8 research outputs found

    A tipologia enxaimel e o uso cultural da floresta no passado colonial

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    TRABALHOS CIENTÍFICOS EIXO TEMÁTICO: MADEIRAS HISTÓRICAS, CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE E SUSTENTABILIDADE AMBIENTA

    Variação morfológica de Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) em áreas de manguezal e de transição entre manguezal e floresta de restinga

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    Adaptive responses to the interaction of abiotic factors that operate at different spatial and temporal scales may reflect on the distribution of species, due to their interaction with the environment. This study aimed to check differences in the structure of individuals between populations of Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) distributed in mangrove areas and in transition areas between mangrove and restinga forest, using leaf morphological characteristics and plant architecture. Environmental variables were analyzed, such as soil nutrients and salinity level. The transition area showed lower salinity of pore water and soil pH, probably due to the high levels of aluminum. Laguncularia racemosa individuals in the mangrove area had larger leaves than the population in the transition area, with larger leaf area, specific leaf area, and leaf density, and smaller leaf volume. In mangrove, L. racemosa individuals had higher height and basal trunk diameter and lower canopy density and percentage of leaves subject to herbivory, but a higher number of senescent leaves. Such results may be related to the contrasting environmental conditions and significant differences in water salinity and soil nutrients.  Respostas adaptativas à interação de fatores abióticos que atuam em diferentes escalas espaciais e temporais podem reletir na distribuição das espécies, em decorrência de sua interação com o ambiente. Este estudo teve por objetivo verificar as diferenças na estrutura dos indivíduos entre populações de Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) distribuídas em áreas de manguezal e de transição manguezal e restinga, utilizando características morfológicas foliares e arquitetura da planta. Foram analisadas varáveis ambientais, como nutrientes do solo e teor de salinidade. A área de transição apresentou menor salinidade da água intersticial e pH do solo, provavelmente em decorrência dos altos índices de alumínio. Indivíduos de L. racemosa da área de manguezal apresentaram folhas maiores que a população da área de transição, com maior área foliar, área específica foliar, densidade foliar e menor volume foliar. No manguezal, indivíduos de L. racemosa apresentaram maior altura e diâmetro basal do tronco e menor densidade de copa e percentual de folhas herbivoradas, porém, maior número de folhas senescentes. Tais resultados possivelmente relacionam-se com as contrastantes condições ambientais e com expressivas diferenças na salinidade da água e nos nutrientes dos solos

    Variação morfológica de Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) em áreas de manguezal e de transição entre manguezal e floresta de restinga

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    Respostas adaptativas à interação de fatores abióticos que atuam em diferentes escalas espaciais e temporais podem reletir na distribuição das espécies, em decorrência de sua interação com o ambiente. Este estudo teve por objetivo verificar as diferenças na estrutura dos indivíduos entre populações de Laguncularia racemosa (L.) C. F. Gaertn. (Combretaceae) distribuídas em áreas de manguezal e de transição manguezal e restinga, utilizando características morfológicas foliares e arquitetura da planta. Foram analisadas varáveis ambientais, como nutrientes do solo e teor de salinidade. A área de transição apresentou menor salinidade da água intersticial e pH do solo, provavelmente em decorrência dos altos índices de alumínio. Indivíduos de L. racemosa da área de manguezal apresentaram folhas maiores que a população da área de transição, com maior área foliar, área específica foliar, densidade foliar e menor volume foliar. No manguezal, indivíduos de L. racemosa apresentaram maior altura e diâmetro basal do tronco e menor densidade de copa e percentual de folhas herbivoradas, porém, maior número de folhas senescentes. Tais resultados possivelmente relacionam-se com as contrastantes condições ambientais e com expressivas diferenças na salinidade da água e nos nutrientes dos solos

    Reflexões sobre a pesca pré-colonial na Baía da Babitonga, litoral norte de Santa Catarina, Brasil

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    Evidências relacionadas à pesca entre populações sambaquianas e da cultura taquara-itararé na Baía da Babitonga são muito antigas, pode-se dizer que desde a sua primeira publicação, no século XIX, há menção aos vestígios relacionados à esta prática, já que estes sítios são constituídos majoritariamente por restos de animais obtidos por técnicas de pesca. Somente a partir dos anos de 1990 estudos sistemáticos voltados para os restos faunísticos e com base na Zooarqueologia começam a ser feitos, permitindo avançar no aspecto qualitativo e quantitativos. Estes estudos permitiram conhecer melhor o papel do peixe em relação aos outros recursos marinhos, as preferências entre as espécies capturadas, as inferências sobre os ambientes frequentados e os petrechos utilizados e as relações de práticas pesqueiras entre estas diferentes culturas. Pode-se dizer que foi este viés que dominou os estudos até recentemente quando pesquisa com foco em populações atuais de pescadores artesanais foi desenvolvida tendo em vista compreender melhor as práticas antigas assim como contribuir nas ações de conservação da fauna marinha. Em suma, o presente estudo traz uma síntese sobre os dados disponíveis sobre a pesca na pré-história da Baía da Babitonga afim de obter subsídios para a brilhante iniciativa de criação de uma rede colaborativa de estudos sobre o tema.   Abstract: Evidence related to fishing between sambaquian populations and taquara-itararé culture in Babitonga Bay is very old, it can be said that since its first publication in the nineteenth century, there is mention of the traces related to this practice, since these sites are consisting mainly of animal remains obtained by fishing techniques. Only from the 1990s onwards, systematic studies focusing on faunal remains and based on zooarcheology began to be made, allowing the qualitative and quantitative progress to be made. These studies made it possible to better understand the role of fish in relation to other marine resources, the preferences between the species caught, the inferences about the environments frequented and the equipment used as well as the relationships of fishing practices between these different cultures. It can be said that it was this bias that can contribute to the brilliant initiative of creating a collaborative network of studies on the subject as well as to base conservation studies on the marine fauna of Babitonga Bay

    The historical ecology of subsistence and early commercial fisheries in mangrove systems in Brazil

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    Human population growth and the technological advancements of the 20th and 21st centuries have significantly altered human-environment interactions and led to unprecedented anthropogenic footprints on coastal and ocean systems. Despite thousands of years of exploitation for subsistence and, later, commercial purposes, the ecology of mangrove fisheries along the Brazilian coast and the consequences of these activities remain poorly understood. This is largely due to a pervasive lack of historical baselines, and highlights the conservation crises affecting some of the world's biodiversity hotspots. In this study, we used otolith metrics and stable isotope analysis to investigate changes in the body length and trophic ecology of several demersal species recovered from pre-colonial (4500 cal BP to 1500 AD) and historical (late 19th and early 20th centuries AD) archaeological sites in Babitonga Bay, the largest mangrove system in southern Brazil. Our results revealed that pre-colonial and historical fisheries exploited a wide range of mangrove habitats, encompassing brackish to marine systems. Pre-colonial subsistence fisheries, however, targeted predominantly small and juvenile individuals in nursery areas, while early commercial fisheries targeted larger adult specimens, likely due to their higher commercial value. Our study shows that some drivers of stock overexploitation, such as the preferential capture of large and adult individuals, were found to be occurring more than 150 years ago along the southern Brazilian coast. Given the deep roots of human footprints in Brazil, our findings underscore the significance of incorporating historical data into the formulation of fisheries management strategies in subtropical and tropical regions

    Resultados preliminares da pesquisa no sambaqui sob rocha Casa de Pedra, São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil

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    Resumo A baía da Babitonga possui um patrimônio arqueológico riquíssimo, constituído por um conjunto numeroso de sambaquis, relacionados a pescadores-caçadores-coletores pré-coloniais. O projeto em desenvolvimento volta-se para um sambaqui localizado sob uma gruta no litoral leste de São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil: o sambaqui sob rocha Casa de Pedra. O sítio apresenta camada arqueológica de 38 cm de espessura e área de 27 m2, e vem sendo escavado desde 2015, com rebaixamento em níveis artificiais de 5 cm de profundidade, em 30 setores de 1 x 1 m. A matriz é composta predominantemente por fragmentos ósseos de ictiofauna e por material conquiológico. Foram encontrados ossos humanos esparsos, alguns queimados, nas primeiras camadas. Osso humano e conchas a 3 cm e 20-25 cm de profundidade apresentaram datação de 4.460 ± 30 e 5.470 ± 30 anos AP, respectivamente. Porém, datações do sedimento da base do sítio apresentaram 4.330 ± 700 e 5.670 ± 850 anos AP, levando-nos a questionar a origem da matriz arqueológica e a sua posição em contexto temporal. Nas paredes internas da gruta, verificaram-se pinturas rupestres, que, após resultados mais concretos, poderão ser o primeiro registro no estado deste tipo de manifestação associada a sambaquis.</jats:p

    Resultados preliminares da pesquisa no sambaqui sob rocha Casa de Pedra, São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil

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    Resumo A baía da Babitonga possui um patrimônio arqueológico riquíssimo, constituído por um conjunto numeroso de sambaquis, relacionados a pescadores-caçadores-coletores pré-coloniais. O projeto em desenvolvimento volta-se para um sambaqui localizado sob uma gruta no litoral leste de São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brasil: o sambaqui sob rocha Casa de Pedra. O sítio apresenta camada arqueológica de 38 cm de espessura e área de 27 m2, e vem sendo escavado desde 2015, com rebaixamento em níveis artificiais de 5 cm de profundidade, em 30 setores de 1 x 1 m. A matriz é composta predominantemente por fragmentos ósseos de ictiofauna e por material conquiológico. Foram encontrados ossos humanos esparsos, alguns queimados, nas primeiras camadas. Osso humano e conchas a 3 cm e 20-25 cm de profundidade apresentaram datação de 4.460 ± 30 e 5.470 ± 30 anos AP, respectivamente. Porém, datações do sedimento da base do sítio apresentaram 4.330 ± 700 e 5.670 ± 850 anos AP, levando-nos a questionar a origem da matriz arqueológica e a sua posição em contexto temporal. Nas paredes internas da gruta, verificaram-se pinturas rupestres, que, após resultados mais concretos, poderão ser o primeiro registro no estado deste tipo de manifestação associada a sambaquis

    Preliminary report on research of the Casa de Pedra shell mound, São Francisco do Sul, Santa Catarina, Brazil

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    Abstract Babitonga Bay has a rich archaeological heritage, with a large number of sambaquis (shell mounds) related to pre-colonial fishermen-hunter-gatherers (±160 sites). The current project focuses on a sambaqui located in a cave on the east coast of São Francisco do Sul in the state of Santa Catarina known as the ‘Casa de Pedra’ mound. The site contains an archaeological matrix 38 cm thick and 27 m2 in area; excavation has been underway since 2015, in 5 cm deep levels over 30 1 x 1 m sectors to obtain samples for archaeological analysis. The matrix is predominantly composed of fish bone fragments and shells. Some calcined human bones were found scattered in the upper layers. Shells and human bones found at 3 cm and 20-25 cm depth were dated at approximately 4.460 ± 30 and 5.470 ± 30 years BP. However, sediment dating below the site indicated 4.330 ± 700 and 5.670 ± 850 years BP, leading us to question the origin of the archaeological matrix and its position in the temporal context. Some paintings were seen on the walls of the cave, which after further study may prove to be the first paintings of this type in the state and perhaps the first in Brazil associated with sambaquis.</p
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