1,720,988 research outputs found
PROCESSOS DE SIGNIFICAÇÃO DO CORPO DO MONSTRO NOS QUADRINHOS: DORA, DE BIANCA PINHEIRO
Este estudo tem por objetivo compreender os processos de significação do corpo do monstro a partir dos quadrinhos Dora, de Bianca Pinheiro (2014), numa relação com a memória, história e ideologia que constitui os sentidos e os sujeitos mutuamente. Para tanto, inscrevemo-nos na Análise de Discurso, com base em Pêcheux (2007) e Orlandi (2007a, 2007b, 1998). Nos quadrinhos analisados, o sujeito-personagem Dora passa por um processo de mudanças relacionadas ao seu meio social, a partir de construções de corpos colocados como anormais, sendo apresentada como monstro. Na obra, o sujeito-personagem é tomado enquanto monstro, sendo constituídas por projeções históricas e sociais (COURTINE, 2011) que são ressignificadas no jogo entre o traço, a letra, as cores, que permitem produzir efeitos diversos, mas dentro de condições de produção específicas, possibilitando reflexões sobre o corpo e seu processo de monstrificação em contraposição ao normatizado, estabilizado
O FUNCIONAMENTO DISCURSIVO DE CORPO E DE SUJEITO NOS QUADRINHOS : UMA ANÁLISE DE NOS OLHOS DE QUEM VÊ
As histórias em quadrinhos constituem um excelente lugar para compreender como os sentidos são produzidos sobre diferentes questões sociais, históricas e ideológicas, a partir de sua constituição. Assim, analisar como o corpo constitui sujeitos e sentidos a partir do traço, das cores, das imagens dos quadrinhos é também é refletir sobre o social e a resistência que constitui esses sujeitos e seus corpos. O objetivo deste estudo, portanto, é compreender o funcionamento discursivo do corpo e do sujeito na produção quadrinística: Nos olhos de quem vê, de Helô D’Angelo (2023). O delineamento metodológico adotado é a Análise de Discurso, que tem como precursores Michel Pêcheux, na França, e Eni Puccinelli Orlandi, no Brasil. Observamos, na obra analisada, que as posições-sujeitos se colocam a partir da constituição de um corpo para as mulheres e também a partir de uma escuta sobre a voz do outro. Corpo, voz marcando a resistência dos sujeitos diante dos discursos sobre si, que materializam nos quadrinhos vivências, sentimentos que a constitui, numa dualidade, enquanto sujeito-mulher e sujeito-quadrinista, artista que coloca na arte a sua dor, a sua experiência, o seu olhar em relação ao mundo, para assim encontrar outras vozes, outras formas de significar pela língua e pela arte
DISCURSO, HORROR E DESEJO: O CORPO DO MONSTRO NA LITERATURA
Este estudo objetiva analisar o funcionamento do grotesco, da imortalidade no/pelo corpo do monstro nas obras de Shelley, Stoker e King, a partir dos conceitos da Análise de Discurso (ORLANDI, 2007; PÊCHEUX, 2008) e de autores sobre o horror e corpo, como Lovecraft (1987), Carröl (1999), Cohen (2000) e Milanez (2011). A questão que se buscou responder é: como o corpo é constituído nessas obras, que projetam uma imagem de horror e de sobrenatural atravessando pelos sentidos de mortalidade e imortalidades, compreendido assim numa relação com o social? O corpo do monstro permitiu compreender como há uma projeção imaginária que determina aquilo que pode ou deve ser uma monstruosidade, constitui os sujeitos e os sentidos de uma forma ou de outra
A PALAVRA NO DICIONÁRIO FEMININO DA INFÂMIA: SENTIDOS DE ESTUPRO
A palavra possui, na relação com o outro/Outro, a possibilidade de sentidos múltiplos e variados, quando ela textualiza, significa. Quando a palavra remete à condição da mulher, sentidos são retomados e ressignificados. Entre essas palavras, o termo estupro é uma regularidade constante. Assim, este estudo analisa o verbete estupro do Dicionário feminino da infâmia: acolhimento e diagnóstico de mulheres em situação de violência (FLEURY-TEIXEIRA, MENEGHEL, 2015), pois, ao refletir sobre as relações sociais que têm significado as posições-sujeitos mulher na contemporaneidade, a violência e, principalmente, a violência contra o seu corpo, fez-se como uma regularidade, que precisa ser dita, significada. Nessa relação, o estupro é uma violência, tomado aqui, portanto, como objeto simbólico, na relação com o corpo da mulher, compreendendo a relação entre corpo, violência, crime/criminalização a partir do verbete estupro
Discurso, princípios e procedimentos:: sentidos de/sobre a prostituição
Para este estudo, apresentamos um olhar sobre a história da prostituição enquanto uma dualidade que é constitutiva da imagem feminina, ou seja, não se trata de falar da imagem da prostituta especificamente, mas, de demonstrar de que forma múltiplas imagens foram se constituindo, atravessadas por um efeito de oposição entre a imagem da castidade e a da luxúria, isto é, da mulher pura, respeitável, casta, em oposição à mulher da vida, lasciva, pecadora. Esse efeito de oposição é um funcionamento constitutivo que marca fortemente a história da prostituição. Abordamos isso, a partir dos conceitos da Análise de discurso, com seus princípios e procedimentos teóricos e metodológicos e com a análise das músicas Troca de calçada e O amor não escolhe profissão
A CORPORIFICAÇÃO DO MONSTRO EM PAPA-CAPIM – NOITE BRANCA, DE MARCELA GODOY E RENATO GUEDES
: Este estudo analisa o corpo monstruoso e sua materialização no quadrinho Papa-capim – Noite branca, de Marcela Godoy e Renato Guedes (2016), a partir dos estudos da Análise de Discurso, com base em Pêcheux e Eni Orlandi. Compreende-se que o monstro, o que é da ordem do monstruoso se constitui historicamente a partir das condições de produção sociais e ideológicas. Assim, para diferentes sociedades, povos, o monstro é um mal a ser combatido. Para Courtine (2011), ao falar do corpo anormal, mostra que há um padrão a ser estabelecido, a partir de uma oposição ao que não está dentro desse padrão, sendo o ser monstruoso o que foge desse padrão. Assim, o monstro Noite Branca é um ser contraditório que foge de um padrão para certas condições e em outras faz parte desse padrão. É um monstro que consome tudo e todos, e pode assim, ser interpretado como um sistema capitalista que desmata, que fere, que subsumi o outro na sua constituição. O monstro Noite Branca remete a uma destruição da natureza e assim do homem. Por outro lado, esse mesmo monstro em outras condições pode ser compreendido como algo do comum, do já estabelecido, a partir da apropriação da natureza pelo próprio homem
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
DISCURSO E MEMÓRIA NA LENDA “O ARRANCA-LÍNGUAS”
As lendas estão presentes no cotidiano, por isso, analisar as lendas da região é dizer de um lugar no qual o sujeito pode se identificar por uma memória que o constitui, produzindo diferentes sentidos. Com base na teoria da Análise de Discurso de linha materialista, iniciada nos anos 60 por Pêcheux (2009), na França, e desenvolvida por Orlandi (2007, 2016) no Brasil, analisa-se como esse atravessamento constitutivo das formações discursivas da moral, da religião (re) significam o horror e o sobrenatural em versões da lenda “Arranca-línguas”. Para isso, abordamos as concepções de lenda, numa relação com o discurso e a memória. Depois analisamos as versões da lenda, uma veiculada na mídia online e outra na obra de Câmara Cascudo (1999), observando a relação entre horror e o corpo do monstro (COURTINE, 2011). Compreende-se que o sobrenatural faz parte da lenda produzindo efeitos moralizantes, esses efeitos são atravessados por discursos, dizeres anteriores que significam os sujeitos a partir de uma memória coletiva, do inconsciente coletivo, e essa moral, que atravessa esses dizeres, produzindo o corpo do monstro como lugar de (des)estabilização dos sentidos.
Palavras-chave: Discurso. Sobrenatural. Lenda. Monstro
- …
