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Ficções do Eu: Augusto dos Anjos /
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão.No conjunto da produção literária contemporânea, observa-se que a inclusão de personalidades e acontecimentos históricos (também do âmbito da história literária) no enredo de narrativas ficcionais tem se constituído em um terreno fértil para muitos autores. Entre as obras representativas dessa tendência, marcada pela constante oscilação dos limites e cruzamentos entre o discurso ficcional e os discursos narrativos extraliterários que o cercam, sobretudo o histórico e o biográfico, situa-se A última quimera (1995), de Ana Miranda. Nesse romance, a autora ficcionaliza, em torno da figura histórica do poeta Augusto dos Anjos (1884-1914), determinados episódios sócio-político-culturais, localizados especialmente no Rio de Janeiro durante a fase de consolidação da República. O espaço ocupado pelo presente estudo tem como objetivo revisar alguns dos principais textos produzidos acerca do poeta Augusto dos Anjos, a fim de que se possa demonstrar como os acontecimentos de sua vida foram interpretados e representados, ao longo de aproximadamente noventa anos, pela crítica e historiografia literárias e também pela biografia tradicional. Após esse levantamento, pretende-se verificar, através da análise crítica do romance A última quimera, de que maneira Ana Miranda se apropria de certos eventos "reais" para compor sua narrativa ficcional e em que medida tal procedimento aproxima seu discurso daquele formulado pela história
Comemoraçăo de 2 anos da gestăo do Reitor Carlos Augusto Moreira Junior
Realizaçăo: UFPR TVReportagem: Ana Clara FischerEntrevistado: Carlos Augusto Moreira Junior, Reitor da UFP
Tradução de poesia: Emily dickinson segundo a perspectiva tradutória de Augusto de Campos
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Estudos da Tradução, Florianópolis, 2014Esta dissertação, a partir da perspectiva teórica e prática de Augusto de Campos quanto à tradução de poesia, visa analisar sete de suas traduções dos poemas da norte-americana Emily Dickinson, publicadas na obra Emily Dickinson: não sou ninguém, em 2008. O trabalho foi dividido em três capítulos. O primeiro tratados principais elementos que constituem a poética de Dickinson, bem como das traduções brasileiras de suas obras. Como embasamento teórico foram utilizados Gilbert e Gubar (1984), Donoghue (1969), Sewall (1963) e Daghlian(1987), dentre outros autores. O segundo capítulo tem como objetivo apresentar Augusto de Campos como poeta e como tradutor, com ênfase nos seus comentários sobre tradução, visando compreender sua prática tradutória. O terceiro capítulo analisa as traduções de sete poemas de Dickinson realizadas por Augusto de Campos e busca identificar a relação entre a teoria e a prática do tradutor. Essa análise, de caráter discursivo, além do plano formal e sintático, se concentra no plano semântico dos textos, tendo em conta que não possui a pretensão de realizar qualquer tipo de julgamento prescritivo.Abstract: This dissertation, from the perspective theoretical and practical of Augusto de Campos about the poetry translation, analyzes seven of his translations of the North-American poet Emily Dickinson, published in the book "Emily Dickinson: não sou ninguém", in 2008. This work contains three chapters; the first presents the main elements that constitute the Dickinson's poetry, as well as the Brazilian translations of her poems. It has, as theoretical support, author slike: Gilbert and Gubar (1984), Donoghue (1969) Sewall (1963) and Daghlian(1987). The second chapter aims to approach the main remarks of Augusto,highlighting his activity as poet and as translator, aiming to understand his practice of translation. The third chapter analyses the Augusto's translations of seven poems of Dickinson and try to identify the relationship between the theory and the practice of the translator. This discursive, besides the formal and syntactic field focuses on the semantic field of the poems, without any kind of prescriptive judgment
José Augusto França interviewed by Ana Tostões
On April 2016, Ana Tostões interviewed Professor José-Augusto França, the Portuguese modern art researcher of reference on the contemporary era, in order to discuss the key modern structure that made the shift towards a Modern Lisbon.
José-Augusto França (b. 1922, Tomar) is historian, sociologist and critic of art. He has a graduation in Historical and Philosophical Sciences (1944, Faculty of Letters, University of Lisbon), a PhD in History (1962, Paris-Sorbonne University, Une Ville des Lumères: la Lisbonne de Pombal), a diploma on Sociology of the Art (1963, L'Art et la Société Portugaise au XXè siècle) and a PhD in Letters (1969, Paris-Sorbonne University, Le Romantisme au Portugal). He is professor emeritus of the Nova University of Lisbon, where he created the first Art History masters of the country (1976). He was Director of the Portuguese Cultural Center of the Calouste Gulbenkian Foundation in Paris (1983), President of the National Academy of Fine Arts (1985) and member of the UNESCO Comité du Patrimoine Mondial. He is a reference author in the field of visual and cultural arts in Portugal, being the first one identifying and presenting modern architecture in Portugal in his Arte em Portugal no Século XX (1974). Among his works stand out studies on art in Portugal in the 19th and 20th centuries, as several volumes of essays on historical, sociological and aesthetic reflection on contemporary art issues. He has received the Medal of Honor of the City of Lisbon (1992), the Grand Officer (1991) and the Grand Cross (2006) of the Infante D. Henrique Order and the Grand Cross of the Order of Public Instruction (1992)
Eles não disseram tudo: por um suplemento do suplemento de Ana Cristina Cesar em Carlos Drummond de Andrade
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-Graduação em LiteraturaA dissertação que aqui se apresenta consta da análise de comentários feitos por Ana Cristina Cesar às bordas de seu exemplar do livro Reunião, de Carlos Drummond de Andrade. A intenção foi trabalhar as marginálias a partir de uma lógica do suplemento derridiano em um esforço de determinação que pretendeu voltar sempre para a poesia, especialmente de Ana C.. O procedimento se justifica como método escolhido para possibilitar uma abertura das escrituras pelo atrito e em direção oposta àquilo que se identificaria como influência do cânone. Alguns pressupostos teóricos foram estabelecidos para que se pudesse minimamente (e no que concerne a uma dissertação de mestrado) "dar conta" do trabalho, sem pretensões de esvaziar o objeto; esta pesquisa continua (e permanecerá) aberta a novas significações.La dissertation ici présentée comprend une analyse des commentaires faits par Ana Cristina Cesar à propos de son exemplaire du livre Reunião, de Carlos Drummond de Andrade. La démarche a été de travailler les aspects marginaux à partir d'une logique du supplément derridien dans un effort de détermination qui a toujours prétendu revenir à la poésie, surtout celle de Ana C. La procédure se justifie comme méthode choisie car celle-là permet une ouverture des écritures par la confrontation et en direction opposée à ce qui pourrait être identifié comme une influence du canon. Certains concepts théoriques préalables ont été établis pour rendre minimalement possible (en ce qui concerne une dissertation de master) "une procédure complète"; sans prétention de vider l'objet ; cette recherche continue (et perdurera) ouverte à des nouvelles significations
Augusto Roa Bastos: entre Nambréna e ausência, uma escritura caleidoscópica
Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2015.O presente trabalho tem a finalidade de demonstrar como a escritura de Augusto Roa Bastos se articula, com o passar do tempo, a uma multiplicidade de elementos em constante movimento e desenvolve, assim, uma escritura caleidoscópica. Nambréna, palavra guarani que remete ao desprezo pelo autóctone como resquício de um sistema colonial e segue com os seus tentáculos na sociedade paraguaia, se apresenta desde os primeiros escritos roabastianos sendo um desses componentes. Outras características importantes como a realidade delirante, um texto ausente que ecoa no silêncio e na consciência, juntamente com a experiência do exílio, atuam na sua escritura como rizoma em multiplicidade de conexões que se estabelecem entre e no interior das obras e são utilizadas como em um caleidoscópio, por isso uma escritura caleidoscópica. Para tanto, a leitura crítica do primeiro livro de contos  El trueno entre las hojas (1953)  se faz basilar para a análise desses movimentos que foram, com o passar do tempo, sendo utilizados e modificados e, como frêmito, reverberam em Contravida (1995) e Madama Sui (1996). José Manuel Silvero desenvolve um discurso filosófico sobre a condição de nambréna. A concepção de rizoma, de Deleuze e Guattari, serve de direção na construção dos elementos da escritura caleidoscópica, do mesmo modo os autores que tratam de escritura e de autoria, como Roland Barthes, Walter Benjamin e Michel Foucault, além de outros teóricos que são referenciais para a construção dessa perspectiva de leitura de uma escritura caleidoscópica.Abstract : The present work has the objective of showing how the writing of Augusto Roa Bastos articulates itself with the passage of time at a multiplicity of elements in constant motion and develops, thus, a kaleidoscopic writing. Nambréna, Guarani word that refers to the spite for the autochthone as a residue of a colonial system that carries on its tentacles in Paraguayan society, presents itself since the early roabastian writings being one of its components. Other important characteristics such as the delirious reality, an absent text that echoes in the silence and in conscience, along with the experience of exile, act in his writing as a rhizome in multiplicity of connections that are established between and inside the work and are used as in a kaleidoscope, thus a kaleidoscopic writing. To this end, the critical reading of the first short story book  El trueno entre las hojas (1953)  is made basic for the analysis of these movements that were with the passing of time being used and modified and, as a shiver, reverberate in Contravida (1995) and Madama Sui (1996). José Manuel Silvero develops a philosophical discourse on the condition of nambréna. The concept of rhizome, by Deleuze and Guattari, functions in the direction of the construction of the elements of kaleidoscopic writing, in the same way as with the authors who deal with writing and authorship, such as Roland Barthes, Walter Benjamin and Michel Foucault, besides other theorists that are referential to the construction of this perspective of the reading of a kaleidoscopic writing
Augusto Roa Bastos na inspiração de uma dramaturgia ñandutí
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2011Este trabalho tem como objetivo relatar e refletir sobre uma dramaturgia, como fruto de um processo que relaciona linguagens e passagens, a partir de uma experiência realizada com fragmentos da escrita de Augusto Roa Bastos, mais especificamente de suas personagens femininas, em direção a cena teatral. Enquanto um processo de "roubar" e armar, foi construído um exercício cênico: Maína, através da recriação que denominei de dramaturgia ñandutí, que significa na língua guarani, teia de aranha e que também nomeia um artesanato, uma técnica de renda tecida pelas mulheres paraguaias. Na introdução são delineadas as linhas deste percurso, o suporte teórico e prático em que se sustenta esta pesquisa. No primeiro capítulo teço uma breve contextualização, do autor Augusto Roa Bastos, sua relação com a cultura guarani, oralidade e mitos, procurando ainda viandar pelo conceito das poéticas das variações propostas por Roa Bastos. Em seguida, no segundo capítulo, apresento os primeiros fios de um nãndutí, que trata de uma leitura dos contos com os quais lidei diretamente nesta pesquisa, enquanto matéria textual e metaforicamente, fios, utilizados para tecer um ñandutí, que também é explorado neste capítulo como gesto escolhido para denominar este processo de recriação, assim como a própria dramaturgia. Ainda neste capítulo faço uma breve abordagem das personagens a partir dos estudos de gênero. O terceiro capítulo, intitulado "Rastro da dramaturgia ñandutí" apresenta o roteiro construído neste processo como uma possível leitura, vestígio da criação de uma dramaturgia, seguido de notas sobre os elementos que além da matéria texto, constituíram esta experiência dramatúrgica: como a presença do barro - argila, a música e o canto. O quarto e último capítulo, "Experiência de uma dramaturgia ñandutí", inicia com um relato deste processo aqui observado como um movimento entre linguagens, pertinente aos estudos recentes sobre intermidialidade. Ao tecer aproximações com o contexto das teatralidades contemporâneas visito sobre tudo propostas levantadas por Sílvia Fernandes e por fim, ao olhar para este percurso- discurso, como "um relato do tato". (CERTEAU, 2008, p.149) teço considerações sobre este processo de criação de um ñandutí enquanto uma experiência, que é ponto que se faz e desfaz.Este trabajo tiene el objetivo de relatar, reflexionar sobre la dramaturgia como fruto de un proceso que relaciona lenguajes y pasajes a partir de una experiencia realizada con un eje de la escritura de Augusto Roa Bastos, en particular sus personajes femeninos, hacia la escena teatral. Como proceso de sustraer y armar, fue construido el ejercicio escénico Maína, a través de la recreación que nombré de dramaturgia ñandutí, que en la lengua guaraní quiere decir telaraña y que denomina también a una artesanía, una técnica de encaje tejida por las mujeres paraguayas. En la introducción son trazadas las líneas de este recorrido, el suporte teórico y práctico en que se está sostenida esta investigación. En el primer capítulo he hilado una breve contextualización del autor Augusto Roa Bastos, su relación con la cultura guaraní, la oralidad y los mitos, en búsqueda del concepto de la poética de las variaciones propuestas por Roa Bastos. Luego, en el segundo capítulo, presento a los primeros hilos de un ñandutí, que es una lectura de los cuentos utilizados directamente en esta investigación en cuanto materia textual y metafóricamente, hilos, útiles para tejer un ñandutí, que también es explorado en este capítulo como gesto escogido para denominar este proceso de recreación, tal como la propia dramaturgia. Todavía en este capítulo, hago un pequeño enfoque de los personajes femeninos desde los estudios de género. El tercer capítulo, titulado "Rastro da dramaturgia ñandutí", presenta el guión construido en este proceso como una posible lectura, huella de la creación de una dramaturgia, seguido de notas acerca de los elementos que además de la materia del texto, constituyeron esta experiencia dramatúrgica: la presencia del barro - argila, la música y el canto. El cuarto y último capítulo "Experiência de uma dramaturgia ñandutí" empieza con un relato de este proceso, observado aquí como un movimiento entre lenguajes, pertinente a los estudios recientes sobre intermedialidad. Al tejer aproximaciones con el contexto de las teatralidades contemporáneas visito sobre todo propuestas hechas por Silvia Fernandes y por fin, al mirar a este recorrido-discurso, como "um relato do tato" (CERTEAU, 2008, p.149), planteo reflexiones sobre este proceso de creación de un ñandutí como una experiencia, que es punto que se hace y deshace
O rumor como frêmito em relatos de Augusto Roa Bastos
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão. Programa de Pós-graduação em LiteraturaEsse trabalho tece algumas considerações sobre características do conto roabastiano de acordo com alguns teóricos e contistas latino-americanos, suas aproximações e afastamentos, que o fazem um contista destacado não só do Cone Sul. Considero a "poética das variações" uma maneira singular de Augusto Roa Bastos, ao tratar seus textos, como traço que atravessa toda sua obra. Observando também como o rumor, segundo princípios de Roland Barthes, apresenta-se como meio de significação e fruição do texto.O silêncio e a dualidade configuram duas características que podem ser consideradas como vias do rumor e proporcionam o frêmito da leitura. No corpo da dissertação se encontra dissolvida a análise de "Contar un cuento", do livro El Baldio (1963), que serve como referência do gesto roabastiano com respeito ao conto. Também faço referencia ao romance Contravida (1995) para tentar fundamentar alguns mecanismos roabastianos relativos a sua escritura como "poética das variações". Quanto ao silêncio e à dualidade, analiso três contos, "La tumba viva", "Nonato" y "Borrador de un informe", destacando em cada um as características que mais convergem para as vias do rumor, e possibilitam diferentes fruições do texto
Historiografia literária e formação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac
Ana Miranda é ficcionista desde 1989 quando publicou o romance Boca do Inferno, tido por muitos críticos como biografia romanceada do poeta baiano Gregório de Matos Guerra, conquistando o prêmio Jabuti de 1990 com essa obra. A escritora levou o mesmo prêmio em 2003, com a narrativa Dias e Dias, ambientado à época do romantismo brasileiro e que traz a figura de Antonio Gonçalves Dias como personagem central. Em A Última Quimera, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac são personagens, com destaque para o cenário carioca do início do século XX – a belle époque nacional, contraponto estético parnasiano-simbolista em que surge a poesia escatológica de Augusto dos Anjos. Neste romance a escritora sai em busca de colocar o poeta paraibano ao lado de Bilac, reescrevendo uma página importante de nossa historiografia literária. Ao contrário da maioria dos trabalhos acadêmicos que compõem a fortuna crítica da autora, em Historiografia literária e fundação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, acredito que sob a ótica do romance-ensaio Ana Miranda subverte a historiografia literária oficial trazendo as personagens dos poetas de maneira alegórica na reconstrução de um cenário em que se forma o cânone literário nacional. As relações entre a literatura e a história se desenvolvem alicerçadas por um enredo composto por cartas, poemas e curiosidades da cultura brasileira estabelecendo um jogo entre tradição e ruptura na construção narrativa em que Augusto dos Anjos e Olavo Bilac se equiparam como importantes poetas da literatura brasileira. Ao revisitar a historiografia à época da publicação da terceira edição do Eu e outras poesias, em 1928, Miranda nos apresenta as implicações ideológicas da formação do cânone pela voz de um narrador autodiegético. Estamos diante de um romance-ensaio...Ana Miranda has been a novelist since 1989 when her novel Boca do Inferno was published. The novel was considered by many critics as a biographical romance of a poet from Bahia called Gregório de Matos. This work awarded her prize Jabuti in 1990. She also won the Jabuti Award for her novel Dias e Dias in 2003 whose narrative reminds us of Brazilian Romanticism, having as a central character Antonio Gonçalves Dias. The novel A Última Quimera, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac are characters who depict a setting in Rio de Janeiro that happens at the beginning of XX century – the national belle époque, making a contrast between the two movements Parnassianism and Symbolism in which appear the eschatological poetry of Augusto dos Anjos. In relation to this novel, Ana Miranda tries to put the poet from Paraíba besides Bilac, rewriting a very important page of our literary historiography. On the contrary the major academic works that form the most precious critical of the author is the Historiography literary and the foundation of the canon: I have believed that Ana Miranda, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac’s voices are behind of an essay-romance. Thus, Ana Miranda subverts the official literary historiography, bringing the characters that belongs to the poets mentioned above in an allegorical way, rebuilding a setting in which there is an effective consolidation of the national literary canon. The relationship between the literature and the history has been developed attached by a plot composed by letters, poems and by some curiosities of Brazilian culture. This has just established a game between tradition and a severance related to the way a narrative is formed in which Augusto dos Anjos and Olavo Bilac show us some symmetry as important poets of Brazilian literature. Reviewing the historiography in terms of the time in... (Complete abstract click electronic access below
Historiografia literária e formação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac
Ana Miranda é ficcionista desde 1989 quando publicou o romance Boca do Inferno, tido por muitos críticos como biografia romanceada do poeta baiano Gregório de Matos Guerra, conquistando o prêmio Jabuti de 1990 com essa obra. A escritora levou o mesmo prêmio em 2003, com a narrativa Dias e Dias, ambientado à época do romantismo brasileiro e que traz a figura de Antonio Gonçalves Dias como personagem central. Em A Última Quimera, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac são personagens, com destaque para o cenário carioca do início do século XX – a belle époque nacional, contraponto estético parnasiano-simbolista em que surge a poesia escatológica de Augusto dos Anjos. Neste romance a escritora sai em busca de colocar o poeta paraibano ao lado de Bilac, reescrevendo uma página importante de nossa historiografia literária. Ao contrário da maioria dos trabalhos acadêmicos que compõem a fortuna crítica da autora, em Historiografia literária e fundação do cânone: Ana Miranda, Augusto dos Anjos e Olavo Bilac, acredito que sob a ótica do romance-ensaio Ana Miranda subverte a historiografia literária oficial trazendo as personagens dos poetas de maneira alegórica na reconstrução de um cenário em que se forma o cânone literário nacional. As relações entre a literatura e a história se desenvolvem alicerçadas por um enredo composto por cartas, poemas e curiosidades da cultura brasileira estabelecendo um jogo entre tradição e ruptura na construção narrativa em que Augusto dos Anjos e Olavo Bilac se equiparam como importantes poetas da literatura brasileira. Ao revisitar a historiografia à época da publicação da terceira edição do Eu e outras poesias, em 1928, Miranda nos apresenta as implicações ideológicas da formação do cânone pela voz de um narrador autodiegético. Estamos diante de um romance-ensaio...Ana Miranda has been a novelist since 1989 when her novel Boca do Inferno was published. The novel was considered by many critics as a biographical romance of a poet from Bahia called Gregório de Matos. This work awarded her prize Jabuti in 1990. She also won the Jabuti Award for her novel Dias e Dias in 2003 whose narrative reminds us of Brazilian Romanticism, having as a central character Antonio Gonçalves Dias. The novel A Última Quimera, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac are characters who depict a setting in Rio de Janeiro that happens at the beginning of XX century – the national belle époque, making a contrast between the two movements Parnassianism and Symbolism in which appear the eschatological poetry of Augusto dos Anjos. In relation to this novel, Ana Miranda tries to put the poet from Paraíba besides Bilac, rewriting a very important page of our literary historiography. On the contrary the major academic works that form the most precious critical of the author is the Historiography literary and the foundation of the canon: I have believed that Ana Miranda, Augusto dos Anjos and Olavo Bilac’s voices are behind of an essay-romance. Thus, Ana Miranda subverts the official literary historiography, bringing the characters that belongs to the poets mentioned above in an allegorical way, rebuilding a setting in which there is an effective consolidation of the national literary canon. The relationship between the literature and the history has been developed attached by a plot composed by letters, poems and by some curiosities of Brazilian culture. This has just established a game between tradition and a severance related to the way a narrative is formed in which Augusto dos Anjos and Olavo Bilac show us some symmetry as important poets of Brazilian literature. Reviewing the historiography in terms of the time in... (Complete abstract click electronic access below
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