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DO RITMO À TÓPICA: TEMAS HORACIANOS EM UM POEMA CREPUSCULAR DE MANUEL BANDEIRA
This paper consists of an analysis of the poem “Chama e fumo”, from As Cinzas das Horas, first book by Manuel Bandeira, regarding specially formal aspects and horacian themes within it. Moreover, it is intended to discuss how the modernist poet interweaves elements related both to classic and end of century symbolist tradition, considering some of the main ancient poetry themes, as theorized by Francisco Achcar in his book Lírica e Lugar-comum - Alguns Temas de Horário e sua presença em português, such as the topic of transience and its variations: carpe diem and the invitation to love.O presente trabalho consiste em uma leitura do poema “Chama e fumo”, de As Cinzas das Horas, primeiro livro de Manuel Bandeira, atentando principalmente para os aspectos formais e temas horacianos nele presentes. Além disso, pretende-se comentar como o poeta modernista entremeia elementos concernentes tanto à tradição clássica quanto à tradição simbolista finissecular, tocando alguns dos principais temas da poesia antiga teorizados por Francisco Achcar em sua obra Lírica e Lugar-comum – Alguns temas de Horácio e sua presença em português, como a tópica da efemeridade e suas variações: o carpe diem e o convite amoroso
UM CONTO DE FADAS PORTUGUÊS: SÍMBOLOS E TRADIÇÃO EM "A MENINA DO MAR", DE SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
Resenha: ANDRESEN, Sophia de Mello Breyner. A Menina do Mar. Ilustrações de Veridiana Scarpelli. São Paulo: Cosac Naify, 2014, 48p
O Bestiário folclórico da fantasia brasileira contemporânea: antropofagia, antiespecismo e ecologia
O presente estudo pretende demonstrar como a literatura brasileira contemporânea, em particular o gênero fantasia, tem recorrido ao folclore nacional e, mais especificamente, ao seu bestiário para discutir, de forma antropofágica e inovadora, questões centrais do país, como ecologia e animalismo. O artigo organiza-se em cinco momentos articulados: primeiramente, delineia a cena atual das literaturas insólitas a partir do Fantasismo, movimento que recupera a antropofagia modernista de Oswald de Andrade (1928) e realça o novo protagonismo do folclore; emseguida, apresenta um panorama do bestiário brasileiro, sublinhando o caráter ambientalista dessas criaturas —em especial o Boitatá—. A terceira parte mapeia a produção de «ficção folclórica», na acepção de Andriolli Costa (2018), destacando obras comprometidas com a agenda ecológica. Na quarta seção, analisa-se Ouro, Fogo & Megabytes (2012), de Felipe Castilho, sob uma lente ecocrítica, a fim de evidenciar como essa fantasia de temática folclórica dialoga com pautas animalistas e ecologistas. Por fim, relacionam-se as problemáticas ambientais à conjuntura sociopolítica do Brasil no século xxi e, à luz dos ensaios de Ailton Krenak, ressalta-se o papel da literatura —e do folclore que ela veicula— na formação de uma consciência ecológica entre as novas gerações
A feminilidade da serpente
Não parece exagerado afirmar ter sido a serpente um dos animais cuja simbologia menos se alterou ao longo da história do imaginário ocidental. Conhecido como “serpente”, “cobra”, “víbora” ou “áspide”, de uma forma ou outra, esse réptil ganhou seu espaço, talvez pelo medo que é capaz de suscitar. Visto sempre com desconfiança, desde o Éden bíblico, banalizou-se como símbolo do mal em diferentes culturas e épocas. Na conjuntura finissecular, no entanto, adquiriu conotação sutilmente divergente, pois, mesmo quando designava algum aspecto negativo, este, a partir da subversão de valores comuns à literatura da época, pode se tornar positivo (como a visão da morte como algo desejado, por exemplo). No caso, a serpente passou a sugerir o feminino e, mais especificamente, a feminilidade, sugerindo mistério, perigo, sensualidade. Não por acaso foi uma das imagens animalistas mais utilizadas por Charles Baudelaire, tão preocupado como era em representar o feminino de forma transgressora e menos usual. Por consequência, tornou-se imagem importante para poetas simbolistas e decadentes que buscavam nas “flores” baudelairianas imagens nas quais se inspirar, e, dentre estes, nomeadamente, para os autores de língua portuguesa, como Camilo Pessanha, Eugénio de Castro e Cruz e Sousa, em cujas obras abundam as sinuosas figuras ofídicas. A partir desse contexto, o presente trabalho pretende mapear a presença das serpentes na poesia finissecular em contextos francófonos e, particularmente, lusófonos, bem como analisar em qual medida houve renovação ou continuidade da tradição na forma como foi representada nesse período, em contraste com a forma como se cristalizou no imaginário das poéticas anteriores
O insólito ficcional da tela aos livros, dos livros à tela: adaptações, recriações, traduções, menções
Apresentação à edição “O insólito ficcional da tela aos livros, dos livros à tela: adaptações, recriações, traduções, menções”
 
ENTREVISTA COM A PROFESSORA MARIA CRISTINA BATALHA ACERCA DA LITERATURA INSÓLITA EM LÍNGUA PORTUGUESA
Entrevista com a professora doutora Maria Cristina Batalha, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ, especialista em literatura fantástica brasileira, portuguesa e francesa
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
Variations on the Author
“Variations on the Author” discusses two of Eduardo Coutinho’s recent films (Um Dia na Vida, from 2010, and Últimas Conversas, posthumously released in 2015) and their contribution to the general question of documentary authorship. The director’s filmography is characterized by a consistent yet self-effacing form of authorial self-inscription: Coutinho often features as an interviewer that rather than express opinions propels discourses; an interviewer that is good at listening. This mode of self-inscription characterizes him as an author who is not expressive but who is nonetheless markedly present on the screen. In Um Dia na Vida, however, Coutinho is completely absent form the image, while Últimas Conversas, on the contrary, includes a confessional prologue that moves the director from the margins to the center of his films. This article examines the ways in which these works stand out in the filmography of a director who offers new insights into the notion of cinematic authorship
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