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Los tres mosqueteros : una reflexión sobre la militancia católica lega en el Brasil contemporáneo
Fil: Costa, Marcelo Timotheo da. Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro; Brasil.Entre las muchas vías posibles dentro del campo más amplio del catolicismo brasileño,
la que más me llama la atención es la que concierne a la formación, a partir de la década de 1910, de una inteligencia católica laica: un conjunto de hombres que, a pesar de hallarse fuertemente ligados a la Iglesia, optaron por no formar parte de sus cuadros oficiales y jerárquicos, permaneciendo en la condición de legos.
El propósito de este artículo es presentar algunas consideraciones para el estudio de esa
intelligentsia, haciendo hincapié en las ideas de conversión y acción (la acción es posterior a la conversión y, al mismo tiempo, su complemento directo). Para ello, el análisis se centrará en tres de los más conocidos intelectuales legos del período: Jackson de Figueiredo (1891-1928), Alceu Amoroso Lima (1893-1983) y Gustavo Corção (1896-1978), considerados aquí como casos ejemplares.
Al proponer las bases para un estudio mayor dirigido a esbozar la topografía del pensamiento católico brasileño contemporáneo –un estudio más amplio sólo sugerido en estas páginas–, intento poner de relieve la existencia de una importante conexión entre conversión y acción, un vínculo tradicional en el cristianismo y que se observa de diferentes formas, incluso a menudo contradictorias, en Jackson de Figueiredo, Alceu Amoroso Lima y Gustavo Corção.
En otras palabras, el análisis de este tópico específico –el desdoblamiento de la conversión en acción–, a partir de los ejemplos mencionados, tiene como perspectiva un conocimiento mayor acerca de la intelectualidad católica lega en el Brasil del siglo XX
Teologia da libertação: revolução e reação interiorizadas na igreja
Esta dissertação aborda as transformações sofridas pela Igreja Católica Romana ao
longo do século XX e, principalmente na sua segunda metade, quando vários setores
do clero na América Latina passaram a identificar-se com as causas das esquerdas
do continente e com a questão do homem pobre. Dessa metamorfose, brotou o ideal
de libertação das classes empobrecidas e das nações latino-americanas.
Desenvolveram uma nova reflexão teológica voltada para os anseios e necessidades
desse homem e dessa sociedade: a Teologia da Libertação. Tal reflexão, nascida a
partir de uma nova práxis do clero, dialogava com as novas concepções políticas,
cada vez mais radicalizantes, que surgiam no continente, animadas pelo mito da
revolução e pelo mito do foco, após a vitória de Fidel Castro, em 1959. E também
com a elaboração da teoria da Dependência, que pressupunha a ruptura com os
grandes centros financeiros do mundo capitalista como a única forma de libertar a
América Latina da condição de opressão na qual se encontrava. Dialogava ainda,
com os novos posicionamentos da Santa Sé, a partir dos documentos do Concílio
Vaticano II, mas, sobretudo, das encíclicas de João XXIII e Paulo VI, Pacem in
Terris e Populorum Progressio, respectivamente. As novas posições geraram muitos
conflitos e impasses, tanto no interior da Igreja Católica quanto nas sociedades
latino-americanas, tornando-se a Teologia da Libertação (TL) objeto de muitos
ataques, mas também, de muitas disputas. No Brasil, assumiu função ideológica
hegemônica na Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), e foi
fundamental na constituição das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), dentro do
processo de transição política que o país vivia, saindo do regime civil-militar e
retornando ao Estado de Direito. Na América Central e na Nicarágua,
principalmente, assumiu um caráter mais explosivo e tornou-se parte integrante dos
novos valores simbólicos, assumidos pela Frente Sandinista de Libertação Nacional,
durante o processo revolucionário do país. Após 1984, foi ostensivamente
combatida pela Santa Sé e pelas novas políticas do papa João Paulo II, para a Igreja
latino-americana.This dissertation approaches the transformations of the Roman Catholic Church
throughout the 20th century and mainly in this second half, when some sectors of the
clergy in Latin America started to identify themselves with revolution causes in the
continent and with poor classes. Out of this metamorphosis, the masses ideal of
freedom in Latin American sprouted. They developed a new theological reflection for
the yearnings and necessities of these societies: the Theology of Liberation. Such
reflection, conceived by the clergy, dialogued with politic even more radicalizing
which appeared in the continent, livened up for the myth of revolution and the myth
of the focus, after the victory of the Cuban Revolution, in 1959. It was also reference,
in this change, the elaboration of the theory of dependence, which proposed the
rupture with great financial centers of the capitalist world as the only form to release
Latin America from the condition of oppression in which it was found. It still
dialogued with the new positionings of Holy See, based on documents from Vatican
Concilio II, but, above from encyclical letters by the popes John XXIII and Paul VI,
Pacem in Terris and Populorum Progressio, respectively. These new positionings had
generated many conflicts and impasses, both in the inside of the Catholic Church and
in the Latin American societies, becoming the Theology of Liberation (TL): object of
many attacks but also of many disputes. In Brazil, it played hegemonic ideological
role in the National Conference of Bishops in Brazil (CNBB), being a basic element
in the constitution of Helping Ecclesiastic Communities (CEBs), during process of
political transition in the country. It was also essential to the elaboration of a civilianmilitary regime on behalf of the Commonwealth. In Central America and mainly in
Nicaragua, it played a more impulsive part and it became integrant part in one of the
new symbolic values, presented by the Sandinista Party for the National Liberation,
during the revolutionary process of the country. After 1984, new politic measures in
Holy See were created by the pope John Paul II in favor of the Latin American
Church142 p
Uma vida na história: pensando a trajetória de Alceu Amoroso Lima
Resumo A trajetória do intelectual brasileiro Alceu Amoroso Lima (1893-1983) foi caracterizada por sua transformação de registro católico – de um modelo que reagia à modernidade a outro mais plural, em diálogo com o século. Passagem bem conhecida e, paradoxalmente, pouco trabalhada por seus biógrafos. Neste sentido, este texto pretende ilustrar como o mencionado autor tentou organizar seus câmbios eclesiológico e político, disciplinando a si mesmo e controlando os riscos de suas transformações, por intermédio de especial leitura da espiritualidade e de algumas das tradicionais práticas católicas. Abstract The trajectory of the Brazilian intellectual Alceu Amoroso Lima (1893-1983) was characterized by the transformation of his Catholic identity – shift that leaded him from a reactive model of faith to a progressive and pluralistic ecclesiology. This shift is well known by Amoroso Lima’s biographers but, paradoxically, it has not been analyzed in detail by them. Therefore this text aims to illustrate how the mentioned author built up a quite personal interpretation of Catholic spirituality and some of its traditional practices in order to organize and control the risks of his own religious and political changes
Pensando o Brasil: discurso religioso e prática social segundo Zilda Arns
The present article analyzes the performance of Pastoral da Criança, a CNBB (Brazilian Bishops National Conference) social action organization. Pastoral da Criança was founded in 1983 and was coordinated for almost thirty years by the pediatric doctor and catholic activist Zilda Arns Neumann (1934-2010). Focusing on Arns’ stated reasons to justify the creation of Pastoral da Criança and on her record of its first years of action, we want to demonstrate how she created a spirituality of action. Doing so, she managed to link private creed and public intervention in a time of crisis both in Brazilian political scene and in local Catholic ChurchPropõe-se aqui analisar a atuação da Pastoral da Criança, organização criada em 1983 e coordenada por quase três décadas pela médica pediatra e ativista católica Zilda Arns Neumann (1934-2010). Observar-se-á, para tanto, o discurso construído por Arns para justificar a fundação da citada Pastoral – bem como o inventário realizado por ela dos primeiros anos de sua atuação. Quer-se demonstrar como Zilda Arns forjou, com base em um universo religioso específico, determinada mística de ação social, ligando credo privado e intervenção pública
Em nome do Pai: o Francisco de Assis de Leonardo Boff
RESUMO O presente texto analisa a imagem de Francisco de Assis construída por Leonardo Boff. Discute-se aqui como o ainda frade franciscano Boff respondeu às sanções disciplinares a ele impostas pela Santa Sé, reação expressa no livro Francisco de Assis: a saudade do Paraíso (1985). Nessa obra, um exercício memorial inspirado em fontes franciscanas primitivas, Boff vai além da mera celebração da legenda de Francisco de Assis, apresentando o santo medieval como ícone da Teologia da Libertação, crente paradigmático para nosso tempo e patrono das causas populares. Assim, interpretando Francisco de Assis por intermédio dos ideais cristãos liberacionistas, Boff contestou seus adversários, ratificando sua teologia militante. Por fim, ele proclamou projeto político de oposição à ordem estabelecida no Brasil e na Igreja Católica
“Caríssimo Papa”: : eloquência e silêncio, o discurso de operário brasileiro ao papa João Paulo II
In 1980, Pope John Paul II visited Brazil for the first time. The extensive pontifical program activities included the meeting of the pope with Brazilian workers, at Morumbi stadium, São Paulo. There Karol Wojtyla was greeted by Waldemar Rossi, an important lay leadership of local archdiocese. Rossi wrote a speech that was very critical of the condition of national working-class and also of the political situation in force at the time. This speech would have been shortened for still unclear reasons. In the present article, it is proposed that such an episode reveals the tension that surrounded the papal visit. Tension that was present in the Brazilian public square, with the country experiencing its longest dictatorship, as well as within the national Catholicism, due to theological and pastoral controversies. Thus, we seek to analyze the full text and context of the speech written by Rossi and possible implications of his partial silencing, an episode that has been little debated so far.Em 1980, o papa João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. A extensa programação pontifícia incluiu encontro do papa com o operariado brasileiro, no estádio do Morumbi, São Paulo. Ali, Karol Wojtyla foi saudado por Waldemar Rossi, liderança operária leiga da arquidiocese paulistana. Rossi redigiu discurso bastante crítico em relação à condição dos trabalhadores nacionais e também quanto à situação política então vigente. Discurso esse que teria sido encurtado por razões ainda obscuras. No presente artigo, propõe-se que tal episódio revela a tensão que cercou a visita papal. Tensão presente na praça pública brasileira, com o país vivenciando sua mais longa ditadura, bem como no interior do catolicismo nacional, por conta de polêmicas teológicas e pastorais. Assim, quer-se analisar texto integral e contexto do discurso escrito por Rossi e as possíveis implicações de seu parcial silenciamento, episódio pouco debatido até agora.
 
La tradición transfigurada: el Francisco de Asis de Leonardo Boff
This is an analysis of the image of Francis of Assisi constructed by the Brazilian theologian Leonardo Boff (b. 1938) at a very tense juncture. It is a matter of discussing how, in the mid-1980s, the still Franciscan friar Boff responded to the disciplinary sanctions imposed on him by the Holy See, a reaction expressed in the book Francis of Assisi: Longing for Paradise. The work was written and published in 1985, during the so-called "obsequious silence" to which Friar Boff was subjected by Rome, due to alleged doctrinal deviations contained in the work Church, Charism and Power, launched years before and a milestone of Latin American Liberation Theology.Thus, in a context characterized by adversity, Leonardo Boff - not only prevented from making public statements, but also deposed from his university professorship and removed from the directorship of the largest Catholic publishing house in the country - wrote and had published the aforementioned Francis of Assisi: Longing for Paradise. At first sight, the book only revisits the well-known biography of one of the most admired saints of the Latin Church, both in Brazil and in the world, a positive reception among believers and non-believers alike. However, the exposition proposed by Boff goes beyond the mere celebration of the centuries-old legend associated with Francis of Assisi. Inspired by the earliest Franciscan sources, the Brazilian friar presents the medieval saint as an icon of Liberation Theology, a paradigmatic Christian for our time and a patron of popular causes. In other words: Friar Leonardo Boff, in the book at hand, made use of episodes recorded in the Franciscan canon - the miraculous divine revelation in the chapel of San Damiano; Francis' radical option for poverty and his assistential work with lepers; the mystical relationship with Clare di Offreduccio, from a noble family and desirous of living in simplicity; the "Sermon to the Birds"; the creation of the nativity scene in Greccio; the reception of the stigmata on Mount La Verna - to give to the Assisiense and to the movement he originated, meanings different from the pious and romantic readings so commonly associated with Francis.It follows that by interpreting the Poverello through Christian liberationist ideals, Boff contested his opponents, and also confirmed his militant theology. Finally, in Francis of Assisi: Longing for Paradise, Leonardo Boff proclaimed a project of opposition to the established order in Brazil and criticism of the hierarchical organization of the Catholic Church.
Translated with www.DeepL.com/Translator (free version)Este artículo tiene como objetivo discutir cómo, a mediados de los años 80, el todavía fraile franciscano Boff respondió a las sanciones disciplinarias que le impuso la Santa Sede, reacción expresada en el libro Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. La obra fue escrita y publicada en 1985, durante el llamado "silencio obsequioso" al que fue sometido Fray Boff por parte de Roma, debido a supuestas desviaciones doctrinales contenidas en la obra Iglesia, Carisma y Poder, lanzada años antes y un hito de la Teología de la Liberación latinoamericana.Así, en un contexto caracterizado por la adversidad, Leonardo Boff -no sólo impedido de hacer declaraciones públicas, sino también depuesto de su cátedra universitaria y destituido de la dirección de la mayor editorial católica del país- escribió e hizo publicar el mencionado Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. A primera vista, el libro se limita a repasar la conocida biografía de uno de los santos más admirados de la Iglesia latina, tanto en Brasil como en el resto del mundo. Sin embargo, la exposición que propone Boff va más allá de la mera celebración de la leyenda secular asociada a Francisco de Asís. Inspirado en las primeras fuentes franciscanas, el fraile brasileño presenta al santo medieval como un icono de la Teología de la Liberación, un cristiano paradigmático para nuestro tiempo y un patrón de las causas populares. En otras palabras: Fray Leonardo Boff, en el libro que nos ocupa, se ha servido de episodios recogidos en el registro canónico franciscano: la milagrosa revelación divina en la capilla de San Damián; la radical opción por la pobreza de Francisco y su labor asistencial con los leprosos; la relación mística con Clara de Offreduccio, de familia noble y deseosa de vivir en la sencillez; el "Sermón a los pájaros"; la creación del pesebre en Greccio; la recepción de los estigmas en el monte Alverna - para dar a los asisienses y al movimiento que él originó, significados diferentes de las lecturas piadosas y románticas tan comúnmente asociadas a Francisco.De ello se deduce que, al interpretar el Poverello a través de los ideales cristianos liberacionistas, Boff ha desafiado a sus adversarios, confirmando igualmente su teología militante. Finalmente, en Francisco de Asís: Anhelando el Paraíso, Leonardo Boff proclamó un proyecto de oposición al orden establecido en Brasil y de crítica a la organización jerárquica de la Iglesia católica.
Propõe-se aqui análise da imagem de Francisco de Assis construída, em conjuntura bastante tensa, pelo teólogo brasileiro Leonardo Boff (n. 1938), Trata-se de discutir como, em meados da década de 1980, o ainda frade franciscano Boff respondeu às sanções disciplinares a ele impostas pela Santa Sé, reação expressa no livro Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. Obra escrita e publicada em 1985, durante o chamado “silêncio obsequioso” ao qual Frei Boff foi submetido por Roma, devido a supostos desvios doutrinários contidos na obra Igreja, Carisma e Poder, lançada anos antes e marco da Teologia da Libertação latino-americana.Assim, em contexto caracterizado pela adversidade, Leonardo Boff – não apenas impedido de dar declarações públicas, também deposto de sua cátedra universitária e removido da direção da maior editora católica do país – redigiu e fez publicar o acima mencionado Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. À primeira vista, o livro apenas revisita a conhecida biografia de um dos mais admirados santos da Igreja latina, tanto no Brasil como no mundo, recepção positiva essa verificada entre crentes e não crentes. Contudo, a exposição proposta por Boff vai além da mera celebração da multissecular legenda associada a Francisco de Assis. Inspirado nas fontes franciscanas mais primitivas, o frade brasileiro apresenta o santo medieval como ícone da Teologia da Libertação, cristão paradigmático para nosso tempo e patrono das causas populares. Em outras palavras: Frei Leonardo Boff, no livro em lume, valeu-se de episódios registrados na canônica franciscana – a milagrosa revelação divina na capela de São Damião; a opção radical de Francisco pela pobreza e seu trabalho assistencial junto aos leprosos; a relação mística com Clara di Offreduccio, de família nobre e desejosa de viver na simplicidade; o “Sermão aos Pássaros”; a criação do presépio, em Greccio; a recepção dos estigmas, no monte Alverne – para dar ao Assisense e ao movimento por ele originado significações diversas de leituras piedosas e românticas tão comumente associadas a Francisco.Resulta daí que, interpretando o Poverello por intermédio dos ideais cristãos liberacionistas, Boff contestou seus adversários, confirmando igualmente sua teologia militante. Por fim, em Francisco de Assis: a saudade do Paraíso, Leonardo Boff proclamou projeto de oposição à ordem estabelecida no Brasil e crítico em relação à organização hierárquica da Igreja Católica
La tradición transfigurada: el Francisco de Asís de Leonardo Boff
This is an analysis of the image of Francis of Assisi constructed by the Brazilian theologian Leonardo Boff (b. 1938) at a very tense juncture. It is a matter of discussing how, in the mid-1980s, the still Franciscan friar Boff responded to the disciplinary sanctions imposed on him by the Holy See, a reaction expressed in the book Francis of Assisi: Longing for Paradise. The work was written and published in 1985, during the so-called "obsequious silence" to which Friar Boff was subjected by Rome, due to alleged doctrinal deviations contained in the work Church, Charism and Power, launched years before and a milestone of Latin American Liberation Theology.Thus, in a context characterized by adversity, Leonardo Boff - not only prevented from making public statements, but also deposed from his university professorship and removed from the directorship of the largest Catholic publishing house in the country - wrote and had published the aforementioned Francis of Assisi: Longing for Paradise. At first sight, the book only revisits the well-known biography of one of the most admired saints of the Latin Church, both in Brazil and in the world, a positive reception among believers and non-believers alike. However, the exposition proposed by Boff goes beyond the mere celebration of the centuries-old legend associated with Francis of Assisi. Inspired by the earliest Franciscan sources, the Brazilian friar presents the medieval saint as an icon of Liberation Theology, a paradigmatic Christian for our time and a patron of popular causes. In other words: Friar Leonardo Boff, in the book at hand, made use of episodes recorded in the Franciscan canon - the miraculous divine revelation in the chapel of San Damiano; Francis' radical option for poverty and his assistential work with lepers; the mystical relationship with Clare di Offreduccio, from a noble family and desirous of living in simplicity; the "Sermon to the Birds"; the creation of the nativity scene in Greccio; the reception of the stigmata on Mount La Verna - to give to the Assisiense and to the movement he originated, meanings different from the pious and romantic readings so commonly associated with Francis.It follows that by interpreting the Poverello through Christian liberationist ideals, Boff contested his opponents, and also confirmed his militant theology. Finally, in Francis of Assisi: Longing for Paradise, Leonardo Boff proclaimed a project of opposition to the established order in Brazil and criticism of the hierarchical organization of the Catholic Church.
Translated with www.DeepL.com/Translator (free version)Propõe-se aqui análise da imagem de Francisco de Assis construída, em conjuntura bastante tensa, pelo teólogo brasileiro Leonardo Boff (n. 1938), Trata-se de discutir como, em meados da década de 1980, o ainda frade franciscano Boff respondeu às sanções disciplinares a ele impostas pela Santa Sé, reação expressa no livro Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. Obra escrita e publicada em 1985, durante o chamado “silêncio obsequioso” ao qual Frei Boff foi submetido por Roma, devido a supostos desvios doutrinários contidos na obra Igreja, Carisma e Poder, lançada anos antes e marco da Teologia da Libertação latino-americana.Assim, em contexto caracterizado pela adversidade, Leonardo Boff – não apenas impedido de dar declarações públicas, também deposto de sua cátedra universitária e removido da direção da maior editora católica do país – redigiu e fez publicar o acima mencionado Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. À primeira vista, o livro apenas revisita a conhecida biografia de um dos mais admirados santos da Igreja latina, tanto no Brasil como no mundo, recepção positiva essa verificada entre crentes e não crentes. Contudo, a exposição proposta por Boff vai além da mera celebração da multissecular legenda associada a Francisco de Assis. Inspirado nas fontes franciscanas mais primitivas, o frade brasileiro apresenta o santo medieval como ícone da Teologia da Libertação, cristão paradigmático para nosso tempo e patrono das causas populares. Em outras palavras: Frei Leonardo Boff, no livro em lume, valeu-se de episódios registrados na canônica franciscana – a milagrosa revelação divina na capela de São Damião; a opção radical de Francisco pela pobreza e seu trabalho assistencial junto aos leprosos; a relação mística com Clara di Offreduccio, de família nobre e desejosa de viver na simplicidade; o “Sermão aos Pássaros”; a criação do presépio, em Greccio; a recepção dos estigmas, no monte Alverne – para dar ao Assisense e ao movimento por ele originado significações diversas de leituras piedosas e românticas tão comumente associadas a Francisco.Resulta daí que, interpretando o Poverello por intermédio dos ideais cristãos liberacionistas, Boff contestou seus adversários, confirmando igualmente sua teologia militante. Por fim, em Francisco de Assis: a saudade do Paraíso, Leonardo Boff proclamou projeto de oposição à ordem estabelecida no Brasil e crítico em relação à organização hierárquica da Igreja Católica.Este artículo tiene como objetivo discutir cómo, a mediados de los años 80, el todavía fraile franciscano Boff respondió a las sanciones disciplinarias que le impuso la Santa Sede, reacción expresada en el libro Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. La obra fue escrita y publicada en 1985, durante el llamado "silencio obsequioso" al que fue sometido Fray Boff por parte de Roma, debido a supuestas desviaciones doctrinales contenidas en la obra Iglesia, Carisma y Poder, lanzada años antes y un hito de la Teología de la Liberación latinoamericana.Así, en un contexto caracterizado por la adversidad, Leonardo Boff -no sólo impedido de hacer declaraciones públicas, sino también depuesto de su cátedra universitaria y destituido de la dirección de la mayor editorial católica del país- escribió e hizo publicar el mencionado Francisco de Assis: a saudade do Paraíso. A primera vista, el libro se limita a repasar la conocida biografía de uno de los santos más admirados de la Iglesia latina, tanto en Brasil como en el resto del mundo. Sin embargo, la exposición que propone Boff va más allá de la mera celebración de la leyenda secular asociada a Francisco de Asís. Inspirado en las primeras fuentes franciscanas, el fraile brasileño presenta al santo medieval como un icono de la Teología de la Liberación, un cristiano paradigmático para nuestro tiempo y un patrón de las causas populares. En otras palabras: Fray Leonardo Boff, en el libro que nos ocupa, se ha servido de episodios recogidos en el registro canónico franciscano: la milagrosa revelación divina en la capilla de San Damián; la radical opción por la pobreza de Francisco y su labor asistencial con los leprosos; la relación mística con Clara de Offreduccio, de familia noble y deseosa de vivir en la sencillez; el "Sermón a los pájaros"; la creación del pesebre en Greccio; la recepción de los estigmas en el monte Alverna - para dar a los asisienses y al movimiento que él originó, significados diferentes de las lecturas piadosas y románticas tan comúnmente asociadas a Francisco.De ello se deduce que, al interpretar el Poverello a través de los ideales cristianos liberacionistas, Boff ha desafiado a sus adversarios, confirmando igualmente su teología militante. Finalmente, en Francisco de Asís: Anhelando el Paraíso, Leonardo Boff proclamó un proyecto de oposición al orden establecido en Brasil y de crítica a la organización jerárquica de la Iglesia católica.
OFÍCIO DAS TREVAS: Alceu Amoroso Lima na noite do arbítrio
This paper analyzes how the Brazilian intellectual Alceu Amoroso Lima (1893-1983) reacted to the issuing of the Institutional Act No. 5 and the resulting strengthening of the civil-military dictatorship in Brazil. I examine the daily letters that Amoroso Lima sent to his daughter, the Benedictine sister Maria Teresa, throughout the year of 1969. Through this dialog, Amoroso Lima tried to redefine his public persona as a Catholic layman leader in face of the challenges and urgent demands in a time of deep political crisis.O presente artigo analisa como o intelectual e líder leigo católico Alceu Amoroso Lima (1893-1983) reagiu à decretação do Ato Institucional número 5, que aprofundou o caráter autoritário de nossa última ditadura (1964-1985). Para tanto, serão examinadas as cartas diárias que Amoroso Lima endereçou à filha, a monja beneditina Maria Teresa, ao longo do ano de 1969. Tratava-se, para o mencionado intelectual, de reorganizar sua atuação pública à luz de sua fé e frente aos desafios e urgentes demandas daquele tempo de profunda crise. Ação esta para a qual o referido diálogo epistolar com Maria Teresa foi de fundamental importância
“Caríssimo Papa”: : eloquência e silêncio, o discurso de operário brasileiro ao papa João Paulo II
In 1980, Pope John Paul II visited Brazil for the first time. The extensive pontifical program activities included the meeting of the pope with Brazilian workers, at Morumbi stadium, São Paulo. There Karol Wojtyla was greeted by Waldemar Rossi, an important lay leadership of local archdiocese. Rossi wrote a speech that was very critical of the condition of national working-class and also of the political situation in force at the time. This speech would have been shortened for still unclear reasons. In the present article, it is proposed that such an episode reveals the tension that surrounded the papal visit. Tension that was present in the Brazilian public square, with the country experiencing its longest dictatorship, as well as within the national Catholicism, due to theological and pastoral controversies. Thus, we seek to analyze the full text and context of the speech written by Rossi and possible implications of his partial silencing, an episode that has been little debated so far.Em 1980, o papa João Paulo II visitou o Brasil pela primeira vez. A extensa programação pontifícia incluiu encontro do papa com o operariado brasileiro, no estádio do Morumbi, São Paulo. Ali, Karol Wojtyla foi saudado por Waldemar Rossi, liderança operária leiga da arquidiocese paulistana. Rossi redigiu discurso bastante crítico em relação à condição dos trabalhadores nacionais e também quanto à situação política então vigente. Discurso esse que teria sido encurtado por razões ainda obscuras. No presente artigo, propõe-se que tal episódio revela a tensão que cercou a visita papal. Tensão presente na praça pública brasileira, com o país vivenciando sua mais longa ditadura, bem como no interior do catolicismo nacional, por conta de polêmicas teológicas e pastorais. Assim, quer-se analisar texto integral e contexto do discurso escrito por Rossi e as possíveis implicações de seu parcial silenciamento, episódio pouco debatido até agora.
