho Pau D'Arco. It is much more than that. In fact, a biography that does not seek to establish absolute truths, but shows, above all, the concern to correct distorted myths regarding the author of "Versos Íntimos". The less attentive reader may be left with the impression that Fernando Melo is only trying to create controversy around the memory of Augusto dos Anjos. This distracted reader must imagine that this is another work trying to delve into the life of the poet, looking for the craziest reasons to justify the difficult and morbid vocabulary of Augusto dos Anjos. A happy and providential mistake for those who think so. Fernando Melo, in fact, does not shy away from the controversial issues of our old man's life. And he could not. No person, with the intention of talking about the life of Augusto dos Anjos, will ever achieve this feat. Only if he were as skeptical as the poet shows himself to be in his verses would he be able to ignore the mists that insist on obscuring a better understanding of the life and work of Augusto dos Anjos.Um libelo em defesa da memória do poeta Augusto dos Anjos. É assim que pode ser definido mais esse trabalho de fôlego lançado pelo jornalista Fernando Melo. Não deve ser lida como uma obra comum, mais uma da extensa bibliografia que existe em torno do poeta do Engenho Pau D'Arco. É muito mais do que isso. Na verdade, uma biografia que, não procura estabelecer verdades absolutas, mas mostra, acima de tudo, a preocupação de corrigir mitos distorcidos em relação ao autor de "Versos Íntimos". Ao leitor menos atento, ficará, talvez, a impressão de que Fernando Melo está apenas procurando polemizar em torno da memória de Augusto dos Anjos. Deve imaginar, esse leitor distraído, que é outra obra procurando escarafunchar a vida do poeta, procurando as razões mais tresloucadas para justificar o vocabulário difícil e mórbido de Augusto dos Anjos. Ledo e providencial engano daqueles que assim pensam. Fernando Melo, de fato, não foge dos assuntos polêmicos da vida do nosso velho. E nem poderia. Nenhuma pessoa, com a intenção de falar sobre a vida de Augusto dos Anjos, conseguirá essa façanha um dia. Só se fosse tão cético, quanto o poeta demonstra ser em seus versos, para ignorar as neblinas que insistem em escurecer a melhor compreensão da vida e obra de Augusto dos Anjos

    Augusto Dos Anjos And Anti-tropicalism [augusto Dos Anjos E O Anti-tropicalismo]

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    Augusto dos Anjos (b. Paraíba, 1884, d. Minas Gerais, 1914) was a very singular Brazilian poet. During his short life he was author of a single book (Eu, 1912), and recognition was slow, coming only from the end of the 1920s. Today, though, as well great popularity, despite the difficulty of his verses, he enjoys near-unanimous critical acclaim as one the greatest Brazilian poets of the twentieth century. This essay aims to survey some poetic images of his anti-tropicalism, showing their relationship with literary modernity, through, amongst other features, his radical negation of the ideas of nation, nationality and state.231100108+125Magalhaes Jr., R., (1977) Poesia e Vida de Augusto Dos Anjos, pp. 312-313. , Rio de Janeiro: Civilização BrasileiraBrasília: INLCoutinho, A., Brayner, S., (1973) Augusto Dos Anjos: Textos Críticos, , Brasília: INLAnjos, A., (1994) Obra Completa, , org. Alexei Bueno Rio de Janeiro: Nova AguilarAnjos, A., (2005) Eu e Outras Poesias, , São Paulo: Ática(2001) Cotejaremos também, quando necessário, com a 44a. edição especial, revista e ampliada, , Rio de Janeiro: Bertrand Brasildos Anjos, A., Buenos Aires - Eu, , trad. Manuel Grana Etcheverry (Centro de Estudios Brasileiros/Eds. Botella al Mar, s/d.)(1998) Berlim - Monóloge de uma sombra/Monolog eines Schattens: uma antologia (português e alemão), , trad. Helga Reeck, sel. e org. Carlos Alberto Azevedo, Instituto Cultural Brasil-Alemanha (ICBRA)Anjos, A., (2002) Yo, , trad. Marinalva Freire da Silva e Carlos García-Romeral Pérez João Pessoa: Idéia Ed(1963) Entre elas, destacam-se as novas compilações de 'Poemas esquecidos', feita na 29a ediçāo, , Rio de Janeiro: Livraria São José(1983) 'Outros poemas esquecidos', feita na 35a edição, , Rio de Janeiro: Civilização BrasileiraCastro e Silva, (1944) Augusto dos Anjos: poeta da morte e da melancolia, , Curitiba: Guaíba(1954) Augusto Dos Anjos: O Poeta e O Homem, , Belo Horizonte: Irmāos VitaleNóbrega, H., (1962) Augusto Dos Anjose Sua e Poca, , João Pessoa: UFPbVidal, A., (1967) O Outro Eu de Augusto Dos Anjos, , Rio de Janeiro: José Olympio(1974) A poesia de Augusto dos Anjos: uma análise de psicologia e estilo, , Rio de Janeiro: OuvidorViana, C., (1994) O Evangelho Da Podridão, , João Pessoa, UFPbGesteira, S.M., (2000) Ëcarne Da Ruína: Sobre a Representação Do Excesso Em Augusto Dos Anjos, , João Pessoa: UFPbSão Luís: EDUFMARosenfeld, A., A costela de prata de A. dos Anjos (1969) Augusto Dos Anjos: Textos Críticos, pp. 314-318. , op. citHardman, F.F., Between ruins and utopias: Veteran modernists in Brazil (1870-1920) (1993) Travesia: Journal of Latin American Cultural Studies, 2 (1), pp. 84-113. , LondonHardman, F.F., Espectros de la Nación: Figuras desplazadas entre 'saudades' y soledades (2002) Remate de Males, 22 (22), pp. 77-98. , CampinasNúnez, Á., (1982) O Guesa, de Sousândrade, Poema Épico Latino-americano, , Sǎo Luís: UFMAPalma, R., (1900) Cachivaches, p. 129. , Lima: Imp. Torres AguirreWilliams, F.G., (1976) Sousândrade: Vida e Obra, p. 149. , São Luís: SIOGE, e 173Hardman, F.F., A lava e a giesta: Duas poéticas da extinção (2001) Rivista di Studi Portughesi e Brasiliani, 3 (3), pp. 133-150. , Pisa/RomaFreyre, G., Nota sobre Augusto dos Anjos (1973) Augusto Dos Anjos: Textos Críticos, pp. 137-138. , op. citHardman, F.F., Brutalidade antiga: Sobre história e ruína em Euclides (1996) Estudos Avançados, 10 (26), pp. 293-310. , São PauloEstrada, J., (1990) El Sonido en Rulfo, , México: UNAMIbarra, A., (1991) Rulfo e et Dies de la Memoria, , Caracas: Academia Nacional de la Histori

    Conversando com Crispim sobre Augusto dos Anjos

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    Delving into the works of the eternal poet from Paraíba, Augusto dos Anjos, is a very common task for lovers of such a sinister poetry. Maria do Socorro Aragão interviews scholar Luiz Augusto Crispim. The interview explores the poet's work and its nuances. Through an oral analysis, based on interviews for the project “Talking about Augusto dos Anjos: an oral history. In this short book, the idea is to bring the experience and implications of the work to the author and to the society of Paraíba.Debruçar sobre as obras do eterno poeta paraibano Augusto dos Anjos é uma tarefa muito comum aos amantes de tão poesia funesta, Maria do Socorro Aragão entrevista o estudioso Luiz Augusto Crispim. A entrevista passeia pelo trabalho do poeta, suas nuances. Por meio de uma análise oral, a partir de entrevistas para o projeto “Conversando sobre Augusto dos Anjos: uma história oral. Neste breve livro a ideia é trazer a experiência e a implicância da obra para o autor e sociedade paraibana

    Claras dos anjos

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    O corpus da pesquisa é composto por três versões de Clara dos Anjos de Lima Barreto. A primeira, datada de 1904, constitui um romance inacabado, incluído em “Diário íntimo”; a segunda surgiu sob a forma de conto inserido em Histórias e sonhos (1920); quanto à terceira, esta constitui o romance Clara dos Anjos (1948). A fim de ir além do reducionismo de julgar que Lima Barreto tenha escrito três obras parecidas e dado a elas o mesmo nome, nosso intuito foi compará-las no que se refere à forma e ao conteúdo. Estendendo a questão à forma dos textos em si, tentamos afirmar ou negar a menção paratextual que foi dada a cada um deles. Estes textos foram comparados e analisados em duas etapas: a primeira consistiu na exploração das relações textuais (ou transtextuais, mais especificamente) existentes nas suas construções, para a qual fomos guiados pela teoria de Gérard Genette exposta em Palimpsestes (1982); a segunda consistiu na verificação dos gêneros literários (conto / romance) como formas escolhidas pelo escritor para cada uma das versões. Nosso estudo fundamentou-se no reconhecimento das formas literárias referidas, bem como na revisão de suas origens e evoluções. Foi necessário, também, introduzir algumas considerações sobre a intertextualidade, para que as diferenças ou proximidades em relação à teoria de Genette fossem esclarecidas. Concluímos, por fim, que o primeiro e o terceiro textos são romances e que o segundo, apesar de inúmeras discordâncias, é um conto devido ao seu tamanho em relação ao romance. Um conto foi escrito em 1920 e, para escrever seu romance, anos depois, mantendo a história de Clara dos Anjos, Lima Barreto lançou mão da expansão do texto anteriormente produzido.This is a study of three versions of Clara dos Anjos, by Lima Barreto. The first one, published in 1904, is an unfinished novel, present in “Diário íntimo”; the second is a short story published in Histórias e sonhos (1920); the third is the novel Clara dos Anjos (1948). In order to go beyond the reductionism of stating that Lima Barreto wrote three resembling works whose names are the same, it was necessary to compare the texts and their subject matters. By analyzing the form of the texts, it was possible to confirm or deny the paratextual feature in each one of them. These texts were compared and examined in two ways: firstly, to explore the textual relation (or transtextual, more specifically) in the construction of the texts, according to Gérard Genette’s theory found in Palimpsestes (1982); secondly, to verify the literary genres (short story / novel) chosen by the author to each of the versions. The research was based on the characteristics of the literary forms mentioned above, as well as their origins and developments throughout different periods. Considerations on intertextuality were also essential to clarify the differences and the similarities in relation to Genette’s theory. The conclusion is that the first and the third texts are novels and that the second, although there are controversies, is a short story due to its length. The short story was written in 1920 and, years later, Lima Barreto expanded the text that was previously produced to write his novel, keeping the story of Clara dos Anjos

    Claras dos anjos

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    O corpus da pesquisa é composto por três versões de Clara dos Anjos de Lima Barreto. A primeira, datada de 1904, constitui um romance inacabado, incluído em “Diário íntimo”; a segunda surgiu sob a forma de conto inserido em Histórias e sonhos (1920); quanto à terceira, esta constitui o romance Clara dos Anjos (1948). A fim de ir além do reducionismo de julgar que Lima Barreto tenha escrito três obras parecidas e dado a elas o mesmo nome, nosso intuito foi compará-las no que se refere à forma e ao conteúdo. Estendendo a questão à forma dos textos em si, tentamos afirmar ou negar a menção paratextual que foi dada a cada um deles. Estes textos foram comparados e analisados em duas etapas: a primeira consistiu na exploração das relações textuais (ou transtextuais, mais especificamente) existentes nas suas construções, para a qual fomos guiados pela teoria de Gérard Genette exposta em Palimpsestes (1982); a segunda consistiu na verificação dos gêneros literários (conto / romance) como formas escolhidas pelo escritor para cada uma das versões. Nosso estudo fundamentou-se no reconhecimento das formas literárias referidas, bem como na revisão de suas origens e evoluções. Foi necessário, também, introduzir algumas considerações sobre a intertextualidade, para que as diferenças ou proximidades em relação à teoria de Genette fossem esclarecidas. Concluímos, por fim, que o primeiro e o terceiro textos são romances e que o segundo, apesar de inúmeras discordâncias, é um conto devido ao seu tamanho em relação ao romance. Um conto foi escrito em 1920 e, para escrever seu romance, anos depois, mantendo a história de Clara dos Anjos, Lima Barreto lançou mão da expansão do texto anteriormente produzido.This is a study of three versions of Clara dos Anjos, by Lima Barreto. The first one, published in 1904, is an unfinished novel, present in “Diário íntimo”; the second is a short story published in Histórias e sonhos (1920); the third is the novel Clara dos Anjos (1948). In order to go beyond the reductionism of stating that Lima Barreto wrote three resembling works whose names are the same, it was necessary to compare the texts and their subject matters. By analyzing the form of the texts, it was possible to confirm or deny the paratextual feature in each one of them. These texts were compared and examined in two ways: firstly, to explore the textual relation (or transtextual, more specifically) in the construction of the texts, according to Gérard Genette’s theory found in Palimpsestes (1982); secondly, to verify the literary genres (short story / novel) chosen by the author to each of the versions. The research was based on the characteristics of the literary forms mentioned above, as well as their origins and developments throughout different periods. Considerations on intertextuality were also essential to clarify the differences and the similarities in relation to Genette’s theory. The conclusion is that the first and the third texts are novels and that the second, although there are controversies, is a short story due to its length. The short story was written in 1920 and, years later, Lima Barreto expanded the text that was previously produced to write his novel, keeping the story of Clara dos Anjos

    Claras dos anjos

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    O corpus da pesquisa é composto por três versões de Clara dos Anjos de Lima Barreto. A primeira, datada de 1904, constitui um romance inacabado, incluído em “Diário íntimo”; a segunda surgiu sob a forma de conto inserido em Histórias e sonhos (1920); quanto à terceira, esta constitui o romance Clara dos Anjos (1948). A fim de ir além do reducionismo de julgar que Lima Barreto tenha escrito três obras parecidas e dado a elas o mesmo nome, nosso intuito foi compará-las no que se refere à forma e ao conteúdo. Estendendo a questão à forma dos textos em si, tentamos afirmar ou negar a menção paratextual que foi dada a cada um deles. Estes textos foram comparados e analisados em duas etapas: a primeira consistiu na exploração das relações textuais (ou transtextuais, mais especificamente) existentes nas suas construções, para a qual fomos guiados pela teoria de Gérard Genette exposta em Palimpsestes (1982); a segunda consistiu na verificação dos gêneros literários (conto / romance) como formas escolhidas pelo escritor para cada uma das versões. Nosso estudo fundamentou-se no reconhecimento das formas literárias referidas, bem como na revisão de suas origens e evoluções. Foi necessário, também, introduzir algumas considerações sobre a intertextualidade, para que as diferenças ou proximidades em relação à teoria de Genette fossem esclarecidas. Concluímos, por fim, que o primeiro e o terceiro textos são romances e que o segundo, apesar de inúmeras discordâncias, é um conto devido ao seu tamanho em relação ao romance. Um conto foi escrito em 1920 e, para escrever seu romance, anos depois, mantendo a história de Clara dos Anjos, Lima Barreto lançou mão da expansão do texto anteriormente produzido.This is a study of three versions of Clara dos Anjos, by Lima Barreto. The first one, published in 1904, is an unfinished novel, present in “Diário íntimo”; the second is a short story published in Histórias e sonhos (1920); the third is the novel Clara dos Anjos (1948). In order to go beyond the reductionism of stating that Lima Barreto wrote three resembling works whose names are the same, it was necessary to compare the texts and their subject matters. By analyzing the form of the texts, it was possible to confirm or deny the paratextual feature in each one of them. These texts were compared and examined in two ways: firstly, to explore the textual relation (or transtextual, more specifically) in the construction of the texts, according to Gérard Genette’s theory found in Palimpsestes (1982); secondly, to verify the literary genres (short story / novel) chosen by the author to each of the versions. The research was based on the characteristics of the literary forms mentioned above, as well as their origins and developments throughout different periods. Considerations on intertextuality were also essential to clarify the differences and the similarities in relation to Genette’s theory. The conclusion is that the first and the third texts are novels and that the second, although there are controversies, is a short story due to its length. The short story was written in 1920 and, years later, Lima Barreto expanded the text that was previously produced to write his novel, keeping the story of Clara dos Anjos

    Augusto dos Anjos em imagens: uma fotobiografia

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    The work Augusto dos Anjos in Images: A Photobiography is the last in a series of five works we have created based on the projects Reconstitution of the Universe of Augusto dos Anjos and Rediscovering the Trails of Augusto dos Anjos. To organize this work, we researched personal and official archives in search of images that described and showed the universe where the poet Augusto dos Anjos lived and produced. There are few photos of Augusto or his ancestors, but even in the absence of a rich iconography, we were able to put together this biography of the poet, through images from his time, showing his Family: childhood, youth, relatives, ancestors and current ones. The Pau d'Arco Sugar Mill: the Casa-Grande, the chapel, the house of the wet nurse Guilhermina, old and new, the tamarind tree. Documents and Personal Objects: birth certificate, baptismal certificate, engagement invitation, marriage certificate, voter registration card and family letters. Academic Background and Teaching: Lyceu Paraibano, Recife Law School, Pedro II School, Rio de Janeiro Normal School, Junqueira Ribeiro School, Augusto with a group of colleagues from Augusto College on his graduation day with chapel. Magazines and Newspapers where Augusto collaborated: A União, O Comércio, NONEVAR, Almanach da Parahyba. Clippings from Magazines and Newspapers with News about Augusto. Correspondence from Augusto to family and friends. Handwritten Poems. The first edition of O EU: Critical Repercussion. Critical Fortune, with a brief summary of the main works about the Author. Enchantment of Augusto dos Anjos, ancient tomb, current mausoleum, death certificate, letter from Esther communicating his death to Augusto's mother, newspaper clippings with the news of his passing. Memorials and Statues. Some of Augusto dos Anjos' contemporaries. Our objective in this work is, therefore, to make available to those who appreciate Augusto dos Anjos and his work an iconography that places him beyond the consecrated intellectual, as the common man, friend, son, brother, husband and father. We agree with an old popular adage that states "a picture is worth a thousand words".A obra Augusto dos Anjos em Imagens: Uma Fotobiografia é a última de uma série de cinco trabalhos por nós elaborados a partir dos projetos Reconstituição do Universo de Augusto dos Anjos e Redescobrindo as Trilhas de Augusto dos Anjos. Para a organização deste trabalho pesquisamos arquivos pessoais e oficiais em busca de imagens que descrevessem e mostrassem o universo onde viveu e produziu o poeta Augusto dos Anjos. Poucas são as fotos de Augusto ou de seus antepassados, mas, mesmo na carência de uma iconografia rica, conseguimos montar essa biografia do poeta, através de imagens de seu tempo, mostrando a Família: infância, juventude, familiares, antepassados e atuais. O Engenho Pau d'Arco: a Casa-Grande, a capela, casa da ama de leite Guilhermina, antiga e atual, o tamarindo. Documentos e Objetos Pessoais: certidão de nascimento, certidão de batismo, convite de noivado, certidão de casamento, título de eleitor e cartas familiares. Formação Acadêmica e Magistério: Lyceu Paraibano, Faculdade de Direito do Recife, Colégio Pedro II, Escola Normal do Rio de Janeiro, Colégio Junqueira Ribeiro, Augusto com um grupo de colegas da Faculdade Augusto no dia de sua formatura com capela. Revistas e Jornais onde Augusto Colaborou: A União, O Comércio, NONEVAR, Almanach da Parahyba. Recortes de Revistas e Jornais com Notícias sobre Augusto. Correspondências de Augusto para familiares e amigos. Poemas Manuscritos. A primeira edição de o EU: Repercussão crítica. Fortuna Crítica, com pequeno resumo das principais obras sobre o Autor. Encantamento de Augusto dos Anjos, túmulo antigo, mausoléu atual, certidão de óbito, carta de Esther comunicando a morte à mãe de Augusto, recortes de Jornais com a notícia de seu falecimento. Memoriais e Estátuas. Alguns Contemporâneos de Augusto dos Anjos. Nosso objetivo, nesta obra, é, assim, disponibilizar para os apreciadores de Augusto dos Anjos e sua obra, uma iconografia que o situa além do intelectual consagrado, como o homem comum, amigo, filho, irmão, esposo e pai. Concordamos com um velho adágio popular que afirma "uma imagem vale mais que mil palavras"

    The Quixotesque myth in the literature of Cyro dos Anjos

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    Orientador: Antonio Arnoni PradoTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Estudos da LinguagemResumo: Esta tese propõe uma nova leitura da obra literária de Cyro dos Anjos, tendo como ponto de partida a questão do mito quixotesco, constantemente referida nos romances do Autor. Estuda-se, assim, o mito, tendo como base a obra de ciência das religiões, de Mircea Eliade, bem como a fenomenológica de Gaston Bachelard. O caráter quixotesco é fundamentado em afirmações amplamente consagradas pela clássica crítica literária acerca da obra de Cervantes, sendo os estudos mais importantes, os de Miguel de Unamuno e José Ortega y Gasset. Esse caráter quixotesco é representado por toda a esfera imaginativa, sobretudo a arte e a poesia. Para Cyro, a poesia é a própria vida, compreendendo também o amor, a memória, o sonho, a música, a crença religiosa e até mesmo Deus, a poesia suprema. A tese aponta Cyro dos Anjos como partidário do quixotismo cervantino, revelando-o como um Autor que transpõe o idealismo mítico universal para uma obra genuinamente brasileiraAbstract: This study proposes to present a new interpretation of the literary work of Cyro dos Anjos, based on the Quixotesque myth, constantly mentioned in the Author's novels. The myth is discussed from the work of Mircea Eliade, based on the study of religions, as well as from the fenomenology of Gaston Bachelard. The Quixotesque characteristics are based on already established ideas by the classical literary criticism of Cervantes's works, such as the studies by Miguel de Unamuno, José Ortega y Gasset. Art and Poetry are the major representatives of the Quixotesque, that means the imaginative sphere. For Cyro dos Anjos, Poetry is Life, and also includes love, memory, dream, music, religious belief, and even God - the supreme Poetry. This study presents Cyro dos Anjos as a follower of Cervantes's Quixotesque, but as an Author who carries this universal mythical idealism to a genuine Brazilian novelDoutoradoLiteratura BrasileiraDoutor em Teoria e História Literári

    Augusto dos Anjos and anti-tropicalism

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    Augusto dos Anjos (b. Paraiba, 1884, d. Minas Gerais, 1914) was a very singular Brazilian poet. During his short life he was author of a single book (Eu, 1912), and recognition was slow, coming only from the end of the 1920s. Today, though, as well great popularity, despite the difficulty of his verses, he enjoys near-unanimous critical acclaim as one the greatest Brazilian poets of the twentieth century. This essay aims to survey some poetic images of his antitropicalism, showing their relationship with literary modernity, through, amongst other features, his radical negation of the ideas of nation, nationality and state.O TEXTO COMPLETO DESTE ARTIGO, ESTARÁ DISPONÍVEL À PARTIR DE AGOSTO DE 2016.231100

    A REPRESENTAÇÃO DA INFÂNCIA NA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS

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    This work aims at investigating the representation of childhood in the poetry of the Paraíba’s author Augusto dos Anjos, by analyzing some poems which are part of the book Eu e Outras Poesias, (Mágoas, Senectude Precoce, Debaixo do Tamarindo and Poema Negro) and by confronting, through a dialogical reading, the different conceptions of the children’s literature universe in Brazilian Modern Literature, specifically in a period marked by profound social, political, economic and cultural transformations in Brazil and in Europe; such changes make part of the Belle Époque. In order to do so, the adopted research methodology was that of literature revision, highlighting the following authors: Viana (1984), Helena (1984), Andrade & Filho (2004), responsible, for the most part, for this work’s literary criticism. Other referenced authors were Neto (2011), Franco (2000) and Helena (1984), calling attention to the biographism1 problem, often used to analyze Augusto dos Anjos’ works and which attributes to him impressionism traces, granting him denominations such as “the poet of death”, “the damned poet”, “the poet of bad taste”, among similar titles. This ends up creating, in a certain sense, a reductionism to Augusto dos Anjos’ literary construction. In this way, other approaches to his poetry, such as the childhood thematic, go unnoticed, because critics concentrate more on the Paraíba’s author pessimism. To discuss the childhood thematic in Augusto dos Anjos, we highlight the childhood as a symbol, marked by multiple heterogeneities between the particular and universal “I” in Augusto dos Anjos’ works, through the lenses of a psychoanalytic having Freud and Lacan as the theoretical references. Amongst these elements, it was possible to perceive the presence of amazement, of poeticism, of longing for times past, of melancholy, of sadness, of bitterness and of ludic aspects, revealing a poetry marked by memorialist characteristics. From the analyzed poetry, it was possible to verify, particularly due to the poet’s meaning plurality, that childhood in Augusto dos Anjos’ poetry would occupy a kind of privileged space while, at the same time, being conscient of the suffering brought by the memory of the lyrical I. Such memory is correlated to the idea of the lost object, as defended by Freud. In Augusto dos Anjos poetic style, this promotes the constant presence of signs and symbols referencing an unretrievable memory, leading the lyrical I to realize its own insignificance when faced with world experiences. In this sense, through means of psychoanalytical concepts, we also attempt to demonstrate that the emerging childhood in the poems of Augusto dos Anjos represents a breaking with the idea of chronological linearity, presenting a close relation with the experience. In this relation, the poet does not evoke the rescuing of a merely biographical past marked by longing for gone times and the rekindling of his existential poetic roots, but instead he evokes mainly the image of a childhood that was not necessarily happy, characterized by the usage of poetic language as a resource to look for his lost object and to incorporate said item to his very being, aiming at filling an empty space.Este trabalho tem como objetivo investigar a representação da infância na poesia do poeta paraibano Augustos dos Anjos, a partir da análise de alguns poemas que integram o corpus do livro Eu e Outras Poesias, (Mágoas, Senectude precoce, Debaixo do Tamarindo e Poema Negro), confrontando numa leitura dialógica as diferentes concepções do universo infantil na Literatura Brasileira Moderna, num período marcado por profundas transformações sociais, políticas, econômicas e culturais no Brasil e na Europa, que compõem o cenário da Belle Époque. Para isto, a metodologia da pesquisa adotada foi a revisão na literatura, de cunho bibliográfico, destacando-se os seguintes autores Viana (1994), Helena (1984), Andrade & Filho (2012) os quais integram majoritariamente sua crítica literária. Outros autores também referenciados na fortuna crítica foram Neto (2011), Franco (2000), Helena (1984), chamando atenção para o problema do biografismo que, frequentemente, perpassa a obra do poeta paraibano, impregnando-lhe traços de impressionismo refletindo até hoje em denominações como o “poeta da morte”, “o poeta maldito”, “o poeta do mau gosto”, entre outros, causando, de certa forma, um reducionismo à construção literária de Augusto dos Anjos. Dessa forma, outras vertentes de sua poesia, como a temática da infância passam despercebidas pelo fato de os críticos se concentrarem mais no pessimismo do poeta paraibano. Para tratar a temática infantil na estética anjosiana, evidenciamos a infância como símbolo, marcado pelas múltiplas heterogeneidades do “Eu” particular e universal em Augusto dos Anjos, a partir do viés psicanalítico, tendo como referencial teórico Freud e Lacan. Dentre esses elementos foi possível perceber a presença do encantamento, da poeticidade, do saudosismo, da melancolia, da tristeza, da amargura e do lúdico, denunciando uma poesia marcada pelo memorialismo. Da análise empreendida, especialmente pela interpretação interdisciplinar que o texto poético alcança, em particular pela sua pluralidade de significados foi possível verificar que a infância em Augusto dos Anjos ocuparia uma espécie de lugar privilegiado, ao mesmo tempo consciente do sofrimento trazido pela memória do eu-lírico que se correlaciona sobretudo com a ideia do objeto perdido, defendido por Freud, proporcionando em sua poética a presença frequente se signos e símbolos que referenciam uma lembrança impossível de ser recuperada, levando o eu-lírico à manifestação de sua própria insignificância diante das experiências do mundo. Nesse sentido, buscamos demonstrar ainda, por meio de conceitos psicanalíticos, que a infância emergente nos poemas de Augusto dos Anjos rompe com a ideia de linearidade cronológica, apresentando uma estreita relação com a experiência, na qual a memória do poeta evoca não o resgate de um passado meramente biográfico, marcado pelo saudosismo e reavivamento das suas raízes poéticas existenciais, mas, invoca principalmente a imagem de uma infância não necessariamente feliz, marcada pelo uso da linguagem poética como recurso de busca do seu objeto e incorporação ao seu próprio ser, visando ocupar o espaço de uma falta
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