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D. Filipe II de cognome «O Pio»
Nesta biografia de Filipe II de Portugal (1578-1621) traçam-se as principais etapas da vida deste monarca, sem esquecer o seu contexto de governante da Monarquia Católica. Era um espaço amplo e diferenciado com o qual Portugal interagia de forma mais ou menos imediata neste período e apesar das suas especificidades.
Tenta-se entender a imagem «de pio» que se procurou colar a este monarca. Muito religioso, como fora seu pai e outros governantes da Europa Católica da época, Filipe II encontrou neste epíteto uma marca. Tal etiqueta fora intencionalmente forjada na época. Os reis precisavam disso. De outra forma, a sua memória não perduraria com a mesma eficácia. E que mais convinha a uma Monarquia Católica em tempos de profundos conflitos de raiz religiosa nas Províncias Unidas e na Alemanha, para referir apenas os mais contundentes? Não seria por acaso que o episódio da expulsão dos mouriscos de Espanha seria dos mais propalados do seu reinado, mesmo em Portugal.
Quarto príncipe jurado em vida de seu pai, doentio na infância e adolescência, marcado por um pai dominador e pouco crente no filho são tudo aspectos que à partida não seriam de esperar no sucessor da mais poderosa monarquia do seu tempo.
Apesar das promessas, D. Filipe em Portugal só apareceu de visita durante alguns meses de 1619. Fez entradas régias em várias localidades que tiveram marcas de singularidade em relação ao que a tradição ditava. Excluída esta micro-conjuntura política, que foi também ela muito complexa, a ausência do rei era a nota dominante. Os portugueses sentiam muito a falta do monarca. Era uma realidade à qual tinha dificuldades em se habituar.
Que traços singularizaram de facto este soberano, em particular na sua qualidade de rei de Portugal? Como se diferenciou de outros governantes contemporâneos? Por que motivos
Testemunhar e ser testemunha em processos de habilitação (Portugal, século XVIII)
Estudo de: 1) perfil social de quem habitualmente testemunhava nas habilitações do Santo Ofício; 2) padrão de depoimentos; 3) modalidades de selecção das testemunhas e poder dos comissário. Fazem-se comparações com os procedimentos noutras instituições, designadamente com as Ordens Militares
Ter e fazer prova da honra
Análise das implicações sociais, institucionais e políticas da cultura da habilitação que se consolida na Península Ibérica neste período e que é transportada para as sociedades dos impérios hispânicos, onde sofre pequenos ajuste
Honra e sociedade no mundo ibérico e ultramarino: Inquisição e Ordens Militares (séculos XVI-XIX)
A obsessão pela limpeza de sangue e pela honra que caracterizou as sociedades ibéricas do Antigo Regime provocou o desenvolvimento de uma cultura da habilitação. Não bastava ter honra e nobreza. Era fundamental provar que se possuíam tais atributos, mesmo para quem se habitava no espaço extra-Europeu.
As Ordens Militares e as Inquisições foram duas das entidades que mais se especializaram na tarefa de apurar a honra. As suas práticas foram por vezes copiadas e imitadas por outras instituições, tanto eclesiásticas como seculares.
O presente livro centra-se no estudo dos membros do Santo Ofício e das Ordens Militares, como agentes incumbidos de averiguar a honra dos outros, mas, ao mesmo tempo, como indivíduos que, também eles, tinham de provar a sua própria honra. Estudam-se, igualmente, as práticas quotidianas do apuramento da limpeza de sangue / ofícios e os vários entendimentos e até transgressões das normas estabelecidas. Tudo isto é antecedido por um revisitar das questões historiográficas e metodológicas que têm pautado as pesquisas sobre as temáticas propostas
Monográfico: los “Grupos Intermedios” en la Historia Moderna Europea : Presentación
Los grupos situados entre la base del estamento nobiliario y los estratos superiores del pueblo llano vienen despertando cada vez mayor atención, sea para conocer los orígenes más distantes de la clase media, sea para enfrentar los problemas que implica el concepto de burguesía aplicado a sociedades preindustriales, o por la curiosidad en torno a las dinámicas sociales del Antiguo Régimen. Así, en los últimos veinte años, se han hecho cada vez más patentes nuestras carencias en el conocimiento de los grupos intermedios en las sociedades ibéricas de este período. Prueba positiva de ello es el interés que este sector genera hoy entre modernistas especializados en la historia social, a menudo a través de varios proyectos de investigación. En parte, este dossier está directamente asociado a uno de ellos
As Gazetas Manuscritas da Biblioteca Pública de Évora
Edição crítica das Gazetas Manuscritas de 1735 a 1737 e das Adições disponíveis para este período. A edição procura também assinalar as mudanças de grafia nos originais. Apresenta índices analíticos muito desenvolvidos
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Da comunicação ao sistema de informação: o Santo Ofício e o Algarve (1700-1750)
O objeto desta dissertação centra-se no estudo do sistema de informação do Santo Oficio. Mais concretamente, nas relações de comunicação entre o tribunal de Évora e o território mais distante, jurisdicionalmente, sob o seu domínio, o Algarve, no período compreendido entre 1700 e 1750. Pretende-se avaliar o papel deste espaço na gestão da informação protagonizada por aquele tribunal de distrito e a importância dos mecanismos utilizados para o controlo desse mesmo território. Importará conhecer, assim, os procedimentos administrativos diligenciados pela rede de agentes e auxiliares ao serviço do Santo Ofício como canais de produção, distribuição e circulação da massa documental. Por fim, conhecer as formas de organização, controlo e acesso informacionais aplicados pela inquisição para a gestão da sua estrutura organizacional. /Abstract: This dissertation focus on the study of the information system of the Holy Office, more precisely on the communication relations between the Inquisition of Évora and the Algarve, the furthest jurisdictional territory under its rule, between 1700 and 1750. We aim at evaluating the role played by this area in the management of the information given by that District Court and the importance of the mechanisms used to control that same territory. lt will be important to know the administrative procedure taken by the net of agents and assistants at the service of the Holy Office who acted as channels of production, distribution and circulation of documents. Lastly it is also important to know the ways in which the Inquisition organized, controlled and had access to information in order to manage its organizational structure
Gazetas Manuscritas da Biblioteca Pública de Évora. Vol. 1 (1729-1731)
Na Europa do Antigo Regime, os periódicos manuscritos foram uma das formas usadas para a circulação de notícias. Porque escapavam à censura, eram mais livres e mais rápidos do que as gazetas impressas coevas. Em Portugal, as folhas manuscritas podiam abordar temas da corte ou das províncias, podiam dar notícias de crimes e de casamentos, projectando e partilhando as conversas, a correspondência entre as elites e os rumores. Reproduzindo no essencial a forma de uma gazeta, estes folhetos eram copiados e enviados para vários pontos do Reino, contendo informação diversa – em particular sobre a sociedade e a cultura Setecentista –, difícil de encontrar noutras fontes. Para o estudioso da época, são textos fundamentais. O primeiro exemplar português que conhecemos intitula-se “Diario de Lisboa 9 de Agosto de 1729” e é agora dado à estampa, junto com a sequência de exemplares até ao final de 1731. Um conjunto guardado na Biblioteca Pública de Évora, que se espera continuar a transcrever e a editar. Imagem da capa: BPE, Cód. CIV/ 1-5 d, fl. 97
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