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    As múltiplas vozes nas leituras e releituras de Bakhtin

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    O conceito de leitura e o olhar crítico sobre a literatura ganharam novas perspectivas a partir da concepção dialógica e interacional da linguagem desenvolvida por Mikhail Bakhtin. Este trabalho apresenta uma leitura de alguns textos desse teórico para destacar suas principais idéias, bem como mostrar a maneira dialógica pela qual elas são enfeixadas.Palavras-chave: Dialogismo; polifonia; plurilingüismo; discurso; romance; leitura

    Palavra sobre o Colóquio

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    Apresentação do Colóquio Diálogos sobre a Leitura da Literatura Infantil e Juvenil, realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Letras – Estudos Literários da FCL-UNESP/Araraquara, durante o qual foi apresentada a maioria dos textos publicados neste número.Palavras-chave: Ensino de literatura; livro didático; contação de histórias; prazer e conhecimento

    O espaço do fantástico como leitor das diferenças sociais: uma leitura de “O homem cuja orelha cresceu”

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    O conto “O homem cuja orelha cresceu”, de Ignácio de LoyolaBrandão, será analisado por intermédio de uma perspectiva que terá por objetivo demonstrar que a narrativa fantástica pode se abrir como espaço de crítica social, ainda que ela trabalhe com situações que fogem às práticas cotidianas. A direção transgressora e desestabilizadora da ambientaçãofantástica, que desencadeia no leitor a hesitação, permite que a literatura fantástica, ao enredar o inexplicável, promova a reflexão sobre acontecimentos cotidianos e explicáveis. Ao trabalhar com um protagonista cuja orelha crescecontínua e assustadoramente, a narrativa expõe a problemática do “mesmo” em contraposição ao “diferente”. As diferenças corporais configuram-se, no conto e na sociedade, como deformações, monstruosidades; o que foge à regradeve imediatamente realinhar-se a ela ou ser exterminado, como se sugere no final do conto. Para ampararmos nosso enfoque, partiremos das noções de Michel Foucault sobre práticas de subjetivação; de Gilles Deleuze e FélixGuattari acerca do liso e do estriado; de Umberto Eco sobre a feiúra e sobre o sublime; de Roland Barthes sobre mimese; e de Seligmann-Silva e de Beatriz Sarlo acerca da exposição dos traumas e tragédias humanas pela palavra metamorfoseada da literatura

    O CORPO E OUTROS ESPAÇOS NA CONSTRUÇÃO DO INSÓLITO DO FILME O CORONEL E O LOBISOMEM

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    A proposta deste artigo é a discussão sobre a importância da espacialidade do corpo, bem como de suas metamorfoses, na ambientação de horror da narrativa fílmica de O coronel e o lobisomem. Procuramos, por intermédio da análise do filme, mostrar que a representação das anormalidades corporais relaciona-se à sugestão intensamente metafórica das práticas de sujeição da nossa sociedade disciplinador
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