1,011 research outputs found

    The genesis of Friedrich Engels' dialectical conception of nature (1858-1873)

    No full text
    This research inquires the genesis of Friedrich Engels’ dialectical conception of nature. Exposed, in its general lines, in works such as the unfinished Dialectics of nature (1873-1882), the Anti-Dühring (1876-1878) and Ludwig Feuerbach and the end of Classical German Philosophy (1886-1888), it was formulated in the late 1850s and matured over the course of the 1860s, in constant contact with the natural sciences and philosophies of his time. The research follows the main moments of the genesis and development of this conception and the theoretical and ideopolitical context of each one of these moments. In the Introduction, we make methodological considerations, justify the scope and object of the research and present an overview of the issues surrounding Engels’ dialectic of nature. In chapter 1, The insight of a dialectic of nature, we look into: 1) Engels’ finding that new scientific discoveries attested to the occurrence of dialectical phenomena in nature; 2) his description to Marx, in his letter of July 14, 1858, of these phenomena – the documentary mark of the then nascent dialectical conception; and 3) the philosophical repercussions of such a finding, especially the outlines of a theoretical program that, even if it did not materialize at that moment in a proper writing project, would direct his subsequent scientific and natural-philosophical studies towards the foundation of a materialistic natural dialectic. Finally, in chapter 2, The “natural-historical basis for our views”: the Engelsian reception of Darwin’s work, we follow, from the impact that the theory of evolution of species had on Engels’ thought, the development of his dialectical conception throughout the 1860s, until its culmination, in a letter to Marx of May 30, 1873, in a project to write a Dialectics of nature.Esta pesquisa investiga a gênese da concepção dialética da natureza de Friedrich Engels. Exposta, em suas linhas gerais, em obras como a inacabada Dialética da natureza (1873- 1882), o Anti-Dühring (1876-1878) e o Ludwig Feuerbach e o fim da filosofia clássica alemã (1886-1888), ela foi elaborada no fim dos anos 1850 e amadurecida no curso dos anos 1860, em contato constante com as ciências e filosofias da natureza de seu tempo. A pesquisa acompanha os principais momentos da gênese e do desenvolvimento desta concepção e o contexto teórico e ideopolítico de cada um desses momentos. Na Introdução, tecemos considerações metodológicas, justificamos o escopo e o objeto da pesquisa e apresentamos um quadro geral sobre a problemática em torno da dialética da natureza de Engels. No capítulo 1, O insight de uma dialética da natureza, investigamos: 1) a constatação de Engels de que novas descobertas científicas atestavam a ocorrência de fenômenos dialéticos na natureza; 2) sua descrição a Marx, na carta de 14 de julho de 1858, destes fenômenos – o marco documental da concepção dialética então nascente; e 3) as repercussões filosóficas de tal constatação, sobretudo os lineamentos de um programa teórico que, ainda que não se tenha consubstanciado naquele momento em um projeto de escrita propriamente dito, direcionaria seus estudos científico e filosófico-naturais ulteriores na direção da fundamentação de uma dialética natural materialista. Por fim, no capítulo 2, O “fundamento histórico-natural de nossa ideia”: a recepção engelsiana da obra de Darwin, acompanhamos, a partir do impacto que a teoria da evolução das espécies teve no pensamento de Engels, o evolver de sua concepção dialética ao longo da década de 1860, até sua culminação, em carta a Marx de 30 de maio de 1873, em um projeto de escrita de uma Dialética da natureza

    A Relação entre capital e educação escolar na obra de Dermeval Saviani: apontamentos críticos

    No full text
    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação, Programa de Pós-Graduação em Educação, Florianópolis, 2010O objetivo central deste estudo é analisar criticamente algumas das teses matriciais de Dermeval Saviani a respeito da relação entre capital e educação escolar. A importância da obra de Saviani no debate educacional brasileiro contemporâneo e a sua receptividade entre os educadores em geral, bem como entre os educadores do campo teórico contrassistêmico justificam a realização deste estudo. O período delimitado para a realização dessa análise situa-se entre o final da década de 1970 aos dias atuais. Essa delimitação temporal se justifica porque foi nesse período que Saviani fundou e desenvolveu as principais teses da Pedagogia Histórico-Crítica. A realização dessa pesquisa de caráter bibliográfico privilegiou a análise dos escritos de Saviani produzidos no período histórico supracitado, especialmente daqueles pertinentes ao objeto central em questão. A referência teórica matricial deste estudo foi o materialismo histórico de Karl Marx e Friedrich Engels, com ênfase especial nas categorias econômicas analisadas e explicadas por Marx n' O Capital. Foram utilizadas, também, as produções de outros teóricos, marxistas e não-marxistas, cujas obras pudessem de alguma maneira contribuir com a investigação realizada neste estudo. Nesse mesmo sentido, foi feito uso de pesquisas quantitativas diversificadas, independentemente do matiz teórico e político que as orientasse, desde que elas apresentassem elementos de análise fidedignos da realidade social à qual se referiam. A abordagem teórica empreendida teve como premissa analisar os textos de Saviani e dos outros autores no conjunto dos seus respectivos escritos e, concomitantemente, relaciona-los às determinantes econômicas do contexto histórico em que estão situados. As principais conclusões obtidas neste estudo de tese é que Saviani se apropria de maneira problemática e/ou equivocada de algumas das principais categorias econômicas analisadas por Marx. Constatou-se, por decorrência, que esse problema teórico de fundo compromete pela raiz suas principais teses educacionais sobre a relação capital e educação escolar e que esse comprometimento tem consequências para suas proposições estratégicas que pretendem fazer da educação formal um instrumento em prol do projeto histórico por ele defendido, ou seja, o socialismo revolucionário com vistas à superação do capitalismo

    Introduction Marx and Engels: Economic Crisis and Social Revolution (1844-1857) Paulo Barsotti,

    No full text
    Os textos de Marx que compõem este dossiê de Lutas Sociais, inéditos no Brasil, tratam da primeira mundial capitalista de 1857-1858. Eles foram originalmente publicados no New York Daily Tribune (NYDT) e selecionados de Karl Marx and Frederick Engels: Collected Works - Volume 15 - 1856-1858, Lawrence & Wishart, 1985. Para melhor entendimento do leitor, acreditamos ser necessária uma contextualização histórica da obra e da vida de Marx e, também da contribuição de Engels, sobre o fenômeno das crises

    Universalidade e singularidades do espaço transitório: um estudo a partir de quebradeiras de coco babaçu/MIQCB e trabalhadores rurais sem terra/MST no Maranhão (1990 - 2000)

    No full text
    Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-Graduação em GeografiaRecupera-se elementos do processo de universalização da produção da vida sob a mediação do capital, procurando apreender sobre a produção na sociedade burguesa, a produção da sociedade burguesa e como este processo gesta, nas suas entranhas, elementos de uma sociedade do vir-a-ser, isto é, da superação da sociedade burguesa. Dialogando com as formulações de Karl Marx e Friedrich Engels, procura-se entender explicitar como a universalidade da reprodução das relações burguesas de produção da existência social e humana materializa-se singularidades paradoxais nas diversas formações sócio-espaciais. Em particular estuda-se o processo de reprodução de quebradeiras de coco babaçu/MIQCB e de trabalhadores rurais sem terra/MST, na década de 1990, no Estado do Maranhão. Por estas mediações, percebe-se o escancaramento das dificuldades, quase impossibilidade, da (re)produção social e humana pelas relações capital # lucro, terra # renda fundiária ou trabalho # salário. Vive-se, portanto, um período de transição. Manifestam-se os dilemas entre a impossibilidade de retorno a formas pretéritas de produção da existência e as dificuldades de materialização do novo. A degeneração humana explicita-se como a forma mais visível dos homens reais se reproduzirem. Contraditoriamente, pode-se perceber experimentos que não podem ser interpretados como simples processo de reprodução da sociedade burguesa, estão para além delas. To recover elements from the process of universalization from the production of life under the mediation of the capital, searching to learn about production in the burgess society, the burgess society#s production and how this process is managed, deep inside, elements from a society still to be, that means, the overrun of the burgess society. Arguing with Karl Marx and Friedrich Engels thoughts, We try to understand and explain how the universality of reproduction from burgess relations of social and human existence production materializes paradoxal singularities inside many social-space structure formations. In particular studies the process of reproduction of quebradeiras of coco babaçu/MIQCB and the landless rural workers /MST, in the ninties, in the Maranhão State. Because of this mediations, we Perceive clearly the dificulties, almost impossible, of social and human (re)production through capital relations # profit, land # latifundium income or work # salary. So, we live a transition era. We express the dilemas between the impossibility of the return of the old structure production of existance and the difficulties of materialization of the new. The human deterioration explains itself as a more visible structure of the real men to reproduce. Contradictorily we are capable to perceive experiments which can not be interpretaded as a simple process of the burgess society reproduction, they are beyond that

    Estratégias de ação política do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina - SINTE/SC - e sua relação com a Central Única dos Trabalhadores - CUT - entre a década de 1980 e início dos anos 2000

    No full text
    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências da Educação. Programa de Pós-Graduação em Educação.Esta pesquisa teve como objeto de estudo o SINTE/SC Sindicato dos Trabalhadores em Educação na Rede Pública do Ensino do Estado de Santa Catarina analisando as suas estratégias de ações políticas principalmente nas décadas de 80 e 90, e também a de compreender a relação existente do SINTE/SC com a CUT. Desta forma procurou-se contextualizar o objeto da pesquisa inserido-o no movimento sindical brasileiro no período correspondente a sua delimitação temporal, ou seja, situá-lo a partir da recomposição da organização da classe dos trabalhadores numa época onde qualquer manifestação popular era reprimida. A década de 80 mantém-se com uma política econômica de arrocho salarial e de alto índice inflacionário. O SINTE/SC não ficou ausente neste período de grandes mobilizações dos trabalhadores e integrouse nesta onda de manifestações. Na década de 90 começa a implantação da política neoliberal e, conseqüentemente, a diminuição do Estado em relação à aplicação de verbas para as áreas sociais, principalmente os da saúde e educação, o que faz atingir diretamente os trabalhadores em educação. Novamente o SINTE/SC enfrenta os respectivos governos de Santa Catarina que também aplicaram essa política econômica no Estado. Foram coletadas informações para a análise nos documentos escritos, como as documentações dos Encontros e dos Congressos Estaduais realizados pelo SINTE/SC. As seis entrevistas realizadas com suas lideranças também contribuíram para a análise. Diante de todo o conteúdo pesquisado e do pressuposto teórico marxista sobre o movimento sindical brasileiro, principalmente sobre a trajetória da CUT, podese perceber que o SINTE/SC também se inclui na configuração desta realidade. Verificou-se também uma determinada independência deste sindicato para cooptar ou não com as estratégias de ação da Central Única dos Trabalhadores

    A consciência de classe dos papeleiros serranos

    No full text
    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Filosofia e Ciências Humanas. Programa de Pós-graduação em Sociologia Política.Esta dissertação pretende estudar a particularidade da classe operária brasileira, no caso dos papeleiros do planalto catarinense. O referencial de análise está centrado no conceito de consciência de classe, conforme aparece no pensamento marxiano através das formulações de Lukács e Lenin

    Teoria crítica em Roberto Lyra Filho: uma aproximação dialética e pluralista

    No full text
    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas. Programa de Pós-graduação em DireitoEsta dissertação tem por objetivo verificar os pressupostos teórico-práticos de Roberto Lyra Filho para a construção de um paradigma político-epistêmico alternativo ao liberal-metafísico dominante. Tendo a sua temática circunscrita na Teoria Crítica, apresenta como problema a existência ou não de uma interferência do pensamento lyriano na formação da Teoria Crítica Jurídica. Usando o método hipotético-dedutivo, este trabalho discorrerá sobre o complexo processo político e científico de construção do conhecimento desde a Antiguidade, chegando a um grau de construção que, ultrapassando os esquemas fragmentados, ganha um sentido totalizante. Forma-se, assim, o paradigma que na modernidade leva a humanidade a grandes conquistas. Porém, atualmente, apresenta dificuldades em dar soluções a problemas que surgem, frutos da dogmatização de seus postulados e da desconexão com os amplos setores sociais, impedindo o seu retro alimentar. Diante desses fatos, o método metafísico perde espaço e o dialético avança principalmente por sua capacidade em captar os elementos sócio-epistêmicos no processo histórico, por reconhecer os elementos positivos e superar os decadentes, e pela capacidade de interrelacionar todos os fatores. Com este aparato conceitual, Lyra Filho se lança na construção do paradigma dialético social do direito que denuncia a crise do Capitalismo e do Socialismo Real que, ao se dogmatizarem, deixam de perceber a pluralidade política e epistemológica e acabam por servirem de instrumento ideológico das classes e grupos no poder; assim foi com o Jusnaturalismo, com o Juspositivismo e a "Teoria Crítica" no Socialismo Real. Necessita-se colocar o Direito onde ele é efetivamente gerado - na sociedade. Criador da Nova Escola Jurídica Brasileira, escola dedicada à reflexão teórica engajada, na qual o pluralismo é a essência da democracia; escola que acredita no homem que busca a libertação e, igualmente, instituição que entende o mundo em sua totalidade e movimento, por tudo isso, sua teoria é nominada Humanismo Dialético. Lira Filho evolui para Desordem e Processo em sua postulação final, pois tenta ressaltar o aspecto móvel e contraditório do processo de libertação humana, construindo a legalidade sobre a legitimidade coletiva na qual seja possível ampliar e revisitar os Direitos Humanos na ótica da libertação. Assim, propugna um ensino que não reproduza as técnicas jurídicas reduzidas à exegese dos textos legais, um Direito do Trabalho que não seja fruto das míseras concessões do Capital, um conceito de crime que ultrapasse o solipsismo de cada ciência e, por fim, uma ciência que supere o espírito dogmático, até com as fontes mais insuspeitas, como o fez com os textos marxianos. Roberto Lyra Filho fortalece o religar da filosofia com a ciência, tendo no processo histórico a busca da libertação coletiva e o respeito ao individual, cônscio de que política e episteme integram a mesma totalidade desvelada pela compreensão dialética entre teoria e práxis

    Ideologia e Serviço Social

    No full text
    TCC (Graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina. Centro Socioeconômico. Serviço Social.Este Trabalho de Conclusão de Curso tem como tema um estudo teórico da categoria ideologia a partir das principais matrizes do conhecimento no âmbito das ciências humanas e sociais e sua importância para o Serviço Social. Os objetivos foram: a) realizar um mapeamento bibliográfico acerca da categoria da ideologia nas principais matrizes do conhecimento; b) estudar a concepção da ideologia a partir de Marx e de Gramsci buscando identificar o caminho de ‘conservação/superação’ que ocorre entre todos os autores clássicos e c) estabelecer a importância do estudo da ideologia para o Serviço Social. Esse é um estudo bibliográfico e exploratório. Os procedimentos metodológicos adotados constaram de levantamento bibliográfico das principais concepções acerca da ideologia, principalmente nos estudos de Karl Marx e de Antonio Gramsci situados na perspectiva crítico-dialética. A importância desse estudo para o Serviço Social centra-se na sua contribuição tanto em relação ao fortalecimento do estatuto teórico do Serviço Social, quanto na qualificação das ações políticas e práticointerventivas que a profissão é desafiada a construir em resposta às manifestações das expressões da “questão social” na realidade brasileira contemporânea

    Utopia e possibilidade : elementos para uma filosofia juridica militante

    No full text
    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciencias JuridicasA primeira frase é sempre a mais difícil: escreva a mais verdadeira que lhe vier à mente, recomendava Hemingway, e talvez a frase mais verdadeira para introduzir este trabalho seja aquela que diz ser um trabalho de iniciante, por isso o nome "elementos para uma filosofia". É também aberto e inacabado, tem potencialidades ainda não descobertas. Todavia, não é conjunto desordenado, visando impressionar o desavisado com falsa erudição, que venha a confundir mais do que esclarecer. É um trabalho filosófico, no bom sentido do termo; propõe perguntas autênticas, dentro de seus limites, resolvendo-as através da razão, deixando de lado o verniz da inútil erudição. Neste sentido, um auto-esclarecimento - sapare aude - uma forma de ir tentando responder a perguntas particulares, pessoais, que podem ser as mesmas de outros e, logo, universais. Este é o sentido único de filosofar: auto-esclarecer-se, e ir à praça do mercado para ver se alguém mais quer interessar-se por essa teoria prática. A filosofia então só faz sentido onde há um espaço público no qual se respire em liberdade

    Espaços públicos urbanos e pluralismo jurídico: dos bens de uso comum do povo ao direito à cidade

    No full text
    Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito, Florianópolis, 2010Esta dissertação, de cunho teórico e interdisciplinar, analisa como funcionam, quais discursos veiculam e de que maneira interagem os paradigmas científicos de produção de saberes acerca da dimensão jurídica dos espaços públicos urbanos. Três paradigmas são identificados: na ciência do direito, o dominante paradigma dogmático e o emergente paradigma sociojurídico; e na sociologia urbana, o paradigma socioespacial. O paradigma dogmático disfarça por meio da categoria bens de uso comum do povo os conflitos sociais concernentes aos espaços públicos, ao tomar por garantido que perante eles todos são iguais. O paradigma socioespacial, ao contrário, evidencia que os espaços públicos são produzidos de modo a resultar na exclusão das presenças, ações e discursos de certos grupos não-hegemônicos; por conseguinte, em violações ao direito à cidade. Porém, o paradigma socioespacial não problematiza o papel do direito na produção do espaço urbano. Diante desse paradoxo, o paradigma sociojurídico, uma vez articulado ao paradigma socioespacial, constitui uma promissora alternativa que precisa ser fortalecida. Nesse esforço de edificação teórica, faz-se necessário resgatar a teoria do pluralismo jurídico. Do ponto de vista descritivo, a teoria do pluralismo jurídico revela que padrões de exclusão podem ser constituídos porque os espaços públicos consistem em bens permeados por intrincados arranjos de propriedade, os quais são estabelecidos por meio de uma interlegalidade de normas jurídicas tanto estatais quanto não-estatais. Do ponto de vista prescritivo, o modelo do pluralismo jurídico comunitário-participativo oferece um referencial teórico adequado à construção de arranjos de propriedade nos espaços públicos que assegurem a efetivação do direito à cidade. Uma mudança de paradigma no estudo das relações entre o direito e os espaços públicos urbanos implica um deslocamento teórico do conceito de bens de uso comum do povo ao conceito de direito à cidade.There are three scientific paradigms from which it is possible to depart for carrying out research on the relations between law and urban public spaces. The paradigm of legal dogmatics is dominant in legal science. According to its discourse, urban public spaces consist in people's common goods. It is taken for granted that everybody is equal in respect to them. By means of this concept, legal dogmatics disguises social conflicts over public spaces. The knowledge based upon the socio-spatial paradigm in urban sociology makes evident that public spaces are in fact socially produced in a way that results in the exclusion of non-hegemonic groups' presences, actions and discourses; therefore, in violations of the right to the city. Nonetheless the socio-spatial paradigm neglects the analysis of the role played by law on the production of space. Such a paradox can be avoided by adopting the emergent socio-legal paradigm in legal science. It constitutes in articulation with the socio-spatial paradigm a theoretical frame that must be strengthened in order to become appropriate to incorporate into the research agenda on law and urban space the question concerning public space. There is a need to come back to legal pluralism theory in this theory-building effort. From a descriptive standpoint, legal pluralism reveals that patterns of exclusion can be constituted because urban public spaces consist in valuables permeated by intricate property arrangements that are established by an interlegality of state and non-state legal norms. From a prescriptive standpoint, the model of participatory and communitarian legal pluralism offers an adequate theoretical foundation for constructing property arrangements designed to assure the effectiveness of the right to the city. The paradigm shift in the study of the relations between law and urban public spaces implies thus a theoretical move from the concept of commons to the concept of right to the city
    corecore