9 research outputs found
A responsabilidade civil automobilística
Este trabalho analisa em a responsabilidade civil automobilística em seus pormenores, desde a análise gradual da responsabilidade civil propriamente dita, com a abordagem pontual de forma a esclarecer quais são seus elementos formadores, os tipos de responsabilidade existentes, os princípios que a embasam até suas causas excludentes. Primeiramente faremos uma abordagem histórica da responsabilidade civil. Desde as compilações antigas, quando se confundia responsabilidade civil e penal até as modernas legislações onde a culpa surgiu como elemento embasador de responsabilidade civil. A abordagem do tema, em sua segunda parte, verifica os aspectos peculiares do instituto da responsabilidade civil, com o objetivo de mostrar sua indispensabilidade para compreensão de uma parte mais segmentada de tão amplo tema como a responsabilidade civil, o seu aspecto automobilístico. A terceira parte averigua as teorias da culpa e do risco, cada tipo e o que consideramos elementar: a possibilidade da aplicação de uma cláusula geral de risco nos casos de acidentes automobilísticos, como a jurisprudência tem acompanhado essa possibilidade e as diferenças doutrinárias inerentes ao tema. Na quarta e última parte do trabalho, relacionaremos as questões atuais controversas e as regras e incidentes de trânsito, tais como a imprudência, a imperícia do motorista, fazendo essa conexão de casos concretos e lei ou entendimentos diferenciados e casos concretos para melhor compreensão do assunto
Feminismos em rede?: uma história da circulação de discursos e informações entre São Paulo e Buenos Aires (1970-1985)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em HistóriaEste trabalho busca perceber como se constituíram as redes de informação e a circulação de discursos e teorias entre as feministas do Brasil e da Argentina dos anos pós-1968, até o final da Década da Mulher (1975 a 1985), instituída pela Organização das Nações Unidas em resposta às reivindicações do movimento de mulheres que ganhava visibilidade naquele período. E também compreender como as feministas se articulavam e de onde extraíam informações e a base teórica para um feminismo que começava a aparecer nos dois países, seguindo uma tendência mundial de manifestações e reivindicações que foi chamada "segunda onda" feminista. Para isso analiso testemunhos orais e escritos de algumas das protagonistas dos grupos feministas daqueles anos e também os discursos publicados nos periódicos feministas deste recorte temporal. Como resultado principal é possível notar trocas, mesmo que indiretas, entre brasileiras e argentinas, mas principalmente a influência de teorias produzidas na Europa e nos Estados Unidos, apesar das especificidades encontradas em cada país. Por meio de uma história comparativa torna-se possível perceber que a imagem das almejadas redes, ainda incipientes nos anos 1970, vai se tornar mais nítida e difundida a partir de meados dos anos 1980, não só na Argentina e no Brasil, mas em um âmbito transnacional mais amplo
Nós continuamos lutando aqui: identidades coletivas e estratégias de luta pelo recolhimento da comunidade indígena maia Achí, vítimas sobreviventes dos massacres de Rio Negro, Rabinal (Guatemala)
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social, Florianópolis, 2010Este trabalho é resultado da pesquisa com a comunidade indígena Maia Achí de Rio Negro, localizada no município de Rabinal, província de Baja Verapaz, Guatemala. A problemática central é discutir sobre as identidades coletivas dos sujeitos que lutam por reconhecimento, depois de ter sobrevivido a cinco massacres, no contexto de sua resistência organizada ante a implantação da usina hidrelétrica .Chixoy. em seu território. Na abordagem, se considera a categoria nativa .vítima sobre-vivente. como forjadora da identidade dos sujeitos, cuja luta e protago-nismo têm origem num sentimento coletivo de injustiça. Assim, sob a pespectiva de Axel Honneth, a luta é analisada a partir da gramática moral dos conflitos, pois detrás de muitas reivindicações fica sempre uma condição que tem a ver com o plano da reparação moral. No entan-to, o reconhecimento centrado na reparação moral não nega as exigên-cias legítimas de reparação material (conforme a abordagem comparti-lhada entre A. Honneth e N. Fraser), que são, além da busca da justiça, demandas exigidas pelos sujeitos.This work is the result of research with the Indigenous community Maia Achí of Rio Negro, located in the municipal district of Rabinal, province of Baja Verapaz, Guatemala. The central problem is to discuss the col-lective identity of the citizens who struggle for recognition after have suffered five massacres, in the context of their organized resistance the deployment of the .Chixoy. hydroelectric dam in their territory. In the approach, the native category "surviving victim" is as a forger of the identity the individuals, whose strength and leadership comes from in the collective feeling of injustice. Thus, under the perspective of Axel Honneth, this struggle analyzed by the moral grammar of the conflicts, because behind for many claims of these movements, there is always a condition associated with the issue of the moral reparation. However, the recognition centered in the moral reparation not deny the legitimate of the material reparation (according to the shared approach between A. Honneth and N. Fraser), which are, beyond the quest for justice, de-mands required by the subjects
Educação intercultural e comunidades de periferia: limiares da formação de educador@s
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.O desafio principal colocado por este texto foi a busca, para além das perspectivas hegemônicas na modernidade ocidental, de outras tessituras para os processos de formação inicial e continuada de educador@s, que possam ativar entrelugares em que se torne possível a desconstrução de subalternidades. A partir da convivência e de um diálogo denso e tenso com morador@s da Comunidade Nova Esperança e demais integrantes do Programa Entrelaços do Saber, esta pesquisa buscou compreender as relações e discursos que produziram múltiplas subalternizações na modernidadecolonialidade ocidental, suas ambigüidades e ambivalências. Assumindo como perspectiva político-epistemológica o pensamento liminar e o entendimento da diferença colonial, o texto foi-se tecendo como um fuxico, incorporando retalhos da história da Comunidade, das relações estabelecidas entre ela e a Universidade do Estado de SC, no âmbito do Programa, e também da história da produção das periferias urbanas como subalternas e da produção do chamado Terceiro Mundo como periferia do sistema-mundo colonial moderno. O fio que conectou esses retalhos foi a opção ético-político-epistemológica pela desconstrução de subalternidades. Escolhendo falar a partir das margens, não como lugar privilegiado, mas como explicitação de um lugar de enunciação diverso do habitual, privilegiou-se também a interlocução com autoras e autores situados em fronteiras - genéricas, geracionais, geopolíticas - sem descartar, no entanto, as possibilidades de diálogo com autor@s já consagrad@s pelas perspectivas acadêmicas na medida em que pudessem contribuir para esta tessitura. A organização do texto não seguiu uma ordem lógica ou cronológica linear. Buscou a explicitação e complexidade das tessituras de processos de pensamento e práticas que se interconectam e retroalimentam. A explicitação do que vem se produzindo como um entendimento de interculturalidade, a partir da experiência no Programa, em diálogo com o núcleo Mover-UFSC, e de como têm sido vividas experiências de desconstrução de subalternidades, permite vislumbrar alguns indícios de como essas escolhas podem contribuir para outras tessituras nos processos de formação - inicial e continuada - de educador@s, possibilitando, talvez, o estabelecimento de outras políticas de verdade
The Retomada and beyond: female narrative agency in contemporary Brazilian cinema (1997-2006)
PhDSince the inception of film production in Brazil, women have been involved in all
capacities including directing, acting and a variety of other roles behind the camera.
During the 1990s and into the new millennium (a period sometimes termed the
Retomada or re-birth of Brazilian cinema), there has been a large increase in films
which feature notable female characters in prominent narrative positions and in the
number of women directors successfully making their feature-length debut. Despite
this, critical attention to such characters and directors, beyond a merely descriptive or
numerical focus, is lacking and the established class-oriented social tradition remains
the dominant language in criticism. With a view to addressing this relative critical
neglect, as well as inadequacies in still embryonic studies, this study suggests new
critical approaches relevant to the specificity of women’s experience in Brazil and
analyses the representation of female characters in five representative films of the
Retomada period. The study further aligns its predominant focus on female characters
with the socio-political critical orientation that has established certain films as
important cultural markers in Brazil, for example Deus e o Diabo na terra do sol
/Black God, White Devil and Cidade de Deus/City of God. For this purpose, it again
departs from the traditional emphasis on class and brings, rather, the specificity of the
women’s movement in Brazil to bear. In order to critically assess how these specific
contextual developments are reflected in the films analysed, it further distances itself
from mainstream gender criticism in film and advances the use of the construct of
agency, bridging Paul Smith’s notion of subject dis-cerning and Anthony Giddens’
theory of structuration. It also opens perspectives for future work by briefly engaging
with the subject of female directors
Prefigurative Politics: Perils and Promise
Many recent social movements have been characterised by their commitment to direct democratic decision-making procedures and leaderless, non-hierarchic organizational structures. This political tendency also implies the search for autonomy from existing political institutions and practises. Movements seek instead to embody in the political action itself the social relations, ways of collective decision-making and values that are ultimately desired for the whole society. This prefigurative approach to social change is often criticized for being naiive or marginal. This thesis argues first that this is not the case, but that prefigurative politics is misunderstood due to its differing view on questions of strategy, organisation and ultimately the possibility of fundamental societal change. The dissertation first outlines the often implicit strategy or vision of change underpinning prefigurative politics. It then identifies as the key challenge for prefigurative movements their ability to avoid reproducing oppressive forms of power, ‘power-over.’ This understudied aspect is investigated through extensive ethnographic field research with the unemployed workers movement, MTD Lanús in Buenos Aires, and the Zapatista movement in Mexico. The thesis concludes that it seems impossible to completely avoid reproducing old forms of power. Often key individuals in the movements end up in a paradoxical position whereby, in an effort to ensure the group’s prefigurative nature, these individuals enjoy non-prefigurative influence. The findings imply that the state and corresponding political forms and practise are not the only source of hierarchic pressures. As such, it would be more useful to view prefigurative political action as desirable, yet impossible
Habitus (ethos e práxis) na civilização latino-americana: uma compreensão da formação social, cultural e ideológica da América Latina e sua influência nos processos de integração internacional regional e sub-regional, com enfoque no mercosul
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-graduação em DireitoTrata-se de trabalho interdisciplinar da área de ciências sociais ou humanas, dialogando com a sociologia, história, antropologia, economia, direito, relações internacionais, integração econômica internacional, voltado para uma tentativa de interpretação, entendimento e explicação dos processos de integração internacional da América Latina, especialmente do Mercosul. Parte-se do pressuposto de que gentes criam instituições sociais em amplo sentido e que tais instituições são essas mesmas gentes em inter-relacionamento dinâmico no espaço social, criando os sentidos subjetivos que dão significados simbólicos concretos ao mundo e às suas diversas coisas, bem como, especificamente, fixando o sentido objetivo das coisas do mundo social resultante desse encontro de pessoas e grupos de pessoas em cotidiano encontro e relação sociais entre si # mas observando-se que o sentido subjetivo e o sentido objetivo do mundo social não significam necessariamente uma unidade de entendimento absolutamente coincidente entre si. Assim, é tomada como ponto de referência, neste trabalho, a teoria sociológica de Pierre Bourdieu e Norbert Elias, especialmente seu conceito de habitus. O habitus como um sentido prático inscrito na pessoa ou grupo de pessoas, uma espécie de disposição ou pré-disposição comportamental humana # pulsão # voltada para agir sobre o seu ânimo e espírito e, assim, fazer a pessoa # ou grupo # agir no mundo social, respondendo a estímulos conforme determinadas demandas externas, verifica ser produto do tempo, num determinado espaço social e conforme práticas que se naturalizam dentro dos grupos de pessoas numa dada sociedade. É na medida em que ele é mais desconhecido pelas pessoas em sua atuação, que se constata ser proporcionalmente maior a sua força na produção dos seus específicos efeitos sociais; o que as pessoas e grupos de pessoas fazem, também está marcado # determinado # pelo espaço social. América Latina # Brasil incluído # é fruto de um grande negócio comercial estabelecido a partir da Ibéria, e tendo a Europa ocidental com o grande mercado consumidor final dos produtos finais transacionados. Se do ponto de vista econômico essa era a realidade objetiva que movia o comércio da época, é preciso considerar que o povo ibérico # que para a América se dirigiu # correspondeu a uma vertente diferente da civilização européia que forjou as revoluções científicas e religiosas, sendo que, segundo esses valores ibéricos diferenciados, eles conheceram a sua época de ouro # os séculos XV, XVI e XVII # com a realização de feitos que nenhum outro povo europeu estava apto para concretizar. Os ibéricos trouxeram para a América suas formas de vida, visão de mundo, enfim, apenas e tudo que possuíam para concretizar um feito voltado para realizar o específico destino da Ibéria perante a Europa, um destino ao mesmo tempo religioso e comercial. Nesse sentido, a época dos descobrimentos é rica em desvelar os sentidos racionais que norteavam as gentes ibéricas enquanto sua existência no mundo e os fundamentos éticos e espirituais que guiavam sua visão de mundo. Todas as pessoas possuem ideologia, afirmações, dúvidas, que são um sentido de certeza e probabilidades # do que fazer e não fazer # diante de seu cotidiano e de seu tempo, a fim do mundo pessoal e social realizar os feitos concretos que realimentam os sentidos significativos de vida de cada qual e da própria sociedade. A colonização, por eles # ibéricos # implantada em terras americanas, seguiu o destino herdado da sua terra de origem # Europa ibérica #, vale dizer, com todas as idiossincrasias e racionalidades que norteavam os feitos dessas gentes. O destino da América Latina, assim, desde sua origem, sempre esteve ligado a centros hegemônicos de poder e dominação, reservando-se a ela um papel coadjuvante diante de um jogo político e econômico de lutas mais #relevantes# sucedendo na Europa. A América Latina, portanto, durante toda sua colonização até a independência, foi sempre terra para dar tudo que possuía como riqueza para a Europa, para tudo dela ser retirada e de forma rápida, sem se importar com seu destino singular, uma vez que ele já estava traçado desde o início, qual seja, esgotar suas riquezas e depois abandoná-la # se fosse o caso. A independência da América espanhola e da América portuguesa sucedeu porque injunções políticas contextuais a partir da Europa favoreceram que a independência pudesse ser proclamada na América Latina. Entretanto, apesar do evento libertador, a verdade é que os fatos acabam por revelar a recondução da América Latina em direção a um novo colonialismo e dependência que perduram ainda hoje. A forma social básica de constituir a sociedade na Ibéria, e transplantado para terras americanas, foi aquela legada pela Europa medieval, qual seja, a das ordens sociais, com suas hierarquias e autonomias perante o corpo social maior. As gentes ibéricas também cultivaram um sentido de sobranceria, de personalismo, que marcaria os seus feitos sociais, de tal forma que, nessas sociedades, a ascensão e reconhecimento social se dariam pela busca de um mérito próprio, através de seus feitos em vida # especificamente na América, o objetivo era alcançar rapidamente riquezas para tornar-se um ser nobre e retornar à Europa com honrarias e viver uma vida nobre. As relações sociais assim, são marcantemente pessoais, sendo praticamente impossível a impessoalidade nas ações e comportamentos recíprocos estabelecidos entre essa gentes. A racionalidade cultivada por essa cultura acaba se circunscrevendo ao que existe de mais pragmático e imediato a ser alcançado pelos atos em vida; o pensamento é antes de tudo dogmático e em torno dele tudo se realiza, independentemente das novas condições sociais que possam impedir o resultado social que se deseja alcançar, observando-se que sociedade é identificada e restrita ao grupo a que cada um pertence, em detrimento ou apesar do corpo social maior e total. Acomodar-se às situações é a atitude mais freqüente de uma racionalidade que afasta-se de elucubrações mais complexas, científicas e filosóficas. Assim, sociedades de marcas autoritárias hierárquico-hieráticas, personalistas e de racionalismos formal-pragmáticos acabaram se instaurando na América Latina, e essas características, isoladamente ou em conjunto, formaram e se fixaram como um habitus secularmente estabelecido na região, legado direto da cultura e civilização ibérica, influenciando todos que se dirigiram para a América Latina ao longo do tempo, tendo em vista que as condições sociais # materiais e simbólicas # de vida acabaram se vinculando fortemente a esses valores # ideologia # histórico-sociais cultivados secularmente, estabelecendo os ganhos e vantagens sociais e os modos tradicionais socialmente reconhecidos de se alcançar os mesmos. No plano das relações internacionais dos países da região, a regra geral é que as históricas tentativas de integração inter-latino-americanas já havidas, fracassaram ou não progrediram conforme todas as expectativas iniciais depositadas em cada um dos projetos. De fato, verifica-se que os projetos ou foram inspiradamente abstrata e idealmente concebidos concebidos, ou sofreram os influxos do habitus da região, portanto, ficando sujeitos a sérias contradições que praticamente inviabilizaram a concretização dos ideais integrativos. No plano eminentemente político, as tentativas de integração no período de independência confundiam democracia e republicanismo com autoritarismo, exclusão político-social e sócio-econômica, bem como grandes doses de personalismo dos principais agentes políticos atuantes nas nascentes nações. A integração econômica revela com mais propriedade as fortes relações internacionais de dependência a que se submeteu a América Latina perante nações economicamente mais fortes do mundo, continuando uma situação histórica colonial de existir para atender as demandas provenientes do exterior, e sujeitar-se às intempéries políticas que foram # e ainda são # forjadas além de suas fronteiras internas. É preciso reconhecer que as tentativas de integração econômica regional ou sub-regional, pelo menos os estudos teóricos, voltaram-se para superar essa condição dependente que as nações acabaram submetidas perante # já no século XX # os centros mais industrializados. Entretanto, verifica-se que o pragmatismo racional latino-americano, voltado para os ganhos e lucros de curto prazo, impediu que um projeto inter-geracional de crescimento e desenvolvimento econômico pudesse ser implantado, a fim de ver os seus concretos resultados sendo desfrutados por uma geração posterior à que deu início o processo de desenvolvimento da região. O Mercosul emerge no contexto da regionalização e da globalização, enfim, dos blocos econômicos voltados para favorecer o comércio regional e enfrentar o comércio mundial com os outros blocos econômicos regionais constituídos. De fato, verifica-se que muitas são as questões concretas econômicas # comércio de produtos tidos como sensíveis para a economia nacional interessada # que se colocam como problemáticas para o inter-relacionamento harmonioso entre os membros do bloco, bem como a forma de condução conjunta das negociações Mercosul e demais blocos, gerando muitos posicionamentos diferentes, conflitos geralmente centrados em ganhos # exportação # de curto prazo ou ganhos de prazo um pouco mais dilatado. Diante disso, tudo lembra que fatores idiossincráticos # que não deixam de ser de caráter personalista # e de racionalidade formal-pragmática ainda esteja atuando no sentido de não favorecer o processo de integração econômico regional do Mercosul. De certa forma, verifica-se que novamente há indícios que a tradicional e histórica inclinação para a dependência externa da região # perante centros econômicos # ainda esteja pautando os rumos o Mercosul, na sua constituição e desenvolvimento até o presente momento, restando saber se a integração do Cone Sul é voltada para reafirmar a posição subalterna das nações envolvidas perante o mundo tido como desenvolvido # reafirmando as hierarquias do Planeta e a devida posição que #realisticamente# e tradicionalmente as elites locais já tem como certo para a sub-região #, ou, diferentemente, para constituir um bloco econômico autônomo no mercado comercial mundial, e buscar um espaço soberano de afirmação mundial. This is an interdisciplinary study in the fields of social or human sciences, entwined with sociology, history, anthropology, economy, law, international relations, international economical integration, and it aims at attempting to interpret, understand and explain the international integration processes in Latin America, especially in the Mercosur countries. It is assumed that people create social institutions in the broad sense and that such institutions are these same people in a dynamic interrelationship in the social space, making subjective sense that gives symbolic and concrete meanings to the world and its many things as well as, specifically, fixing the objective meaning of the things in the social world that result from people meeting one another and groups of people in daily meetings and their social relations # but pointing out that the subjective meaning and the objective meaning of the social world do not necessarily mean a single understanding. Thus, the sociological theory of Pierre Bourdieu and Norbert Elias is taken as the reference point in this study, especially their concept of habitus. Habitus, as a practical sense in a person or groups of people, a type of human behavior disposition or pre-disposition # impulsion # which acts upon their animus and spirit and, therefore, make the person # or the group of people # act in the social world, responding to stimuli in accordance to external demands, is the outcome of time in a certain social space and according to practices that become natural in groups of people in a given society. And as it is unknown by the people in their actions, it is verified that it is proportionally stronger in the outcome of their specific social effects; what people and group of people do is also marked # defined # by the social space. Latin America # including Brazil # is the outcome of a major commercial transaction set up in Iberia and having Western Europe as the large target market for its products. Under an economic point of view this was the objective reality that set the commerce going in that time. It is fundamental to consider that the Iberian people that went to Latin America belonged to a different streak of the European civilization that faked the scientific and religious revolutions, being that, according to these different Iberian values, they hit their heydays # the XV, XVI and XVII centuries # with deeds that no other European nations were able to achieve. The Iberian peoples brought to America their way of life, vision of the world, that is, only and everything they had to achieve what they wanted, a target that was both religious and commercial. In this sense, the age of discovery is rich in unveiling the rational meanings that ruled the Iberian people and their ethical and spiritual foundations which steered their vision of the world. All people have their ideologies, reassurances and questions which are a sense of certainties and probabilities # of what to do and not to do # in their routines and time so that the individual and social world can reach the goals that match the meanings of life of both the individual and the society. The colonization by the Iberian people in American lands followed the fate in their original land # the Iberian Europe # with all the idiosyncrasies and rationality that steered their deeds. So the fate of Latin America had since its origin been connected to centers of hegemonic power and domination, giving it a secondary role before the political and economical ruling in more prominent struggles that were happening in Europe. Therefore, Latin America from the period of its colonization to its independence had always been the land that provided everything it had as resources to Europe so that everything could be taken rapidly from it regardless of its singular fate because it had already been decided since its beginning that there would be the depletion of its resources and its subsequent abandonment if that was the case. The independence of both the Spanish and Portuguese America occurred because political injunctions from Europe made the proclamation of independence in Latin America possible. However, despite the freeing movement, it is true that the facts reveal that Latin America was conducted to a new colonialism and dependence that endure until today. The basic social way to form society in Iberia and which was taken to American lands was the one which had been inherited from the medieval Europe, that is, the society of social orders and its hierarchies and autonomies before a major social group. The Iberian people also developed a sense of pride and personality that would mark their social deeds in a way that in these societies the individual ascension and social recognition would be possible with the quest for the self aptitude through one#s own deeds. Especially in Latin America, one#s objective was to become rich as fast as possible so that one could be a noble and then return to Europe with honors and lead a noble life. Thus the social relations are markedly personal and impersonality was impossible in the actions and reciprocal behaviors established among these people. The rationality maintained by such culture ends up being restricted to what is more pragmatical and immediate to be reached in life; the thought is above all dogmatic and everything comes true around it, regardless of new social conditions that may prevent the social result that one wants to achieve, observing that the society is identified and restricted to the group one belongs to despite the major social group. To get accommodated to situations is the most frequent attitude of a rationality that stays away from the most complex, scientific and philosophical lucubrations. So, the societies with authoritarian, hierarchical, hieratical, personal, formal and pragmatical rationalisms were established in Latin America, and these characteristics, solely or altogether, became a habitus secularly founded in the region as direct legacy of the Iberian civilization and its culture, exerting a strong influence on all those who headed to Latin America, taking into consideration that the social life conditions # symbolic and material ones # got soundly connected to such values # ideology # social and historical ones secularly established, establishing the profits and social advantages and the traditional ways socially recognized to reach them. On the ground of international relationship, the general rule is that the historical attempts to achieve a Latin American integration failed or did not progress according to the initial expectations of each project. In fact, it is perceived that the projects were either abstract in their inspiration and ideally conceived or suffered the influences of the habitus in the region, therefore being subject to serious contradictions that made the integrative ideals impossible. On the political ground, the attempts to integrate Latin America over the independence period mixed up democracy and replublicanism with authoritarism, social and political and economical exclusion as well as with doses of personalism of the most prominent political leaders in the new founded nations. The economical integration strongly reveals the stout international relationship of dependence to which Latin America was submitted before the richest and most powerful nations in the world, keeping up a colonial status to meet the demands that come from overseas and being subject to ill-contrived policies that were # and still are # forged beyond its boundaries. It is necessary to acknowledge that the attempts on regional or sub-regional economical integration, at least in theoretical studies, were done to overcome such condition of dependence to which the nations were submitted before the most industrialized nations still in the 20th century. Nevertheless, it is found that the Latin American rational pragmatism, which aims at profits in the short term, has prevented an inter-creational project to promote economical growth from being implemented in order to see the concrete results being enjoyed by a generation after the one that triggered the process of development in the region. Mercosur rises in the context of regionalization and globalization, ultimately, of the economical blocs that aim at backing regional trade and facing up world trade with other established economical blocs. In fact, there are many concrete economical issues # trading of products which are considered sensible to a national economy # that are problematic in the harmonious relationship of the members of the bloc as well as the way negotiations are conducted between Mercosur and other blocs, sparking off many different viewpoints and conflicts often centered around profits # exports # in the short term or in the middle term. This reminds us that idiosyncratic and formal and pragmatical rationality factors # which have personalist characteristics # are still acting so as not to enable the process of economical integration of the Mercosur. It is found again that there are evidences that the traditional and historical tendency towards external dependence in the region # before economical centers # is still ruling the directions of the Mercosur, in its structure and development until this moment, and it remains to be known whether the integration of the South Cone aims at reassuring the subordinate position of its members before the so-called developed world # so reassuring both the hierarchies in our planet and the traditional and realistic position that the local elites have established for the sub-region # or at constituting an economical and autonomous bloc in the world trade market and searching for a sovereign space of world reassurance
Artes de canto (1492-1626) y mujeres en la cultura musical del mundo ibérico renacentista
[spa] Esta Tesis Doctoral explora la cultura musical del mundo ibérico renacentista a través del estudio de artes de canto en lengua vernácula impresas entre 1492 y 1626 y de su relación con las mujeres de la época. La Tesis consta de siete capítulos, estructurados en dos partes (Vol. I), y de veinte apéndices (Vol. II). La primera parte (Capítulos I al IV) muestra que las características por las que estos libros que contenían los rudimentos de la música han sido infravalorados hasta ahora por la historiografía musical son precisamente las mismas que demuestran que respondían a una necesidad pedagógica y a la demanda de manuales asequibles, breves y prácticos por parte de un amplio mercado. Las artes de canto se imprimieron en tiradas de miles de ejemplares y eran vendidas a bajo precio, tuvieron una enorme circulación en la Península Ibérica y el Nuevo Mundo, y contribuyeron al incremento y la difusión de la educación musical en contextos educativos diferenciados (la iglesia, la universidad y el ámbito privado), así como entre grupos sociales hasta entonces excluidos del aprendizaje de los fundamentos de la música. El Arte de canto llano (Sevilla, 1530) de Juan Martínez emerge como el tratado de música del mundo hispánico más difundido geográfica y cronológicamente en el siglo XVI e inicios del XVII, pero del que casi nada se sabía. En la segunda parte (Capítulos V al VII), las conexiones entre estos libros de música y mujeres muestran que las áreas de superposición entre lo privado y lo público y entre lo oral y lo escrito permiten desafiar la invisibilidad de las mujeres en documentos históricos y vislumbrar trazas no sólo de la cultura musical de las mujeres de la época, sino también de la importancia de la música en la vida cotidiana. Se utiliza una diversidad de fuentes (artes de canto, libros de conducta, documentos inquisitoriales, literatura, correspondencia e inventarios de bienes, entre otras), a través de las cuales se ha podido documentar la relación con la música de, entre otras, Catalina de Zúñiga, VI Condesa de Lemos, Isabel de Plazaola, e Isabel de Aragón, IV Duquesa del Infantado. Empleando metodologías de la musicología tradicional junto a otras tomadas de los historiadores del libro y de la cultura popular, esta Tesis Doctoral presenta una panorámica de la vida musical de la época a través del prisma de doble alteridad que supone el estudio de las artes de canto, generalmente consideradas carentes de interés, y de su relación con las mujeres, insuficientemente representadas en la historiografía musical.[eng] This dissertation explores the musical culture of the Renaissance Iberian world through both the study of small-format treatises in the vernacular containing the rudiments of music –known as artes de canto– printed between 1492 and 1626, and the nexuses between them and women. The dissertation consists of seven chapters, structured into two parts (Volume I), and twenty appendixes (Volume II). Part I (Chapters I to IV) shows that the arte de canto, until now generally overlooked or undervalued in music historiography, was produced in print runs of thousands of copies and sold for a low price; it had a broad circulation in the Iberian Peninsula and the New World, contributing to the spread of musical literacy in distinct didactic contexts (churches, universities, private settings) and among social groups until then excluded from learning the rudiments of music. The little known Juan Martínez’s Arte de canto llano (Seville, 1530) emerges as the most circulated music book in the Hispanic world during the sixteenth and seventeenth centuries. The aim of Part II (Chapters V to VII) is to approach the musical life of the sixteenth-century Iberian world through the exploration of women’s contributions, thus broadening the field of historical research. The study of some connections between music books and women shows that the points of overlap between the private and the public spheres, on the one hand, and the written and the oral music transmission, on the other hand, not only make women’s musical practices visible, but also offer new vistas on the popular culture of the age. Through a variety of source materials (artes de canto, conduct manuals, Inquisition records, literature, letters and inventories of goods, among others) it has been possible to document the musical activities of women such as Catalina de Zúñiga, VI Countess of Lemos, Isabel de Plazaola, and Isabel de Aragón, IV Duchess of the Infantado. Combining methodologies from traditional musicology with those borrowed from book history and popular culture, this dissertation analyzes music in the culture of the Renaissance Iberian world through the prism of double Otherness involved in studying the ‘other’ music books –that is the undervalued artes de canto– and their connections to women of that period
