98,257 research outputs found
O passado, o presente e o futuro da pesquisa com pecuária de corte no Estado do Pará.
Editores técnicos: Alexandre Rossetto Garcia, Moacyr Bernardino Dias-Filho, René Poccard-Chapuis
Physiological responses of Vismia guianensis to contraisting light environments.
Investigou-se por um período de 60 dias em câmara de crescimento, sob alto (800-1000 μmol m-2 s-1) e baixo (120-200 μmol m-2 s-1) regimes de luz os padrões de crescimento e distribuição de biomassa e as trocas gasosas de Vismia guianensis (Aubl.) Choisy, uma árvore de porte médio, comum como planta invasora de pastagens, áreas agrícolas abandonadas, e clareiras de floresta na Amazônia brasileira. Não foram detectadas diferenças em assimilação de CO2 na curva de resposta a luz entre plantas cultivadas sob alta e baixa radiação. No entanto, a respiração foi maior em plantas sob alta radiação. A taxa de crescimento relativo foi inicialmente similar entre regimes de luz, tomando-se maior para alta radiação nas avaliações subsequentes. A área foliar por unidade de massa total da planta e por unidade de massa da folha foram maiores para baixa radiação. A proporção de biomassa alocada para folhas foi semelhante entre tratamentos, enquanto a alocação de biomassa para as raízes foi maior em alta radiação e a alocação de biomassa para hastes e pecíolos foi maior em baixa radiação. Estes resultados sugerem que as respostas dessa espécie a variações nas condições de luminosidade são importantes para o seu sucesso em ambientes naturais e agrícolas ou a sua resposta a práticas de controle
Root and shoot growth in response to soil drying in four Amazonian weed species.
A profundidade máxima e perfil de distribuição vertical das raízes e os padrões de alocação de biomassa foram medidos nas espécies invasoras Ipomoea asarifolia, Stachytarpheta cayennensis, Solanum crinitum e Vismia guianensis, cultivadas em colunas de solo com e sem irrigação, em casa de vegetação. 0 objetivo foi determiner se estas espécies apresentam respostas ao secamento do solo que podem ser caracterizadas como uma forma de aclimatação ao déficit hidrico. Inicialmente, todas as plantas foram cultivadas sem déficit hidrico por 21 dias. Após esse periodo, dois regimes de irrigação foram estabelecidos por um período adicional de 21 dias. Urn grupo de plantas era irrigado diariamente; outro grupo não recebia irrigação. A profundidade das raízes não foi significativamente afetada pelos tratarnentos em nenhuma das espécies. No entanto, o estresse hidrico aumentou significativamente a relação raíz/parte aérea em Ipomoea e Stachytarpheta e alterou o perfil da distribuição radicular em todas as espécies. De um modo geral, as plantas irrigadas maximizaram o desenvolvimento radicular nas camadas mais rasas do solo, enquanto que o oposto foi observado nas plantas não irrigadas. Estes resultados são discutidos com relação ao, seu significado ecológico para a Amazônia Brasileira
Photosynthetic light response of the C4 grasses Brachiaria brizantha and B. humidicola under shade.
Gramíneas forrageiras em pastagens tropicais podem sofrer reduções consideráveis na disponibilidade diária e anual de luz. Com o objetivo de avaliar a comportamento fisiológico das gramíneas forrageiras tropicais Brachiaria brizantha cv. Marandu e B. humidicola ao sombreamento, as respostas fotossintéticas e os teores de clorofila dessas espécies foram comparados em plantas cultivadas em solo natural, em vasos, a pleno sol e a 70 % de interceptação da luz solar, durante um período de 30 dias. Ambas as espécies mostraram-se capazes de ajustar o comportamento fotossintético ao sombreamento. A capacidade fotossintética e o ponto de compensação de luz foram menores nas plantas sombreadas de ambas as espécies, enquanto que a eficiência quântica aparente não foi significativamente afetada pelo regime de luz. A respiração no escuro e a razão clorofila a:b foram significativamente reduzidas pelo sombreamento somente em B. humidicola. B. humidicola poderia ser considerada relativamente mais adaptada à ambientes sujeitos a redução temporária na disponibilidade de luz
M. B. Lourenço Filho - Introdução ao Estudo da Escola Nova
M. B. LOURENÇO FILHO - Introdução ao Estudo da Escola Nova - II Volume das Obras Completas de Lourenço Filho - Edições Melhoramentos, 1961 - São Paulo
Banco de sementes de plantas daninhas em solo cultivado com pastagens de Brachiaria brizantha e Brachiaria humidicola de diferentes idades.
Estudou-se o banco de sementes do solo de uma pastagem de Brachiaria brizantha com 4 anos de idade e de pastagens de Brachiaria humidicola com 4, 15 e 20 anos de idade, localizadas no nordeste do Estado do Pará. Objetivou-se avaliar a influência da espécie forrageira e da idade da pastagem no tamanho e na composição do banco de sementes de plantas daninhas do solo. Cada pastagem foi dividida em cinco áreas de aproximadamente 500 m2, sendo retiradas, de cada área, 10 subamostras de solo na profundidade de 0-10 cm. Cada amostra composta das 10 subamostras de solo foi homogeneizada, identificada, distribuída em bandeja de plástico e levada para germinar em casa de vegetação durante um período de 15 meses. O banco de sementes do solo da pastagem de B. brizantha foi em torno de 10 vezes menor que o da pastagem de B. humidicola de mesma idade. Com relação ao efeito da idade da pastagem, entre as pastagens de B. humidicola, o banco de sementes foi menor naquela de 20 anos de idade (1.247 sementes m-2), não tendo sido detectada diferença significativa entre as pastagens de 15 (11.602 sementes m-2) e 4 (9.486 sementes m-2) anos de idade. As famílias botânicas Cyperaceae, Rubiaceae e Labiateae foram as de maior predominância entre as plantas daninhas infestantes da área, em todos os tratamentos estudado
Potencialidade da casca de caranguejo na redução da incidência de fusariose e na promoção do crescimento de mudas de pimenteira-do-reino.
A casca de caranguejo-do-mangue (Ucides cordatus) foi testada como aditivo ao solo para reduzir a incidência de fusariose (Fusarium solani f.sp. piperis) e para promover o crescimento de mudas de pimenteira-do-reino (Piper nigrum). A pré-incubação da casca de caranguejo no solo (1,0% m/m; 15 dias) antes do transplantio aumentou em 20% a sobrevivência da pimenteira-do-reino, cultivada em solo infestado com Fusarium solani f. sp. piperis, durante 90 dias. A produção de massa seca das plantas aumentou na presença de casca de caranguejo, independente da concentração e do tempo de incubação no solo. As plantas alocaram biomassa preferencialmente para a parte aérea, na presença de casca de caranguejo. A taxa de fotossíntese líquida das plantas tendeu a aumentar ou permaneceu inalterada na presença de casca de caranguejo. Conclui-se que a casca de caranguejo tem potencial para auxiliar na redução da incidência de fusariose e no desenvolvimento de mudas de pimenteira-do-reino
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