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Parceiro do RJ: a prática do jornalismo participativo no RJTV 1ª edição e as transformações na rotina profissional dos jornalistas
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Jornalismo, Florianópolis, 2013.Com a inserção do público no processo de produção da notícia por meio do jornalismo participativo a dinâmica produtiva bem como a rotina profissional ganham novos rumos. O telespectador participa ao desempenhar, inclusive, a função de "repórter". Os jornalistas, por sua vez, verificam as informações recebidas, transformando-as ou não em notícia. A iniciativa divide opiniões: alguns pesquisadores e profissionais consideram uma "inovação" no modo de produzir informação nos telejornais; outros acreditam que seria a "precarização da mídia" no que diz respeito ao uso desse tipo de mão-de-obra e à qualidade do material produzido. Nesse sentido, surge a seguinte questão-problema que norteia este estudo: de que maneira a participação do telespectador pode alterar a produção da reportagem, bem como a rotina profissional? Para discutir essa questão toma-se como objeto empírico o quadro Parceiro do RJ, do RJTV 1ª edição (TV Globo Rio de Janeiro), telejornal onde a iniciativa foi implementada inicialmente, sendo utilizada posteriormente em outras emissoras. No quadro, duplas de jovens de comunidades da região metropolitana do Rio participam da produção da notícia. O objetivo é analisar a forma como os participantes atuam, verificando diferenças em como os jornalistas produzem a reportagem para telejornal, observando-se também o papel do jornalista nesse contexto. O referencial teórico é composto por autores ligados aos estudos sobre televisão, telejornalismo, gêneros e formatos e jornalismo participativo a destacar Jost (2004), Duarte & Castro (2007), Gillmor (2004), entre outros. O objeto empírico é analisado por meio de vídeos com base no método "Modos de endereçamento" (GOMES, 2011). Ao material empírico somam-se entrevistas realizadas com os representantes do telejornal durante visita à emissora na cidade do Rio de Janeiro. Abstract : With the inclusion of the public in the process of news production through the participatory journalism, the dynamics of production and routine professional gain new directions. The viewer participates including the role of "reporter." Journalists, in turn, to verify the information received, to turning or not it into news. The initiative divides opinions: for some researchers and professionals it is considered an "innovation", whereas for others it would be the "precariousness of the media" in relation to the use of this type of manpower and the quality of material produced. Accordingly, the following arises problem question that guides this study: how the participation of the viewer can change the news production, as well as the professional routine? To discuss this issue is taken as empirical object the framework Partner of RJ, the RJTV 1st edition (TV Globo Rio de Janeiro) newscast where the initiative was implemented initially being used later on other stations. Double of youth of the communities in the metropolitan region of Rio participate in news production. The aim is to analyze how act the participants, checking differences in how journalists produce a report for television news, and the journalist's role in this context. The theoretical framework consists in authors involved with studies on television, TV news, genres and formats and participatory journalism, to highlight Jost (2004), Duarte & Castro (2007), Gillmor (2004), among others. The empirical object is analyzed by method "Addressing Modes" (Gomes, 2011). Add up in the empirical material some interviews conducted with representatives of television news during visit to the station in Rio de Janeiro city
El corazón o la representación. Philippe Lacoue-Labarthe lector de Jean-Jacques Rousseau
This article proposes a re-reading of Philippe-Lacoue Labarthe’s critique of Martin Heidegger in Poetics of History. To do so, we underline the role played by Jean-Jacques Rousseau in the emergence of a new thought of origin, and therefore of historicity, which Heidegger takes up despite the ignorance or contempt shown towards the author of The Social Contract. Heidegger, Lacoue-Labarthe writes, could not or would not read him with due seriousness. By following the operations of displacement and translation operated by Lacoue-Labarthe, this article seeks to explore the potentialities of the Rousseaunian corpus, as well as to provide elements for a new thinking of the relationship between tragedy and politics, or catharsis and Terror, allowing to give a new impulse to the question of representation, a question that has certainly crossed the entire history of philosophy.El presente artículo propone una relectura de la crítica a Martin Heidegger desarrollada por Philippe Lacoue-Labarthe en Poética de la historia. Para ello, se subraya el papel que juega Jean-Jacques Rousseau en el surgimiento de un nuevo pensamiento del origen, y por tanto de la historicidad, que Heidegger retoma a pesar de la ignorancia o desprecio demostrado hacia el autor de El contrato social. Heidegger, sentencia en efecto Lacoue-Labarthe, no pudo o no quiso leerlo con la seriedad necesaria. A través de un seguimiento de las operaciones de desplazamiento y traducción operadas por Lacoue-Labarthe, este artículo busca explorar las potencialidades del corpus rousseauniano, así como aportar elementos para un nuevo pensamiento de la relación entre tragedia y política, entre catarsis y Terror, permitiendo darle un nuevo impulso a la pregunta por la representación, pregunta que ciertamente ha atravesado toda la historia de la filosofía
A pastoral de Lacoue-Labarthe
As narrativas de ficção que o filósofo francês Phillipe Lacoue-Labarthe publicou no século XX aliam a música (sinfonia e ópera) ao drama, a fim de introduzir o leitor na “pastoral inumana”, uma experiência literária bastante original
Registres de la Compagnie des Pasteurs de Genève, t. IV, 1575-1582, publ. par O. Labarthe et B. Lescaze, Droz, Genève, 1974. T. V, 1583-1588, publ. par O. Labarthe et M. Tripet, Droz, Genève, 1976
Lienhard Marc. Registres de la Compagnie des Pasteurs de Genève, t. IV, 1575-1582, publ. par O. Labarthe et B. Lescaze, Droz, Genève, 1974. T. V, 1583-1588, publ. par O. Labarthe et M. Tripet, Droz, Genève, 1976. In: Revue d'histoire et de philosophie religieuses, 59e année n°2,1979. pp. 238-239
Apresentação: homenagem a Philippe Lacoue-Labarthe (1940-2007)
O número 17 de A Terceira Margem é uma homenagem ao filósofo francês Philippe Lacoue-Labarthe, falecido em 27 de janeiro de 2007. O obituário do Libération, publicado poucos dias após a sua morte, se iniciava daseguinte forma: “Philippe Lacoue-Labarthe morreu de insuficiência respiratória na noite de sábado para domingo, no Hospital Saint Louis em Paris.Filósofo, germanista, tradutor e homem de teatro, professor de estética naUniversidade de Strasbourg, ele tinha 67 anos.” As quatro seções do presente número de A Terceira Margem compõem um quadro bastante amplo decontribuições sobre, de, e em torno da sua obra. A seção “À memória de”se inicia com o último texto de Lacoue-Labarthe, que publicamos em edi-ção bilíngüe, mantendo a sua forma inacabada e suspensiva. O fragmento --poderíamos chamá-lo assim -- foi escrito em sua última estada no hospital,poucos dias antes de sua morte. Relata os dois “episódios” de coma sofridospor ele ao longo do período de sua luta com os desdobramentos de um enfisema pulmonar. Conforme conta Claire Nancy, ele lia em seus últimos diasde vida Lazare, de André Malraux, obra autobiográfica que narra a interna-ção de Malraux na Salpetrière, com óbvias ressonâncias com a situação deLacoue-Labarthe. Nas duas ocasiões de seus comas ele fora “ressuscitado” --é o termo médico -- em um domingo. “Melhor do que aquele outro cara”,ele teria dito a Claire Nancy com humor
Duas entrevistas com Lacoue-Labarthe: em torno de Heidegger
Duas entrevistas concedidas por Philippe Lacoue-Labarthe em 2004à rádio France Culture, onde ele discute a sua formação intelectual, a sua descoberta de Heidegger, paralelamente à descoberta da relação de Heidegger com o nazismo. Lacoue-Labarthe situa o pensamento do ser na história da filosofia,destacando na tradição intelectual alemã a constituição de duas grandes linhagenspolíticas: uma conservadora e uma revolucionária, a partir do cisma do luteranismo, onde ele encontra também a gênese do antisemitismo contemporâneo
Verdades sublimes: Lacoue-Labarthe e a tradição do belo sublime
O texto apresenta o ensaio de Lacoue-Labarthe “A verdade sublime”propondo um comentário crítico do mesmo. A questão que guia esta leitura é por que neste ensaio ele assume de modo quase que total o ponto de vista deHeidegger, já que ele teve a coragem de ver nele, em outros textos, “o pensadordo nacional-socialismo”. As operações realizadas no ensaio em questão são: 1)Lacoue-Labarthe apresenta o que seria uma teoria latente do sublime na obra deHeidegger. 2) Mostra-se que Heidegger teria pertencido a uma longa e poderosatradição sublime. O sublime perde deste modo sua distinção com o conceitode belo. Mostra-se que ocorre no ensaio uma heideggerianização do conceito desublime e uma aplicação deste conceito heideggerianizado à tradição estética
Musica ficta (figuras de Wagner) | Philippe Lacoue-Labarthe
Autor: Philippe Lacoue-Labarthe
Tradutores: Eduardo Jorge de Oliveira e Marcelo Jacques de Moraes
Prefácio de João Camillo Penna
“Como, se, e sob que condições uma ‘grande arte’ (ainda) é possível hoje? Essa é a pergunta de matiz transcendental formulada por Philippe Lacoue-Labarthe (1940-2007), em Musica ficta (figuras de Wagner) (...). O ponto de partida ausente do livro é o acontecimento-Wagner, em seu tempo, isto é, a proposição da ‘obra de arte total’ no horizonte temporal que esta proposição abriu para a música ocidental europeia. A resposta de Lacoue-Labarthe é taxativa: uma ‘grande arte’ não deveria, e rigorosamente não poderia hoje existir. A razão da negativa é, portanto, de natureza ética. A pergunta não é feita diretamente a Wagner, ela nos vem refratada indiretamente pelo viés de quatro ‘críticas’, que são, na verdade, quatro enfrentamentos com a proposição wagneriana de ‘grande arte’, de dois poetas franceses, Baudelaire e Mallarmé, contemporâneos de Wagner, e de dois filósofos alemães, Heidegger e Adorno, posteriores a Wagner. O ‘hoje’ da pergunta inicial deve ser, portanto, atualizado segundo os diversos tempos desses críticos, estendendo-se até os dias de hoje, a ambição intemporal do conceito de ‘grande arte’, desde sempre posta em dúvida, sendo a de que ela permanece para nós ainda hoje (em 2016 e adiante) uma questão”.
Do prefácio de João Camillo Penn
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
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