310 research outputs found
Machado de Assis, poeta-tradutor
We aimed at studying and profiling, as broadly as possible, the poet-translator Machado de Assis based on the poems he translated in confrontation with the sources he may have used. The corpus studied comprises all interlingual translations included in Crisálidas (1864), Falenas (1870), Americanas (1875) and Ocidentais (1901) and the eleven translations of poetry that the author chose not to include in his books. Adopting the bermanian view of translation criticism, we studied each one of his translations of poetry investigating in them the traces which could help us find a translation project, a machadian modus operandi of translating. Assuming that the translations were not produced isolatedly, nor are they merely secondary texts, we tried to correlate them to the rest of his production, both poetic and fictional, in an attempt to demonstrate that also these translated poems can be organically inserted into the rest of his authorial production. Such choices led us to adopt the thesis that the practice of translation emerges as a space of poetic experimentation in which the poet-translator sought his autonomy and reaffirmation of his literary tradition, leading to a poetic in which the various and recurrent dissentions in relation to the texts and authors he translated point to a frequent and increasingly visible independence of the poet-translator when faced with the foreign text. This led us to conclude that the Machado de Assis’ poetic translations were always made with no slavish deference to the foreign text or author, carrying along with them the marks of the poet translator, making us read these poems as new originals which were instrumental in his formation as a writerBuscamos estudar e perfilar, de maneira tão abrangente quanto possível, o poeta-tradutor Machado de Assis a partir dos poemas por ele traduzidos em confronto com os textos-fonte de que ele possa ter se servido. O corpus estudado compreende todas as traduções interlinguais incluídas em Crisálidas (1864), Falenas (1870), Americanas (1875) e Ocidentais (1901) e as onze traduções poéticas que o autor escolheu não incluir em seus livros. Adotando um viés metodológico bermaniano de crítica de tradução, estudamos cada uma de suas traduções de poesia, investigando os traços que poderiam nos ajudar a encontrar um projeto de tradução, um modus operandi machadiano do traduzir. Pressupondo que as traduções não se produziram isoladamente, nem são textos meramente secundários, procuramos mostrar que, em alguns casos, é possível correlacioná-las a outros momentos de sua produção poética ou ficcional, sugerindo que também esses poemas traduzidos se inserem organicamente no restante de sua produção autoral. Tais escolhas nos levaram a adotar a tese de que a prática da tradução surge como um espaço de experimentação poética em que o poeta-tradutor buscava sua autonomia e a reafirmação de sua tradição literária, desembocando numa poética em que as várias e recorrentes dissidências em relação aos textos e autores que traduziu apontam para uma frequente e cada vez mais visível independência do poeta-tradutor frente ao texto estrangeiro. Isso nos levou a concluir que as traduções poéticas de Machado de Assis sempre foram feitas sem deferência servil ao texto ou autor estrangeiro, carregando consigo a marca do poeta tradutor, obrigando-nos a ler esses poemas como novos originais que frequentemente dialogam com o restante de sua produção autoral e principalmente com sua visão de mundo e de literatura, além de terem sido instrumentais na sua formação como escrito
Romanticism revisited : Machado de Assis, early novels
Cet ouvrage est basé sur l’analyse les quatre premiers romans de l’écrivain brésilien Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) et Iaiá Garcia (1978) – avec l’intention de comprendre la relation de ces livres avec le mouvement romantique brésilien. Bien qu’ils aient été écrits à une époque où le romantisme au Brésil touchait à sa fin, ces livres ont été considérés par les critiques du début du XXe siècle comme étant des romans romantiques étant donné la récurrence d’éléments narratifs qui ont structuré ce mouvement lequel a vu le jour au Brésil en 1836. Pourtant, bien que la présence de tels éléments dans l’œuvre de la jeunesse de Machado de Assis puisse être constatée, ils n’obéissent pas la démarche technique de ce mouvement littéraire. Il est donc nécessaire de discuter dans quelle mesure et sous quelle forme ces éléments sont présents dans les premiers romans de l’écrivain. Pour cela, la discussion sur le processus de création du mouvement romantique brésilien, directement lié à l’affirmation d’une identité nationale propre à l’Empire brésilien (1822-1889), représente un thème clé pour comprendre l’importance de la couleur locale, et plus particulièrement du paysage brésilien, dans le noyau esthétique du mouvement romantique dans ce pays. À partir des grandes lignes de ces éléments structurants du romantisme brésilien, l’analyse des premiers romans de Machado de Assis met au jour une révision critique de la tradition romantique par l’auteur, dans son projet de développer une littérature originale, créative, indépendante et universelle.This work analyzes the first four novels of the Brazilian writer Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876), and Iaiá Garcia (1978) – aiming to understand the link between these books and the Brazilian romantic movement. Although the novels were written at a time when Romanticism in Brazil was coming to an end, they were classified by critics of the early 20th century as romantic works because they contained recurrent narrative elements based on that movement which began in Brazil in 1836. Nevertheless, although such elements can be observed in the early work of Machado de Assis, they do not meet the technical procedure of the overall romanticist literary movement. It is thus necessary to discuss the extent to which these elements are deployed in the writer's initial novels. In order to do that, this work analyzes the process of creation of the Brazilian romantic movement, which is directly associated with the Empire of Brazil (1822-1889). This is important to understand the role of the local color, and more specifically of the Brazilian landscape, in the aesthetic basis of the Brazilian romanticism. From the outline of this basic structure of Brazilian romanticism, the analysis of the early novels of Machado de Assis shows that the author critically reviewed the romantic tradition to develop an original, creative, independent and universal literature.Este trabalho analisa os quatro primeiros romances do escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1978) – com a intenção de compreender a relação destes livros com o movimento romântico brasileiro. Apesar de terem sido escritos na época em que o romantismo no Brasil chegava ao seu fim, esses livros foram classificados pela crítica do início do século XX como obras românticas dada a recorrência de elementos narrativos aparentados a este movimento que, no Brasil, teve início em 1836. No entanto, ainda que se possa observar a presença de tais elementos nas obras de juventude de Machado de Assis, eles não obedecem ao proceder técnico desse movimento literário. Então, cumpre-se discutir em que medida e de que maneira esses elementos estão presentes nos romances iniciais do escritor. Para tanto, a discussão sobre o processo de criação do movimento romântico brasileiro, diretamente associado à afirmação da identidade nacional e do Império brasileiro (1822-1889), consiste numa questão relevante a fim de se compreender a importância da cor local, e mais especificamente da paisagem brasileira, no cerne estético do romantismo nacional. A partir do delineamento desse elemento estrutural do romantismo no Brasil, a análise dos primeiros romances de Machado de Assis permite constatar de fato o seu intuito de revisitar de forma crítica a tradição romântica no intento de desenvolver uma literatura original, criativa, independente e universal
Machado de Assis, tradutor de Hugo
The Machado de Assis who is the object of this dissertation, the translator Machado de Assis, shall be examined here with the purpose of taking further steps towards a profile of his character as a translator. Thus, it was assigned to this stage of the research to examine the only novel translated integrally by the nineteenth century writer, Les travailleurs de la mer, by Victor Hugo. Firstly, we visited authors who theorize translation aiming at finding the arguments which would establish the ground for the form which this study would assume. We adopted as our fundamental theoretical reference the work of Antoine Berman, whose proposal for translation criticism is analyzed in one of the chapters in this work, and from which we outlined the method that should be used in the study of Machado’s translation. The next step was to try to delineate a profile of the translator basing ourselves in studies which preceded ours, as well as in texts by Machado himself. We did so with the objective of studying his translation taking into consideration the data we could gather about Machado’s relation with translation practice. However, before putting original and translation side by side, we dedicated a whole chapter to the analysis of the novel in question, which helped us determine which excerpts of the work would be elected for further analysis, accomplished later on. We henceforth arrive at the critical study of Machado’s translation, also taking into account two other translations of the same novel, aiming at comparing Machado’s decisions with those of other translators. What we looked for when comparing original and translation were not the “wrong” or “right” choices of the translator, but tried to evaluate his decisions bearing in mind that which the original proposed, even when the translator clearly shifted his course from what Hugo had written. When observing the young Machado de Assis in action, we noticed that even facing numberless adversities, the translator not only performed a memorable task, as well as proved to be a professional both competent and conscious, who does not exempt himself from the changes he believed to be necessary, even though that meant leaving the original author aside and that, moreover, there seemed to be a growing tuning in between author and translator during the translation process.Le Machado de Assis de qui cette dissertation s occupe, le Machado de Assis traducteur, sera examiné ici avec le but d aller en direction d un profil de sa personnalité traductrice. De cette façon, à cette étape de notre recherche on a attribué la tache d examiner le seul roman traduit en entier par l écrivain du dix-neuvième siècle, Les travailleurs de la mer, par Victor Hugo. On a visité, premièrement, les auteurs qui théorisent la traduction avec le dessein de trouver des arguments qui soutinssent la forme que cette étude critique devrait prendre. On a adopté comme référentiel théorique basilaire l oeuvre d Antoine Berman, dont la proposition pour une critique des traductions est analysé dans un des chapitres de ce travail, à partir duquel on a tracé la méthode qu on utiliserait dans l étude de la traduction de Machado. Le pas suivant a été celui d esquisser un profil du traducteur avec l aide d études que nous ont précédé et aussi de textes de Machado lui même. On a fait ça avec l objectif d étudier sa traduction en considerant les informations qu on ait réussi à trouver sur la relation entre Machado de Assis e la traduction. Néanmoins, avant de placer côte à côte l original et la traduction, on a consacré un chapitre à l analyse du roman en question, ce que nous a aidé à déterminer quels morceaux du roman seraient choisis pour l analyse de la traduction, réalisé plus tard dans le chapitre suivant. On est ainsi arrivé à l étude critique de la traduction de Machado, en utilisant encore deux autres traductions du roman, avec l idée de comparer les décisions de Machado avec celles des autres traducteurs. Ce qu on a essayé de trouver quand on a comparé original et traduction n a pas été les décisions « fautives » ou « correctes » du traducteur, mais évaluer ses décisions en tenant compte de ce que l original proposait, même quand le traducteur s est clairement écarté de ce que Hugo avait écrit. Quand on a observé le jeune Machado de Assis en action, on a perçu que même face à des difficultés innombrables, le traducteur a non seulement réalisé un travail mémorable, mais aussi il a démontré qu il était un professionel aussi compétent que conscient, un traducteur qui ne s esquivait pas de modifier ce qu il croyait nécessaire, bien que ça ne signifiait pas laisser de coté l auteur original, et que, par surcroît, il y a eu une syntonie croissante entre auteur et traducteur pendant le travail.O Machado de Assis do que esta dissertação se ocupa, o Machado de Assis tradutor, será aqui examinado com o propósito de caminhar na direção de um perfil de sua índole tradutória. Desta forma, coube a esta etapa examinar o único romance traduzido na íntegra pelo escritor oitocentista, Les travailleurs de la mer, de Victor Hugo. Visitamos, primeiramente, autores que teorizam a tradução com o intuito de encontrar argumentos que embasassem a forma que este estudo crítico deveria tomar. Adotamos como referencial teórico basilar a obra de Antoine Berman, cuja proposta para uma crítica tradutória é analisada em um dos capítulos deste trabalho, e a partir da qual traçamos o método a ser utilizado no estudo da tradução de Machado. O passo seguinte foi tentar esboçar um perfil do tradutor com base em estudos que nos antecederam, bem como textos do próprio Machado. Fizemo-lo com o objetivo de estudar sua tradução levando em consideração os dados que conseguíssemos levantar a respeito da relação de Machado de Assis com a prática tradutória. Antes, contudo, de colocar lado a lado original e tradução, dedicamos um capítulo à análise do romance em questão, o que nos ajudou a determinar quais trechos da obra seriam eleitos para análise, levada adiante no capítulo seguinte. Chegamos assim ao estudo crítico da tradução de Machado, utilizando ainda outras duas traduções da mesma obra, com o intuito de comparar as decisões de Machado com a de outros tradutores. O que procuramos quando comparamos original e tradução não foram os erros ou acertos do tradutor, mas avaliar suas decisões tendo em vista aquilo que o original propunha, mesmo quando o tradutor se desviava claramente do que escrevera Hugo. Ao observarmos o jovem Machado de Assis em ação, percebemos que mesmo diante de inúmeras adversidades, o tradutor não só realizou um trabalho memorável, como mostrou ser um profissional tão competente quanto consciente, que não se eximia de fazer as alterações que julgasse necessárias, embora isso não significasse deixar o autor original de lado, e que, além do mais, houve uma crescente sintonia entre autor e tradutor no decorrer do trabalho
O DISCURSO DO EU METALITERÁRIO EM DOM CASMURRO, DE MACHADO DE ASSIS.
Este texto, O discurso do eu metaliterário em Dom Casmurro, de Machado de Assis ,
objetiva analisar a escrita autobiográfica confessional relacionada ao livro Dom Casmurro,
sob o aspecto da metalinguagem e da dissimulação do autor-narrador personagem na obra,
com vistas na análise do discurso e da estética da recepção. O estudo visa compreender a obra
em seus aspectos discursivos, estético e recepcionais. Nesse sentido, a abordagem crítica tem
como princípio a fenomenologia e a hermenêutica.This text, "The speech I metaliterário on Sun Casmurro, Machado de Assis", aims to analyze
the autobiographical confessional writing related to the book Dom Casmurro, from the aspect
of meta-language and the author-narrator character concealing the work, with a view in
speech analysis and aesthetics of reception. The study aims to understand the work in its
aspects discursive, aesthetic and recepcionais. In this sense, the critical approach is principle
phenomenology and hermeneutics
The misadventures of a narrator and his servant: Machado de Assis and the characters of “A Semana”.
Between 1892 and 1897 Machado de Assis published “A Semana”, his last and longest-running series of crônicas, in which it was possible to identify his opinions on the first years of the Brazilian Republic in between the lines. Commenting on the weekly events reported by the “Gazeta the Notícias” and other daily papers, the author criticized the ongoing attempts at hygienizing and modernizing Rio de Janeiro and the habits of its citizens. In his task, he created fictional characters to exemplify the contradictions inherent to the society and reflected in the press: the narrator and his servant, José Rodrigues. In this article, I analyze Rodrigues' appearances in “A Semana” and their possible significance in the context of a society undergoing profound changes while retaining some old customs
The misadventures of a narrator and his servant: Machado de Assis and the characters of “A Semana”.
Between 1892 and 1897 Machado de Assis published “A Semana”, his last and longest-running series of crônicas, in which it was possible to identify his opinions on the first years of the Brazilian Republic in between the lines. Commenting on the weekly events reported by the “Gazeta the Notícias” and other daily papers, the author criticized the ongoing attempts at hygienizing and modernizing Rio de Janeiro and the habits of its citizens. In his task, he created fictional characters to exemplify the contradictions inherent to the society and reflected in the press: the narrator and his servant, José Rodrigues. In this article, I analyze Rodrigues' appearances in “A Semana” and their possible significance in the context of a society undergoing profound changes while retaining some old customs
A formação do professor de espanhol no Centro de Línguas da FCL UNESP/Assis: histórias compartilhadas
This paper presents some reflections regarding Spanish/FL teachers professional development process, considering their experiences in the context of the project “Center for Languages and Teachers Development”, UNESP – Assis. The study aimed to develop a space for reflection and to identify the main concerns that the teachers-students have in their initial education trajectory. To do so, we use the qualitative approach principles and the narrative research method.Este artigo traz reflexões acerca do processo de desenvolvimento profissional de professores de espanhol/LE, a partir das experiências do projeto “Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores”, UNESP – Assis. O estudo objetivou articular um espaço de reflexão e identificar as principais inquietações que os alunos-professores apresentam em sua trajetória na formação inicial. Para tanto, utilizamos os pressupostos da pesquisa qualitativa, em sua modalidade de pesquisa narrativa.Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras de Assis, Assis, Av. Dom Antonio, 2100, Parque Universitário, CEP 19806900, SP, Brasi
Le romantisme revisité: Machado de Assis, premiers romans
Este trabalho analisa os quatro primeiros romances do escritor brasileiro Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) e Iaiá Garcia (1878) – com a intenção de compreender a relação destes livros com o movimento romântico brasileiro. Apesar de terem sido escritos na época em que o romantismo no Brasil chegava ao seu fim, esses livros foram classificados pela crítica do início do século XX como obras românticas dada a recorrência de elementos narrativos aparentados a este movimento que, no Brasil, teve início em 1836. No entanto, ainda que se possa observar a presença de tais elementos nas obras de juventude de Machado de Assis, eles não obedecem ao proceder técnico desse movimento literário. Então, cumpre-se discutir em que medida e de que maneira esses elementos estão presentes nos romances iniciais do escritor. Para tanto, a discussão sobre o processo de criação do movimento romântico brasileiro, diretamente associado à afirmação da identidade nacional e do Império brasileiro (1822-1889), consiste em uma questão relevante a fim de se compreender a importância da cor local, e mais especificamente da paisagem brasileira, no cerne estético do romantismo nacional. A partir do delineamento desse elemento estrutural do romantismo no Brasil, a análise dos primeiros romances de Machado de Assis permite constatar de fato o seu intuito de revisitar de forma crítica a tradição romântica no intento de desenvolver uma literatura original, criativa, independente e universal.This work analyzes the first four novels of the Brazilian writer Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876), and Iaiá Garcia (1878) – aiming to understand the link between these books and the Brazilian romantic movement. Although the novels were written at a time when Romanticism in Brazil was coming to an end, they were classified by critics of the early 20th century as romantic works because they contained recurrent narrative elements based on that movement which began in Brazil in 1836. Nevertheless, although such elements can be observed in the early work of Machado de Assis, they do not meet the technical procedure of the overall romanticist literary movement. It is thus necessary to discuss the extent to which these elements are deployed in the writer's initial novels. In order to do that, this work analyzes the process of creation of the Brazilian romantic movement, which is directly associated with the Empire of Brazil (1822-1889). This is important to understand the role of the local color, and more specifically of the Brazilian landscape, in the aesthetic basis of the Brazilian romanticism. From the outline of this basic structure of Brazilian romanticism, the analysis of the early novels of Machado de Assis shows that the author critically reviewed the romantic tradition to develop an original, creative, independent and universal literature.Cet ouvrage est basé sur l’analyse les quatre premiers romans de l’écrivain brésilien Machado de Assis (1839-1908) – Ressurreição (1872), A mão e a luva (1874), Helena (1876) et Iaiá Garcia (1878) – avec l’intention de comprendre la relation de ces livres avec le mouvement romantique brésilien. Bien qu’ils aient été écrits à une époque où le romantisme au Brésil touchait à sa fin, ces livres ont été considérés par les critiques du début du XXe siècle comme étant des romans romantiques étant donné la récurrence d’éléments narratifs qui ont structuré ce mouvement lequel a vu le jour au Brésil en 1836. Pourtant, bien que la présence de tels éléments dans l’oeuvre de la jeunesse de Machado de Assis puisse être constatée, ils n’obéissent pas démarche technique de ce mouvement littéraire. Il est donc nécessaire de discuter dans quelle mesure et sous quelle forme ces éléments sont présents dans les premiers romans de l’écrivain. Pour cela, la discussion sur le processus de création du mouvement romantique brésilien, directement lié à l’affirmation d’une identité nationale propre à l’Empire brésilien (1822-1889), représente un thème clé pour comprendre l’importance de la couleur locale, et plus particulièrement du paysage brésilien, dans le noyau esthétique du mouvement romantique dans ce pays. À partir des grandes lignes de ces éléments structurants du romantisme brésilien, l’analyse des premiers romans de Machado de Assis met au jour une révision critique de la tradition romantique par l’auteur, dans son projet de développer une littérature originale, créative, indépendante et universelle
A formação do professor de espanhol no Centro de Línguas da FCL UNESP/Assis: histórias compartilhadas
This paper presents some reflections regarding Spanish/FL teachers professional development process, considering their experiences in the context of the project “Center for Languages and Teachers Development”, UNESP – Assis. The study aimed to develop a space for reflection and to identify the main concerns that the teachers-students have in their initial education trajectory. To do so, we use the qualitative approach principles and the narrative research method.Este artigo traz reflexões acerca do processo de desenvolvimento profissional de professores de espanhol/LE, a partir das experiências do projeto “Centro de Línguas e Desenvolvimento de Professores”, UNESP – Assis. O estudo objetivou articular um espaço de reflexão e identificar as principais inquietações que os alunos-professores apresentam em sua trajetória na formação inicial. Para tanto, utilizamos os pressupostos da pesquisa qualitativa, em sua modalidade de pesquisa narrativa
Até que o defunto autor Brás os destrone : uma leitura de memórias póstumas de Brás Cubas
Através da leitura do romance Memórias póstumas de Brás Cubas, publicado por Machado de
Assis em 1881, analiso a figura de Machado de Assis como o autor primário e o defunto-autor
Brás Cubas como o autor secundário, conforme perspectiva bahktiniana. A categoria de defunto-
autor está vinculada à tradição dos diálogos dos mortos, que remonta à sátira menipeia e Luciano
de Samósata. Ao receber o poder de criação das mãos de Machado, o finado Brás assume uma
nova identidade, uma vez que cria e narra do espaço da campa e, com isso, pode livremente
desmascarar a todos em suas memórias. Penso em tal procedimento como herança da
cosmovisão carnavalesca que é o norte para o destronamento dos marginalizados (Eugênia,
Marcela e Dona Plácida) e da aristocracia (Virgília, o pai do finado, Brás vivo e o Brás morto).
Criticar, desmascarar, destronar, cada passo de destruição marca a construção de um defunto
autor que fica para a história do romanceBy reading the novel The Posthumous Memoirs of Brás Cubas by Machado de Assis, published
in 1881, I analyze the figure of “Machado de Assis” as the primary author, and the “deceased
author” Brás Cubas as secondary author, as in Bakhtin ́s perspective. The category of “deceased
writer” is related to the tradition of “dialogues of the dead”, which dates back to Menippean
satire and to Lucian of Samosata. By receiving the creative power from the hands of Machado,
the deceased Brás assumes a new identity, as it creates and narrates from the grave, and thus can
freely expose everyone in his memoirs. I think of this procedure as a heritage of Carnival
worldview by which the deceased author dethrone the marginalized (Eugenia, Marcela and Dona
Placida) and the aristocracy (Virgilia, the father of the deceased, Bras alive and dead). To
criticize, expose, and dethrone every step of destruction mark the construction of a deceased
author who gets to the history of the novel95 f
- …
