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Cafeicultura orgânica familiar da região de Poço Fundo, MG
TCC (graduação) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Agrárias, Curso de Agronomia.Na região de Poço Fundo (MG) existe uma cafeicultura distinta, caracterizada por ser orgânica e familiar, produzindo cafés de qualidade de bebida. Com o intuído de conhecer esse modo de produção o presente trabalho se desenvolveu em duas empresas da região: na Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região e no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Sul de Minas. As principais atividades vivenciadas foram voltadas para as áreas de classificação e degustação de cafés, assistência técnica e controle biológico conservativo do bicho mineiro. Apesar da produção cafeeira orgânica da região ser bem conceituada, passa por fase de regressão, pois os agricultores não estão satisfeitos com a remuneração do café orgânico. Com isso, tendo em vista a valorização do mercado atual para esse tipo de agricultura, percebe-se que não está havendo uma comercialização que agregue o devido valor a esse tipo de produto. Uma proposta para esse problema é a construção de uma unidade de processamento dentro da cooperativa
Efeito de mudanças climáticas sobre distribuição espacial de nematóides e bicho-mineiro do cafeeiro.
O conhecimento dos possíveis efeitos e impactos da mudança climática é de grande importância para o setor agrícola, pois permite a elaboração de estratégias para minimizar prejuízos futuros. O presente trabalho teve por finalidade estudar as alterações promovidas pelas mudanças climáticas na distribuição espacial de nematóides (raças de Meloidogyne incognita) e do bicho-mineiro-do-cafeeiro (Leucoptera coffeella), importantes problemas fitossanitários da cultura de café. Para tanto, foram selecionados cenários futuros centrados nas décadas de 2020, 2050 e 2080 (cenários extremos A2 e B2), obtidos pela média de cinco modelos (ECHAM4, HadCM3, CGCM1, CSIRO-Mk2b e CCSR/NIES)disponibilizados pelo IPCC-DDC (2004). Por meio de modelos para previsão do número de gerações anuais do nematóide e do bicho-mineiro (Jaehn, 1991; e Parra, 1985), foram elaborados mapas de distribuição geográfica, com resolução espacial de 0,5 X 0,5 graus, de latitude e longitude, utilizando um Sistema de Informações Geográficas (SIG). Os mapas obtidos de distribuição geográfica do número provável de gerações de M. incognita e do bicho-mineiro-do-cafeeiro para os cenários futuros demonstram que poderá haver um aumento na infestação quando se compara com a situação climática atual, média dos últimos 30 anos
Desenvolvimento de cultivares de café com resistência ao bicho-mineiro.
Dentre as principais pragas da cultura de café no Brasil, destaca-se o bicho mineiro por causar grande redução na produtividade das lavouras, principalmente em áreas de Cerrado. A principal forma de controle do bicho-mineiro é mediante a aplicação de pesticidas químicos, os quais oneram o custo de produção e apresentam risco de contaminação ambiental. Alternativamente ao controle químico, vários programas de melhoramento têm trabalhado para a obtenção de cultivares resistentes. A linha de trabalhos que mais tem progredido é a que teve origem no cruzamento entre C.arabica e C.racemosa obtido no Instituto Agronômico de Campinas. A população com resistência ao bicho-mineiro que tem sido trabalhada no programa de melhoramento genético da Fundação Procafé recebeu nome de Siriema. Esta população tem também resistência à ferrugem do cafeeiro, a qual foi incorporada através de um cruzamento com Catimor. Este trabalho avaliou o comportamento de famílias Siriema cultivadas em regime de sequeiro e sob irrigação e a evolução da percentagem de plantas resistentes ao bicho-mineiro durante o processo de melhoramento. Em janeiro de 2004 foi instalado em Coromandel, MG um ensaio para estudar o comportamento de 50 famílias F5 derivadas da população Siriema cultivadas com e sem irrigação por gotejamento. Verificou-se que a frequência de plantas com resistência ao bicho-mineiro não tem aumentado mesmo após quatro gerações de seleção (Tabela 1), permanecendo, em média, próxima a 35%, embora algumas famílias apresentem frequências mais elevadas (Tabela 2) e que as plantas irrigadas e as cultivadas em sequeiro apresentaram a mesma percentagem de plantas resistentes ao bicho-mineiro, 33,5%. Duas famílias apresentaram produtividades consideradas satisfatórias e possuem, respectivamente, 70% e 50% das plantas com alta resistência ao bicho-mineiro, indicando que é possível a obtenção de uma cultivar produtiva com resistência ao bicho-mineiro
A noção de "jogo de azar" entre o direito brasileiro e o direito italiano: aspectos penais e civis dos jogos de azar nos séculos XIX - XX
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Ciências Jurídicas, Programa de Pós-Graduação em Direito, Florianópolis, 2014O presente trabalho busca discutir um tema bastante controvertido dentro da legislação brasileira e italiana - os jogos de azar. Desta forma, o primeiro capítulo os apresenta na legislação nacional, tanto penal quanto civil. É possível acompanhar a trajetória percorrida pela configuração e prática deste delito, definido como contravenção, e as modificações que sofreu no decorrer dos anos, observando a legislação. No Brasil, o jogo de azar inicialmente foi regulamentado pelo Código Penal de 1890, até a elaboração do Código Penal brasileiro de 1940, o qual não inclui em seu texto as contravenções penais; estas reguladas por lei especial (Decreto-Lei nº 3.688 - Lei das Contravenções Penais, de 1941). Por ser uma prática comum entre tantas pessoas, as quais são muito diferentes entre si, a classificação de determinados jogos como jogo de azar não impede o seu exercício e a sua forte presença na sociedade. Isto acontece com o jogo do bicho; o qual merece destaque em razão de sua história e desenvolvimento enquanto prática social profundamente enraizada na sociedade brasileira. De uma leitura atenciosa, depreende-se que a legislação italiana, com os Códigos Penais de 1889 e de 1930, e com os Códigos Civis de 1865 e 1942 muito influenciou o legislador brasileiro quando da elaboração das leis que dispõem sobre os jogos de azar; o que pode ser visto no segundo capítulo. No terceiro capítulo, debate-se a questão das loterias federais brasileiras, e das casas de jogos autorizadas na Itália.Abstract : This study aims to discuss a very controversial topic within the Brazilian and Italian legislation - gambling. Thus, the first chapter presents in both criminal and civil national legislation. It is possible to follow the trajectory for the configuration and practice of this crime, defined as a misdemeanor, and the modifications suffered over the years, observing the law. In Brazil, gambling was initially regulated by the Criminal Code of 1890 until the elaboration of the Brazilian Penal Code of 1940, which does not include in his text the misdemeanors; those regulated by special law (Decree-Law No. 3688 - Criminal Law of Misdemeanor, 1941). Because it is a common practice among many people, which are very different, the classification of certain games as gambling does not prevent its exercise and its strong presence in society. This happens with the Jogo do Bicho; which deserves mention because of its history and development as a social practice deeply rooted in Brazilian society. From an attentive reading, it appears that the Italian legislation with the Criminal Codes of 1889 and 1930, and the Civil Codes of 1865 and 1942 greatly influenced the Brazilian legislature when drafting laws that deal with gambling; which can be seen in the second chapter. In the third chapter, the debate is about the Brazilian federal lotteries, and gambling houses licensed in Italy
Parâmetros morfológicos para seleção de clones tolerantes ao bicho mineiro.
O Cerrado brasileiro é responsável por 40% da produção nacional de café (Coffea arabica) devido às suas condições favoráveis. Atualmente no cerrado, o principal problema da produção é o bicho mineiro (Lepidoptera lyonetiidae), uma praga foliar prejudicial a cultura.O objetivo do trabalho foi associar os dados de crescimento com o rendimento visando a seleção dos clones tolerantes ao bicho mineiro e mais produtivos. O experimento foi implantado em 2018 com oito clones propagados por embriogênese somática e cinco cultivares altamente produtivas. Nos dois primeiros anos selecionamos clones com maior tolerância ao bicho mineiro. Em 2021,estes genótipos pré-selecionados foram avaliados na altura de plantas, número de ramos produtivos, projeção de copa, vigor vegetativo e produtividade visando selecionar os genótipos mais produtivos. Dentro destes o clone IAC1 destacou-se nos parâmetros morfológicos avaliados e apresentou maior rendimento. Os genótipos serão avaliados por mais dois anos para validar a metodologia de seleçã
NDVI aplicado em imagens multiespectrais de cafeeiros sadios e cafeeiros infestados com bicho-mineiro.
O Bicho-mineiro (Leucoptera coffeella) é considerado uma praga primária do cafeeiro. O ataque desta praga causa redução da área fotossintética devido a necrose da folha lesionada, além da queda prematura das folhas, prejudicando a produtividade e a longevidade das plantas. Com isso, este trabalho teve como objetivo estudar os valores de Índice de Vegetação (IV) Normalized Difference Vegetation Index (NDVI) aplicado em imagens obtidas com câmera multiespectral de plantas sadias e plantas infestadas com bicho mineiro. Para o processamento das imagens, realizou-se operações aritméticas com as bandas espectrais, utilizando a ?Calculadora Raster?, baseado no uso do IV NDVI. Foram verificados que os valores de NDVI para plantadas infestadas foi próximo dos valores de NDVI de plantas sadias. Os valores do IV NDVI em média para plantas sadias foi de 0,70 e a média para plantas infestadas foi de 0,58. Os valores, na média, de IV NDVI nas minas do bicho mineiro foi de 0,42. Conclui-se que plantas sadias e plantas infestadas apresentaram coloração verde e os valores de NDVI foram acima de 0,50. São necessários estudos de acompanhamento ao longo do tempo para identificar os estágios dos ataques de bicho mineiro e o comportamento do IV NDVI
Análise estatística das distribuições espaciais do bicho-mineiro do cafeeiro e das vespas predadoras.
O cafeeiro está sujeito ao ataque de pragas que podem causar prejuízos significativos ao produtor. A praga que mais preocupa os cafeicultores brasileiros é o bicho-mineiro do cafeeiro (Lepidoptera: Lyonetiidae). Uma maneira de efetuar o controle biológico do bicho-mineiro é através de vespas predadoras (Hymenoptera: Vespidae). Pesquisadores afirmam que, para realizar esse tipo de controle é importante conhecer a distribuição espacial do bicho mineiro e das vespas. Também existem evidências de que a distribuição espacial dessas espécies pode ser influenciada pelas condições climáticas. Objetivou-se, neste trabalho, testar se existe diferença entre as distribuições espaciais de folhas minadas, minas predadas e vespas em diferentes situações climáticas. Os dados utilizados foram obtidos no ano de 2006 em um hectare de plantação de café orgânico, situado no município de Santo Antônio do Amparo-MG. Para testar a hipótese de igualdade entre duas distribuições espaciais foi aplicado o teste do Syrjala. Os resultados obtidos foram: não houve diferença na distribuição espacial de folhas minadas e de minas predadas entre o período seco e chuvoso, folhas minadas e vespas apresentaram a mesma distribuição espacial, tanto no período seco, quanto no mês de maior infestação da praga; as distribuições de minas predadas e vespas foram diferentes, tanto no período seco, quanto no mês de maior infestação da praga. Observa-se que não houve alteração na distribuição espacial do bicho-mineiro do período chuvoso para o seco. A igualdade na distribuição espacial de folhas minadas e vespas predadoras, sugere que as vespas procuram naturalmente o bicho-mineiro
Incidência do bicho-mineiro Leucoptera coffeella (Lepidoptera: Lyonetiidae) em café Conilon no estado de Rondônia.
O café Conilon apresenta características interessantes em relação ao bicho-mineiro. O objetivo deste trabalho consistiu na constatação e avaliação da incidência do bicho-mineiro em cafeeiro da cultivar Conilon (Coffea canephora) no estado de Rondônia
Clones de cafés arábicas no Cerrado Central: desempenho agronômico e resistência ao bicho-mineiro (Leucoptera coffeella).
O objetivo do trabalho foi verificar o desempenho agronômico e a resistência ao bicho-mineiro para genótipos de café arábica, em sistema irrigado do cerrado central. A pesquisa foi realizada nas áreas experimentais da Embrapa Cerrados, a 1.050 m de altitude em um sistema irrigado por pivô central, com o uso de estresse hídrico controlado
Expressão gênica em resposta a deficiência nutricional em folhas resistentes e suscetíveis ao bicho-mineiro.
A resposta de defesa de cafeeiros infestados pelo bicho-mineiro (Leucoptera coffeela) é influenciado por aspectos fisiológicos entre os quais está a disponibilidade de nutrientes. Plantas resistentes podem exibir lesões foliares correspondentes ao desenvolvimento do inseto quando a lavoura tem deficiência de adubação. O conhecimento sobre a interação entre mecanismos de transporte de nutrientes e resposta de defesa ao bicho-mineiro podem contribuir na elucidação da resistência ao inseto em cafeeiros. Este estudo avaliou a expressão relativa de genes associados ao metabolismo de potássio e nitrogênio, ao estresse oxidativo e a mecanismos de defesa em mudas de cafés submetidas a condições nutricionais limitantes. Mudas de progênies resistentes e suscetíveis ao bicho-mineiro foram mantidas em soluções contendo concentrações variáveis de macronutrientes (N+K+, N+K-, N-K+, N-K-). Após o tratamento, as folhas foram coletadas para extração do RNA e posterior caracterização da expressão de genes por qRT -PCR. Genes do metabolismo de potássio apresentaram expressão diferencial entre plantas resistentes e suscetíveis. O perfil de expressão dos genes do metabolismo de Nitrogênio não apresentou diferenças entre as progênies. Além disso, genes diretamente relacionados com a defesa ao bicho-mineiro e ao estresse oxidativo apresentaram expressões diferenciais significativas entre plantas resistentes e suscetíveis. Estas análises preliminares sugerem que a regulação da absorção e/ou transporte de nutrientes não são atividades iniciais na resposta de cafeeiros, e que a ativação de mecanismos de defesa em geral é a resposta inicial à deficiência nutricional
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