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The embrace of debt : an ethnography of the indebtedness of the working class in Vitoria (Brazil, Espirito Santo), within and beyond the favelas
Cette thèse vise à analyser les effets de l'expansion du crédit sur les milieux populaires brésiliens. Elle repose sur l'ethnographie des circulations de dettes au sein et au-delà de trois favelas de Vitoria (Espirito Santo). Pour la réaliser, j'ai habité dans trois familles et joué dans les équipes de football locales pendant 14 mois, répartis entre 2016 et 2021. A l'inverse de l'époque de croissance et de création d'emplois formels qui contribue au boom du crédit de 2003 à 2014, la conjoncture économique se dégrade depuis la récession économique (2014-2015) jusqu'à la pandémie de Covid-19 (2020-2022). Les familles sont confrontées à la baisse des revenus du travail, au poids croissant des dettes et des intérêts ainsi qu'à l'inflation des denrées alimentaires. Dans le même temps, les institutions financières enregistrent des profits élevés grâce au ciblage du crédit sur les milieux populaires qui l'utilisent pour financer les dépenses de logement, d'alimentation et de santé. Les contradictions entre la reproduction sociale des familles et l'accumulation financière s'intensifient donc au cours de cette période. Comment l'exacerbation de ce paradoxe socio-reproductif (Fraser, 2017) peut-elle être atténuée ? Qui paie le coût de ce paradoxe en termes de travail gratuit, de fatigue mentale et émotionnelle ? Comment les familles parviennent-elles à « joindre les deux bouts » ? A quel point le train de la reproduction sociale des familles se contracte pour dégager toujours plus de quoi assurer la reproduction de l'économie financière ? Pour répondre à ces questions, l'ethnographie met en évidence deux explications possibles. La première concerne l'amplification des dépendances intergénérationnelles. Sous l'effet des politiques sociales et de crédit du début des années 2000 (Lavinas, 2017), les personnes âgées sont devenues les pourvoyeurs de revenus et de crédits d'un certain nombre de leurs enfants et de leurs petits-enfants. Pour compenser l'appauvrissement des familles, elles jonglent entre de multiples dettes et s'activent au sein et au-delà de la maison pour dégager des revenus supplémentaires, destinés au paiement des dettes. Ce travail de la dette et pour la dette est polarisé chez les femmes (Guérin, 2022), notamment les grands-mères. En même temps qu'il protège et concrétise les aspirations de leurs proches, il contribue de manière essentielle à la reproduction de l'accumulation financière. Pour « tenir », les familles mobilisent également des stratégies et des dispositifs de temporisation du paiement des dettes. L'ethnographie souligne la capacité des débiteurs à jouer sur le temps en retardant le paiement des dettes domestiques et de certaines dettes de proximité. Elle explore aussi les foires de renégociation des dettes au cours desquelles débiteurs et créditeurs s'accordent sur le rééchelonnement des dettes, impayables en l'état actuel, sur une période allongée. Un nouveau compromis sur le temps est alors scellé. Les foires permettent de desserrer l'étreinte financière tout en renouvelant les liens de clientèle et les contrats de crédit. Elles contribuent donc à la réintégration des débiteurs au sein du gouvernement par la dette au sens où leur temps sera à nouveau contrôlé par la dette (Lazzarato, 2012).This thesis aims to analyze the effects of the expansion of consumer credit since the beginning of the 2000s in Brazil. It is based on the ethnography of the circulation of debts within the working class of Vitoria (Espirito Santo). In order to carry it out, I lived in three families, from neighboring favelas, and played in the local soccer teams for 14 months, spread out between February 2016 and February 2021. In contrast to the era of growth and formal job creation that contributed to the credit boom from 2003 to 2014, economic conditions deteriorate between the economic recession (2014-2015) and the Covid-19 pandemic (2020-2022). Brazilian families are then faced with declining labor incomes, growing debt burdens and food inflation. At the same time, financial institutions are recording high profits thanks to the targeting of credit to the working class, who use it to finance housing, food and health expenses. The period 2016 and 2021 thus reflects an exacerbation of the socio-reproductive paradox (Fraser, 2017), due to the sharpening of the contradictions between the social reproduction of families and financial accumulation. How do families manage to "make ends meet"? How is the contradiction between financial accumulation and social reproduction mitigated? Who pays the cost of this paradox in terms of free labor, mental and emotional fatigue? At what point does the train of social reproduction of families contract in order to free up more and more money for the reproduction of the financial economy? To show how families "hold on", ethnography highlights two possible explanations. The first is to analyze the amplification of intergenerational dependencies. As a result of the social and credit policies of the early 2000s (Lavinas, 2017), the elderly became the income and credit providers for a number of their children and grandchildren. To compensate for impoverished families, they juggle multiple debts and work within and beyond the home to generate additional income to pay off debts. This work of and for debt is polarized among women (Guérin, 2022), especially grandmothers. At the same time as it protects and fulfils the aspirations of their relatives, it contributes in an essential way to the reproduction of financial accumulation. In order to "hold on," families also mobilize strategies and devices for delaying the payment of debts. The ethnography highlights the ability of debtors to play with time by delaying the payment of debts and certain local debts. It follows the path of debts, from the favelas and the counter of the main credit institution to the debt renegotiation fairs. During these events, debtors and creditors agree on the rescheduling of debts, unpayable in their current state, over an extended period. A new compromise on time is then sealed. The fairs allow for the loosening of financial constraints while renewing customer relationships and credit contracts. They thus contribute to the reintegration of debtors into the "government by debt" in the sense that their time will once again be controlled by debt (Lazzarato, 2012). However, this process remains uncertain and laborious given the burden of debt and the fall in labor income amplified by the Covid-19 pandemic.Esta tese tem como objetivo analisar os efeitos da expansão do crédito ao consumo desde o início dos anos 2000 no Brasil. Baseia-se na etnografia da circulação das dívidas dentro das camadas populares de Vitória (Espirito Santo). Para realizar esse estudo, morei com três famílias de favelas vizinhas e joguei em times de futebol locais durante 14 meses, entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2021. Em contraste com a era de crescimento e criação de empregos formais que contribuiu para o boom do crédito de 2003 a 2014, a situação econômica se deteriora entre a recessão econômica (2014-2015) e a pandemia da Covid-19 (2020-2022). As famílias brasileiras enfrentam a diminuição da renda do trabalho, o aumento das dívidas e dos juros assim que o aumento do custo da cesta basica. Ao mesmo tempo, as instituições financeiras estão obtendo altos lucros graças ao direcionamento do crédito para a « populaçao de baixa renda » que o utiliza para financiar despesas com moradia, alimentação e saúde. O período de 2016 e 2021 testemunha assim uma exacerbação do paradoxo sócio-reprodutivo (Fraser, 2017), à medida que se acentuam as contradições entre a reprodução social das famílias e a acumulação financeira. Como é que as famílias conseguem "pagar as contas"? Como é mitigada a contradição entre a acumulação financeira e a reprodução social? Quem paga o custo deste paradoxo em termos de trabalho gratuito, cansaço mental e emocional? Em que medida o trem da reprodução social das famílias está se contraindo para proporcionar cada vez mais a reprodução da economia financeira? Para mostrar como as famílias conseguem se manter, a etnografia destaca duas explicações possíveis. A primeira é analisar a amplificação das dependências intergeracionais. Como resultado das políticas sociais e de crédito do início dos anos 2000 (Lavinas, 2017), os idosos tornaram-se os provedores de renda e crédito para vários de seus filhos e netos. Para compensar o empobrecimento das famílias, eles fazem malabarismos com dívidas múltiplas e trabalham dentro e fora de casa para gerar renda adicional para pagar as dívidas. Este trabalho de e para a dívida é polarizado entre as mulheres (Guérin, 2022), especialmente entre as avós. Ao mesmo tempo em que protege e satisfaz as aspirações de seus parentes, ele é esencial para a reprodução da acumulação financeira. A fim de "segurar", as famílias também mobilizam estratégias e dispositivos para atrasar o pagamento das dívidas. A etnografia destaca a capacidade dos devedores de jogar com o tempo, atrasando o pagamento das dívidas de casa e certas dívidas locais. Ela segue o caminho das dívidas desde a favela e a principal instituição de crédito contrária até as feiras de renegociação de dívidas. Nesses eventos, devedores e credores concordam com o reescalonamento de dívidas, que são impagáveis em seu estado atual, durante um período prolongado. Um novo compromisso no tempo é então selado. As feiras permitem que o estrangulamento financeiro seja afrouxado enquanto se renovam as relações com os clientes e os contratos de crédito. Eles contribuem assim para a reintegração dos devedores no "governo por dívida" no sentido de que seu tempo será novamente controlado pela dívida (Lazzarato, 2012)
O abraço da divida : uma etnografia do endividamento das camadas populares em Vitória (Brasil, Espirito Santo), dentro e além das favelas
This thesis aims to analyze the effects of the expansion of consumer credit since the beginning of the 2000s in Brazil. It is based on the ethnography of the circulation of debts within the working class of Vitoria (Espirito Santo). In order to carry it out, I lived in three families, from neighboring favelas, and played in the local soccer teams for 14 months, spread out between February 2016 and February 2021. In contrast to the era of growth and formal job creation that contributed to the credit boom from 2003 to 2014, economic conditions deteriorate between the economic recession (2014-2015) and the Covid-19 pandemic (2020-2022). Brazilian families are then faced with declining labor incomes, growing debt burdens and food inflation. At the same time, financial institutions are recording high profits thanks to the targeting of credit to the working class, who use it to finance housing, food and health expenses. The period 2016 and 2021 thus reflects an exacerbation of the socio-reproductive paradox (Fraser, 2017), due to the sharpening of the contradictions between the social reproduction of families and financial accumulation. How do families manage to "make ends meet"? How is the contradiction between financial accumulation and social reproduction mitigated? Who pays the cost of this paradox in terms of free labor, mental and emotional fatigue? At what point does the train of social reproduction of families contract in order to free up more and more money for the reproduction of the financial economy? To show how families "hold on", ethnography highlights two possible explanations. The first is to analyze the amplification of intergenerational dependencies. As a result of the social and credit policies of the early 2000s (Lavinas, 2017), the elderly became the income and credit providers for a number of their children and grandchildren. To compensate for impoverished families, they juggle multiple debts and work within and beyond the home to generate additional income to pay off debts. This work of and for debt is polarized among women (Guérin, 2022), especially grandmothers. At the same time as it protects and fulfils the aspirations of their relatives, it contributes in an essential way to the reproduction of financial accumulation. In order to "hold on," families also mobilize strategies and devices for delaying the payment of debts. The ethnography highlights the ability of debtors to play with time by delaying the payment of debts and certain local debts. It follows the path of debts, from the favelas and the counter of the main credit institution to the debt renegotiation fairs. During these events, debtors and creditors agree on the rescheduling of debts, unpayable in their current state, over an extended period. A new compromise on time is then sealed. The fairs allow for the loosening of financial constraints while renewing customer relationships and credit contracts. They thus contribute to the reintegration of debtors into the "government by debt" in the sense that their time will once again be controlled by debt (Lazzarato, 2012). However, this process remains uncertain and laborious given the burden of debt and the fall in labor income amplified by the Covid-19 pandemic.Cette thèse vise à analyser les effets de l'expansion du crédit sur les milieux populaires brésiliens. Elle repose sur l'ethnographie des circulations de dettes au sein et au-delà de trois favelas de Vitoria (Espirito Santo). Pour la réaliser, j'ai habité dans trois familles et joué dans les équipes de football locales pendant 14 mois, répartis entre 2016 et 2021. A l'inverse de l'époque de croissance et de création d'emplois formels qui contribue au boom du crédit de 2003 à 2014, la conjoncture économique se dégrade depuis la récession économique (2014-2015) jusqu'à la pandémie de Covid-19 (2020-2022). Les familles sont confrontées à la baisse des revenus du travail, au poids croissant des dettes et des intérêts ainsi qu'à l'inflation des denrées alimentaires. Dans le même temps, les institutions financières enregistrent des profits élevés grâce au ciblage du crédit sur les milieux populaires qui l'utilisent pour financer les dépenses de logement, d'alimentation et de santé. Les contradictions entre la reproduction sociale des familles et l'accumulation financière s'intensifient donc au cours de cette période. Comment l'exacerbation de ce paradoxe socio-reproductif (Fraser, 2017) peut-elle être atténuée ? Qui paie le coût de ce paradoxe en termes de travail gratuit, de fatigue mentale et émotionnelle ? Comment les familles parviennent-elles à « joindre les deux bouts » ? A quel point le train de la reproduction sociale des familles se contracte pour dégager toujours plus de quoi assurer la reproduction de l'économie financière ? Pour répondre à ces questions, l'ethnographie met en évidence deux explications possibles. La première concerne l'amplification des dépendances intergénérationnelles. Sous l'effet des politiques sociales et de crédit du début des années 2000 (Lavinas, 2017), les personnes âgées sont devenues les pourvoyeurs de revenus et de crédits d'un certain nombre de leurs enfants et de leurs petits-enfants. Pour compenser l'appauvrissement des familles, elles jonglent entre de multiples dettes et s'activent au sein et au-delà de la maison pour dégager des revenus supplémentaires, destinés au paiement des dettes. Ce travail de la dette et pour la dette est polarisé chez les femmes (Guérin, 2022), notamment les grands-mères. En même temps qu'il protège et concrétise les aspirations de leurs proches, il contribue de manière essentielle à la reproduction de l'accumulation financière. Pour « tenir », les familles mobilisent également des stratégies et des dispositifs de temporisation du paiement des dettes. L'ethnographie souligne la capacité des débiteurs à jouer sur le temps en retardant le paiement des dettes domestiques et de certaines dettes de proximité. Elle explore aussi les foires de renégociation des dettes au cours desquelles débiteurs et créditeurs s'accordent sur le rééchelonnement des dettes, impayables en l'état actuel, sur une période allongée. Un nouveau compromis sur le temps est alors scellé. Les foires permettent de desserrer l'étreinte financière tout en renouvelant les liens de clientèle et les contrats de crédit. Elles contribuent donc à la réintégration des débiteurs au sein du gouvernement par la dette au sens où leur temps sera à nouveau contrôlé par la dette (Lazzarato, 2012).Esta tese tem como objetivo analisar os efeitos da expansão do crédito ao consumo desde o início dos anos 2000 no Brasil. Baseia-se na etnografia da circulação das dívidas dentro das camadas populares de Vitória (Espirito Santo). Para realizar esse estudo, morei com três famílias de favelas vizinhas e joguei em times de futebol locais durante 14 meses, entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2021. Em contraste com a era de crescimento e criação de empregos formais que contribuiu para o boom do crédito de 2003 a 2014, a situação econômica se deteriora entre a recessão econômica (2014-2015) e a pandemia da Covid-19 (2020-2022). As famílias brasileiras enfrentam a diminuição da renda do trabalho, o aumento das dívidas e dos juros assim que o aumento do custo da cesta basica. Ao mesmo tempo, as instituições financeiras estão obtendo altos lucros graças ao direcionamento do crédito para a « populaçao de baixa renda » que o utiliza para financiar despesas com moradia, alimentação e saúde. O período de 2016 e 2021 testemunha assim uma exacerbação do paradoxo sócio-reprodutivo (Fraser, 2017), à medida que se acentuam as contradições entre a reprodução social das famílias e a acumulação financeira. Como é que as famílias conseguem "pagar as contas"? Como é mitigada a contradição entre a acumulação financeira e a reprodução social? Quem paga o custo deste paradoxo em termos de trabalho gratuito, cansaço mental e emocional? Em que medida o trem da reprodução social das famílias está se contraindo para proporcionar cada vez mais a reprodução da economia financeira? Para mostrar como as famílias conseguem se manter, a etnografia destaca duas explicações possíveis. A primeira é analisar a amplificação das dependências intergeracionais. Como resultado das políticas sociais e de crédito do início dos anos 2000 (Lavinas, 2017), os idosos tornaram-se os provedores de renda e crédito para vários de seus filhos e netos. Para compensar o empobrecimento das famílias, eles fazem malabarismos com dívidas múltiplas e trabalham dentro e fora de casa para gerar renda adicional para pagar as dívidas. Este trabalho de e para a dívida é polarizado entre as mulheres (Guérin, 2022), especialmente entre as avós. Ao mesmo tempo em que protege e satisfaz as aspirações de seus parentes, ele é esencial para a reprodução da acumulação financeira. A fim de "segurar", as famílias também mobilizam estratégias e dispositivos para atrasar o pagamento das dívidas. A etnografia destaca a capacidade dos devedores de jogar com o tempo, atrasando o pagamento das dívidas de casa e certas dívidas locais. Ela segue o caminho das dívidas desde a favela e a principal instituição de crédito contrária até as feiras de renegociação de dívidas. Nesses eventos, devedores e credores concordam com o reescalonamento de dívidas, que são impagáveis em seu estado atual, durante um período prolongado. Um novo compromisso no tempo é então selado. As feiras permitem que o estrangulamento financeiro seja afrouxado enquanto se renovam as relações com os clientes e os contratos de crédito. Eles contribuem assim para a reintegração dos devedores no "governo por dívida" no sentido de que seu tempo será novamente controlado pela dívida (Lazzarato, 2012)
O abraço da divida : uma etnografia do endividamento das camadas populares em Vitória (Brasil, Espirito Santo), dentro e além das favelas
This thesis aims to analyze the effects of the expansion of consumer credit since the beginning of the 2000s in Brazil. It is based on the ethnography of the circulation of debts within the working class of Vitoria (Espirito Santo). In order to carry it out, I lived in three families, from neighboring favelas, and played in the local soccer teams for 14 months, spread out between February 2016 and February 2021. In contrast to the era of growth and formal job creation that contributed to the credit boom from 2003 to 2014, economic conditions deteriorate between the economic recession (2014-2015) and the Covid-19 pandemic (2020-2022). Brazilian families are then faced with declining labor incomes, growing debt burdens and food inflation. At the same time, financial institutions are recording high profits thanks to the targeting of credit to the working class, who use it to finance housing, food and health expenses. The period 2016 and 2021 thus reflects an exacerbation of the socio-reproductive paradox (Fraser, 2017), due to the sharpening of the contradictions between the social reproduction of families and financial accumulation. How do families manage to "make ends meet"? How is the contradiction between financial accumulation and social reproduction mitigated? Who pays the cost of this paradox in terms of free labor, mental and emotional fatigue? At what point does the train of social reproduction of families contract in order to free up more and more money for the reproduction of the financial economy? To show how families "hold on", ethnography highlights two possible explanations. The first is to analyze the amplification of intergenerational dependencies. As a result of the social and credit policies of the early 2000s (Lavinas, 2017), the elderly became the income and credit providers for a number of their children and grandchildren. To compensate for impoverished families, they juggle multiple debts and work within and beyond the home to generate additional income to pay off debts. This work of and for debt is polarized among women (Guérin, 2022), especially grandmothers. At the same time as it protects and fulfils the aspirations of their relatives, it contributes in an essential way to the reproduction of financial accumulation. In order to "hold on," families also mobilize strategies and devices for delaying the payment of debts. The ethnography highlights the ability of debtors to play with time by delaying the payment of debts and certain local debts. It follows the path of debts, from the favelas and the counter of the main credit institution to the debt renegotiation fairs. During these events, debtors and creditors agree on the rescheduling of debts, unpayable in their current state, over an extended period. A new compromise on time is then sealed. The fairs allow for the loosening of financial constraints while renewing customer relationships and credit contracts. They thus contribute to the reintegration of debtors into the "government by debt" in the sense that their time will once again be controlled by debt (Lazzarato, 2012). However, this process remains uncertain and laborious given the burden of debt and the fall in labor income amplified by the Covid-19 pandemic.Cette thèse vise à analyser les effets de l'expansion du crédit sur les milieux populaires brésiliens. Elle repose sur l'ethnographie des circulations de dettes au sein et au-delà de trois favelas de Vitoria (Espirito Santo). Pour la réaliser, j'ai habité dans trois familles et joué dans les équipes de football locales pendant 14 mois, répartis entre 2016 et 2021. A l'inverse de l'époque de croissance et de création d'emplois formels qui contribue au boom du crédit de 2003 à 2014, la conjoncture économique se dégrade depuis la récession économique (2014-2015) jusqu'à la pandémie de Covid-19 (2020-2022). Les familles sont confrontées à la baisse des revenus du travail, au poids croissant des dettes et des intérêts ainsi qu'à l'inflation des denrées alimentaires. Dans le même temps, les institutions financières enregistrent des profits élevés grâce au ciblage du crédit sur les milieux populaires qui l'utilisent pour financer les dépenses de logement, d'alimentation et de santé. Les contradictions entre la reproduction sociale des familles et l'accumulation financière s'intensifient donc au cours de cette période. Comment l'exacerbation de ce paradoxe socio-reproductif (Fraser, 2017) peut-elle être atténuée ? Qui paie le coût de ce paradoxe en termes de travail gratuit, de fatigue mentale et émotionnelle ? Comment les familles parviennent-elles à « joindre les deux bouts » ? A quel point le train de la reproduction sociale des familles se contracte pour dégager toujours plus de quoi assurer la reproduction de l'économie financière ? Pour répondre à ces questions, l'ethnographie met en évidence deux explications possibles. La première concerne l'amplification des dépendances intergénérationnelles. Sous l'effet des politiques sociales et de crédit du début des années 2000 (Lavinas, 2017), les personnes âgées sont devenues les pourvoyeurs de revenus et de crédits d'un certain nombre de leurs enfants et de leurs petits-enfants. Pour compenser l'appauvrissement des familles, elles jonglent entre de multiples dettes et s'activent au sein et au-delà de la maison pour dégager des revenus supplémentaires, destinés au paiement des dettes. Ce travail de la dette et pour la dette est polarisé chez les femmes (Guérin, 2022), notamment les grands-mères. En même temps qu'il protège et concrétise les aspirations de leurs proches, il contribue de manière essentielle à la reproduction de l'accumulation financière. Pour « tenir », les familles mobilisent également des stratégies et des dispositifs de temporisation du paiement des dettes. L'ethnographie souligne la capacité des débiteurs à jouer sur le temps en retardant le paiement des dettes domestiques et de certaines dettes de proximité. Elle explore aussi les foires de renégociation des dettes au cours desquelles débiteurs et créditeurs s'accordent sur le rééchelonnement des dettes, impayables en l'état actuel, sur une période allongée. Un nouveau compromis sur le temps est alors scellé. Les foires permettent de desserrer l'étreinte financière tout en renouvelant les liens de clientèle et les contrats de crédit. Elles contribuent donc à la réintégration des débiteurs au sein du gouvernement par la dette au sens où leur temps sera à nouveau contrôlé par la dette (Lazzarato, 2012).Esta tese tem como objetivo analisar os efeitos da expansão do crédito ao consumo desde o início dos anos 2000 no Brasil. Baseia-se na etnografia da circulação das dívidas dentro das camadas populares de Vitória (Espirito Santo). Para realizar esse estudo, morei com três famílias de favelas vizinhas e joguei em times de futebol locais durante 14 meses, entre fevereiro de 2016 e fevereiro de 2021. Em contraste com a era de crescimento e criação de empregos formais que contribuiu para o boom do crédito de 2003 a 2014, a situação econômica se deteriora entre a recessão econômica (2014-2015) e a pandemia da Covid-19 (2020-2022). As famílias brasileiras enfrentam a diminuição da renda do trabalho, o aumento das dívidas e dos juros assim que o aumento do custo da cesta basica. Ao mesmo tempo, as instituições financeiras estão obtendo altos lucros graças ao direcionamento do crédito para a « populaçao de baixa renda » que o utiliza para financiar despesas com moradia, alimentação e saúde. O período de 2016 e 2021 testemunha assim uma exacerbação do paradoxo sócio-reprodutivo (Fraser, 2017), à medida que se acentuam as contradições entre a reprodução social das famílias e a acumulação financeira. Como é que as famílias conseguem "pagar as contas"? Como é mitigada a contradição entre a acumulação financeira e a reprodução social? Quem paga o custo deste paradoxo em termos de trabalho gratuito, cansaço mental e emocional? Em que medida o trem da reprodução social das famílias está se contraindo para proporcionar cada vez mais a reprodução da economia financeira? Para mostrar como as famílias conseguem se manter, a etnografia destaca duas explicações possíveis. A primeira é analisar a amplificação das dependências intergeracionais. Como resultado das políticas sociais e de crédito do início dos anos 2000 (Lavinas, 2017), os idosos tornaram-se os provedores de renda e crédito para vários de seus filhos e netos. Para compensar o empobrecimento das famílias, eles fazem malabarismos com dívidas múltiplas e trabalham dentro e fora de casa para gerar renda adicional para pagar as dívidas. Este trabalho de e para a dívida é polarizado entre as mulheres (Guérin, 2022), especialmente entre as avós. Ao mesmo tempo em que protege e satisfaz as aspirações de seus parentes, ele é esencial para a reprodução da acumulação financeira. A fim de "segurar", as famílias também mobilizam estratégias e dispositivos para atrasar o pagamento das dívidas. A etnografia destaca a capacidade dos devedores de jogar com o tempo, atrasando o pagamento das dívidas de casa e certas dívidas locais. Ela segue o caminho das dívidas desde a favela e a principal instituição de crédito contrária até as feiras de renegociação de dívidas. Nesses eventos, devedores e credores concordam com o reescalonamento de dívidas, que são impagáveis em seu estado atual, durante um período prolongado. Um novo compromisso no tempo é então selado. As feiras permitem que o estrangulamento financeiro seja afrouxado enquanto se renovam as relações com os clientes e os contratos de crédito. Eles contribuem assim para a reintegração dos devedores no "governo por dívida" no sentido de que seu tempo será novamente controlado pela dívida (Lazzarato, 2012)
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Ethnographie d’une foire aux dettes brésilienne
International audienceThe paper takes as its subject a Brazilian debt fair at which debt collectors from various credit institutions and service providers (water, electricity, Internet and telephone) meet faceto-face with unpaid customers. It explores the role of events and media in the participation and expectations of debtors. The exceptional discounts, staged through reports on female debtors, shape the representations and interactions within the fair’s queues. Lastly, the paper highlights the organisers’ ability to contain debtors’ disillusionment by individualising negotiations and separating them from collective waiting areas.L’article prend pour objet une foire aux dettes brésilienne au cours de laquelle se rencontrent en face-à-face des agents de recouvrement de différents établissements de crédit, des fournisseurs de service (eau, électricité, Internet et téléphone) et des clientes en situation d’impayés. Il explore le rôle du dispositif événementiel et médiatique dans la participation et les attentes des débitrices. Les réductions exceptionnelles de montants de dettes mises en scène à travers les reportages diffusés façonnent les représentations de ces dernières et les interactions au sein des files d’attente de la foire. L’article souligne enfin la capacité des organisateurs à contenir les désillusions des débitrices à la fois en individualisant les négociations et en les cloisonnant des espaces d’attente collectifs
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis
We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis
Dispelling the Myths Behind First-author Citation Counts
We conducted a full-scale evaluative citation analysis study of scholars in the XML research field to explore just how different from each other author rankings resulting from different citation counting methods actually are, and to demonstrate the capability of emerging data and tools on the Web in supporting more realistic citation counting methods. Our results contest some common arguments for the continued
use of first-author citation counts in the evaluation of scholars, such as high correlations between author rankings by first-author citation counts and other citation
counting methods, and high costs of using more realistic citation counting methods that are not well-supported by the ISI databases. It is argued that increasingly available digital full text research papers make it possible for citation analysis studies to go beyond what the ISI databases have directly supported and to employ more
sophisticated methods
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