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O mexilhão Perna perna no Brasil: nativo ou exótico?
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2013.A mitilicultura no Brasil se baseia no cultivo do mexilhão Perna perna (Linnaeus, 1758), que é encontrado em todo o litoral brasileiro, sendo especialmente abundante do Espírito Santo a Santa Catarina. Nos últimos anos foi lançada a hipótese de que P. perna seja uma espécie exótica no litoral brasileiro. A hipótese baseia-se na análise da malacofauna de sítios arqueológicos. Todas as contestações levantadas não remetem a uma conclusão, pois precisam de estudos específicos, com metodologias claras, aliando arqueologia, ecologia e biologia molecular. O objetivo deste trabalho foi estudar a condição de nativo ou exótico do mexilhão Perna perna no Brasil, a partir de levantamento dos resultados em sítios arqueológicos, de técnicas moleculares e de datação de conchas com C14. A datação de conchas de P. perna do sítio arqueológico do Rio do Meio/Jurerê, Florianópolis/SC, indicou que as amostras têm a idade de 720±30 e 780±30 anos. O cálculo do tempo de divergência indicou que a separação das populações brasileiras e africanas ocorreu por volta de 200 mil anos. Os resultados apontam a presença da espécie no território brasileiro muito antes do descobrimento do Brasil pelos portugueses no ano de 1500, indicando que Perna perna é de fato uma espécie nativa.Abstract : The mussel farming in Brazil is based on brown mussel Perna perna (Linnaeus, 1758), which is found throughout the Brazilian coast, with especial abundance from Espírito Santo to Santa Catarina state. In recent years, it was suggested that Perna perna is an exotic species for the Brazilian coast. The hypothesis is based on the analysis of the zooarchaeology studies in archaeological sites of Brazil. All objections raised do not offer to a conclusion, because they need specific studies with clear methodology, combining archeology, ecology and molecular biology. The objective of this work was to study the condition of the brown mussel Perna perna in Brazil if native or exotic, from survey results in archaeological sites, molecular techniques and dating of shells with C14. The dating indicated that the shells were 720±30 and 780±30 years old, respectively. The calculation of divergence time indicated that the separation of the African and Brazilian mussel populations occurred around 200 thousand years ago. The results indicate the presence of the P. perna species in Brazilian territory long before the discovery of Brazil by the Portuguese in 1500, indicating that P. perna is actually a native species of Brazil
Assentamento de larvas do mexilhão Perna perna (L.) em condições de laboratório
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Aqüicultura.Para estudar a taxa de assentamento e metamorfose do mexilhão Perna perna e melhor densidade de larvas (2, 3 e 4 larvas mL-1), foram realizadas três séries de experimentos. As duas primeiras foram conduzidas em tanques retangulares de 1,5L e 50L usando placas de PVC como coletores e, a última, em tanques cilíndricos de 80L e coletor de tela (200mm). As larvas utilizadas em todos os ensaios eram provenientes da mesma larvicultura, sendo que as larvas da terceira série permaneceram 3 dias na geladeira a 10º C. Os tanques cilíndricos com coletor de tela mostraram-se mais eficientes, apresentando uma taxa de assentamento de 71% e metamorfose de 43,5% ao final de 15 dias, o maior período analisado. Os tanques de 1,5L não apresentaram a mesma dinâmica que os tanques de 50L e as placas de PVC, apesar de permitirem uma contagem mais precisa, não proporcionaram uma adesão suficientemente forte, o que provocou ressuspensão de larvas já assentadas durante o manejo. Nos experimentos 1 e 2, o número de larvas assentadas aumentou em função do tempo, mas a taxa de assentamento foi maior nos primeiros 5 dias. As densidades de 3 e 4 larvas mL-1 foram consideradas melhores. A manutenção de larvas na geladeira é uma opção viável para um curto período de tempo (3 dias). Tais resultados indicam que é possível assentar larvas em condições de laboratório no período de 5 dias, obtendo taxa de metamorfose favorável
Cultivo de mexilhões Perna perna (L.) da Emrpesa Cavalo Marinho na Praia do Cedro, Palhoça-SC
TCC (graduação em Engenharia de Aquicultura) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, 2008Atualmente em Santa Catarina, o setor acadêmico procura interagir cada vez mais com o setor produtivo do cultivo de mexilhões Perna perna (L.). Portanto, o presente trabalho tem como objetivo dar um "feedback" para o setor acadêmico a respeito das técnicas, materiais e maquinários que estão sendo utilizados pela empresa Cavalo Marinho - Criação e Beneficiamento de Frutos do Mar LTDA, tanto em seu cultivo de mexilhões, quanto na pós-despesca dos mesmos, desde setembro de 2005 até o presente. Esse "feedback" é um relato das atividades e engloba todas as etapas percorridas pela empresa no que tange o cultivo de mexilhões durante todo o período citado. A empresa está situada na Enseada do Brito, Palhoça - SC e o cultivo de mexilhões está situado na Praia do Cedro, Palhoça - SC (próximo à Enseada do Brito). A empresa tem 70 funcionários e beneficia cerca de 80 toneladas de mexilhões por mês, sendo 12,5% dos mexilhões beneficiados, provenientes do cultivo próprio. Sua equipe técnica conta com 1 Engenheiro de Aqüicultura e Técnico Mecânico, 1 Engenheiro de Produção Mecânica e Técnico Mecânico, 1 Técnico Mecânico, 1 Administrador de empresas com pós-graduação em Organização e Métodos, 1 Engenheiro de Alimentos, 1 Zootecnista e 1 Técnica especializada em qualidade alimentar
Caracterização morfológica, extração e identificação das proteínas do pé do mexilhão Perna perna responsáveis pela formação do bisso
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos, Florianópolis, 2013.Não existem colas sintéticas impermeáveis à água e às forças de turbulência das marés como as produzidas pelos mexilhões. Estes mecanismos adesivos de fixação se fazem através de fios, denominados bissos. As primeiras observações bioquímicas relataram que os bissos são formados por proteínas adesivas, colágeno e uma enzima polifenol oxidase. Aplicações propostas para estas proteínas adesivas incluem uma nova geração de adesivos cirúrgicos e ortopédicos, revestimentos de biossensores para fixação de antígenos e anticorpos para imuno diagnósticos e anti-incrustantes. Por sua vez, não existem trabalhos com este enfoque sobre o mexilhão Perna perna, o mais abundante Mitilydae da costa brasileira e de grande importância como recurso alimentar para as famílias locais, uma vez que é extraído como adulto para consumo direto, e como semente para o cultivo em cativeiro. Assim, o objetivo deste trabalho foi descrever a morfologia microscópica do pé do mexilhão P. perna, órgão onde as proteínas adesivas do bisso são sintetizadas e armazenadas, e identificar estas prováveis proteínas adesivas usando gel de eletroforese e posterior espectrometria de massa. Na microscopia de luz foi observada a localização das células glandulares envolvidas na formação do bisso: as glândulas colágenas, enzimáticas, fenólicas e mucosas. Das proteínas extraídas do pé do mexilhão P. perna e separadas pela técnica de eletroforese 12% SDS-PAGE foram observadas quatro bandas de interesse: três bandas na faixa de aproximadamente 97 kDa e uma banda na faixa de aproximadamente 37 kDa. A identificação destas bandas protéicas em banco de dados, após espectrometria de massa MALDI-TOF, sugere a presença de proteínas similares às seguintes proteínas: proteína de filamento de matriz 1 (tmp-1) da espécie Mytilus edulis, proteína do pé do mexilhão 2 (mfp-2) da espécie M. edulis e proteína fibrinogênica relacionada com a proteína 1 da espécie Mytilus californianus. Abstract : There are no synthetic glues that can be applied to an aqueous environment and be resistant to the turbulence forces of tides such as those generated by mussels. The mussel's adhesive apparatus is a bundle of threads, called the byssus. The first biochemical observations reported those byssus are formed by a fibrous collagenous core coated with adhesive proteins and an enzyme polyphenol oxidase. Proposed applications for these adhesive proteins include a new generation of orthopedic and surgical adhesives, and coatings for biosensors for attachment of antigens and antibodies for immunoassay diagnostics and also as anticorrosive. There are no studies with this focus on the mussel Perna perna, the most abundant Mitilydae the Brazilian coast and of major importance as a food resource for the local families, since it is extracted as an adult for direct consumption, and as seed for cultivation farms. Therefore, the aim of this study was to describe the microscopic morphology of the foot of the mussel P. perna, organ where the adhesive proteins of the byssus are synthesized and stored, and to identify those probable adhesive proteins using gel electrophoresis and further mass spectrometry. In the light microscopy was observed the location of the glandular cells involved in the formation of the byssus threads: collagen, enzyme, phenol and mucous glands. The adhesive proteins extracted from the P. perna foot were run on 12% SDS-PAGE wich detected three variants with mass around 97, and one with approximately 37 kDa. MS MALDI-TOF identification and sequence comparisons and alignments of these protein bands suggest the presence of proteins similar to the following proteins: thread matrix protein 1 (tmp-1) variants a from Mytilus edulis, mussel foot protein 2 (mfp-2) from M. edulis and fibrinogen-related protein 1 from Mytilus californianus
Período de permanência de cordas do mexilhão Perna perna (L., 1758) em cultivo
TCC (graduação em Engenharia de Aquicultura) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, 2009O presente trabalho foi realizado no Cultivo Experimental do Laboratório de Moluscos Marinhos (LMM) da UFSC, localizado na Praia do Sambaqui em Florianópolis/ Santa Catarina - Brasil e teve Tem como objetivo verificar o melhor período de permanência de cordas do mexilhão Perna perna em cultivo, de forma a maximizar a produção e aumentar a sustentabilidade , e rentabilidade dos cultivos comerciais. Foram estudados 10 lotes de 100 cordas de mexilhão cada, que foram cultivados no LMM de 2003 a 2008. As perdas que não são devidas a predadores e parasitas podem ocorrer por despencamento, por roubo ou por motivos desconhecidos. Através de análise dos dados coletados observa-se que, para evitar perdas por despencamento, não se deve deixar os mexilhões no mar por um período superior a 180 dias. A estação do ano em que ocorrem as maiores perdas, foi no outono com 4,01% de despencamento, seguido pelo inverno com 3,35% de despencamento, primavera com 1,62% de despencamento, e verão com 2,61% de despencamento. Desta forma, sugere-se que ocorra uma intensificação no manejo, logo após o verão. A porcentagem de perda por roubo ou por motivo desconhecido foi de 19,5%, para o período estudado
Bacteriocinogenicidade de Lactobacillus plantarum (ATCC 8014) na qualidade físico-química e microbiológica de mexilhões (Perna perna) refrigerados
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos, Florianópolis, 2011.Com a implantação da maricultura em Santa Catarina, o Estado alcançou um patamar de destaque na produção aquícola, posicionando-se como líder na produção de ostras e mexilhões no Brasil e segundo maior produtor de moluscos bivalves da América Latina, sendo o Chile o primeiro. No entanto os produtos da maricultura catarinense ainda atingem um mercado regionalizado e sazonal. Porém, há expectativa de ampliação de mercado através da identificação de novos produtos, novas técnicas de conservação, aumento do volume de produção e agregação de valor. As bactérias láticas (BL) são micro-organismos conhecidos por aumentar a segurança, preservar a qualidade, desenvolver novos sabores característicos e melhorar a qualidade nutricional dos alimentos através da redução no pH do alimento, à competição por nutrientes e a produção de metabólitos inibidores (STILES, 1996), com destaque aos peptídeos antibacterianos denominados bacteriocinas.O objetivo deste trabalho foi avaliar a atividade de bacteriocinas produzidas pela cepa de Lactobacillus plantarum ATCC 8014 na qualidade físico-química e microbiológica de mexilhões Perna perna desconchados e refrigerados. Amostras (150 gramas) de mexilhão desconchado foram submetidas a imersão em 4 diferentes soluções (tratamentos), com objetivo de avaliar-se a qualidade microbiológica e físico-química ao longo de 17 dias de estocagem sob refrigeração (4 °C ± 1 °C). Os tratamentos utilizados foram: A: caldo de bacteriocinas produzidas pela bactéria Lactobacillus plantarum ATCC 8014; B: solução de ácido lático 6% v/v; C: solução de hipoclorito de sódio 5 mg/L; D: água destilada (controle). As amostras foram analisadas nos dias 0, 3, 6, 10, 13 e 17, quanto a: microbiológicos: contagem de coliformes a 45 °C; estafilococos coagulase positiva; Salmonella spp; Listeria spp; contagem de mesófilos anaeróbios; contagem de psicrófilos a 7 °C; físico-químicos: pH; bases voláteis totais (N-BVT) e acidez em solução normal. Ao final do experimento o tratamento A manteve a qualidade microbiológica aceitável para o consumo até o período entre o 7° dia e o 10° dia. Este resultado também pode ser alcançado pelo tratamento b, porém com uma acidificação do meio mais pronunciada (pH 4,06). Os valores de pH não variaram significativamente. Foram encontrados valores menores para os tratamentos B e A respectivamente, devido a acidificação das amostras em virtude da quantidade de ácido lático adicionado na solução do tratamento B e do ácido lático (em menor quantidade) produzido por Lactobacillus plantarum no caldo MRS para produção de bacteriocinas (tratamento A). Os valores de N-BVT mais elevados foram identificados nos tratamentos C e D, provavelmente devido a maior multiplicação bacteriana, causadora de deterioração precoce nas amostras e liberação do nitrogênio através das bases voláteis.Abstract : With the establishment of mariculture in Santa Catarina, the state reached a level of prominence in aquaculture production, positioning itself as a leader in production of oysters and mussels in Brazil and the second largest producer of shellfish in Latin America, Chile being the first. However the products of Santa Catarina mariculture still reach a regionalized and seasonal market. However, it is expected to expand the market by identifying new products, new conservation techniques, increase in production volume and adding value. The lactic acid bacteria (LAB) are microorganisms known to increase safety, preserve the quality, developing new flavors and improve the nutritional quality of foods by reducing the pH of the food, competition for nutrients and production of inhibitory metabolites (STILES, 1996), with emphasis on antimicrobial peptides called bacteriocins. The objective of this study was to evaluate the activity of bacteriocins produced by Lactobacillus plantarum ATCC 8014 in the physico-chemical and microbiological quality of Perna perna shucked mussels and chilled. Samples (150 grams) of shucked mussels were subjected to immersion in 4 different solutions (treatments), in order to evaluate the microbiological and physical-chemical quality over 17 days of storage under refrigeration (4 ° C ± 1 ° C ). The treatments were: A: broth of bacteriocins produced by Lactobacillus plantarum ATCC 8014; B: solution of lactic acid 6% v/v; C: sodium hypochlorite solution 5 mg/L; D: distilled water (control). The samples were analyzed on days 0, 3, 6, 10, 13 and 17, as: microbiological counts of: coliforms at 45 °C; coagulase-positive staphylococci; Salmonella spp; Listeria spp; anaerobic mesophilic count; psychrophiles at 7 ° C count; physical-chemical: pH, total volatile bases (TVB-N) and acidity in normal solution. At the end of the experiment, treatment A maintained the microbial quality acceptable for consumption until the period between the 7th day and 10th day. This result can also be achieved by treating b, but with a more pronounced acidification of the medium (pH 4.06). The pH values did not vary significantly. Found lower values for treatments B and A respectively, due to acidification of the samples because of the added amount of lactic acid in the treatment solution B and lactic acid (to a lesser extent) produced by Lactobacillus plantarum in MRS broth for the production of bacteriocins (treatment A). The TVB-N values were identified highest in the treatments C and D, probably due to increased bacterial growth, causing early deterioration in the samples and release of nitrogen through the volatile bases
The biology and culture of mussels of the genus Perna
This review covers the biology and ecology of the three genera of Perna: P. viridis, P. canaliculatus and P. perna. An overview is given of the technological status of culture systems with emphasis being laid on the description of advanced culture techniques such as raft and longline systems. Postharvest handling aspects for preservation of live and processed mussels are presented in detail and public health and economic aspects of the mussel culture industry are described.Mussel culture, Biology Perna
Avaliação do perfil dos ácidos graxos da série ômega 3 em mexilhões da espécie Perna-perna (L.) por cromatografia gasosa e espectrometria de massas
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Programa de Pós-Graduação em Química.Atualmente, muito tem se falado sobre os benefícios causados pela ingestão de lipídios contendo ácidos da família ômega-3, não apenas no que diz respeito à prevenção de doenças, mas também no sentido de manutenção das funções corpóreas. Com o objetivo de estudar a composição lipídica dos ácidos graxos em óleo de organismos marinhos, nesse trabalho é apresentada uma metodologia para preparar, identificar e determinar o percentual dos ácidos graxos presentes no óleo de mexilhões da espécie perna perna, coletados em diferentes períodos do ano, com o uso da cromatografia gasosa e a espectrometria de massas como técnicas analíticas. Foi dada ênfase na determinação dos ácidos graxos da família ômega-3 por causa de suas ações comprovadas no metabolismo humano. Os resultados obtidos permitiram criar um perfil para os ácidos ômega-3 e discutir algumas possíveis relações entre os percentuais desses ácidos e as variações de temperatura da água do mar, durante as coletas. Revelou-se com os resultados, que o perfil dos ácidos graxos dos mexilhões da espécie perna perna apresenta os ácidos: 14:0, 15:0, 16:0, 16:1 (n 6), 17:0, 18:0, 18:1 (n 9), 18:1 (n 7), 18:2 (n 6), 18:3 (n 3), 20:1 (n 9), 20:5 (n 3) e 22:6 (n 3). Foi encontrado uma quantidade significativa de ácidos ômega-3 (em torno de 29 à 42%), embora ocorra uma grande quantidade de alguns ácidos saturados
Produção de conserva de mexilhões (Perna perna) em embalagem flexível: avaliação sensorial e instrumental da textura
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos.O objetivo deste trabalho foi avaliar o efeito do processamento sobre a microbiologia e as propriedades texturais e sensoriais do mexilhão (Perna perna) armazenado em embalagem flexível (polietileno) a temperatura ambiente. As soluções variam na concentração de ácido lático e sal de cozinha (NaCl), onde cada variação foi chamada de ensaio, num total de nove ensaios. Após a imersão dos mexilhões na solução, os mesmos foram acondicionados em embalagem plástica termorresistente e seladas a vácuo. As embalagens foram imersas em água em ebulição por 30 minutos. A avaliação microbiológica dos mexilhões apresentaram limites aceitáveis para Coliformes totais, Salmonella spp e S. aureus, atendendo os limites estabelecidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Os resultados das bases voláteis totais após 90 dias de estocagem indicaram bom estado de conservação do produto, estando também abaixo do limite estabelecido pela legislação brasileira. As análises mostraram que o produto é próprio para o consumo humano. Os resultados da análise instrumental de textura foram comparados com o mexilhão pré-cozido. Para avaliar as características sensoriais do produto, foi realizado o teste de aceitação, com 25 consumidores, utilizando uma escala hedônica de nove pontos. A análise sensorial foi realizada com os ensaios 4, 5, 6, 7, 8 e 9 com 30 dias de estocagem, não havendo diferença significativa (p < 0,05) entre as amostras, com índice médio de aceitabilidade de 67,26 %
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