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O agonismo no pensamento político de Hannah Arendt
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política, Florianópolis, 2014.Diante do fenômeno do totalitarismo e do niilismo europeu que culminou na morte do fundamento, Hannah Arendt procurou repensar a política contra o modo como ela era entendida na tradição da filosofia política. A politóloga alemã identificou uma desmedida da tradição nas tentativas de suplantar a contingência, instituir uma política da Verdade e uma política em nome do Bem entendido em termos absolutos. Contra essa hybris que tende a destruir a liberdade, e inspirada na Grécia trágica e na República Romana, Arendt elabora uma compreensão da política que é inerentemente agonística. Nela, o agonismo, a mútua contraposição de perspectivas na esfera pública, não seria um meio para atingir o consenso ou realizar um bem absoluto, mas a atividade através da qual os indivíduos e o mundo comum se revelam atualizando neste mundo a condição humana da pluralidade.Abstract : Starting from the phenomenon of totalitarianism and European nihilism that culminated in the death of the Ground, Hannah Arendt sought to rethink politics against the way it was understood in the tradition of political philosophy. The German political theorist identified hubris in the tradition in its attempts to overcome contingency, institute a policy of Truth and on behalf of Good understood in absolute terms. Against this hubris that tends to destroy freedom, and inspired by the tragic Greece and the Roman Republic, Arendt elaborates an understanding of politics that is inherently agonistic. In it, the agonism, the mutual contraposition of perspectives in the public sphere, would not be a means to reach consensus or performing an absolute good, but the activity through which individuals and the common world are revealed by updating in this world the human condition of plurality
Hannah Arendt: ruptura, julgamento e liberdade
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-Graduação em Direito.A presente dissertação é uma intro-dução à obra de Hannah Arendt. Seu objetivo é determinar os principais conceitos enunciados pela autora, tendo como ponto de partida o evento totalitário e a provável resposta de Arendt a este acontecimento: a condição humana. Com base nessa resposta analisa-se o julgamento de Adolf Eichmann e o seu significado para a obra da autora. Naquele julgamento apareceram três questões fundamentais: a dificuldade dos juízes julgarem um caso sem precedentes; a consciência de Eichmann; e o fenômeno da banalidade do mal. Tais questões representavam problemas que Arendt já havia abordado. Eles podem ser sintetizados no problema do mal e na problemática separação entre pensamento e ação, que está no início da Tradição ocidental. Para respondê-los é que se analisa as características do pensamento e sua relação com o julgamento, compreendendo-se que a banalidade do mal se relaciona com a incapacidade de pensar, e que é o julgar que estabelece a ponte entre pensamento e ação. Por fim, determina-se o que é ação para Hannah Arendt, concluindo-se que para a autora ação e liberdade são a mesma coisa, o que traz vários questionamentos, uma vez que a Tradição relaciona a liberdade com a faculdade da Vontade, sendo esta uma das suas relações mais perniciosas
Hannah, R B, VX37681
This record was harvested from a previous catalogue system and will be withdrawn in 2025. Information in this record may be superseded or incomplete. Visit this record in UMA's new catalogue at: https://archives.library.unimelb.edu.au/nodes/view/390214Surname: HANNAH. Given Name(s) or Initials: R B. Military Service Number or Last Known Location: VX37681. Missing, Wounded and Prisoner of War Enquiry Card Index Number: 45467.214983
Item: [2016.0049.22507] "Hannah, R B, VX37681
Hannah, J R, VX43747
This record was harvested from a previous catalogue system and will be withdrawn in 2025. Information in this record may be superseded or incomplete. Visit this record in UMA's new catalogue at: https://archives.library.unimelb.edu.au/nodes/view/390215Surname: HANNAH. Given Name(s) or Initials: J R. Military Service Number or Last Known Location: VX43747. Missing, Wounded and Prisoner of War Enquiry Card Index Number: 18640.214984
Item: [2016.0049.22508] "Hannah, J R, VX43747
A ação contra o trabalho: uma avaliação da crítica de Hannah Arendt a Karl Marx
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2009.O presente estudo é uma avaliação da série de comentários que Hannah Arendt faz a respeito de Karl Marx - pensador central, segundo a autora, para a compreensão da sociedade e da política na era moderna -, tentando ressaltar deste modo a sua importância para a teoria arendtiana e discutindo a relação dos autores para com a filosofia. Suas críticas a Marx, em geral esparsas mas relativamente freqüentes, possuem uma importância poucas vezes reconhecida e quase nunca devidamente refletida pelos seus leitores. Se outrora Marx fora para muitos forte autoridade (mesmo que mal compreendida), para os leitores e comentadores de Arendt ele tendeu a se tornar figura indigna de apreciação - levando a certa negligência e/ou aceitação crédula da interpretação arendtiana. Apresentaremos no primeiro capítulo tal interpretação de Arendt; no segundo, dois textos marxianos (Os Manuscritos de Paris e O Capital), representantes de fases bem distintas de seu desenvolvimento intelectual; para no terceiro ponderar tanto aquela interpretação, quanto certos aspectos problemáticos da obra arendtiana relevantes para a questão. O resultado geral acaba sendo não só a discussão específica sobre a propriedade da crítica arendtiana, como também uma reflexão geral de importância fundamental sobre o status filosófico das teorias de ambos os autores
O fenômeno da vontade em Hannah Arendt
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2013.Neste trabalho tratamos da faculdade espiritual da vontade sob a perspectiva fenomenológica de Hannah Arendt. Tomamos como base as últimas reflexões arendtianas, que compõem sua obra A vida do espírito, e seguimos seu percurso pela História da vontade com a pretensão de identificar o que de mais significativo Arendt encontrou nos pensadores que escolheu para dialogar, e que a auxiliaram a compor sua própria concepção sobre a vontade. Procuramos mostrar as motivações que a levaram a se ocupar com questões relativas à vida interior ao mesmo tempo em que reconhecemos não apenas que a ação pode ser considerada o mote norteador de toda a sua obra, mas também o fato de que a Filosofia sempre fora o fundamento sólido de suas análises; e para tanto, elencamos as principais características de sua metodologia com o intuito de evidenciar que além de teoria ou ciência política o que Arendt exercitou ao longo de sua existência foi a reflexão filosófica. Identificamos as falácias metafísicas encontradas por ela em seus escritos sobre as atividades mentais, por considerar que sejam o seu ponto de partida no movimento que realizou de desconstrução da metafísica. Mostramos a importância de pensadores da Tradição judaico-cristã, como São Paulo, Santo Agostinho e Duns Scotus, imprescindíveis para que Arendt identificasse tanto a descoberta da vontade como uma faculdade espiritual quanto a noção de contingência, sobre a qual ela se apoia para fundamentar sua noção de vontade livre e causadora de atos. Por defender a ideia de que a vontade é sua própria causa, observamos que Arendt se contrapõe à concepção kantiana da causalidade pela liberdade transcendental (da vontade), e também à defesa de Kant da vontade subjugada à razão prática. Mostramos que, para Arendt, a vontade e o pensamento são atividades mentais distintas e que a coexistência entre elas não é apenas possível, mas necessária. Nesse contexto, abordamos o repúdio ao querer identificado por Arendt, principalmente, em Heidegger, por meio da leitura atenta que ele faz dos escritos nietzschianos. Após este percurso, inferimos que Arendt faz em sua última obra uma fenomenologia da vida interior, posto que tenha se ocupado em identificar as experiências que atestam e confirmam a existência das atividades mentais básicas do pensar, do querer e do julgar. Evidenciamos que o pensamento de Bergson interessa a Arendt para que ela possa fundamentar sua defesa do "eu-quero" como um "dado imediato da consciência" que confirma a existência da faculadade espiritual da vontade. Por fim, mostramos que o pensamento de Hannah Arendt, pela atitude que toma diante da Tradição, e pelo movimento que realiza de desconstruí-la para recuperar as experiências reais das atividades espirituais que se encontram encobertas por camadas de argumentos falaciosos, insere-se no âmbito do pensamento pós-metafísico <br
Entre a política e a metafísica: filosofia política em Hannah Arendt e Eric Voegelin
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2014.Esta tese parte do fato de que Hannah Arendt e Eric Voegelin tentam interpretar o fenômeno totalitário e o fazem de forma distinta. Arendt discorda do diagnóstico apontado por Voegelin que afirma que o totalitarismo tem suas origens a partir das seitas gnósticas. Essa discordância chama atenção para outros pontos críticos como é o caso da diferente concepção de política entre ambos: Eric Voegelin expõe sua preferência por teorias inauguradas por Platão e que seguem com o cristianismo, enquanto Arendt tenta encontrar um conceito puro de política que se perdeu na tradição. Por outro lado, há algumas semelhanças no trabalho dos dois autores, como é o caso da ideia de common sense, por exemplo. Todas essas temáticas serão tratadas nesta tese de doutorado cujo objetivo extrapola apenas a mera comparação entre os dois autores, mas também busca situá-los no quadro da filosofia política contemporânea.Abstract : Hannah Arendt and Eric Voegelin interpret differently the totalitarian phenomenon. Arendt disagrees with Voegelin about the nature of totalitarianism: he maintains the hypothesis that the totalitarianism is a kind of political religion and has their origins with the Gnostic sects. This discrepancy draws attention to the other aspects in Arendt's and Voegelin's framework, such as the different conception of politics among both autors: Eric Voegelin prefers the political philosophy of Plato and Arendt tries to find a pure concept of politics which was lost by tradition. In contrast, there are some similar characteristics among Arendt and Voegelin, like the idea about common sense, for example. All these issues will be problematized in this work, which goal goes beyond the simple comparison among Arendt and Voegelin, but tries to check the importance of the two thinkers in the contemporary political philosophy framework
The light of the eye : doctrine, piety and reform in the works of Thomas Sherlock, Hannah More and Jane Austen
Bibliography: leaves 376-401.This thesis investigates the ways in which three eighteenth-century writers, Bishop Thomas Sherlock, Hannah More and Jane Austen embody orthodox Anglican doctrine according to their individual perceptions of the enlightening properties of Protestant Christianity. After situating them in their respective gender, literary and ecclesiastical contexts, I examine some of their key doctrines and analyse excerpts from their works. My selection of passages from Sherlock's works is fairly comprehensive, but in the case of More and Austen, where there is already a formidable body of literary criticism, it is more selective. Thus, I focus on doctrine in More's tracts, Strictures on the System of Female Education, An Essay on St Paul and most especially Coelebs in Search of a Wife and in the case of Austen, on her prayers and select passages from Sense and Sensibility and Mansfield Park. I conclude that, although diverse in their particular kind of Anglicanism (High, Evangelical and Median) and in their choice of genre, transparency or obscurity (anonymity and pseudonymity) and the various narratological strategies some of them invoke to circumvent certain taboos, Sherlock, More and Austen champion the same central orthodox doctrines, defend them against current alternatives to orthodoxy such as Latitudinarianism, Deism and various forms of Freethinking, and promote similar moral and ecclesiastical reforms. However, indirectly (through female characters who resist male representation or control) the women writers subject their ostensibly authorially-endorsed male narrators/characters to scrutiny and sometimes (when the males objectify the women) subversion
Lo spirito rivoluzionario. Hannah Arendt nello specchio di Rosa Luxemburg
Nata in una famiglia di socialisti ed ebrei assimilati, Hannah Arendt crebbe nel culto di Rosa Luxemburg. La stesura del suo capolavoro, Le origini del totalitarismo (1951), e del saggio Sulla ri- voluzione (1963) fu occasione per avviare un confronto inedito con l’opera di Rosa Luxemburg, che le rivelò tasselli scono- sciuti della sua poliedrica personalità. Lo scritto arendtiano, qui riproposto in una nuova traduzione, evidenzia la relazione tra le idee di queste due “donne in tempi bui”: la diffiden- za nei confronti dei movimenti di emancipazione femmini- le, i limiti dell’internazionalismo di fronte all’emergere della questione nazionale, il maniacale bisogno di protezione della sfera intima, l’esigenza di stabilire metri di equità nel mon- do, la necessità di confrontarsi con Marx, l’ansia di preservare l’autentico spirito rivoluzionario assieme al dovere storico e politico di indicare limiti e criticità della prassi rivoluzionaria del XX secolo
O Abismo entre filosofia e política e suas relações com o dois-em-um socrático no pensamento de Hannah Arendt
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Programa de Pós-Graduação em Filosofia, Florianópolis, 2011O abismo entre a filosofia e a política é uma das chaves de leitura possíveis da obra de Arendt. A separação entre filosofia e política que tem origem na Grécia com a morte de Sócrates e com os escritos de Platão, permaneceu presente durante toda a duração da tradição do pensamento político e chegou ao fim com Karl Marx. Tal separação trouxe alguns danos sobretudo para a política que perdeu sua dignidade e foi tomada por um período de sombras. O pensamento político já não é mais capaz de revelar a pluralidade dos homens, que é a marca da política. A questão discutida neste escrito é: há alguma solução para o problema da separação entre filosofia e política inerente ao próprio pensamento de Hannah Arendt? Para tentar resolver tal problema, de início sugere-se o dois-em-um socrático (eme emauto) abordado pela autora em alguns de seus textos. Porém, ao longo deste trabalho se revelará que o pensar (neste caso representado pelo dois-em-um socrático) é insuficiente para resolver o problema e, para complementar o pensar, é necessário que se trate do juízo, aos moldes de Kant. Dessa forma, alguns nomes serão constantes neste trabalho, pois Arendt dialoga diretamente com Platão, Sócrates e Kant
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