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Palavras de Rosa: análise estilométrica da obra de João Guimarães Rosa
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2013.Nesta tese analisamos a obra literária de João Guimarães Rosa a partir da estilometria, com o objetivo de buscar as características do estilo rosiano que sejam possíveis de detectar por meio de ferramentas informatizadas de análise estatística. Nossa tese é verificar se esse tipo de estudo permite confirmar ou complementar intuições derivadas de leituras convencionais e, além disso, oferecer novos elementos textuais e estilísticos que nem sempre estão explícitos no texto. Para isso, privilegiaremos três estudos rosianos: Signo e sentimento (SPERBER, 1982) sobre a organização da linguagem de Rosa; O insólito em Guimarães Rosa e Borges (COVIZZI,1978), a qual propõe uma linha cronológica de expressão e explicação da obra rosiana; João Guimarães Rosa: travessia literária, (DANIEL, 1968), que afirma haver uma separação do léxico rosiano em duas fases: uma rural e outra urbana. A ferramenta estatística adotada foi o programa Hyperbase, de Étienne Brunet. Para os procedimentos de análises, trabalhamos com duas bases, uma com a cronologia de produção de escrita das obras e outra seguindo a cronologia de primeira publicação das obras, que foram respeitadas a fim de viabilizar a verificação da evolução e do crescimento do vocabulário do escritor. Levantamos muitas características do léxico rosiano, dentre elas verificamos que mais da metade de seu vocabulário não se repete; e que as obras de caráter sertanejo apresentam vocabulário menos diversificado. Por fim, veremos como Guimarães Rosa, ao final de sua carreira literária, tratou mais do seu material linguístico.Résumé : Cette thèse s'occupera de l'oeuvre littéraire de João Guimarães Rosa à partir de la stylométrie, ayant pour objectif la recherche de caractéristiques du style de l'auteur qui puissent être identifiées par moyen d'outils informatisés d'analyse statistique. Notre thèse consiste à verifier si ce type d'étude permet de confirmer ou d'enrichir des intuitions résultantes de lectures conventionnelles et aussi à offrir de nouveaux éléments textuels et stylistiques qui ne sont pas toujours explicites dans le texte. Pour cela, on privilégiera trois études sur l'écrivain : Signo e sentimento (SPERBER, 1982), texte sur l'organisation du langage de Rosa ; O insólito em Guimarães Rosa e Borges (COVIZZI, 1978), qui propose une frise chronologique de l'expression et explication de l'oeuvre de Rosa ; João Guimarães Rosa, travessia literária, (DANIEL, 1968), selon laquelle il y a deux phases concernant le lexique de l'écrivain : l'une rurale et l'autre urbaine. L'outil statistique adopté a été le logiciel Hyperbase, d'Étienne Brunet. Pour le procédés d'analyse, on a travaillé avec deux bases, à savoir, l'une qui contenait la chronologie de production d'écriture des oeuvres ; l'autre, la chronologie de la première publication des oeuvres, considérée dans ce travail afin de rendre possible une investigation effective de l'évolution et de l'expansion du lexique de l'auteur. Parmi la grande quantité de donnéés recuillies, on a pu constater que plus de la moitié de son lexique ne se répète pas. En outre, les oeuvres "sertanejas" présentent moins de variations lexicales. Pour conclure, on démontrera comment Guimarães Rosa, à la fin de sa vie, s'est occupé davantage de son matériel linguistique.Mots clés: Guimarães Rosa. Stylométrie. Statistique textuel
João Guimarães Rosa e l'Italia: Impressioni di viaggio
L'articolo analizza i quaderni di viaggio (inediti) di João Guimarães Rosa - il più grande scrittore brasiliano di tutti i tempi - evidenziando, oltre al suo punto di vista sull'Europa e sull'Italia, le fasi del suo processo creativo
O Páramo é do tamanho do mundo: Guimarães Rosa, Bogotá, Iauratê
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2014.A obra de João Guimarães Rosa tem sido tradicionalmente lida entre aquelas que melhor sintetizaram, representaram e universalizaram no século XX determinadas realidades latino-americanas. Dessa maneira, tanto para a crítica como para a história literária, Guimarães Rosa figura entre aqueles autores que -antes da explosão mercadológica que conhecemos como boom- reativaram os assuntos, linguagens, personagens e espaços regionais ou interiores da América Latina, levando-os às formas literárias ditas universais. Para uma boa parte da crítica contemporânea, entretanto, a literatura que promoveu uma celebração do identitário nas décadas de 1960 e1970 na América Latina, teria servido como assassinato edípico substitutivo do pai europeu, como compensação simbólica perante aquilo que não se conseguiu além do literário. Nesse sentido, a literatura seria certamente um operador de barbárie, teria um papel fundamental na transição do Estado ao Mercado ao criar a impressão de uma autonomia que estava muito longe de se alcançar em tempos de atraso, dependência e opressão capitalistas. Entretanto, como esta tese tentará demonstrar, essa compensação simbólica não é atribuível exclusivamente à escritura literária, mas depende em grande medida dos protocolos que a interpretam. O arquivo do autor mineiro permite e exige uma leitura diferente desse corpus -portador de um mal-estar cultural que, longe de elaborar uma representação triunfalista de identidades nacionais, porta indícios de um saber trágico em que a razão e a loucura não são antitéticas mas complementares, assim como nele cultura e barbárie, vida e morte, trauma e sintoma, não estão claramente diferenciados. Há lugares da obra de Rosa que, longe de permitirem uma leitura autônoma, afirmam o seu valor pela contaminação ?não pela representação? de outros textos, eventos e culturas "periféricos" que exigem leituras em filigrana. O que há nesses textos, lido o conjunto a partir desses lugares? Afirmar-se-á à maneira de hipótese: diferimentos ativos sem um fundamento prévio, uma leitura da história como catástrofe que retorna tragicamente, uma compreensão do identitário como trânsito incessante entre o familiar e o estranho, como uma profunda e permanente comoção de tudo que corriqueiramente se associa ao próprio. Se pensada a escritura rosiana nesses termos, haverá também que pensá-la como o semblante de algo que porta marcas provindas das ordens da sensibilidade e da percepção, ou seja, como imagem receptora/emissora de experiência. A partir de um deslocamento do interesse crítico, do representacional ao vestigial, esta tese pretende evidenciar a maneira em que, muito além da criação de fábulas ou símbolos, ou da expressão da pura subjetividade -em tensão com uma realidade (histórica, política, social) de que o texto seria a ficção- Rosa faz a junção de elementos díspares em campos operatórios que reclamam os seus materiais a partir de presentes de urgência. Caracterizar-se-á, assim, a escritura de Rosa como um espaço intersticial, crivado de silêncios, de sintomas, de murmúrios subterrâneos que se dá como tarefa -à maneira benjaminiana- dar voz aos sem nome, multiplicar as singularidades que toca ou pelas que foi tocado. Em explosão, cruzado pelo desastre, ou seja, tão astral quanto monstruoso, o texto rosiano partilha com literaturas contemporâneas, ou com valores a elas atribuídos, numerosas características, dentre as quais se destacam: as marcas vestigiais de gentes liminares e singulares; a alegorese ou metonímia que circunscreve esses seres de maneira tal que tende a espectralizá-los como referentes; a colocação em crise das fronteiras entre noções como realidade e ficção (vida e morte, alto e baixo, próprio e estranho); e, finalmente, uma montagem de materiais heterogêneos que tende a manifestar sintomaticamente o mal-estar acima mencionado. Dessa maneira, mostrar-se-á que o corpus estudado é semblante de um real traumático e não simbolizável, e assim opera de uma maneira extática -levando o identitário ao umbral do alter, a literatura ao limite do sensível ou da imagem, a história a se revelar como retorno de uma catástrofe sem sentido
La poesía de Raúl Hernández Novás. Para una poética de la materia
Fil: Arcos La Rosa, Jorge L. Instituto de Literatura y Linguística, Academia de Ciencias de Cuba; CubaEnsayo sobre la poética de Raúl Hernández Nová
La poesía de Raúl Hernández Novás. Para una poética de la materia
Fil: Arcos La Rosa, Jorge L. Instituto de Literatura y Linguística, Academia de Ciencias de Cuba; CubatrueEnsayo sobre la poética de Raúl Hernández Nová
Verso una terceira margem cinematografica: difficoltà e luoghi comuni nella trasposizione dei racconti di Guimarães Rosa
Il presente saggio vuole evidenziare la tipologia di difficoltà insite nella trasposizione cinematografica delle opere di João Guimarães Rosa. Difatti, gli ostacoli che la maggior parte dei registi trova nella
ricerca di un equivalente creativo del magma letterario di JGR sono tali che la maggior parte delle trasposizioni hanno raramente superato la soglia della mediocrità
El comparatismo de María Rosa Lida
María Rosa Lida’s critical work shows an essentially integrative, unbiassed character that allows consideration, from a historical point of view, of the significance of her contribution to two of the most important debates comprised by the discipline: the dialectics between tradition and originality and the continuity of European culture. The intellectual figure of María Rosa Lida appears as a case of special relevance for the writing of a history of European literature that is capable of understanding different fields, such as philology, other genres, such as the article-reviews that she devoted to Curtius and Highet, and foreign voices in other times, such as Jew and Islamic cultures in Western literature during the Middle Ages and the Renaissance.La labor crítica de María Rosa Lida demuestra un carácter esencialmente integrador e imparcial que permite considerar, desde una perspectiva histórica, la trascendencia de su contribución al comparatismo en dos de los debates más importantes en torno a los que ha gravitado la disciplina: la dialéctica entre tradición y originalidad y la continuidad de la cultura europea. La figura intelectual de María Rosa Lida se presenta como un caso de especial relevancia para la escritura de una historia de la literatura europea capaz de comprender otros ámbitos, como la filología, otros géneros textuales, como el de los artículos-reseña que dedicó a Curtius y Highet, y voces ajenas en otros tiempos, como la judía y la islámica en la literatura occidental de la Edad Media y el Renacimiento
Las esclavas amazonas (1805) de María Rosa de Gálvez en la comedia popular de entresiglos
Las Esclavas Amazonas (1805) is the last original comedy written by María Rosa de Gálvez (1768-1806) and the only one in which the author adheres to the schemes of popular theater, which has caused a certain lack of interest in the work on the part of the critics, in contrast to other comedies and tragedies that are closest to Neoclassicism. Starting from the study of play’s sources, this paper shows that while in their formal aspects Gálvez’ comedy brings into play the resources of popular theater, the updating of the myth of the Amazon carried out by the work –which serves the gender claim underlying the author’s dramatic production–, relates Las Esclavas Amazonas with other Gálvez’ plays and allows her to stage a very distinctive worldview of the eighteenth century.Las Esclavas Amazonas (1805) es la última comedia original escrita por María Rosa de Gálvez (1768-1806) y la única en la que la autora malagueña se ciñe a los esquemas del teatro popular de entresiglos, lo cual ha producido un cierto desinterés crítico por esta obra, frente a las tragedias y las comedias de la dramaturga más cercanas a los intereses neoclásicos. Partiendo del estudio de sus fuentes, este trabajo trata de mostrar que si bien en los aspectos formales la obra se acerca a los recursos propios del teatro mayoritario, la actualización que plantea del mito amazónico, al servicio de la reivindicación de género que subyace a la producción dramática de la autora, la pone en relación con el resto de sus obras y le permite llevar a escena una visión del mundo muy dieciochesca
Paris-paradis ou Paris-enfer? Les deux faces de la ville souterraine et de surface.
Cette contribution fait partie d’un plus ample programme de recherche lancé par de Rosa dans les années ’90 sur “Place-identity and Social Representations of European Capitals in first visitors of six different nationalities”. Ce programme s’est développé dans le temps selon plusieurs axes de recherche reliés entre eux: “field studies” et “media studies”, inspirés par le “multi-method modelling approach” (de Rosa, 2013a).
Les “field studies” (de Rosa, 1995a, 2006, 2013b; de Rosa, Bonaiuto, Calogero, & Antonelli, 1992a, 1992b, 1992c; de Rosa, Calogero, & Antonelli, 1992; de Rosa, Antonelli & Calogero, 1995) s’insèrent dans la continuité des recherches menées dans le cadre de la psychologie environnementale et des représentations sociales des environnements urbains (Ardone, de Rosa, & Bonnes, 1987; Ardone, de Rosa, Bonnes, & Secchiaroli, 1987; Bonnes, de Rosa, Ardone, & Bagnasco, 1990; Bonnes, Bonaiuto, Ercolani, & de Rosa, 1991a, 1991b; Pittolo, 1996; Felonneau, 1991, 2004; Felonneau, Marchand, Fleury-Bahi, 2004; Nenci, de Rosa, Testa, & Carrus, 2003; de Alba, 2011) aussi en comparaison avec les environnements ruraux (Halfacree, 1993, 1994, 1995, 1996)
La otra voz de María Rosa de Gálvez: las traducciones de una dramaturga neoclásica
The article studies the dramatic works translated by María Rosa de Gálvez, situating them in the context of the theory and practice of translation in late 18th-century Spain. After briefly setting out the views of the author on translation and highlighting the apparent paradox that a writer who asserted the originality of her own work should have also translated three French comedies and an opera, the article analyzes the techniques and features of each of the texts. In addition to the intrinsic merits of the translations, the analysis reveals the numerous parallels which exist between Gálvez’s original plays and her versions of the works of others. When considered in the context of her overall theatrical output the four translations reveal how María Rosa de Gálvez developed and shaped a distinctive dramatic vision of her own.El artículo estudia el conjunto de las traducciones dramáticas de María Rosa de Gálvez, situándolas en el contexto de la teoría y la práctica traductoras en la España de 1800. Tras exponer las opiniones de la dramaturga sobre la traducción y la paradoja de que una autora que reivindica la originalidad de su obra tradujera tres comedias y una ópera lírica francesas, se analiza la técnica y los resultados de cada una de las versiones. Más allá de la calidad intrínseca de estas traducciones, el análisis del trabajo de Gálvez revela la sintonía que existe entre su creación propia y estas obras ajenas, de modo que estas cuatro traducciones adquieren el valor añadido de mostrarnos cómo fue perfilando María Rosa de Gálvez un universo dramático propio
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