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O mexilhão Perna perna no Brasil: nativo ou exótico?
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura, Florianópolis, 2013.A mitilicultura no Brasil se baseia no cultivo do mexilhão Perna perna (Linnaeus, 1758), que é encontrado em todo o litoral brasileiro, sendo especialmente abundante do Espírito Santo a Santa Catarina. Nos últimos anos foi lançada a hipótese de que P. perna seja uma espécie exótica no litoral brasileiro. A hipótese baseia-se na análise da malacofauna de sítios arqueológicos. Todas as contestações levantadas não remetem a uma conclusão, pois precisam de estudos específicos, com metodologias claras, aliando arqueologia, ecologia e biologia molecular. O objetivo deste trabalho foi estudar a condição de nativo ou exótico do mexilhão Perna perna no Brasil, a partir de levantamento dos resultados em sítios arqueológicos, de técnicas moleculares e de datação de conchas com C14. A datação de conchas de P. perna do sítio arqueológico do Rio do Meio/Jurerê, Florianópolis/SC, indicou que as amostras têm a idade de 720±30 e 780±30 anos. O cálculo do tempo de divergência indicou que a separação das populações brasileiras e africanas ocorreu por volta de 200 mil anos. Os resultados apontam a presença da espécie no território brasileiro muito antes do descobrimento do Brasil pelos portugueses no ano de 1500, indicando que Perna perna é de fato uma espécie nativa.Abstract : The mussel farming in Brazil is based on brown mussel Perna perna (Linnaeus, 1758), which is found throughout the Brazilian coast, with especial abundance from Espírito Santo to Santa Catarina state. In recent years, it was suggested that Perna perna is an exotic species for the Brazilian coast. The hypothesis is based on the analysis of the zooarchaeology studies in archaeological sites of Brazil. All objections raised do not offer to a conclusion, because they need specific studies with clear methodology, combining archeology, ecology and molecular biology. The objective of this work was to study the condition of the brown mussel Perna perna in Brazil if native or exotic, from survey results in archaeological sites, molecular techniques and dating of shells with C14. The dating indicated that the shells were 720±30 and 780±30 years old, respectively. The calculation of divergence time indicated that the separation of the African and Brazilian mussel populations occurred around 200 thousand years ago. The results indicate the presence of the P. perna species in Brazilian territory long before the discovery of Brazil by the Portuguese in 1500, indicating that P. perna is actually a native species of Brazil
The biology and culture of mussels of the genus Perna
This review covers the biology and ecology of the three genera of Perna: P. viridis, P. canaliculatus and P. perna. An overview is given of the technological status of culture systems with emphasis being laid on the description of advanced culture techniques such as raft and longline systems. Postharvest handling aspects for preservation of live and processed mussels are presented in detail and public health and economic aspects of the mussel culture industry are described.Mussel culture, Biology Perna
Avaliação do perfil dos ácidos graxos da série ômega 3 em mexilhões da espécie Perna-perna (L.) por cromatografia gasosa e espectrometria de massas
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Físicas e Matemáticas. Programa de Pós-Graduação em Química.Atualmente, muito tem se falado sobre os benefícios causados pela ingestão de lipídios contendo ácidos da família ômega-3, não apenas no que diz respeito à prevenção de doenças, mas também no sentido de manutenção das funções corpóreas. Com o objetivo de estudar a composição lipídica dos ácidos graxos em óleo de organismos marinhos, nesse trabalho é apresentada uma metodologia para preparar, identificar e determinar o percentual dos ácidos graxos presentes no óleo de mexilhões da espécie perna perna, coletados em diferentes períodos do ano, com o uso da cromatografia gasosa e a espectrometria de massas como técnicas analíticas. Foi dada ênfase na determinação dos ácidos graxos da família ômega-3 por causa de suas ações comprovadas no metabolismo humano. Os resultados obtidos permitiram criar um perfil para os ácidos ômega-3 e discutir algumas possíveis relações entre os percentuais desses ácidos e as variações de temperatura da água do mar, durante as coletas. Revelou-se com os resultados, que o perfil dos ácidos graxos dos mexilhões da espécie perna perna apresenta os ácidos: 14:0, 15:0, 16:0, 16:1 (n 6), 17:0, 18:0, 18:1 (n 9), 18:1 (n 7), 18:2 (n 6), 18:3 (n 3), 20:1 (n 9), 20:5 (n 3) e 22:6 (n 3). Foi encontrado uma quantidade significativa de ácidos ômega-3 (em torno de 29 à 42%), embora ocorra uma grande quantidade de alguns ácidos saturados
Estudo da frequência de hemócitos micronucleados, induzidos pelo ácido ocadáico, em mexilhões Perna perna (Mollusca : Bivalvia) /
Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico.Algumas toxinas presentes naturalmente no ambiente marinho são capazes de induzir mutagenicidade e/ou carcinogenicidade. Entre essas toxinas, o ácido ocadáico (AO) vem despertando considerável interesse por ser genotóxico em baixas concentrações e por acumular-se em animais filtradores marinhos, inclusive naqueles utilizados na alimentação humana, representando assim um problema ambiental e de saúde pública. O principal objetivo desse trabalho foi avaliar a genotoxicidade do ácido ocadáico, através do estudo da freqüência de hemócitos micronucleados em mexilhões Perna perna. Este trabalho teve ainda como objetivos: a) verificar se a concentração de Prorocentrum lima ingerida pelos mexilhões interfere na genotoxicidade (de modo a ser detectada através da freqüência de hemócitos micronucleados); b) verificar, através do bioensaio com camundongos, a presença do ácido ocadáico nos hepatopâncreas dos mexilhões; e) realizar análises físico-químicas das águas dos locais de coleta e das águas utilizadas nos experimentos. Para os testes com o AO puro, utilizamos uma concentração de 0,3 mg de AO diluído em 10 ml de água ultra pura e etanol; para o experimento de alimentação dos mexilhões com células de Prorocentrum lima utilizamos concentrações de 200 células/L, 1000 células/L e 10000 células/L por animal. A análise estatística dos resultados das análises citológicas, realizada através do teste de Kruskal-Wallis, com um nível de significância de 5%, mostrou diferença significativamente maior na freqüência de hemócitos micronucleados no grupo exposto ao AO puro do que nos grupos controles. Também foi observada diferença significativa entre as freqüências de hemócitos micronucleados dos animais alimentados com as diferentes concentrações de P. lima e o grupo controle. Não foi possível detectar a presença do AO nos hepatopâncreas dos mexilhões alimentados com diferentes concentrações de Prorocentrum lima. Os resultados das análises físico -químicas das águas mostraram que todas estão dentro dos limites estabelecidos pela resolução 20/86 do CONAMA. Os resultados permitem demonstrar que a atividade genotóxica do AO, do modo como foi aqui empregado, pode ser detectada pelo teste do micronúcleo em hemócitos de mexilhões Perna perna. Em vista dos resultados aqui obtidos pode-se recomendar que este organismo e este teste sejam utilizados para a detecção precoce desta toxina no ambiente marinho, principalmente em locais de cultivo de mexilhões
Avaliação dos efeitos de um dieta à base de mexilhões Perna perna (Linné, 1758) em relação aos teores de colesterol, triglicerídeos e lipoproteínas em cobaias (Cavia porcellus)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias. Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Alimentos.Nos últimos anos, as doenças cardiovasculares têm-se constituído a principal causa de morte no Brasil e no mundo, sendo as enfermidades mais frequentes a aterosclerose, infarto do miocárdio e hipertensão. A eficácia da prevenção ou tratamento da aterosclerose depende da eliminação dos fatores de risco modificáveis, estando a alimentação inserida como um dos principais componentes da categoria estilo de vida que necessitam de intervenção. A ingestão de lipídeos totais e colesterol têm relação direta sobre o desenvolvimento da aterogênese. Segundo recentes estudos, os frutos do mar, em especial os mexilhões, contêm baixos teores de colesterol e uma grande proporção de ácidos graxos polinsaturados, dentre eles o w-3 relatado como protetor na redução do risco de doenças cardiovasculares. Os objetivos deste trabalho foram, determinar os teores de colesterol, triglicerídeos e ácidos graxos de mexilhões Perna perna da região de Florianópolis/SC e avaliar os efeitos de uma dieta à base de mexilhões em relação ao perfil lipídico (LDL-colesterol, VLDL-colesterol, HDL - colesterol , triglicerídeos e colesterol total) em cobaias Cavia porcellus, quando comparado à uma dieta tendo como fonte protéica a carne bovina. As cobaias foram divididas em 4 grupos(6 animais/grupo): 1.grupo zero (tempo zero do experimento); 2.grupo controle (dieta à base de caseína - AIN/93); 3.grupo carnes - recebendo dieta à base de carne bovina (AHA, II NCEP/1996) e 4.grupo mexilhões (dieta grupo carnes com substituição da carne bovina por mexilhões). Os animais foram anestesiados com éter etílico para a coleta das amostras de sangue através de punção cardíaca, no tempo zero e final do experimento após 12 horas de jejum. As análises de lipoproteínas, colesterol e triglicerídeos plasmáticos foram realizadas por método enzimático (Kit Labtest Diagnóstica e Wiener Lab). Os mexilhões foram analisados por HPLC (AOAC, 1989) para identificação do perfil de ácidos graxos. Não houve diferença em relação ao ganho de peso corporal e ingestão de alimentos entre os grupos após o experimento.Em relação ao perfil lipídico, os animais que receberam dieta contendo mexilhões, apresentaram valores de colesterol-total, triglicerídeos e LDL-colesterol menores do que os demais grupos, respectivamente 72,46 mg/dL, 81,19 mg/dL e 34,96 mg/dL.Para os valores de VLDL-colesterol e HDL-colesterol houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p< 0,05). Sugere-se portanto, que a ingestão de mexilhões não alterou o perfil lipídico em cobaias, possivelmente pelo seu teor de ácidos graxos polinsaturados (w-3) EPA (11,27%) e DHA (12,53%), apesar do elevado teor de colesterol (47,28 mg/100g). Assim, é possível a recomendação do consumo de mexilhões e incorporação em guias nutricionais para prevenção de doenças cardiovasculares desde que orientados em relação à quantidade, frequência de ingestão e modo de preparo deste alimento
Aplicação do CO2 para aumento da vida útil de mexilhão Perna perna (L) e Mytillus edulis: processo de pré-solubilização e acondicionamento sob atmosfera modificada ativa
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico, Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Alimentos, Florianópolis, 2014.O objetivo geral deste trabalho foi a utilização de diferentes técnicas para aumentar a vida útil do mexilhão cozido e resfriado, envolvendo a aplicação do CO2. Na primeira etapa, foi proposto um processo alternativo para os mexilhões, utilizando um sistema integrado de cozimento e resfriamento à vácuo, comparado ao método de cozimento e resfriamento tradicional, submerso em água, seguido do acondicionamento sob atmosfera modificada contendo 50% de CO2 e 50% de N2. A vida útil do produto foi avaliada através das propriedades físico-químicas e da embalagem, além da contagem microbiológica durante 25 dias a 3 °C. As amostras acondicionadas sob atmosfera modificada e submetidas ao processo alternativo de cozimento apresentaram propriedades físico-químicas inalteradas e contagem microbiana dentro dos padrões permitidos pela legislação para moluscos. A combinação dos dois processos mostrou-se efetivo contra exsudação da água do produto para a embalagem durante o período analisado. Na segunda etapa do trabalho, utilizou-se um aparato experimental para determinação da solubilidade do CO2 em mexilhão. Um planejamento experimental 23 com três pontos centrais foi montado para avaliar a influência da pressão, da temperatura e da relação gás/produto no processo de pré-solubilização do CO2. A solubilidade do CO2 na fase aquosa do produto foi obtida pela equação do gás ideal e por Equações de Estado. Foi observado maior influência da pressão e da relação gás/produto no processo de solubilização do CO2 no produto. O modelo matemático baseado na não idealidade mostrou bom ajuste aos dados experimentais. Os mexilhões apresentaram alta porosidade devido às redes de capilares presentes em sua estrutura, que foram capazes de reter a água no interior da carne. Na terceira etapa, foi estudado o efeito da pré solubilização do CO2 (soluble gas solubilization ? SGS) como pré-tratamento seguido do acondicionamento em atmosfera modificada (SGS+AM), em atmosfera modificada (AM) e em ar (AR) na vida útil de mexilhões cozidos armazenados a 3ºC por 25 dias. Houve decréscimo do pH para todas as amostras (SGS + AM, AR e AM) enquanto o conteúdo de água (%), CRA e firmeza (N.g-1) não mudaram significativamente com o tempo de armazenamento e com os tratamentos de envase. A presença do CO2 promoveu redução do pH e do conteúdo de água, aumento na firmeza, enquanto a CRA não foi influenciada. Nas embalagens com AM, o CO2 reduziu até o equilíbrio (51,6 ? 33,7 %), e mostraram colapso noxfilme de recobrimento na parte superior das bandejas, enquanto que as embalagens com SGS permaneceram constantes (72,5 %), provavelmente devido ao aumento da quantidade de CO2 na embalagem oriundo do CO2 dissolvido durante o tratamento SGS no produto. SGS + AM reduziram a contagem total de micro-organismos mesófilos e psicrotróficos, comparados aos tratamentos com ar e AM. A aplicação do SGS resultou em um efeito bacteriostático no produto aumentando a vida útil (19 dias) comparado com o envase com ar (5 dias) e AM (11 dias). Na quarta etapa, foram avaliados os efeitos do tratamento SGS seguidos pela alta pressão hidrostática (APH) na qualidade e na vida útil dos mexilhões cozidos, comparando com o produto envasado com vácuo (VAC) e o processo APH, armazenado a 3 °C durante 23 dias. O processo a APH promoveu aumento no pH dos mexilhões, enquanto que o tratamento SGS + APH reduziram o pH, devido ao efeito do CO2. A CRA e a firmeza não foram influenciadas pelos tratamentos aplicados. As amostras tratadas por APH e SGS + APH tiveram maior exsudação do que os mexilhões embalados a vácuo. As contagens totais de micro-organismos mesófilos e psicrotróficos permaneceram baixas para o tratamento SGS + APH (Abstract : The main objective of this work was the use of different techniques to increase the shelf life of cooked and cooled mussels involving the application of CO2. In the first step a study of the mussels' cooking alternative process using an integrated cooking and vacuum cooling and compared to the traditional method of cooking and cooling submerged in water was carried out, followed by packaging under modified atmosphere containing 50 % CO2 and 50 % N2. The shelf-life of the product was assessed by physicochemical and packaging and microbiological count for 25 days at 3 °C. The samples packed under modified atmosphere and subjected to alternative cooking process showed unchanged physicochemical properties and microbial count within the standards allowed by law for mollusks. The combination of the two processes was effective against exudation of water from the product to the packaging during the analysis period. In the second stage, was used an experimental apparatus to determine the solubility of CO2 in mussels. A 23 experimental design with three central points was performed to evaluate the influence of pressure, temperature and gas/product ratio in the CO2 solubilization process. The solubility of CO2 in the aqueous phase of the product was obtained by the ideal gas equation, and equation of state. At this stage the greatest influence on the pressure and gas/product ratio was observed in the solubility of CO2 in the product process. The mathematical model based on non-ideality was fitted to experimental data. The mussels had a high porosity due to capillary networks present in its structure have been able to retain water within the meat. In the third step, was studied the solubilizing effect of CO2 (soluble gas solubilization ? SGS) as pre-treatment followed by packaging under modified atmosphere (SGS + MA), in modified atmosphere packaging only (MA) in the shelf life of cooked mussels stored at 3 º C for 25 days. There was a decrease in pH for all samples (SGS + MA, AIR and MA), while water content (%), WHC and firmness (g- 1) did not change significantly with storage time and with packaging treatments. CO2 presence promoted reduction in pH and water content, increased firmness, while the WHC was not influenced notably. In MA packaging CO2 reduced until equilibrium (51.6 to 33.7 %) and showed higher cover deflation in the film, whereas the packaging SGS remained constant (72.5 %), probably by increasing the amount of CO2 in the package due to the dissolved CO2xiiduring SGS treatment. SGS + MA reduced the total count of mesophilic and psychrotrophic microorganisms, compared to treatments with air and MA. The application of SGS resulted in a bacteriostatic effect on increasing product shelf life (19 days) compared with the packaging with air (5 days) and MA (11 days). In the fourth step, the effects of treatment SGS followed by high hydrostatic pressure (HHP) on quality and shelf life of cooked mussels were evaluated by comparing with product packaged in vacuum (VAC), and the HHP process, stored at 3 °C for 23 days. The HHP process promoted an increase in pH of mussels, whereas treatment SGS + HHP reduced pH due to the CO2 effect. WHC and firmness were not affected by the treatments applied. In the HHP treated samples and SGS + HHP, exudation had greater than the vacuum packed mussels. The total counts of mesophilic and psychrotrophic microorganisms remained low for the treatment SGS + HHP (< 1 log cfu/g) whereas HHP achieved 3 log CFU/g in 20 days and VAC reached 6 log CFU/g in 13 days. Only SGS + HHP treatments were able to prolong the appearance and odor of the product as acceptable by storage (23 days) compared to the HHP treatment (13 days) and vacuum (VAC) 7 days. All proposed procedures applied to cooked mussels were able to increase the shelf-life of these products
Defesas celulares e sistema antioxidante em bivalves marinhos (Mytilus Edulis e Perna Perna) expostos a metais
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Bioquímica, Florianópolis, 2010As espécies reativas de oxigênio (ERO), metabólitos secundários do metabolismo do oxigênio, são moléculas geradas e reguladas constantemente pela célula. O aumento na sua produção pode levar a inúmeros processos patológicos, e para evitar esses efeitos tóxicos das ERO a célula conta com um complexo sistema de defesas celulares, incluindo defesas antioxidantes. Esse sistema é bem estudado e caracterizado em eucariotos mais complexos, como os mamíferos, e em eucariotos mais simples, como as leveduras, mas ainda pouco se sabe sobre esse sistema e sua regulação em invertebrados marinhos. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo estudar o sistema antioxidante de bivalves marinhos em situação de estresse oxidativo, e propor possíveis mecanismos de modulação e regulação redox nesses modelos animais. O trabalho foi dividido em dois experimentos: no primeiro, mexilhões azuis Mytilus edulis foram pré-expostos ao selênio (4µg/L) por 3 dias, e subseqüentemente expostos por mais 3 dias a cobre (56 µg/L). Neste experimento, objetivamos detectar se os efeitos oxidativos do cobre podem ser atenuados pela pré-exposição ao selênio. Vários parâmetros antioxidantes e de dano celular foram avaliados. Nesta primeira etapa, observou-se que o cobre causa oxidação de tióis protéicos (PSH) e inibição da enzima tioredoxina redutase (TrxR) na brânquia e induz danos no DNA em hemócitos. O selênio aumenta a atividade da enzima glutationa peroxidase dependente de selênio (GPx-Se) e os níveis de glutationa (GSH). Quando os animais são pré-expostos a selênio e expostos em seguida ao cobre, a pré-exposição ao selênio é capaz de neutralizar os efeitos deletérios desse metal, revertendo a oxidação dos PSH, evitando a indução de danos no DNA e revertendo parcialmente a inibição da TrxR. No segundo experimento, mexilhões Perna perna foram expostos por até 21 dias ao zinco (10 µM), um metal conhecido por afetar o metabolismo da glutationa. A exposição aguda (2 dias) ao zinco causou consumo de GSH e inibição da GR, porém estes valores retornam aos níveis basais após 7 e 21 dias de exposição. Os animais expostos por 7 e 21 dias ao zinco demonstram uma amplificação do sistema antioxidante, com aumento na atividade de diversas enzimas auxiliares (TrxR, GR) ou de detoxificação de ERO (catalase, glutationa peroxidase total, superóxido dismutase). Apesar disso, essa amplificação não impediu um aumento nos níveis de peróxidos citosólicos e nos índices de peroxidação lipídica evidenciados após a exposição por 7 ou 21 dias. O conjunto de dados desses dois experimentos demonstram a importância do sistema antioxidante para esses animais em situações de estresse oxidativo. O aumento dos níveis de GSH e da atividade da GPx-Se parecem ser uma importante via de proteção contra os danos oxidativos em mexilhões M. edulis, mediados pelo cobre. Já com relação ao zinco, o restabelecimento do metabolismo da glutationa, o qual é afetado pelo zinco, é fundamental para as células branquiais de mexilhões P. perna, o qual responde ao insulto oxidativo com uma forte resposta adaptativa de amplificação das defesas antioxidantes celulares
De causis haeresis proque eius exilio et concordia controversiarum in religione Haereticorum, Pontificiorum, & Poenitentium, Oratio ad Deum patrem
Authore Iodoco Harchio Montensi, medico Argentinensi ...Am Ende der Titelseite: "Ambrosius. Si non vis errare, sequere scripturas."Am Schluss vom gleichen Verfasser: De nativitate Christi carmenZur Druckerbestimmung vgl. Leandro Perini: La vita e i tempi di Pietro Perna. Roma 2002, Nr. 21
Citotoxicity of four types of resins used for removable denture bases: in vitro comparative analysis
Objective: To compare the cytotoxicity of four types of resins used for manufacturing denture bases. Method and Materials: 9 disk-shaped samples of four resin (two heat-polymerized, one auto-polymerized, and one light-polymerized), 9 samples of glass (negative control) and 9 samples of lead (positive control) were made according to the manufacturer instructions. The materials were tested by contact with BALB/C 3T3 fibroblast cells. Each sample was tested after 24, 48 and 72 hours. The cellular vitality was verified through spectrophotometric analysis of the solution where the colour is directly related to the amount of metabolically active and living cells. The results were analyzed through the one way variance analysis (ANOVA) in order to evaluate significant differences in the behaviour of the resins at 24, 48 and 72 hours. When a significant difference was present, the Games/Howell test for multiple comparisons was used. The significativity level was fixed at p≤0,05. Results: The auto-polymerized resin showed the lowest values of cellular vitality (57%) during the first 24 hours, similar to the positive controls (lead) (p>0.05). The light-polymerized resin and the negative control (glass) were so compatible with the cellular carpet that all their values did not show statistically significant differences in any of the three periods of time considered (p>0.05), and their cellular vitality values almost reached the 100%. Conclusion: The autopolymerized resin showed the major cytotoxicity; the light-polymerized resin, instead, showed an optimal biocompatibility due to the absence of free monomer from its chemical composition
Determination of Marine Biotoxins Contamination Level of Mussel (Perna Perna) (Linne, 1758) from the Mamelles Bay, Dakar
This study evaluating marine biotoxins contamination level of mussel (Perna Perna) in the Mamelles Bay (Ouakam) of Dakar is the first report in Senegal. It took place over one year (from March 2018 to February 2019). Liquid chromatography with mass spectrometry (LC-MS-MS) reference method (Regulation (EC) 15/2011 of 10 January 2011) was used to quantify marine biotoxins. Okadaic acid (OA) and its esters are the most problematic of all the researched biotoxins. They are present throughout most of the year, except September and November, with an average monthly concentration of 163 µg/kg, slightly above the regulatory limit (160 µg/kg). The sanitary status of the mussel shows two peaks of contamination, the first of which occurs in the rainy season (August) and the second in the cold season (December), with values equal to 654 and 802 µg/kg respectively 4 to 5 times higher than the regulatory threshold set by Regulation (EC) No 853/2004 of 29 April 2004 supplemented by Regulation (EU) No 786/2013 amending its Annex III and Senegalese Order No 07951 of 12 May 2017. These two peaks coincide with (i) the wintering period, marked by continental land- based inputs due to rainwater runoff, but also with the temperature rise, or (ii) the cold period with the appearance of upwelling (upwelling of cold water, rich in nutrient salts). In addition to the chemical analyses carried out on the mussel, the research work on phytoplankton and the surveys of physicochemical parameters carried out on the water at the collection site show (i) the existence of toxic algae of the Dinophysis genus and Gambierdiscus, in June, i.e., one to two months before the first peak of contamination of the Perna perna by AO; (ii) also a coincidence between the appearance of these phenomena and variations in surface water temperature and salinity, which are determining factors in the appearance and development of harmful algal blooms. Concerning the other biotoxins investigated, in particular AZA and yessotoxins, it was noted that AZA was absent throughout the year, unlike yessotoxins, which were found in the flesh of Perna perna at concentrations below the regulatory limit set at 3750 µg/kg. The maximum being 51 µg/kg obtained in June, i.e., 73 times lower than the regulatory threshold. In the light of the results obtained, it appears that the periods of high contamination are the winter period and the upwelling period, which could lead to closure measures to guarantee the safety of the mussels. It would be interesting to extend the study to all other bivalve mollusks and gastropods, to carry out an inventory and quantify the toxic microalgae present in the water. To this end, the effectiveness of purification techniques would be testedPublishedReferee
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