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Viajantes ex-cêntricas nas histórias de Ana Miranda
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em Literatura.No conjunto das narrativas ficcionais da escritora brasileira Ana Miranda, a temática da viagem # considerada uma das mais férteis da literatura ocidental de todos os tempos # ocupa um espaço de centralidade, podendo até mesmo ser vista como o mais importante eixo de estruturação de suas obras. O estudo realizado pela presente tese tem por objetivo analisar o tratamento dado ao tema da viagem nos romances Desmundo, O retrato do rei, Dias & Dias e Amrik, evidenciando que por intermédio das narradora-viajantes # Oribela, Mariana, Feliciana e Amina # a autora promove um diálogo entre diferentes culturas, gêneros, etnias e gerações, ao mesmo tempo em que estabelece um profícuo diálogo com o passado em sua invariante problematização concernente aos limites e cruzamentos entre o discurso ficcional e os discursos narrativos extraliterários que o cercam, sobretudo o histórico e o biográfico. In the whole of Brazilian writer Ana Miranda#s fictional narrative, the travel thematic # considered one of the most fertile themes of the western literature of all times # occupies a central space, and can even been seen as the most important structuring axis of Miranda#s works. The aim of the present thesis is to analyze the treatment given to the travel subject in the novels Desmundo, O retrato do rei, Dias & Dias and Amrik, emphasizing that, through the traveling narrators, Oribela, Mariana, Feliciana and Amina, the author promotes a connection between different cultures, genders, ethnics and generations, at the same time that establishes a profitable dialogue with the past in her invariant problematization concerning the limits and crossings between the fictional and the extra-literary narrative discourses that surrounds it, mainly the historical and the biographic ones
A fluidez de Yuxin: uma poética da alma selvagem
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2013.Ao estudar o percurso da representação do índio na literatura brasileira, percebemos que nossa tradição literária, ao abordar essa temática, sofreu influência de uma cultura estrangeira, construindo assim uma imagem do índio em que seu elemento autóctone figurou como representação de padrões e valores morais específicos e estranhos para si. Diante desse cenário, o objetivo desta dissertação é partir do romance Yuxin (2009), de Ana Miranda, para o diálogo com outras obras literárias, tendo como enfoque a linguagem, e a maneira como a autora se utilizou dela para elaborar essa narrativa. Ana Miranda procurou (re)criar um texto performático da cultura indígena, que, em sua poética, contenha uma dicção pessoal e única, carregada de sons, pausas e gestos para dar voz a um povo e contar uma história que questiona pontos de vista de ordem social, política e estética, como também as noções que temos daquilo que é sagrado. A narrativa propõe uma fluidez que parte já de seu título, pois o sentido semântico de yuxin não é estático, pelo contrário, escapa sempre das tentativas de torná-lo concreto, uma vez que é substância fluida, que não se deixa aprisionar. Assim, também essa textualidade nos escapa se a considerarmos apenas em seus aspectos formais, pois é no nível da percepção, daquilo que é fugidio e fugaz, que Yuxin encontra seu sentido. Propomos, então, uma leitura sobre a poética de Yuxin que promova reflexões tecidas a partir de relações entre xamanismo, perspectivismo, musicalidade e pensamento primitivo, já que essas questões se encontram imersas na narrativa e configuram seus arranjos de enunciação. Partindo dessa discussão, percebemos que a questão básica subjacente ao romance pode ser compreendida como uma exclamação de alteridade. Ao enunciar essa voz outra, da figura autóctone e suas relações com o espaço, o texto de Ana Miranda, juntamente com outras narrativas literárias que compartilham da proposta de dar voz ao outro que outrora foi calado, coopera para que se promova um questionamento do lugar de marginalização que os povos ameríndios enfrentam e as fronteiras simbólicas que lhes são impostas como herança do processo de colonização, impulsionando um deslocamento que reconfigura o imaginário coletivo. O discurso literário tem, assim, a capacidade de recriar e reinventar tanto o mito, quanto a história e a memória. Abstract : By studying the trajectory of the representation of Indians in the Brazilian literature, we realized that our literary tradition, concerning to this theme, was influenced by a foreign culture, thereby building up an image of the Indian in his native element figured as representation of standards and specific moral values strange to himself. Given this scenario, the goal of this dissertation is to set forth from the Ana Miranda's novel Yuxin (2009) to the dialogue taken with other literary works, having the language as an approach, and the way the author used it to establish her narrative. Ana Miranda sought to (re)create a performative text of indigenous culture, which, in his poetics, contains a personal and unique diction, full of sounds, pauses and gestures to give voice to a people and tell a story that questions the views of social, political and aesthetic, as well as the notions we have of what is sacred. The narrative proposes a fluidity that comes from the title itself, because the semantic meaning of yuxin is not static, on the contrary, always escapes attempts to make it concrete, since it is fluid substance, which cannot be trapped. Thus, also this textuality eludes us if we consider only its formal aspects, whereas it is at the level of perception, that which is elusive and fleeting, that Yuxin finds its meaning. We propose a reading of Yuxin?s poetics that promotes reflections woven from relations between shamanism, perspectivism, musicality and primitive thought, as these issues are immersed in the narrative and configure their arrangements of enunciation. From this discussion, we realized that the basic issue underlying the novel can be understood as an exclamation of alterity. By stating this other voice, from the autochthonous figure and its relationship with space, the text of Ana Miranda, along with other literary narratives that shares the proposal to give voice to the other that was once silenced, cooperates to promote a questioning of the marginalization place that Amerindian peoples face and the symbolic boundaries imposed on them as a legacy of the colonization process, driving a shift that reconfigures the collective imaginary. The literary discourse thus has the ability to rebuild and reinvent both the myth as history and memory
A "Clarice" de Ana Miranda
O presente artigo tenciona analisar a novela Clarice de Ana Miranda, por meio dos conceitos de metaficção historiográfica e de biografia imaginária, visto que a narrativa parodia o gênero biografia, dando ênfase a momentos banais da vida da personagem e centra-se no interior do ser narrado e, além disso, apresenta uma estrutura fragmentada composta por uma série de intertextos com a obra da romancista Clarice Lispector, protagonista do livro, que são utilizados para a construção de um mosaico da personagem em algumas fases de sua vida como, por exemplo, a infância e a juventude relacionadas ao primeiro livro da autora Perto do coração selvagem. Outro aspecto importante refere-se à reinvenção de um grande nome da literatura brasileira através de sua obra e, principalmente, a partir da imaginação de uma leitora – Ana Miranda – que cria a “sua Clarice” e a partir dela debate a criação da obra de arte literária, a condição de escritora e de mulher na sociedade
"Dias & Dias", de Ana Miranda: Gonçalves Dias e outros duplos
Esta dissertação apresenta um estudo do romance Dias & Dias, da escritora Ana
Miranda. No estudo, intentamos evidenciar a força poética do romance e algumas
de suas inúmeras faces possíveis de interpretação.
A partir de pesquisa bibliográfica que abrangeu diversas teorias do campo literário,
desenvolvemos o estudo em três capítulos. No primeiro, as reflexões foram
voltadas para a estratégia criativa de Ana Miranda. No segundo, discutiu-se sobre
o jogo histórico/ficional. No último capítulo, buscamos desvendar os múltiplos
desdobramentos das personagens, com base na teoria do duplo respaldados por
reflexões de teóricos da literatura e psicologiaThis thesis presents a study of the novel Dias & Dias , by writer Ana Miranda. In
the study, it is intended to highlight the poetic force of the novel and some of its
countless possible interpretations.
From the literature search that covered several theories of the literary field, the
study was developed into three chapters. In the first, the discussions were focused
on the creative strategy by Ana Miranda. In the second, the historical game /
fictional was discussed. In the last chapter, we seek to unravel the multiple
ramifications of the characters based on the theory of the double backed by
reflections of scholars of the literature and psychology field
Desmundo, de Ana Miranda: uma história do medo no Brasil
Resenha a MIRANDA, Ana. Desmundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2003. 216p. Desmundo, de Ana Miranda: uma história do medo no Brasi
Dias e dias: a escrita em Palimpsesto de Ana Miranda
Esta dissertação tem como objetivo principal estudar as relações hipertextuais entre o romance 'Dias e dias', de Ana Miranda, e suas fontes declaradas: a obra de Gonçalves Dias e a fortuna crítica e biográfica do poeta. Procura-se não somente identificar o uso dessas fontes, mas compreender os sentidos de sua transformação ou repetição na narrativa. Situando o romance na tradição de retomadas paródicas da 'Canção do exílio', este estudo propõe uma análise que, distanciando-se da classificação já usual do romance como 'ficção histórica', destaca o trabalho com a linguagem, de maneira a sugerir uma nova abordagem crítica para a obra da autora. Com a análise de 'Dias e dias', pretende-se elucidar o experimentalismo da escrita de Ana Miranda a partir da relação que seus romances estabelecem com escritores da tradição literária brasileira
Historiografia literária e formação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac
Ana Miranda é ficcionista desde 1989 quando publicou o romance Boca do Inferno, tido por muitos críticos como biografia romanceada do poeta baiano Gregório de Matos Guerra, conquistando o prêmio Jabuti de 1990 com essa obra. A escritora levou o mesmo prêmio em 2003, com a narrativa Dias e Dias, ambientado à época do romantismo brasileiro e que traz a figura de Antonio Gonçalves Dias como personagem central. Em A Última Quimera, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac são personagens, com destaque para o cenário carioca do início do século XX – a belle époque nacional, contraponto estético parnasiano-simbolista em que surge a poesia escatológica de Augusto dos Anjos. Neste romance a escritora sai em busca de colocar o poeta paraibano ao lado de Bilac, reescrevendo uma página importante de nossa historiografia literária. Ao contrário da maioria dos trabalhos acadêmicos que compõem a fortuna crítica da autora, em Historiografia literária e fundação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, acredito que sob a ótica do romance-ensaio Ana Miranda subverte a historiografia literária oficial trazendo as personagens dos poetas de maneira alegórica na reconstrução de um cenário em que se forma o cânone literário nacional. As relações entre a literatura e a história se desenvolvem alicerçadas por um enredo composto por cartas, poemas e curiosidades da cultura brasileira estabelecendo um jogo entre tradição e ruptura na construção narrativa em que Augusto dos Anjos e Olavo Bilac se equiparam como importantes poetas da literatura brasileira. Ao revisitar a historiografia à época da publicação da terceira edição do Eu e outras poesias, em 1928, Miranda nos apresenta as implicações ideológicas da formação do cânone pela voz de um narrador autodiegético. Estamos diante de um romance-ensaio...Ana Miranda has been a novelist since 1989 when her novel Boca do Inferno was published. The novel was considered by many critics as a biographical romance of a poet from Bahia called Gregório de Matos. This work awarded her prize Jabuti in 1990. She also won the Jabuti Award for her novel Dias e Dias in 2003 whose narrative reminds us of Brazilian Romanticism, having as a central character Antonio Gonçalves Dias. The novel A Última Quimera, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac are characters who depict a setting in Rio de Janeiro that happens at the beginning of XX century – the national belle époque, making a contrast between the two movements Parnassianism and Symbolism in which appear the eschatological poetry of Augusto dos Anjos. In relation to this novel, Ana Miranda tries to put the poet from Paraíba besides Bilac, rewriting a very important page of our literary historiography. On the contrary the major academic works that form the most precious critical of the author is the Historiography literary and the foundation of the canon: I have believed that Ana Miranda, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac’s voices are behind of an essay-romance. Thus, Ana Miranda subverts the official literary historiography, bringing the characters that belongs to the poets mentioned above in an allegorical way, rebuilding a setting in which there is an effective consolidation of the national literary canon. The relationship between the literature and the history has been developed attached by a plot composed by letters, poems and by some curiosities of Brazilian culture. This has just established a game between tradition and a severance related to the way a narrative is formed in which Augusto dos Anjos and Olavo Bilac show us some symmetry as important poets of Brazilian literature. Reviewing the historiography in terms of the time in... (Complete abstract click electronic access below
Historiografia literária e formação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac
Ana Miranda é ficcionista desde 1989 quando publicou o romance Boca do Inferno, tido por muitos críticos como biografia romanceada do poeta baiano Gregório de Matos Guerra, conquistando o prêmio Jabuti de 1990 com essa obra. A escritora levou o mesmo prêmio em 2003, com a narrativa Dias e Dias, ambientado à época do romantismo brasileiro e que traz a figura de Antonio Gonçalves Dias como personagem central. Em A Última Quimera, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac são personagens, com destaque para o cenário carioca do início do século XX – a belle époque nacional, contraponto estético parnasiano-simbolista em que surge a poesia escatológica de Augusto dos Anjos. Neste romance a escritora sai em busca de colocar o poeta paraibano ao lado de Bilac, reescrevendo uma página importante de nossa historiografia literária. Ao contrário da maioria dos trabalhos acadêmicos que compõem a fortuna crítica da autora, em Historiografia literária e fundação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, acredito que sob a ótica do romance-ensaio Ana Miranda subverte a historiografia literária oficial trazendo as personagens dos poetas de maneira alegórica na reconstrução de um cenário em que se forma o cânone literário nacional. As relações entre a literatura e a história se desenvolvem alicerçadas por um enredo composto por cartas, poemas e curiosidades da cultura brasileira estabelecendo um jogo entre tradição e ruptura na construção narrativa em que Augusto dos Anjos e Olavo Bilac se equiparam como importantes poetas da literatura brasileira. Ao revisitar a historiografia à época da publicação da terceira edição do Eu e outras poesias, em 1928, Miranda nos apresenta as implicações ideológicas da formação do cânone pela voz de um narrador autodiegético. Estamos diante de um romance-ensaio...Ana Miranda has been a novelist since 1989 when her novel Boca do Inferno was published. The novel was considered by many critics as a biographical romance of a poet from Bahia called Gregório de Matos. This work awarded her prize Jabuti in 1990. She also won the Jabuti Award for her novel Dias e Dias in 2003 whose narrative reminds us of Brazilian Romanticism, having as a central character Antonio Gonçalves Dias. The novel A Última Quimera, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac are characters who depict a setting in Rio de Janeiro that happens at the beginning of XX century – the national belle époque, making a contrast between the two movements Parnassianism and Symbolism in which appear the eschatological poetry of Augusto dos Anjos. In relation to this novel, Ana Miranda tries to put the poet from Paraíba besides Bilac, rewriting a very important page of our literary historiography. On the contrary the major academic works that form the most precious critical of the author is the Historiography literary and the foundation of the canon: I have believed that Ana Miranda, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac’s voices are behind of an essay-romance. Thus, Ana Miranda subverts the official literary historiography, bringing the characters that belongs to the poets mentioned above in an allegorical way, rebuilding a setting in which there is an effective consolidation of the national literary canon. The relationship between the literature and the history has been developed attached by a plot composed by letters, poems and by some curiosities of Brazilian culture. This has just established a game between tradition and a severance related to the way a narrative is formed in which Augusto dos Anjos and Olavo Bilac show us some symmetry as important poets of Brazilian literature. Reviewing the historiography in terms of the time in... (Complete abstract click electronic access below
Historiografia literária e formação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac
Ana Miranda é ficcionista desde 1989 quando publicou o romance Boca do Inferno, tido por muitos críticos como biografia romanceada do poeta baiano Gregório de Matos Guerra, conquistando o prêmio Jabuti de 1990 com essa obra. A escritora levou o mesmo prêmio em 2003, com a narrativa Dias e Dias, ambientado à época do romantismo brasileiro e que traz a figura de Antonio Gonçalves Dias como personagem central. Em A Última Quimera, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac são personagens, com destaque para o cenário carioca do início do século XX – a belle époque nacional, contraponto estético parnasiano-simbolista em que surge a poesia escatológica de Augusto dos Anjos. Neste romance a escritora sai em busca de colocar o poeta paraibano ao lado de Bilac, reescrevendo uma página importante de nossa historiografia literária. Ao contrário da maioria dos trabalhos acadêmicos que compõem a fortuna crítica da autora, em Historiografia literária e fundação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, acredito que sob a ótica do romance-ensaio Ana Miranda subverte a historiografia literária oficial trazendo as personagens dos poetas de maneira alegórica na reconstrução de um cenário em que se forma o cânone literário nacional. As relações entre a literatura e a história se desenvolvem alicerçadas por um enredo composto por cartas, poemas e curiosidades da cultura brasileira estabelecendo um jogo entre tradição e ruptura na construção narrativa em que Augusto dos Anjos e Olavo Bilac se equiparam como importantes poetas da literatura brasileira. Ao revisitar a historiografia à época da publicação da terceira edição do Eu e outras poesias, em 1928, Miranda nos apresenta as implicações ideológicas da formação do cânone pela voz de um narrador autodiegético. Estamos diante de um romance-ensaio...Ana Miranda has been a novelist since 1989 when her novel Boca do Inferno was published. The novel was considered by many critics as a biographical romance of a poet from Bahia called Gregório de Matos. This work awarded her prize Jabuti in 1990. She also won the Jabuti Award for her novel Dias e Dias in 2003 whose narrative reminds us of Brazilian Romanticism, having as a central character Antonio Gonçalves Dias. The novel A Última Quimera, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac are characters who depict a setting in Rio de Janeiro that happens at the beginning of XX century – the national belle époque, making a contrast between the two movements Parnassianism and Symbolism in which appear the eschatological poetry of Augusto dos Anjos. In relation to this novel, Ana Miranda tries to put the poet from Paraíba besides Bilac, rewriting a very important page of our literary historiography. On the contrary the major academic works that form the most precious critical of the author is the Historiography literary and the foundation of the canon: I have believed that Ana Miranda, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac’s voices are behind of an essay-romance. Thus, Ana Miranda subverts the official literary historiography, bringing the characters that belongs to the poets mentioned above in an allegorical way, rebuilding a setting in which there is an effective consolidation of the national literary canon. The relationship between the literature and the history has been developed attached by a plot composed by letters, poems and by some curiosities of Brazilian culture. This has just established a game between tradition and a severance related to the way a narrative is formed in which Augusto dos Anjos and Olavo Bilac show us some symmetry as important poets of Brazilian literature. Reviewing the historiography in terms of the time in... (Complete abstract click electronic access below
Ficções do Eu: Augusto dos Anjos /
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão.No conjunto da produção literária contemporânea, observa-se que a inclusão de personalidades e acontecimentos históricos (também do âmbito da história literária) no enredo de narrativas ficcionais tem se constituído em um terreno fértil para muitos autores. Entre as obras representativas dessa tendência, marcada pela constante oscilação dos limites e cruzamentos entre o discurso ficcional e os discursos narrativos extraliterários que o cercam, sobretudo o histórico e o biográfico, situa-se A última quimera (1995), de Ana Miranda. Nesse romance, a autora ficcionaliza, em torno da figura histórica do poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), determinados episódios sócio-político-culturais, localizados especialmente no Rio de Janeiro durante a fase de consolidação da República. O espaço ocupado pelo presente estudo tem como objetivo revisar alguns dos principais textos produzidos acerca do poeta Augusto dos Anjos, a fim de que se possa demonstrar como os acontecimentos de sua vida foram interpretados e representados, ao longo de aproximadamente noventa anos, pela crítica e historiografia literárias e também pela biografia tradicional. Após esse levantamento, pretende-se verificar, através da análise crítica do romance A última quimera, de que maneira Ana Miranda se apropria de certos eventos "reais" para compor sua narrativa ficcional e em que medida tal procedimento aproxima seu discurso daquele formulado pela história
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