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    POLÍTICA E CLASSES SOCIAIS NO BRASIL D0S ANOS 2000

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    Os artigos reunidos no livro são fruto de pesquisas desenvolvidas no Centro de Estudos Marxistas da Unicamp sobre a política e o conflito de classes na sociedade brasileira das últimas duas décadas

    Kautsky e Lenin: imperialismo, paz e guerra nas relações internacionais

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    O texto apresenta as teorias marxistas do imperialismo de Karl Kautsky e Vladimir Lenin. A polêmica entre os autores foi travada em torno da concepção de imperialismo e as consequências desse fenômeno para as relações internacionais da época. De um lado, Kautsky defende a possibilidade de coordenação entre Estados e capitais, que formariam uma aliança pacífica. De outro, Lenin está convencido da inevitabilidade das guerras enquanto perdurar o capitalismo. Assim, os objetivos deste texto são apresentar com mais profundidade o pensamento global dos autores sobre o imperialismo, a guerra e a paz e propor uma conciliação teórica que embase análises sobre relações internacionais contemporâneas

    Teoria do imperialismo: John Hobson

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    O capitalismo se consolidou plenamente e alcançou uma difusão espacial significativa no último quarto do século XIX, criando condições para a democracia liberal-burguesa e para o imperialismo. A partilha da África em 1885, a série de guerras imperialistas que eclodiram no Caribe – entre EUA e Espanha –, na África do Sul – entre bôeres e ingleses – e na China – envolvendo também os ingleses – entre 1898 e 1901 delinearam os termos do problema teórico e político a ser enfrentado, estimulando uma reflexão mais cuidadosa e fundamentada sobre imperialismo. A primeira tentativa séria foi levada a termo pelo inglês John Hobson, em 1902, com seu trabalho Imperialismo: um estudo. Este artigo tem por objetivo, por meio de uma pesquisa do cenário internacional da época e da própria obra do autor, analisar o pensamento pioneiro de Hobson acerca do imperialismo

    LENIN COMO TEÓRICO DAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS

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    Lenin pode ser considerado um teórico das Relações Internacionais, uma vez que suas ideias contidas em livros e artigos, muitos dos quais são de intervenção política em torno e no seio da II Internacional, podem ser lidas em conjunto para pensar uma teoria marxista-leninista da política internacional.  Essa é a proposta desse artigo: entender Lenin como um teórico das Relações Internacionais a partir de uma sistematização de suas ideias. O artigo analisa suas reflexões sobre capitalismo, guerra e revolução e sua obra clássica, O imperialismo, fase superior do capitalismo, para então fazer a proposição de uma teoria leniniana para Relações Internacionais

    Marx e Engels: política internacional e luta de classes

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    Esse texto é uma abordagem das ideias de Marx e Engels sobre política internacional e nacional. Os fundadores do socialismo moderno tendem a tratar essas duas dimensões de modo articulado, mas tal articulação se mostra insuficiente em suas reflexões. Sendo assim, nossa proposição teórica consiste em sofisticar tal articulação, de modo a amparar análises contemporâneas sobre as relações internacionais inspiradas no marxismo. Para tal, incorremos em uma pesquisa teórica sobre a visão de Marx e Engels acerca da política internacional em geral, oriunda da dinâmica do sistema de Estados europeu na década de 1850, publicada em uma série de artigos em jornais da época. Esta visão, à luz das ideias do Manifesto do partido comunista, forma um arcabouço teórico para analisar política internacional

    A teoria do imperialismo de Leo Panitch

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    Analise do pensamento de Leo Panitch sobre o imperialism

    The financing policy of BNDES and the brazilian bourgeoisie

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    Orientador: Armando Boito JuniorTese (doutorado) - Universidade Estadual de Campinas, Instituto de Filosofia e Ciências HumanasResumo: Esta tese de doutorado tem como objeto de estudo a política econômica do Estado brasileiro de financiamento às grandes empresas nacionais, executada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e a política externa brasileira, da qual o Banco é participante ativo por meio de investimentos em tais empresas com finalidade de ampliar seus negócios no exterior. Nos mandatos de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) o governo atendeu os interesses de uma fração da burguesia brasileira - a burguesia interna -, ao executar na formação social brasileira uma política neodesenvolvimentista, que ampliou as atividades e protegeu os negócios destra fração em disputa com o capital internacional. Em suas relações exteriores o governo Lula implementou uma política externa que privilegiou as relações com formações sociais de países latino-americanos e africanos, cujas economias atraíram vultuosos investimentos brasileiros capitaneados igualmente por tal fração. O BNDES é parte significativa deste processo, em que a burguesia interna brasileira é força dirigente. Sua política de financiamento favoreceu e apoiou a diversificação das participações de tais empresas em vários setores da economia e permitiu a elas, tanto no Brasil como no exterior, realizar maiores investimentos, extrair maiores receita e aumentar seus ativos, fazendo delas grandes empresas de capital predominantemente nacional, líderes de mercado em seus segmentos, internacionalizadas e com altos índices de receita e patrimônio. Assim, este trabalho traz à tona nossa investigação sobre a política de financiamento do BNDES para as empresas brasileiras e suas implicações no Brasil e no exteriorAbstract: This doctoral thesis studies the Brazilian State¿s economic policy of financing large domestic corporations, a policy that is implemented by the Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES, National Bank for Economic and Social Development), and the Brazilian foreign policy in which the bank is vigorous participant by the aid of investments in such corporations in order to increase its business abroad. During the two presidential terms of Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010) the government, by executing in the Brazilian social formation a "neodevelopment" policy, helped to increase the activities and to protect the businesses of the inner Brazilian bourgeoisie from the competition of international capital. In its foreign relations Lula's government implemented a foreign policy that privileged the relationship with Latin-Americans and Africans countries, which economy attracted voluminous Brazilian investments led by such fraction of the bourgeoisie. The BNDES is significant part of this process, in which the inner bourgeoisie is leading force. Its financing policy favored and supported the diversification of stakes held by such corporations in a variety of sectors of the economy, and enabled them, both at home and abroad, to realize higher investments, boost their incomes and expand their assets, turning them into mostly-national-capital great corporations, leaders of market in its sectors, transnationals and high-rated in income and wealth. Therefore, this work brings out our research about the financing policy of BNDES for Brazilians companies and its entailments in Brazil and abroadDoutoradoCiencia PoliticaDoutor em Ciência Política2011/22995-9FAPES

    O Estado nas Relações Internacionais

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    Este artigo apresenta as concepções de Estado em autores clássicos da Ciência Política, Max Weber, John Locke e Karl Marx e Friedrich Engels, e como estas são apropriadas por autores do século XX, Hans Morgenthau, Karl Deutsch e Nicos Poulantzas, respectivamente, sustentando que as concepções de Estado destes estão fundamentadas nos clássicos, cada uma a sua maneira. Igualmente, procuramos mostrar como as concepções de Estado dos autores do século XX reverberam em suas ideias de formulação de política externa ou de relações exteriores, o que, além de afirmar a filiação clássica de cada autor e marcar as distinções entre eles e suas correntes, atesta a importância da teoria de Estado nas Relações Internacionais
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