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Isócrates, professor de philosophía
Resumo O artigo apresenta o magistério de Isócrates (436-338 a.C.), autor ateniense contemporâneo de Platão, e suas concepções acerca da forma e dos propósitos da paideía ou educação, que ele denominava, em seu conjunto, philosophía. Para tanto, descrevem-se o rol dos alunos que Isócrates teria tido, a popularidade de sua escola e o testemunho, por outros autores da Antiguidade, de sua influência educativa. Em seguida, discute-se a definição isocrática de philosophía, apresentada, por vezes, como um empenho intelectual conjugado à experiência; em outros momentos, como a cultura ou paideía criada por Atenas, cidade em que o lógos, em seu duplo sentido de razão e discurso, ocupava lugar de excepcional importância. Por fim, passa-se dessa definição geral de philosophía para aquela que a apresenta como um procedimento educativo deliberado, sendo que o professado por Isócrates em sua escola seria, segundo ele, o único a merecer, de todo direito, o título de philosophía. Descreve-se, então, a philosophía de Isócrates, com seus princípios mais importantes, a dóxa, ou opinião; a empeiría, ou experiência, e o kairós, ou ocasião, indicando as justificativas para essa opção e os resultados esperados de tal programa educativo, e de que modo tais princípios estariam presentes no que chamaríamos de seus métodos pedagógicos, dos quais se destaca a prática de Isócrates de submeter suas próprias obras à crítica de seus alunos, em um formato de discussão ou debate próximo do que denominaríamos, hoje, de seminário
Conselhos aos governantes
Isócrates ... et. al.Nicoclés / Isócrates -- Aos amigos e parentes de Dião / Platão -- Arthashastra / Kautilya -- O príncipe / Nicolau Maquiavel -- A educação de um príncipe cristão / Erasmo de Roterdã -- Conselhos de D. Quixote a Sancho Pança / Miguel de Cervantes -- Breviário dos políticos / Cardeal Mazarino -- Testamento político / Maurício de Nassau -- Suma política / Sebastião Cesar de Meneses -- Testamento político / D. Luís da Cunha -- Carta do sobrinho, governador do Maranhão, Joaquim de Melo e Póvoas / Marques de Pombal -- Anti-Maquiavel / Frederico da Prússia -- À regente D. Isabel / D. Pedro I
Isócrates, professor de philosophía
This paper presents the teaching of Isocrates (436-338 BC), Plato’s contemporary Athenian author, and his conceptions about the form and purposes of paideia or education, which he called, as a whole, philosophía. To this end, the list of students Isocrates supposedly had, the popularity of his school and the testimony by other authors of antiquity on his educational influence are described. After that, the isocratic definition of philosophía is discussed: sometimes presented as an intellectual commitment coupled with experience, at other times as the culture or paideia created by Athens, a city where logos, in its double meaning of reason and discourse, occupied a place of exceptional importance. Finally, I move from this general definition of philosophía to that presented and professed by Isocrates in his school, which, according to him, was the only one to fully deserve the title of philosophía, defined as a deliberate educational procedure. Then the philosophía of Isocrates and its most important principles are presented: dóxa or opinion, empeíria or experience, and the kairós or occasion, pointing out the reasons for this option, the expected results of such educational program, and how such principles appear in what we would call its pedagogical methods, among which Isócrates’ practice of submitting his own works to the criticism of his students, in a form of discussion or debate that nowadays we would call a seminar, stands out.
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O artigo apresenta o magistério de Isócrates (436-338 a.C.), autor
ateniense contemporâneo de Platão, e suas concepções acerca
da forma e dos propósitos da paideía ou educação, que ele
denominava, em seu conjunto, philosophía. Para tanto, descrevemse o rol dos alunos que Isócrates teria tido, a popularidade de sua
escola e o testemunho, por outros autores da Antiguidade, de sua
influência educativa. Em seguida, discute-se a definição isocrática
de philosophía, apresentada, por vezes, como um empenho
intelectual conjugado à experiência; em outros momentos, como a
cultura ou paideía criada por Atenas, cidade em que o lógos, em seu
duplo sentido de razão e discurso, ocupava lugar de excepcional
importância. Por fim, passa-se dessa definição geral de philosophía
para aquela que a apresenta como um procedimento educativo
deliberado, sendo que o professado por Isócrates em sua escola
seria, segundo ele, o único a merecer, de todo direito, o título de
philosophía. Descreve-se, então, a philosophía de Isócrates, com
seus princípios mais importantes, a dóxa, ou opinião; a empeiría,
ou experiência, e o kairós, ou ocasião, indicando as justificativas
para essa opção e os resultados esperados de tal programa
educativo, e de que modo tais princípios estariam presentes no que
chamaríamos de seus métodos pedagógicos, dos quais se destaca
a prática de Isócrates de submeter suas próprias obras à crítica de
seus alunos, em um formato de discussão ou debate próximo do que
denominaríamos, hoje, de seminário
El texto de Isócrates del "Salmanticensis" 279
Se estudia la historia del manuscrito y se analiza el lugar que ocupa en la transmisión del texto de siete discursos de Isócrates
Isócrates e a filosofia
Tratar de Isócrates depois de se haver tratado de Platão implica, necessariamente, em deixá-lo em má situação e em sacrificá-lo, até certo ponto, a seu brilhante rival. Qualquer que seja o ponto de vista em que nos situemos: poder de sedução, fulgor de personalidade, riqueza do temperamento, profundidade de pensamento, e, mesmo, senso artístico, Isócrates não poderia ser lançado ao mesmo plano de Platão; sua obra parece chã e monótona, sua influência superficial e perniciosa... escreve Henri I. Marrou na sua já hoje clássica História da Educação na Antiguidade. Ressoa nesta passagem aquela oposição, tão comum, entre a filosofia, mergulhada no mistério profundo do ser e do pensamento, e a retórica, no máximo uma arte brilhante, capaz de formar o vir bônus dicendi peritus
Platão versus Isócrates: divergências e convergências
No início do século IV a.C., Platão e Isócrates instituíram as duas mais importantes escolas de Atenas do Período Clássico. Cada um a seu modo, ambos buscavam oferecer uma espécie de “formação superior” aos jovens atenienses, quando estes já haviam adquirido certa “educação básica” do período. Por essa razão, os autores travaram longa disputa ideológica em torno de suas respectivas pedagogias, negando a sofística de seu tempo, e legitimando sua respectiva prática pedagógica sob a alcunha de “filosofia”. Todavia, quando se compara Platão e Isócrates, tende-se a enfatizar apenas a evidente rivalidade entre ambos. De fato, em virtude de suas concepções sobre “filosofia”, por exemplo, ambos estão radicalmente de lados opostos enquanto educadores. No entanto, se nos debruçarmos sobre alguns aspectos da obra desses autores, será possível também encontrarmos tanto pontos em comum que os aproximam, quanto pontos dissonantes que os distanciam. O presente artigo tem como objetivo discutir as divergências e convergências de pensamento entre Platão e Isócrates, a fim de demonstrar o quanto o estudo mais atento sobre essas convergências pode ser tão importante quanto o das divergências, e, assim, podermos pontuar melhor como de fato se deu essa rivalidade ideológica entre ambos
O Certame de Alcidamante e Isócrates
RESUMO
Este artigo se originou da apresentação de um trabalho meu no VI Simpósio Internacional Ousia. No presente texto eu compartilho reflexões sobre uma pouco investigada cisão entre Alcidamante e Isócrates, que ocorreu no cerne da escola de Górgias Leontino. De um lado desse desacordo posicionou-se Alcidamante, o discípulo herdeiro de Górgias, em Atenas, que era defensor da técnica de Górgias de improvisar discursos (autoschediastikê). E, do outro lado da contenda, colocou-se Isócrates, o discípulo de Górgias, que se tornou líder de uma escola de filosofia, onde se priorizava as práticas da leitura e da escrita, na transmissão dos saberes. No texto serão cotejadas algumas das posições de ambos os pensadores, no que tange ao alcance da palavra falada e da escrita, tanto como meio e fim de uma formação.
Palavras- Chave: Filosofia; Sofística; Retórica; Alcidamante; Isócrate
A oratória epidítica na Grécia antiga: o Evágoras de Isócrates
Neste artigo, rememoramos primeiramente o início da Retórica grega e sua divulgação pelos sofistas; em seguida, após ter mostrado Isócrates na qualidade de retor e de educador, abordamos por fim o tema principal: Isócrates, o homem político. Considerado como o maior representante do gênero epidítico, ele preocupa-se com a situação política da Grécia, como o comprovam alguns de seus discursos, particularmente o Evágoras, em que faz o elogio do rei de Chipre, ilha importante por sua posição estratégica, nas proximidades de regiões sob o domínio persa
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