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    POÉTICAS DE RESISTÊNCIA EM BEAR, BONES AND FEATHERS (1994) DE LOUISE BERNICE HALFE

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    Este artigo enfoca Bear, Bones and Feathers (1994) de Louise Bernice Halfe, também conhecida como Sky Dancer. A poeta, que pertence a etnia Cree, um dos maiores grupos indígenas da América do Norte,   articula traumas da história colonial canadense, especialmente as experiências nas escolas residenciais,  à afirmação de uma cosmologia  e  voz Cree que se inscreve na língua e na materialidade do texto. Por meio do uso do Creenglish, isto é, de interpolações da língua Cree em poemas majoritariamente escritos em inglês;  da presença de elementos mitológicos e da evocação de memórias ancestrais, Halfe constrói uma escrita  que  funciona como um espaço ritual de resistência e (re)conexão com as raízes culturais indígenas. Esta análise apoia-se em teóricos que tratam de questões indígenas como Thomas King (2013) e Tomson Highway (2000), bem como em  conceitos sobre poética propostos por Fred Wah (2000) e Maria Lucia Milleo Martins (2009); Creenglish  por Gingell (2010) e Mongibello (2013) entre outros.

    LETRAS E HISTÓRIAS: CONVERSANDO COM MAIL MARQUES AZEVEDO

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    Em conversa com uma das organizadoras do dossiê comemorativo dos 50 do Curso de Letras, 30 anos da Universidade Estadual do Centro-Oeste e 10 anos do Programa de Pós-Graduaçao em Letras da UNICENTRO,   Professora Mail Marques Azevedo compartilha suas memórias da década de 1970, primeiramente como estudante e depois professora da recém criada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Guarapuava que atualmente compõe a UNICENTRO.  Suas memórias incluem o período formativo da UNICENTRO, no início da década de 90, quando atuou como professora e Diretora de Pesquisa.  Convidamos o leitor, para, juntamente conosco, mergulhar nesta história, sob as lentes da Professora Mail

    As faces de Janus em “Born in Amazonia” de Cyril Dabydeen

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     Este artigo é parte de um trabalho que tem como objeto de pesquisa produções literárias e culturais canadenses em língua inglesa. A partir dessa proposta mais ampla, apresenta-se uma interpretação de Born in Amazonia (1995) de Cyril Dabydeen. Parte-se da constatação de que o poeta escreve de uma perspectiva a que ele denomina 'faces de Janus', olhares que se voltam simultaneamente para múltiplas direções. Com base nesse pressuposto, Born in Amazonia é uma complexa reflexão sobre a condição do eu poético como imigrante no Canadá e um olhar para suas origens na Guiana. Ao longo do livro, Dabydeen reflete sobre processos de deslocamento cultural, quer por imigração – como no caso do eu poético- ou por realocações forçadas, como no caso de povos originários das Américas que são apresentados em muitos dos poemas do livro. Ao final, este estudo sugere que a obra do poeta guianense é um ato de (re)imaginação do passado cultural para (re)construção de sentidos para o presente.

    Narrativas Indígenas: The Journals of Knud Rasmussen (2007), Shell Shaker (2001) e "History Lesson" (1991) como Práticas Significativas

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    Este artigo apresenta parte das reflexões de um projeto de pesquisa que teve os seguintes objetivos: a) aprofundar o conhecimento sobre produções culturais indígenas; b) explorar as diferentes formas como cada autor ou diretor reafirma sentidos do “tornar-se” indígena na atualidade. Três obras foram analisadas, uma cinematográfica e duas literárias, respectivamente, The Journals of Knud Rasmussen (2007) da Isuma Films; Shell Shaker (2001) da escritora Choctaw, LeAnne Howe e o poema “History Lesson (1991)” da autora Okanagan, Jeannette Armstrong. Com base em Estudos Culturais, observou-se especialmente como essas obras articulam representações de identidade cultural. 

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed

    Variations on the Author

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    “Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship

    Appropriate Similarity Measures for Author Cocitation Analysis

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    We provide a number of new insights into the methodological discussion about author cocitation analysis. We first argue that the use of the Pearson correlation for measuring the similarity between authors’ cocitation profiles is not very satisfactory. We then discuss what kind of similarity measures may be used as an alternative to the Pearson correlation. We consider three similarity measures in particular. One is the well-known cosine. The other two similarity measures have not been used before in the bibliometric literature. Finally, we show by means of an example that our findings have a high practical relevance.information science;Pearson correlation;cosine;similarity measure;author cocitation analysis

    MATERNIDADE COMO NOVUM EM THE HANDMAID'S TALE (1985) DE MARGARET ATWOOD

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    Este artigo tem como enfoque The Handmaid’s Tale (1985)[1] da escritora canadense Margaret Atwood, explorando especificamente um dos temas centrais do romance: a maternidade. Considerando a possibilidade de inserir a obra de Atwood no modo literário Ficção Científica (FC), utilizamos o conceito de novum, formulado pelo filósofo e teórico de FC, Darko Suvin (2010)[2], o qual também permite que a narrativa se expanda sob a classificação de Ficção Científica Feminista e/ou Ficção Especulativa. Apresentar a teorização do estilo literário de The Handmaid’s Tale é fundamental para entender quais são os enquadramentos – totalmente novos e estranhos à realidade empírica– em que se apresenta o tema central, a maternidade. As FC/FE distinguem-se por utilizarem técnicas que radicalizam os discursos e ideologias que circulam no contexto do autor. Nessas narrativas, eles são totalmente deturpados, exagerados, invertidos, contrariados ou ainda reinventados. Assim, a questão da maternidade no romance de Atwood mostra-se central quando se apresenta de maneira única e desconcertante para o nosso entendimento sobre ela; além disso, a maternidade configura todas as relações sociais, políticas e de gênero da narrativa.[1]Neste artigo, trabalha-se com uma edição do romance, em língua inglesa, de 1998.[2]Neste artigo, trabalha-se com uma edição de 2010, Defined by a Hollow, na qual, especificamente, no Capítulo 3, Darko Suvin reapresenta o texto sobre o novum elaborado em 1977

    A LIBERDADE DA FICÇÃO: REFLEXÕES SOBRE A AUTOBIOGRAFIA FICCIONAL/THE FREEDOM OF FICTION: REFLECTIONS ON FICTIONAL AUTOBIOGRAPHY

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    Este artigo discute as possibilidades da autobiografia ficcional a partir da obra Em liberdade (1994), de Silviano Santiago. Nesse diário fictício de Graciliano Ramos, Santiago tenta convencer o leitor de ele é apenas o editor, enquanto Graciliano é o verdadeiro autor. Objetiva-se então refletir sobre a liberdade criativa do autor e crítico literário Santiago e sua relação com a liberdade individual do personagem-narrador Graciliano em um contexto histórico de repressão política e social. Além disso, objetiva-se compreender a forma como Santiago tenta persuadir o leitor quanto à autoria do diário. Discorre-se sobre as escritas de si e seus subtipos. Então, reflete-se sobre as técnicas narrativas utilizadas por Santiago. Sugere-se que a obra se constitui como um ato de liberdade ficcional, resistência e expressão política, crítica e intelectual
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