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Contratualismo, utilitarismo e pluralismo na teoria da justiça de Rawls
O propósito fundamental desse artigo consiste em um exame do argumento contratualista de Rawls, tal como se apresenta na sua obra Teoria da Justiça. Com base nesse pressuposto, as discussões pretendem evidenciar o modo pelo qual o procedimento contratualista permite ao filósofo contrapor os princípios do utilitarismo no que concerne a justificação da justiça. Sendo assim, torna-se fundamental um exame acerca do modelo de justiça proposto pelo utilitarismo, a fim de demonstrar a incompatibilidade teórica entre o princípio da utilidade a concepção da cooperação social. Para tanto, demonstra-se que a fundamentação da justiça empreendida por Rawls é inseparável da utilização instrumental de um acordo cerca dos arranjos adequados ao bem da sociedade, cujos princípios constituem a justiça social. Diante desses elementos teóricos, evidencia-se a relação efetiva entre o contratualismo e o pluralismo através do qual serão extraídos os princípios determinantes do modelo de sociedade organizada sob as determinações da cooperação social. Por fim, demonstra-se, mediante os argumentos apresentados, uma objeção às afirmativas costumeiras e relações infundadas sobre a proposta contratualista como fundamento dos princípios da justiça
NÍVEIS E ARTICULAÇÕES DO ARGUMENTO CONTRATUALISTA DE HOBBES
Em muitos casos, a argumentação contratualista de Hobbes é descrita de forma superficial e generalizada, ou seja, sem atentar para os níveis e articulações que envolvem o seu discurso. Este tipo de exposição torna-se absolutamente falha ao descaracterizar o cerne do empreendimento teórico-político do filósofo, pois sinaliza para distorções interpretativas a respeito do que ele verdadeiramente pretende fundamentar. Baseado neste aspecto, este artigo propõe a discutir as nuances e tramas que constituem o argumento contratualista hobbesiano a fim de explicitar que a base deste argumento está intimamente relacionada às noções de deliberação e vontade e, por outro lado, a de transferência e autorização e como, por intermédio, destes dois últimos é possível demonstrar a estreita relação de “dependência e necessidade’ entre o artifício (Commonwealth) e seus construtores (artifex) que justifica o sentido e as ações do poder soberano.</jats:p
Natureza e liberdade no “Leviathan”
Qualificar a teoria política de Hobbes como adversa ao exercício da liberdade é uma tendência comum em determinadas interpretações a respeito dele. Com o propósito fundamental de enfatizar a incoerência destas interpretações, o presente artigo visa examinar a natureza da liberdade humana em Hobbes, especificamente, no Leviathan. Para tanto, evidencia-se a aproximação teórica do filósofo aos princípios norteadores da filosofia natural demonstrando que o seu conceito de liberdade é uma aplicação particular do princípio da inércia
O PONTO DE PARTIDA DO ARGUMENTO CONTRATUALISTA: DO ESTADO DE NATUREZA DE HOBBES AO ARTIFÍCIO DA POSIÇÃO ORIGINAL DE RAWLS
This article aims to address the nature of the contractarian argument in Hobbes and Rawls. For both, it becomes clear the two basic elements present in both political theoretical argument, ie, the state of nature and the original position. The relationship of these two elements provides a substantial view of philosophical and political project aimed at each one as their conceptual similarities and discrepancies. To highlight this issue, there is discerned in an
argumentative way that relates both those basic elements of the
theoretical argument, and the feasibility of applying a starting point
as the foundation of political argument
As fronteiras geopolíticas do condomínio Panamazônico: observações epistemológicas
The geopolitical discipline under the phenomenological critique. The foundations of Brazilian geopolitics developed by Meira Mattos and Panamazonia. Defense and integration of Panamazonia, integration challenges to Brazilian geopolitical thinking.La disciplina geopolítica bajo crítica fenomenológica. Los fundamentos de la geopolítica brasileña desarrollados por Meira Mattos y Panamazônia. Defensa e integración de Panamazonia, desafíos de integración al pensamiento geopolítico brasileño.A disciplina geopolítica sob a crítica fenomenológica. Os fundamentos da geopolítica brasileira desenvolvida por Meira Mattos e a Panamazônia. Defesa e integração da Panamazônia, desafios de integração ao pensamento geopolítico brasileiro
Hobbes e o problema da personificação na teoria da representação
The purpose of this article is to discuss the terms of representation and the theory of authorization in Hobbes, highlighting, in turn, the adversities and inconsistencies in the way the fictitious attribution interferes with the constitution of authority in Hobbes. In this sense, it becomes necessary to discuss the way in which Hobbes determines the function of the representative in the absence of his identification as author, that is, without any condition to attribute authority to his actors. This is, therefore, a contradiction in terms of the rationality imposed by the model of representation proposed by Hobbes, in which the imputation of responsibility, in the case of the fictitious person, is absent of responsibility for his acts and, thus, making it impossible to assume responsibility for the acts of another. To this end, the aspects of the fictitious person and his relationship with the precepts of unauthorized authorization are highlighted in order to define the terms of the fictitious attribution and its implications in the legal theory of authorization in Hobbes.O propósito desse artigo consiste em discutir os termos da representação e da teoria da autorização em Hobbes evidenciando, por sua vez, as adversidades e as incoerências no modo como a atribuição fictícia interfere na constituição da autoridade em Hobbes. Nesse sentido, torna-se necessário discutir o modo pelo qual Hobbes determina a função do representante na ausência de sua identificação como autor, ou seja, sem qualquer condição de atribuir autoridade aos seus atores. Trata-se, portanto de uma contradição aos termos da racionalidade imposta pelo modelo de representação proposto por Hobbes, no qual a imputação da responsabilidade, no caso da pessoa fictícia, encontra-se ausente de responsabilidade por seus atos e, assim inviabilizando assumir responsabilidade pelos atos de um outro. Para tanto, evidenciam-se os aspectos da pessoa fictícia e a sua relação com os preceitos da autorização não autorizada para definir os termos da atribuição fictícia e suas implicações na teoria jurídica da autorização em Hobbes
Unidade e multiplicidade na constituição do corpo político em Thomas Hobbes: uma leitura do Elements of Law e do Leviathan
O objetivo desse artigo consiste em discutir as relações entre multidão e povo para a constituição da teoria da representação proposta por Thomas Hobbes. Para tanto, direcionam-se as discussões para o âmbito das obras Elements of Law e Leviathan, pelas quais se reconstitui a trajetória argumentativa que dispensa os elementos da pluralidade das vontades para o âmbito da sua unidade. Evidencia-se, portanto, uma evolução argumentativa no que concerne à ideia de unidade e representação entre as duas obras de Hobbes. Para tanto, discute-se a aquisição da unidade das vontades como um elemento indispensável para o estabelecimento da pessoa artificial. Como consequência, demonstra-se que a teoria da representação está condicionada à constituição de uma vontade única, pela qual se estabelecem as premissas da redução do múltiplo ao uno, cuja consequência é o surgimento da concepção de autorização, fundamental ao núcleo da representatividade política.
Editorial
Muito se tem alarmado sobre o futuro da educação no âmbito mundial. Teorias são tecidas sob a forma de não mais limitar padrões de conhecimento. Essa postura tem fornecido fundamentação para o discurso da interdisciplinaridade. No Brasil, as iniciativas em relação ao caráter da educação em questão é uma prática estruturada nos PCN’s no qual orienta que reorganização curricular seja determinada em áreas de conhecimento, estruturada pelos princípios pedagógicos da interdisciplinaridade, da contextualização da identidade, da diversidade e autonomia visando, sobretudo, proporcionar uma influência mútua entre as áreas curriculares e a contextualização do saber. O que podemos refletir sobre essa prática
As fronteiras geopolíticas do condomínio Panamazônico: observações epistemológicas = The geopolitical boundaries of the Panamazonic Condominium: epistemological comments = Las fronteras geopolíticas del Condominio Panazónico: observaciones epistemológicas
A disciplina geopolítica sob a crítica fenomenológica. Os fundamentos da geopolítica brasileira desenvolvida por Meira Mattos e a Panamazônia. Defesa e integração da Panamazônia, desafios de integração ao pensamento geopolítico brasileir
O lugar da filosofia civil e a classificação das ciências segundo Hobbes
A filosofia civil ocupa um lugar de destaque no sistema filosófico de Hobbes. Compreende a sua reflexáo das disposições e costumes dos homens, isto é, a ética, os deveres civis e a política. No entanto, a filosofia civil constitui apenas uma parte da elaboraçáo sistemática da filosofia hobbesiana, que contêm, além da sua reflexáo política, importantes apontamentos sobre a física e a geometria. Neste artigo, buscaremos examinar o modo como Hobbes posiciona as diferentes partes que compõem o seu sistema filosófico, a fim de tornarmos explícito o lugar que a filosofia civil ocupa no seu empreendimento filosófico
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