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Farmácias comunitárias na Europa: enquadramento e serviços prestados
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas MonizIntrodução: Na sequência da introdução do Decreto-Lei 307/2007 e da Portaria 1429/2007, que veio permitir aumentar o leque de serviços farmacêuticos prestados à comunidade, procurou-se avaliar o nível de implementação de cuidados farmacêuticos em Portugal em 2013 e compará-lo com o observado em 2006 (Hughes et al., 2010). Para enquadrar os resultados, procurou-se avaliar as diferenças de funcionamento das farmácias comunitárias Europeias.
Metodologia: Foram realizados dois estudos complementares. O estudo I pretendia caracterizar o sistema de saúde dos países participantes, particularmente as características de funcionamento e regulação das farmácias comunitárias; usou-se um questionário enviado a uma amostra intencional de representantes de 27 países. O estudo II recorreu a uma versão adaptada da Behavioral Pharmaceutical Care Scale (BPCS) (Odedina e Segal, 1996) enviada aos farmacêuticos comunitários registados na base de dados da Ordem dos Farmacêuticos (n = 6797) para avaliar o nível de implementação de cuidados farmacêuticos em Portugal. Os resultados foram analisados através do SPSS, versão 19,0.
Resultados: Obteve-se resposta de 19 países (70,4%). Apresentam critérios demográficos para a instalação de novas farmácias 89,5% dos países em estudo. Em 31,6%, os medicamentos estão apenas disponíveis na farmácia. Os programas de cessação tabágica (93,8%), de recolha de medicamentos (81,3%) e os cuidados farmacêuticos (77,8%) são os serviços mais disseminados nas farmácias europeias. Responderam ao estudo II farmacêuticos de 686 farmácias (23,4%), verificando-se que a equipa técnica das farmácias contém sobretudo farmacêuticos (M = 3, DP = 1,7); (M = 2 técnicos, DP = 1,5). O serviço mais disseminado é a medição da tensão arterial (99,9%). Observou-se um maior grau de implementação de cuidados farmacêuticos que em 2006 (score BPCS aumentou 76,5 para 86,3).
Conclusão: Observam-se diferenças entre os países Europeus. No caso de Portugal, com a análise dos dois estudos verificam-se alterações com a entrada em vigor do Decreto-Lei 307/2007, Decreto-Lei 134/2005 e da Portaria 1429/2007
Anti-inflamatórios não esteroides: automedicação versus regime de prescrição
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas MonizIntrodução: Este estudo pretendia determinar o padrão de indicação e o perfil de utilização dos AINEs, incluindo experiência de efeitos adversos em ambulatório.
Métodos: Recorreu-se a um estudo observacional transversal para estudar o padrão de indicação dos AINEs, com componente prospetiva para caracterizar o seu perfil de utilização e a incidência de efeitos adversos. A informação foi recolhida por dois questionários (T0 e T1) numa amostra de conveniência numa farmácia no concelho de Loures. Estimou-se (Epi Info versão 7), numa população de 3500 habitantes, prevalência do fenómeno de19,4%, IC 95% e erro de 3%, serem necessários 159 doentes para um ensaio piloto da componente transversal. Os dados foram analisados em SPSS v. 21.
Resultados: A amostra (n=159) constituiu-se maioritariamente de mulheres (61,6%), com idade média de 55 anos (Dp = 19,88), casadas (58,5%), com o 1º Ciclo do Ensino básico (30,8%) e ativas (56,0%). Os AINEs foram maioritariamente adquiridos mediante prescrição médica (67%). Verificou-se maior recurso à automedicação entre os indivíduos analfabetos (p = 0,041). A via de administração mais prescrita foi a oral (92,2%), sendo a tópica mais frequente entre os casos de automedicação. Entre os inquiridos, 11,3% haviam experienciado previamente efeitos adversos a AINEs [ibuprofeno (38%), diclofenac (29%) e etoricoxib (14%)]; os efeitos adversos mais reportados foram as epigastralgias (52%). Entre os indivíduos que integraram a componente prospetiva (n= 31) verificou-se uma incidência de efeitos adversos de 3,2%; a adesão foi 9,7%.
Discussão e conclusão: Existem diferenças no padrão de indicação de AINEs entre a automedicação e prescrição. A prevalência de efeitos adversos foi superior a 10%, consistente com a literatura. A baixa incidência observada pode resultar do curto tempo de seguimento e da reduzida amostra que integrou a componente prospetiva, indicando que existem aspetos a aprofundar em estudos futuros sobre a utilização dos AINEs na população portuguesa
Revisão da medicação no idoso : identificação de problemas relacionados com medicamentos
Dissertação para obtenção do grau de Mestre no Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas MonizIntrodução: A população tem vindo progressivamente a envelhecer a nível mundial, particularmente nos países industrializados. Com o avançar da idade, surgem diversas patologias que conduzem à prescrição de medicamentos, podendo por sua vez originar quadros de polimedicação. Deste modo, a revisão da medicação torna-se fundamental de modo a prevenir e/ou resolver Problemas Relacionados com Medicamentos (PRM).
Objetivos: Caracterizar a medicação instituída no idoso, quantificar e qualificar a ocorrência de PRM, através da revisão da medicação.
Metodologia: Recorreu-se a um ensaio clínico randomizado multicêntrico, incluindo na amostra em estudo idosos polimedicados institucionalizados em lares. A informação foi obtida através de consulta dos processos clínicos dos doentes, procedendo-se à análise do perfil farmacoterapêutico e clínico, de modo a identificar PRM. A intervenção consistiu no reporte dos PRM aos médicos prescritores e aos responsáveis pela medicação nos respetivos lares, de acordo com a tipologia do PRM.
Resultados: Foram incluídos no estudo 126 doentes, sendo analisados no total 1332 medicamentos. Cada idoso tomava em média 11 medicamentos (DP=4,209), sendo os mais comuns os que atuam no Sistema Nervoso (30,48%), Sistema Cardiovascular (24,47%) e Trato alimentar e metabolismo (19,82%). Foram identificados 2109 PRM no total da amostra. Todos os idosos apresentaram mais do que um PRM, com uma mediana de 14,50 (DP=8,361) PRM por idoso. Os PRM mais prevalentes foram PRM 5 (35,14%), PRM 2 (27,55%) e PRM 3 (18,35%). Como potenciais preditores de ocorrência de PRM foram identificados o número de comorbilidades (r=0,412; p<0,001) e o número de medicamentos (r=0,766; p<0,001). A intervenção consistiu na referenciação de 697 PRM.
Conclusão: Os dados indicam que em todos os idosos existe uma potencial intervenção farmacêutica a ser desenvolvida. A revisão da medicação no idoso polimedicado, mostrou ser um serviço importante e fundamental na identificação de PRM, de modo a que possam futuramente ser prevenidos ou resolvidos
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
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