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    A construção social do poder monetário dos Estado Unidos: capacidades materiais, ideais e instituições

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio Econômico, Programa de Pós-graduação em Relações Internacionais, Florianópolis, 2013O dólar é produto das interações sociais com estreita relação com a dimensão política das mesmas. Nesse sentido, essa moeda é utilizada como instrumento de poder pelos Estados Unidos na medida em que pode aumentar o grau de autonomia e o poder deles de influência no capitalismo. Antes de ser estabelecida estritamente pela demanda do mercado, o dólar e sua gestão são definidos pela hegemonia política de um grupo social sobre toda a sociedade, o que a legitima como padrão monetário internacional e confere vantagens políticas e econômicas aos americanos frente a outros Estados na ordem política global. Por meio da análise das capacidades materiais, das ideias e das instituições, procura-se compreender e analisar a construção social do poder monetário dos Estados Unidos que buscou aumentar seu poder na política global via financial statecraft. Da mesma maneira, verificar as atuais consequências dessa estratégia para os Estados Unidos, tanto na área financeira, quanto na área política. The dollar is the product of social interactions with close relationship with the political dimension of the same. In this sense, this currency is used as an instrument of power by the United States according as it may increase the level of autonomy and their power of influence in capitalism. Before being established strictly by market demand, the dollar and its management are defined by the political hegemony of a social group overall society, which it legitimizes as international monetary standard and political and economic advantages conferred to americans compared to other States in global political order. Through the analysis of material capabilities, ideas and institutions, we seek to understand and analyze the social construction of monetary power of the United States that sought to increase their power in global politics via financial statecraft. Likewise, check the current consequences of this strategy for the United States, both in the financial area, as in the political arena

    Poder, paixão e corrupção no Estado

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Filosofia.O objetivo dessa pesquisa é esclarecer três questões fundamentais da teoria política de Maquiavel e Montesquieu, a saber, o poder, a paixão e a corrupção. Estes três elementos estão necessariamente presentes e entrelaçados na política. Ademais, buscar-se-à relacionar ou confrontar a teoria política desses dois pensadores. Para desenvolver e contemplar tais objetivos organizamos a pesquisa em cinco capítulos, além da introdução que aborda sucintamente o problema teórico que almejamos tratar na dissertação e também das referências, que indica as fontes teóricas para a construção de nossa argumentação no texto. No primeiro capítulo, 'Sobre Maquiavel & Montesquieu', fazemos uma breve apresentação de alguns pontos importantes da vida e teoria de Maquiavel e Montesquieu. No segundo capítulo, 'Sobre o poder', discutimos nosso primeiro tema teórico, o poder. Analisamos primeiro separadamente o conceito 'poder' em Maquiavel e Montesquieu e depois relacionamos, confrontamos as idéias conflitantes ou não dos pensadores. No terceiro capítulo, 'Sobre as paixões', esteve em pauta as paixões, as quais são inerentes à política tanto em Maquiavel quanto em Montesquieu. No quarto capítulo, 'Sobre a corrupção', temos a corrupção tematizada, discutida e também exemplificada através de Roma, pelos nossos pensadores. E no quinto e último capítulo, temos as 'Considerações conclusivas'. Embora nos capítulos anteriores nós tenhamos feito algumas considerações e comparações, concentramos as congruências e divergências entre Maquiavel e Montesquieu neste quinto capítulo. Também deixamos para este capítulo nossas conclusões a partir da leitura destes estimulantes e importantes pensadores, Maquiavel e Montesquieu. The present research aims at clarifying three major issues of Machiavelli's and Montesquieu's political theory, namely power, passion, and corruption. These three elements are necessarily present and intertwined in politics. In addition, it will try to relate and compare to each other the political theory of these two thinkers. In order to develop and attain such goals, we organize the text in five chapters, plus the introduction that addresses briefly the theoretical problem we want to treat in the dissertation as well as the references, which indicates the theoretical sources for the construction of our arguments in the text. In the first chapter, 'About Machiavelli & Montesquieu', we offer a brief presentation of some important points of the life and theory of Machiavelli and Montesquieu. In the second chapter, 'About power', our first theoretical topic, i.e. power is discussed. We first analyze separately the concept of power in Machiavelli and Montesquieu and then compare the ideas of both thinkers, be they conflicting or not. The third chapter, 'About passions', is about the passions, which are inherent to politics according both to Machiavelli and Montesquieu. In the fourth chapter, 'About corruption', we concentrate on corruption, which our authors discuss through the example of Rome. And in the fifth and last chapter, we offer our "conclusive considerations". Even if we have made some considerations and comparisons already in previous chapters, in the fifth chapter the focus will be on congruencies and differences between Machiavelli and Montesquieu, as well on our conclusions about our reading of these exciting and important thinkers, Machiavelli and Montesquieu

    NOVOS OLHARES SOBRE AS RELAÇÕES DE PODER ENTRE DOCENTES NA GESTÃO UNIVERSITÁRIA

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    Este artigo tem por objetivo promover a reflexão sobre as relações de poder entre docentes, apresentando resultado de pesquisa realizada em Belo Horizonte, com treze docentes que ministram aulas em instituições de ensino superior, no curso de Administração. Na pesquisa de campo usou-se a técnica da bola de neve considerando critérios pré-estabelecidos para a indicação de participantes, aos quais foi aplicada a entrevista semi-estruturada. Os resultados sobre as manifestações, formas e conseqüências dessas relações, segundo as informações prestadas por quem experimenta essas relações no cotidiano de trabalho, foram alcançados por meio da análise temática e de conteúdos. O suporte teórico adotado neste artigo envolve autores ligados ao universo educacional: Libâneo et al (2005), Masseto (1998), Santos (1994), Paiva (2007), e à abordagem das relações de poder nas organizações: Bourdieu (2000), Crozier (1983), Enriquez (2007), Faria (2007), dentre outros. A conclusão confirma a existência de relações de poder entre docentes e esclarece que coexistem no cotidiano do trabalho sentimentos ambivalentes e contraditórios advindos das relações de controle e influência, permitindo inferir que alguns profissionais chegam a experimentar em seu desempenho impotência, fragilidade e inoperância funcional

    O poder constituinte em Hannah Arendt e Jürgen Habermas

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2014.O trabalho analisa o tema do poder constituinte na perspectiva de Hannah Arendt e de Jürgen Habermas. A hipótese é de que Habermas, ao justificar a institucionalização do princípio do discurso, estaria, com isso, propondo a formalização do poder constituinte. Afinal, a prática constituinte, diz ele, supõe a institucionalização de formas de comunicação capazes de proporcionar a formação discursiva de uma vontade política racional. Isso, porém, até onde alcança nossa compreensão, não ocorre em H. Arendt, pois a mesma defende a tese de um poder constituinte calcado na geração espontânea do poder e sustentado pela promessa. Estima-se que Habermas queira avaliar a possibilidade de trazer o potencial inovador da revolução para o âmbito do Estado democrático de direito. Nesse caso, precisa ir além tanto da concepção que limita o poder constituinte, trazendo-o para dentro do sistema normativo estatal, visando à sua operacionalização através de instituições do próprio Estado, como da concepção que o define como uma manifestação política que não integra o próprio direito, caracterizando-se, portanto, como uma força social que cria o direito e, em seguida, recolhe-se para que a organização normativa da sociedade se realize no âmbito estatal. Habermas, nesse aspecto, parece seguir na direção intermediária, ou seja, na direção daqueles que acreditam que o poder constituinte pode ocupar uma dupla posição, definindo-se tanto como manifestação política que integra o ato revolucionário da fundação, quanto como força social quepermanece implícita, como tensão, no cotidiano do legislativo e do judiciário. A tese, portanto, é de que a expressão remains implicit, utilizada por Habermas em Direito e democracia, parece sugerir que o poder constituinte se mantém operante mesmo depois da constituição do Estado democrático de direito, ou melhor, que poder constituinte revolucionário continua a obrar no trabalho diário do legislativo e do judiciário. Tal tese encontra, ou parece encontrar, sustentação inclusive em Carl Schmitt quando afirma, no § 8 da sua clássica obra Verfassungslehre (Teoria da Constituição), que quanto a permanência, resta ao o poder constituinte sempre a possibilidade de seguir existindo encontrando-se ao mesmo tempo acima de toda Constituição, que é derivada dele, de toda a determinação legal-constitucional, válida no marco dessa Constituição. Nessas condições, acredita-se que a natureza do poder constituinte, postulada por Schmitt, sugere, no que tange à ideia de permanência, certa convergência com aquela encontrada em Habermas, parecendo referir-se não somente a um ato ou momento, mas a um procedimento que abarca12vários momentos institucionais, vários agentes e várias forças intelectuais em disputa.Abstract : This study analyzes the theme of constituent power from Hannah Arendt's and Jürgen Habermas' perspectives. The hypothesis is that when Habermas justifies the institutionalization of the discourse principle, he would be proposing the formalization of constituent power. After all, he asserts that the constituent practice presupposes the institutionalization of modes of communication which is able to promote the discursive formation of a rational political will. However, as far as we are concerned, this does not occur in H. Arendt, as she defends the view that constituent power is based on spontaneous generation of power and sustained by the promise. It is expected that Habermas wants to assess the possibility of joining innovative potential to the scope of the democratic State governed by the rule of law. In this case, it is necessary to go beyond the view that limits constituent power, bringing it to the normative state system which aims at the operationalization through the institutions of the State itself, such as the concept which defines it as a political demonstration that does not integrate its own law, thus characterizing it as a social force that creates the law and, then, is collected in order for the normative organization of the society to occur in a state level. In this aspect, Habermas seems to follow the intermediate direction, that is, the direction of those who believe that constituent power may occupy dual position, thus defining itself as political demonstration which integrates the revolutionary act of the foundation, as a social force which remains implicit, as tension, in the legislative and judiciary daily routine. Therefore, the view is that the expression remains implicit, used by Habermas in Law and democracy, seems to suggest that constituent power continues to operate even after the constitution of the democratic State, based on the rule of law. In other words, the revolutionary constituent power continues to work on the legislative and judiciary daily tasks. Such view encounters or seems to encounter support, including in Carl Schmitt, when he asserts in paragraph 8 of his classic work Verfassungslehre (Constitution Theory) that, in relation to permanence, it is left to the constituent power Always the possibility to continue existing, at the same time finding above all Constitution, which derives from it, of all constitutional and legal determination, valid in this Constitution landmark. In these conditions, it is believed that the nature of constituent power, postulated by Schmitt, suggests, regarding the idea of permanence, some convergence with that one found in Habermas, which seems to refer not only to an act or a moment, but to a procedure which14includes various institutional moments, several agents and intellectual forces in dispute

    Entre arte(s) e poder(es): narrativas sobre a nação no contexto dos 500 anos

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    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social.Esta dissertação investiga eventos ligados às comemorações dos 500 anos do Brasil, ocorridos no ano de 2.000: a festa de Porto Seguro, a Mostra do Redescobrimento e um dos módulos que a compôs, a exposição #Negro de Corpo e Alma#. A análise gira em torno da interface entre os campos da arte, da política e do poder, especialmente articulados no contexto comemorativo. Reflete-se, a partir da observação da (re) construção de narrativas, que contou com a inclusão ou exclusão de gêneros discursivos diversos (visuais, textuais e sonoros), sobre a atuação e a interação entre as diferentes instâncias presentes nos eventos: Estado, Imprensa, Intelectuais e Público.This dissertation investigates events related to Brazil#s 500 years celebrations, which happened in 2000: Porto Seguro party, Brazil Rediscovery Exhibition and one of its modules, #Black in body and Soul# Exposition. The analysis involves the interface among art, politics and power, specifically articulated in the celebration context. It is based on narrative re-construction, considering the inclusion and exclusion of several discursive genres (visual, textual and sonorous), about the acting and interaction between different instances in the events: State, Press, Intellectuals and Public

    [Carta] 1911 feb. 9, Ciudad de México [para] Enrique Olavarría : [pide le envíe una carta poder]

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    José L. Otero se disculpa por no haber escrito antes argumentando el exceso de trabajo. Pide a Enrique de Olavarría le envíe la renovación de una carta poder, pues la que le había extendido venció en enero, lo cual le ha impedido cobrar sus útlimas decenas. Pide le envíe carta poder para cobrar sus decenas

    El sector inmobiliario en el contexto de la crisis económica y financiera: glosario español-francés / francés-español

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    The present paper deals with the vocabulary of the real-estate sector in the context of the economic and financial crisis that, from 2007, has shaken the world economy. Our investigation, the main objective of which is the elaboration of a Spanish-French / French-Spanish glossary, covers the period understood between January, 2007 and December, 2010, being based on the electronic version of two diaries of the general press: the Spanish newspaper El País, on one hand, and the French newspaper Le Monde, on the other one.Le présent article s´intéresse au lexique du secteur immobilier dans le contexte de la crise économique et financière qui, à partir de 2007, a secoué l´économie mon­diale. Notre travail, dont l´objectif principal est l´élaboration d´un glossaire espagnol-français / français-espagnol, couvre la période allant de janvier 2007 à décem­bre 2010, et s´appuie sur la version électronique de deux journaux de la presse généraliste: le quotidien espagnol El País, d´une part, et le quotidien français Le Monde, d´autre part.Le présent article s´intéresse au lexique du secteur immobilier dans le contexte de la crise économique et financière qui, à partir de 2007, a secoué l´économie mon­diale. Notre travail, dont l´objectif principal est l´élaboration d´un glossaire espagnol-français / français-espagnol, couvre la période allant de janvier 2007 à décem­bre 2010, et s´appuie sur la version électronique de deux journaux de la presse généraliste: le quotidien espagnol El País, d´une part, et le quotidien français Le Monde, d´autre part

    O contrato social de Thomas Hobbes: alcances e limites

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em FilosofiaO problema em questão diz respeito ao contrato que funda e legitima o Estado em Thomas Hobbes. Tendo como escopo questionar a possibilidade e/ou impossibilidade de nulidade do contrato social e assim verificar as implicações disto para o conceito de soberania hobbesiana. A leitura que impera na tradição de estudiosos da obra política de Hobbes, em especial do Leviathan, é a de um Estado no qual a soberania é absoluta e irrevogável. A interpretação do contrato firmado entre e, somente, entre os homens, deixando, portanto, o soberano de fora, ofereceria legitimidade a este para agir de forma absoluta e obrigaria ao súdito a obedecer de forma irrestrita. A hipótese que se busca sustentar remete à possibilidade de rompimento, desobediência e mais centralmente da nulidade contratual a partir do vício e/ou desrespeito de determinadas cláusulas fundamentais do contrato, visto se oporem às condições de validade do contrato social. Se isso puder ser sustentado desse modo, isto é, se Hobbes compartilhar mesmo de uma teoria forte da nulidade contratual e pela razão, como declinado acima, que achamos ser a correta, então, tal formulação implicaria em sua teoria uma reconsideração do conceito de soberania e obediência, haja vista o estabelecimento de certos vínculos fortes que condicionam as possibilidades de exigência, autoridade e poder da soberania. Portanto, concentra-se em encontrar uma explicação e/ou teorização da nulidade do contrato social e da sua consequência para a teoria da soberania e obediência hobbesiana

    Poder de polícia e construção jurídica do Estado: uma análise das obras de Direito Administrativo da Primeira República

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    TCC(graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências Jurídicas. Direito.A pesquisa tem como objeto o desenvolvimento do poder de polícia como instituto jurídico durante a Primeira República. As fontes trabalhadas serão as obras jus-administrativas da época. O aumento populacional, o fim da escravidão, a questão social e a reestruturação urbana foram alguns dos fatores que geravam instabilidade social e faziam com que as elites procurassem respostas para encerrá-los. A solução pela ação estatal não foi rara nesse contexto. Nas últimas três décadas, a historiografia brasileira comprovou o intervencionismo estatal do período por diversos exemplos (i.e.: a revolta da vacina; a repressão às greves em 1917 e 1919; o aumento no controle social de mendigos, menores e prostitutas; entre outros). Tais atividades, no entanto, precisavam de fundamentação jurídica. Esta veio, principalmente, por meio das fórmulas “poder de polícia”, “polícia administrativa” e (por vezes) “polícia”. A palavra, que tinha suas raízes no Antigo Regime, possuía: por um lado, um grau de indeterminação que permitia aos juristas da época moldá-la com facilidade; por outro, a potencialidade necessária para excetuar alguns limites do Estado de Direito. Com efeito, o instituto jurídico era útil como legitimação de uma intervenção “genérica”, servindo como válvula de escape para o liberalismo. The object of this research is the juridic figure of “police power” and how did the brazilian jurists of the “First Republic” (Primeira República) drew it's contours. It has been clear by the recent historic researchers that there has been a number of examples of state interventionism in this period (such as the “revolta da vacina”, the repression on the worker's strike in 1917 and 1919, the increase of social control on poors, etc.). All of these state actions demanded legal groundings. The formulas “police power” (poder de polícia), “polícia administrativa” and sometimes just “police” were used to rationalize in legal terms the state activity. Even though most still identifies the “First Republic” as the peak of liberalism in its classic form, the current work tries to demystify this understanding by showing the existence of non-liberal elements in the theories of the works which we will analyze. The authors of legal literature on administrative law were largely very critical of the presuppositions of the classic liberalism. Although it cannot be stated that they were pro-interventionism, since most of them still cared for liberal concepts in certain areas (such as the economy), it is clear that they do not buy the liberalism in its classic form. That is to say: they demanded interventionism, but not in all areas. The “police power” was the legal ground for this interventionism, mostly because of its generic and malleable form. Each author could use this legal argument as it pleased. That's why it was so convenient but at the same time problematic, because due to its undefined nature it was also not a strong and widely accepted legal argument

    Os novos oráculos da lei: a experiência do modelo misto canadense e a proposta da súmula de efeito vinculante no Brasil

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    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito.Crítica da proposta de Súmula de efeito Vinculante no Brasil, a partir da experiência do modelo decisório misto canadense. Apresenta análise dos modelos common law, civil law, contemplando formação, função e posição do Poder Judiciário na organização dos poderes, poder do juiz no processo decisório, vinculação da decisão, papel da lei e do precedente, e controle de constitucionalidade. Estuda os juízes no processo de formação do Brasil, bem como o método de construção de suas decisões por meio da análise da lei e dos conceitos de coerência e completude inerentes ao modelo romano-germânico. Discorre a respeito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) n. 96-D, especialmente os artigos concernentes à autoridade das decisões do Supremo Tribunal Federal. Demonstra que o processo decisório em cada um dos modelos jurídicos, privilegia princípios e métodos diferentes relativos à força da lei e dos precedentes, à função do juiz como intérprete e aplicador da lei, ou como arquiteto do direito. Argumenta que as sugestões da PEC, se aprovadas, levarão o Brasil à adoção artificial de um sistema misto de direito, ao mesclar no processo decisório, princípios da tradição dos dois sistemas de direito. Conclui que o modelo híbrido aventado, ao contrário do corrente no Canadá, está definido vertical e não geograficamente. As instâncias inferiores continuarão a praticar um método decisório com base na lei escrita, buscando como intérpretes a completude e coerência do sistema, enquanto o Supremo Tribunal Federal passará a atuar detendo poderes ilimitados de construtor do direito, distanciando-se da norma, operando como os novos oráculos da le
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