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A Formação Alagamar, limitada por discordâncias erosivas, é a unidade litoestratigráfica que compõe o Andar Alagoas na Bacia Potiguar. Num contexto regional, corresponde ao estágio transicional evaporítico da evolução tectono-sedimentar das bacias costeiras do Brasil. O estudo integrado desta unidade, há muito necessário, foi aqui desenvolvido, permitindo a correlação entre métodos bio- e litoestratigráficos, através da investigação de 291 amostras de 18 poços exploratórios distribuídos por toda a bacia (terra e plataforma). A análise dos perfis litológicos e diagrafias individualizou eventos transgressivos que limitam cinco intervalos com caráter cronoestratigráfico na bacia. O exame do resíduo orgânico total permitiu a individualização de quatro tipos de palinofácies, características de distintos ambientes continentais. Do estudo sistemático da associação microflorística, 228 espécies morfográficas foram identificadas, ilustradas e descritas ou comentadas. Dois novos gêneros, 5 espécies novas e três novas combinações são propostos. A análise quantitativa permitiu constatar, numa reconstrução tentativa da flora, um predomínio de coníferas da família das cheirolepidiáceas e de plantas do grupo das gnetáceas, secundadas pelas pteridófitas e pelas primeiras representantes das angiospermas. A sucessão palinológica foi subdividida em 4 biozonas e 6 intervalos informais, aplicáveis em toda a bacia. Estas unidades palinoestratigráficas são correlacionáveis aos zoneamentos propostos para outras bacias dentro e fora do Brasil. Com base na palinologia atribuíram-se idade aptiana para a Formação Alagamar e eo- a mesoalbiana para a base das formações Açu/Ubarana. Além disso, reconheceu-se a correspondência entre o Andar Alagoas (local) e o Aptiano. Evidências palinológicas, sedimentológicas e tectônicas indicam para a Formação Alagamar um ambiente de deposição continental de terras baixas, dominantemente deltaico-flúvio-lacustre, sob clima quente árido a semi-árido e regime tectônico relativamente estável. Já a deposição da base das formações Açu/Ubarana ocorreu em ambiente marinho próximo à costa. A composição microflorística é bastante similar às observadas nas bacias do nordeste brasileiro e enquadra-se nas características das associações pertencentes a província microflorística do Gondwana-Norte. Este estudo ressalta a importância da palinologia para a evolução vegetal, a paleoclimatologia e a bioestratigrafia, além de contribuir para um incremento da precisão e confiabilidade da palinoestratigrafia na região.The palynostratigraphy of the late Early Cretaceous (Alagoas Stage) Alagamar Formation of the Potiguar Basin has been revaluated on the basis of two hundred ninety one samples from eighteen onshore and offshore wells. The unit is essentially non-marine and bounded by erosional surfaces. Based on well logs five cronostratigraphic units were individualized. Organic residue analyses allowed recognition of four palynofacies types used in environmental interpretations. Two hundred and twenty eight species of spores, pollen, fungi and microplankton have been identified and ilustrated. Two new genera and five new species are recognized. Three species are newly combined. A hierarchical zonation consisting of four palynostratigraphical units is proposed, and correlations with zonal schemes from other basins are made. According to quantitative analyses of the palynological assemblages, the flora consisted chiefly of cheirolepidacean conifers and gnetophytes, followed by pteridophytes and angiosperms as minor components. Stratigraphic index fossils confirm that the Alagamar Formation (and therefore the Alagoas Stage) are Aptian in age. Ages of the palynological units have been assessed and correlated with palynological sequences from other basins in Brazil and overseas. Comparisons with plant-microfossil assemblages from other continents support the concept of W.A.S.A. microfloristic belt. Palynological data imply that the Aptian climate in the Potiguar Basin was warm to hot, arid to semi-arid, and that the depositional environments were dominantly fluvial-deltaic-lacustrine. These conclusions agree with previous paleontological and sedimentological studies and are consistent with the high paleolatitudes commonly proposed for this area in the Aptian
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Esta dissertação é o resultado do estudo paleopalinológico (acritarcas s.l.) de 96 amostras provenientes da Formação Ponta Grossa ocorrentes no flanco noroeste da Bacia do Paraná. As amostras foram coletadas nas sondagens RSP-1 (Serra da Petrovina), RVR-1 (São José do Povo) e RPL-1 (Paraíso Leste), localizadas no sul do Estado do Mato Grosso, Brasil. Estas sondagens, de propriedades da Companhia Rio Doce Geologia e Mineração S.A. - DOCEGEO, foram realizadas durante a execução do Projeto Rondonópolis, em 1977. Os sedimentos pertencentes à Formação Ponta Grossa revelaram-se portadores de uma rica e bem preservada assembléia de acritarcas s.l. Foram identificados 29 gêneros e 58 espécies, entre as quais são descritos 2 gêneros e 8 novas espécies: Bipolarisvelata accreta gen et sp. n., Mediocorpore conspicuus gen. et sp. n., Duvernaysphaera dissimilis sp. n., Duvernaysphaera heliocêntrica sp. n., Evittia crucinata sp. n., Evittia matogrossensis sp. n., Gorgonisphaeridium reticulatum sp. n. e Pterospermella crassimarginata sp. n. Com base na comparação entre a assembléia de acritarcas s.l. aqui analisada com outras descritas, até o momento, para diversas regiões do mundo, além de estudos pré-existentes sobre esporos encontrados na área, foi possível propor que a idade da seqüência sedimentar estudada corresponde ao intervalo de tempo situado entre o Eifeliano Inferior e Frasniano Superior. Em relação ao paleoambiente, verificou-se a partir dos dados obtidos através da distribuição e diversidade dos microfósseis, que os sedimentos pertencentes à Formação Ponta Grossa, na área, foram depositados sob condições marinhas, apresentando alguns intervalos, no entanto, influência continental.This dissertation is the result of a paleopalynologic study (acritarchs s.l.) of 96 samples from the Ponta Grossa Formation on the northwestern flank of Paraná Basin in Southern Mato Grosso State, Brazil. The samples were collected from boreholes RSP-1 (Serra da Petrovina), RVR-1 (São José do Povo) and RPL-1 (Paraíso Leste) drilled by the Companhia Rio Doce Geologia e Mineração S.A.- DOCEGEO, during the Rondonópolis Project in 1977. The Ponta Grossa Formation possesses a rich and well-preserved acritarch assemblage. Twenty-nine genera and fifty-eight species were identified, among which two new genera and eight new species: Bipolarisvelata accreta gen. et sp. n., Mediocorpore conspicuo gen. et sp. n., Duvernaysphaera dissimilis sp. n., Duvernaysphaera heliocentrica sp. n., Evittia crucinata sp. n., Evittia matogrossensis sp. n., Gorgonisphaeridium reticulatum sp.n. and Pterospermella crassimarginata sp. n. Comparation with acritarchs described in the literature for other parts of the world and studies of spores from the same region suggest a Early Eifelian to late Frasnian age for the studied sedimentary sequence. The distribution and diversity of the microfossils in the Ponta Grossa Formation in the area indicate deposition under marine conditions, with continental influence in several intervals
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A Formação Alagamar, limitada por discordâncias erosivas, é a unidade litoestratigráfica que compõe o Andar Alagoas na Bacia Potiguar. Num contexto regional, corresponde ao estágio transicional evaporítico da evolução tectono-sedimentar das bacias costeiras do Brasil. O estudo integrado desta unidade, há muito necessário, foi aqui desenvolvido, permitindo a correlação entre métodos bio- e litoestratigráficos, através da investigação de 291 amostras de 18 poços exploratórios distribuídos por toda a bacia (terra e plataforma). A análise dos perfis litológicos e diagrafias individualizou eventos transgressivos que limitam cinco intervalos com caráter cronoestratigráfico na bacia. O exame do resíduo orgânico total permitiu a individualização de quatro tipos de palinofácies, características de distintos ambientes continentais. Do estudo sistemático da associação microflorística, 228 espécies morfográficas foram identificadas, ilustradas e descritas ou comentadas. Dois novos gêneros, 5 espécies novas e três novas combinações são propostos. A análise quantitativa permitiu constatar, numa reconstrução tentativa da flora, um predomínio de coníferas da família das cheirolepidiáceas e de plantas do grupo das gnetáceas, secundadas pelas pteridófitas e pelas primeiras representantes das angiospermas. A sucessão palinológica foi subdividida em 4 biozonas e 6 intervalos informais, aplicáveis em toda a bacia. Estas unidades palinoestratigráficas são correlacionáveis aos zoneamentos propostos para outras bacias dentro e fora do Brasil. Com base na palinologia atribuíram-se idade aptiana para a Formação Alagamar e eo- a mesoalbiana para a base das formações Açu/Ubarana. Além disso, reconheceu-se a correspondência entre o Andar Alagoas (local) e o Aptiano. Evidências palinológicas, sedimentológicas e tectônicas indicam para a Formação Alagamar um ambiente de deposição continental de terras baixas, dominantemente deltaico-flúvio-lacustre, sob clima quente árido a semi-árido e regime tectônico relativamente estável. Já a deposição da base das formações Açu/Ubarana ocorreu em ambiente marinho próximo à costa. A composição microflorística é bastante similar às observadas nas bacias do nordeste brasileiro e enquadra-se nas características das associações pertencentes a província microflorística do Gondwana-Norte. Este estudo ressalta a importância da palinologia para a evolução vegetal, a paleoclimatologia e a bioestratigrafia, além de contribuir para um incremento da precisão e confiabilidade da palinoestratigrafia na região.The palynostratigraphy of the late Early Cretaceous (Alagoas Stage) Alagamar Formation of the Potiguar Basin has been revaluated on the basis of two hundred ninety one samples from eighteen onshore and offshore wells. The unit is essentially non-marine and bounded by erosional surfaces. Based on well logs five cronostratigraphic units were individualized. Organic residue analyses allowed recognition of four palynofacies types used in environmental interpretations. Two hundred and twenty eight species of spores, pollen, fungi and microplankton have been identified and ilustrated. Two new genera and five new species are recognized. Three species are newly combined. A hierarchical zonation consisting of four palynostratigraphical units is proposed, and correlations with zonal schemes from other basins are made. According to quantitative analyses of the palynological assemblages, the flora consisted chiefly of cheirolepidacean conifers and gnetophytes, followed by pteridophytes and angiosperms as minor components. Stratigraphic index fossils confirm that the Alagamar Formation (and therefore the Alagoas Stage) are Aptian in age. Ages of the palynological units have been assessed and correlated with palynological sequences from other basins in Brazil and overseas. Comparisons with plant-microfossil assemblages from other continents support the concept of W.A.S.A. microfloristic belt. Palynological data imply that the Aptian climate in the Potiguar Basin was warm to hot, arid to semi-arid, and that the depositional environments were dominantly fluvial-deltaic-lacustrine. These conclusions agree with previous paleontological and sedimentological studies and are consistent with the high paleolatitudes commonly proposed for this area in the Aptian
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O trabalho, ora apresentado, resulta do estudo palinológico efetuado nas turfas do médio Vale do Rio Paraiba do Sul, no estado de São Paulo. Foram realizadas seis sondagens, duas em cada um dos seguintes municípios: Jacareí (jr1,jr2), Eugênio de Melo (em1,em2) e Taubaté (tb1,tb2), representando a seção mais espessa e a borda da turfeira selecionada. O conteudo palinológico revelou-se abundante e diversificado. Foi detectada a presença de microrrestos de organismos e de 386 tipos de palinomorfos. Os resultados quantitativos e qualitativos foram computados e analisados a fim de gerar, pelas características taxonômicas e ecológicas, sínteses selecionadas que possibilitaram a confecção de diagramas palinológicos. Pelos diagramas foram determinadas as floras regional e local, o polen arbóreo (ap) e o pólen nao arbóreo (nap) e foi feita a distribuição das familias ao longo de cada sondagem. Realizaram-se datações, pelo método do radiocarbono, em algumas amostras das 3 secões mais espessas, tendo sido obtida a maior idade (11.080+/-130 anos ap) na sondagem tb1. Tais dados auxiliaram na correlação dos intervalos determinados pelas variações microflorísticas. Procurou-se demonstrar a fitogeografia por meio de 4 fases determinadas na correlação, velando diferentes aspectos da paisagem. A floresta e o cerrado sempre estiveram presentes, alternando-se com as variações atmosféricas.This thesis is the result of palynological study of the peats of the middle portion of the Paraíba do sul river valley in São Paulo State. Six cores were obtained, two each from the municipalities of Jacareí (JR1,JR2), Eugênio de Melo (EM1,EM2) and Taubaté (TB1,TB2), which represent the thickest section as well as the border of the peat occurrence. Palynological investigation revealed a rich and diverse group of microremains of organisms and 386 types of palynomorphs. The quantitative and qualitative results, together with taxonomic and ecological characteristics, have been used to generate palynological diagrams. These diagrams permitted the determination of the local and regional palaeofloras, the arboreal polen (AP) and the nonarboreal polen (NAP), as well as the distribution of plant families along each core. Several samples from the three thickest sections were dated by the radiocarbon method which revealed a maximum age of 11.080 +/- 130 years B.P. for TB1. The geochronological data helped in the correlation of intervals previously determined on the basis of microfloristic variations. An attempt was made to demonstrate phytogeographical evolution through the identification of four distinct phases evident from the analysis and correlation of the cores. Although forest and \"Cerrado\" elements (Savannah) were always present,domination of one over the other fluctuated over time as a result climatic oscillations in temperature and humidity
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Entre as unidades que compõem a sequência sedimentar mesozóica do Nordeste do Brasil, destaca-se a Formação Santana pelas suas peculiaridades estratigráficas e paleontológicas. Ao já importante acervo de conhecimento à respeito da mesma, acrescentam-se agora os resultados de um amplo estudo, erigido em bases palinológicas. O material que possibilitou a referida pesquisa foi coletado em 12 perfis, distribuídos de modo a cobrir do melhor modo possível, as áreas de ocorrências da unidade nos flancos da bacia. A parte inicial do trabalho apresenta um estudo relativamente extenso sobre a unidade em foco, abordada sob os pontos de vista litológico, tectônico e paleontológico. No aspecto sistemático, 230 espécies foram identificadas e descritas, incluindo dois gêneros e 24 espécies novas. O tratamento qualitativo e quantitativo destas microfloras permitiu o estabelecimento de 4 zonas palinológicas distintas, válidas para todo o âmbito da bacia. Além disso, foi possível, com relativa precisão, efetuar a datação das mesmas, sendo as 3 zonas mais basais enquadradas no Albiano Inferior e a quarta no Albiano Médio. Foi também estabelecida a correlação estratigráfica da Formação Santana com algumas unidades sedimentares de bacias próximas. Do ponto de vista paleoecológico, estabeleceu-se a reconstituição das modificações ambientais sofridas nas 3 fases distintas ocorridas durante a deposição da unidade, representadas, respectivamente, por uma fase lacustre, seguida por uma lagunar, e finalmente por outra lacustre. Dados paleogeográficos foram também obtidos, possibilitando a formulação de hipótese relativa à proveniência do mar a partir da Bacia Potiguar. São igualmente discutidas as informações disponíveis de outras áreas sedimentares do Nordeste do Brasil que poderiam representar o registro desta passagem. Algumas informações de caráter paleoclimático foram também incorporadas, reforçando a idéia de um clima quente e árido na época de deposição dos sedimentos. Finalmente, considerações de caráter paleoflorístico também foram efetuadas, mostrando a evolução da vegetação e completando deste modo um quadro geral do ambiente deposicional desta unidade.Not available
Palinologia da Formação Codô na região de Codô, Maranhão
A Formação Codó, uma das seqüências sedimentares mais conhecidas do Cretáceo do Nordeste do Brasil, é bastante expressiva sob o ponto de vista paleontológico. Sua idade e relações bioestratigráficas foram estabelecidas a partir de zoneamento palinológico integrado da Bacia do Maranhão, efetuado pela PETROBRÁS com base na ocorrência de algumas espécies selecionadas. O trabalho ora apresentado reexamina a questão, partindo da identificação de todas as espécies de palinomorfos encontradas em duas sondagens efetuadas na região de Codó, Maranhão, cujos afloramentos serviram de base para a proposição desta formação. Noventa e quatro espécies são aqui identificadas, incluindo algumas formas retrabalhadas, provenientes de níveis devonianos e permianos da bacia. A associação em questão confirma a idade aptiana comumente atribuída. Algumas observações de caráter paleoecológico são também efetuadas.The Codó Formation, one of the best known Cretaceous sedimentary sequences in Northeastern Brazil, is quite noteworthy from a paieontological point of view. Its age and biostratigraphic relationships have been established on the basis of a palynologic zonation made by PETROBRÁS. The work here presented re-examines this question, starting with the identification of all the palynomorph species present in two wells drilled in the Codó region, whose outcrops served as the basis for the original proposal of this stratigraphic unit. Ninety-four species are here identified, including some reworked forms from the Devonian and Permian of the basin. The studied associations reaffirm the Aptian age commonly accepted for the formation. Paleoecological observations are also made
Estudo palinológico preliminar de um folhelho betuminoso da formação missão velha, chapada do Araripe
Part of the geologic importance of the Araripe Basin is related to the ocurrence of a bituminous shale that has been mineralized with metallic suphides. This layer occurs along the NE flank of the basin and belongs to the upper part of the Missao Velha Formation, of probably Neocomian age. In this paper, a preliminary palynologic analysis of this shale is presented, and the information thus obtained, together with data on other fossils, is used for stratigraphic and paleoecologic interpretations
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Entre as unidades que compõem a sequência sedimentar mesozóica do Nordeste do Brasil, destaca-se a Formação Santana pelas suas peculiaridades estratigráficas e paleontológicas. Ao já importante acervo de conhecimento à respeito da mesma, acrescentam-se agora os resultados de um amplo estudo, erigido em bases palinológicas. O material que possibilitou a referida pesquisa foi coletado em 12 perfis, distribuídos de modo a cobrir do melhor modo possível, as áreas de ocorrências da unidade nos flancos da bacia. A parte inicial do trabalho apresenta um estudo relativamente extenso sobre a unidade em foco, abordada sob os pontos de vista litológico, tectônico e paleontológico. No aspecto sistemático, 230 espécies foram identificadas e descritas, incluindo dois gêneros e 24 espécies novas. O tratamento qualitativo e quantitativo destas microfloras permitiu o estabelecimento de 4 zonas palinológicas distintas, válidas para todo o âmbito da bacia. Além disso, foi possível, com relativa precisão, efetuar a datação das mesmas, sendo as 3 zonas mais basais enquadradas no Albiano Inferior e a quarta no Albiano Médio. Foi também estabelecida a correlação estratigráfica da Formação Santana com algumas unidades sedimentares de bacias próximas. Do ponto de vista paleoecológico, estabeleceu-se a reconstituição das modificações ambientais sofridas nas 3 fases distintas ocorridas durante a deposição da unidade, representadas, respectivamente, por uma fase lacustre, seguida por uma lagunar, e finalmente por outra lacustre. Dados paleogeográficos foram também obtidos, possibilitando a formulação de hipótese relativa à proveniência do mar a partir da Bacia Potiguar. São igualmente discutidas as informações disponíveis de outras áreas sedimentares do Nordeste do Brasil que poderiam representar o registro desta passagem. Algumas informações de caráter paleoclimático foram também incorporadas, reforçando a idéia de um clima quente e árido na época de deposição dos sedimentos. Finalmente, considerações de caráter paleoflorístico também foram efetuadas, mostrando a evolução da vegetação e completando deste modo um quadro geral do ambiente deposicional desta unidade.Not available
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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