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COELHO, Alexandra Lucas. Deus-dará. Lisboa: Tinta-da-China, 2016. 568 p.
Resenha do romance Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho.</jats:p
Reescrita de si pelo outro: identidade portuguesa e paródia em Deus-dará, de Alexandra Lucas Coelho / Rewriting oneself through the other: Portuguese identity and parody in Deus-dará, by Alexandra Lucas Coelho
Resumo: O artigo aponta o modo como o romance Deus-dará de Alexandra Lucas Coelho, escritora portuguesa contemporânea, pode ser compreendido como um exercício de renegociação da identidade portuguesa em relação a questões referentes à colonização no Brasil. Mais do que isso, problematiza-se como, por meio da estratégia da paródia no texto ficcional, a autora consegue expressar uma necessidade e possibilidade de se redefinir pelo outro em um movimento contrário ao do discurso colonial – o que também ocorre em suas entrevistas e em suas narrativas de viagens, tais como em Vai, Brasil e Cinco Voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso. Palavras-chave: identidade portuguesa; paródia; pós-modernismo; escrita portuguesa contemporânea; Alexandra Lucas Coelho. Abstract: The article observes how the novel Deus-dará, by Alexandra Lucas Coelho, a Portuguese contemporary writer consists in an exercise of renegotiation for the Portuguese identity in relation to issues that refer to the colonization process in Brazil. Moreover, this text seeks to show how parody as a fictional literary strategy helps the author in expressing a necessity and a possibility of redefining oneself through the other, in a direction that goes in the opposite way of the colonial speech. This necessity and this possibility also appear in the author’s interviews and travel books, such as Vai, Brasil and Cinco Voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso, which will also be mentioned in this article.Keywords: Portuguese identity; parody; post-modernism; Portuguese contemporary writing; Alexandra Lucas Coelho
Cinco voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso, de Alexandra Lucas Coelho
Livro resenhado:
COELHO, Alexandra Lucas. Cinco voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso. Lisboa: Caminho, 2019.
COELHO, Alexandra Lucas. Cinco voltas na Bahia e um beijo para Caetano Veloso. Rio de Janeiro: Bazar do Tempo, 2019
Literary journalism in Alexandra Lucas Coelho's book reports: an analysis of Vai, Brasil and Viva México
Dissertação de mestrado em Ciências da Comunicação, área de especialização em Informação e JornalismoEste estudo tem como objetivo a análise da produção jornalística em dois livros, e do jornalismo
literário expresso nos livros-reportagens, advindos de relatos de viagens, da autora portuguesa
Alexandra Lucas Coelho. As obras escolhidas são Vai, Brasil (2013), uma seleção de crônicas, e Viva
México (2018), narrativas de viagem, ambas as obras produzidas nos respectivos países, criadas para
publicação no jornal português Público, tendo sido reunidas e publicadas em livros. A fim de
pormenorizar a execução desta pesquisa, estabeleceram-se os seguintes objetivos específicos:
identificar as características do jornalismo literário nos livros-reportagens de Alexandra Lucas Coelho,
discutir a estrutura narrativa das obras analisadas pelo viés do conteúdo imersivo do jornalismo literário
e expor o conteúdo informativo no jornalismo literário contido nos livros-reportagens, analisados através
da disposição dos relatos de viagens e envolvimento com as fontes/personagens das histórias.
Visando alcançar os objetivos propostos, escolheu-se como metodologia a abordagem qualitativa e o
uso da pesquisa documental. Através dessa análise, foi observado que a jornalista utilizou técnicas de
encantamento para envolver o leitor, tendo em vista seus relatos bem construídos e repletos de
detalhes, usando a arte da escrita literária. Por outro lado, permaneceu fiel à não ficcionalidade, que é
a principal engrenagem do jornalismo. A autora demonstrou sua experiência tanto no âmbito literário
como no jornalístico, utilizando a intertextualidade para enriquecer a narrativa, tanto esteticamente
como em termos informativos. A adoção de uma postura participativa, vivenciando os acontecimentos
e absorvendo a atmosfera inerente ao ambiente das personagens resulta em uma aproximação entre o
repórter e os fatos. As fontes foram tratadas e apresentadas ao leitor sob uma relação humanizada e
de proximidade, na qual as personagens são mostradas através de suas próprias vozes, com base em
descrições empáticas.This study aims at analyzing journalistic production in two books and literary journalism expressed in
book-reports, as a consequence of travel reports, by the Portuguese author Alexandra Lucas Coelho.
The works selected are Vai, Brasil (2013), a selection of chronicles, and Viva México (2018), travel
narratives, both produced in their respective countries, created for publication in the Portuguese
newspaper Público, then gathered and published in books. The following specific objectives were
established: identify the characteristics of literary journalism in the book-reports of Alexandra Lucas
Coelho, discuss the narrative structure of the works by the bias of the immersive content of literature
journalism, and expose the literary journalism contained in the book-reports, analyzed through the travel
reports structure and engagement with the sources/characters of the stories. In order to achieve the
proposed objectives, the qualitative approach and the use of documentary research have been chosen
as methodology. Through this analysis, it was observed that the journalist used enchantment
techniques to engage the reader given the well-constructed and detailed reports, using the art of literary
writing. On the other hand, she remained faithful to non-fiction, which is the main characteristic of
journalism. She also demonstrated her experience in the literary and journalistic fields, using
intertextuality to enrich the narrative, both aesthetically and informatively. Adopting a participative
attitude, taking an active role in the events, and absorbing the atmosphere inherent in the environment
of the characters results in an approximation between the reporter and the facts. The fonts have been
treated and presented to the reader under a humanized relationship and proximity, in which the
characters are shown through their own voices, based on empathic descriptions
"«Trans» is ever more my prefix". Some "tours" in "god's hands" on "our joy has arrived" by Alexandra Lucas Coelho
Com um conjunto variado de obras de ficção, a jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho tem marcado a literatura portuguesa contemporânea com um registo estético original que intervém politicamente de um modo muito forte nos discursos dominantes da identidade nacional e da memória coletiva. Coelho propõe circulações no espaço e no tempo que põem em causa fronteiras, diferenças e hierarquias, construindo utopias lúcidas de novas existências “trans”, mestiças, interligadas e deslizantes, a partir de sinais e constelações que expõem o reverso da História e das histórias dominantes, num multiperspectivismo desconstrutivo que dá nova substância aos qualificativos pós-moderno, pós-colonial, feminista e queer. Este artigo pretende analisar o seu mais recente romance “A Nossa Alegria Chegou”, com alguns olhares cruzados a partir da trilogia que a autora dedicou ao Brasil, indagando as possibilidades estéticas, políticas e éticas de uma procura de justiça social através da escrita, a partir de um lugar de fala mais central do que marginal. De que lugares pode uma mulher cis, branca, portuguesa falar (d)o mundo?Through a varied number of fictional works, journalist and writer Alexandra Lucas Coelho has created an original register in Portuguese contemporary literature with a strong political intervention upon dominant discourses on national identity and collective memory. Coelho develops circulations in space and time that question frontiers, differences and hierarchies, and builds lucid utopias of new “trans” existences, mestizos, intertwined and sliding, based upon signs and constellations that reveal the reverse of History and of dominant narratives. Her deconstructive multiperspectivism gives new substance to the adjectives post-modern, post-colonial, feminist and queer. This article analyses her most recent novel “Our Joy has Arrived”, crossed with insights from the trilogy that the author dedicated to Brazil, in order to ascertain the aesthetic political and ethical possibilities of looking for social justice through writing from the more central than marginal standpoint of a Portuguese, white cis-woman. How can she write (about) the world
Intertextualidade, vozes e pontos de vista em "Dom Quixote" e "Vai, Brasil", de Alexandra Lucas Coelho: aproximações e distanciamentos
O presente texto propõe uma reflexão a respeito de como obras de épocas diferentes – Dom Quixote, do autor castelhano Miguel de Cervantes, e Vai, Brasil, da escritora portuguesa contemporânea Alexandra Lucas Coelho – podem utilizar-se, de maneira diversa, das mesmas estratégias narrativas, tais como a intertextualidade e o uso de múltiplas vozes e pontos de vista. Assim, discute-se o sujeito pós-moderno e barroco, tecendo aproximações e distanciamentos entre ambos, uma vez que serão cruciais para compreender o modo como as obras aqui em diálogo respondem à questionamentos de seu próprio tempo
“«Trans» é cada vez mais o meu prefixo”. Algumas “voltas” ao “deus-dará” sobre “a nossa alegria chegou” de Alexandra Lucas Coelho
Through a varied number of fictional works, journalist and writer Alexandra Lucas Coelho has created an original register in Portuguese contemporary literature with a strong political intervention upon dominant discourses on national identity and collective memory. Coelho develops circulations in space and time that question frontiers, differences and hierarchies, and builds lucid utopias of new “trans” existences, mestizos, intertwined and sliding, based upon signs and constellations that reveal the reverse of History and of dominant narratives. Her deconstructive multiperspectivism gives new substance to the adjectives post-modern, post-colonial, feminist and queer. This article analyses her most recent novel “Our Joy has Arrived”, crossed with insights from the trilogy that the author dedicated to Brazil, in order to ascertain the aesthetic political and ethical possibilities of looking for social justice through writing from the more central than marginal standpoint of a Portuguese, white cis-woman. How can she write (about) the world?Com um conjunto variado de obras de ficção, a jornalista e escritora Alexandra Lucas Coelho tem marcado a literatura portuguesa contemporânea com um registo estético original que intervém politicamente de um modo muito forte nos discursos dominantes da identidade nacional e da memória coletiva. Coelho propõe circulações no espaço e no tempo que põem em causa fronteiras, diferenças e hierarquias, construindo utopias lúcidas de novas existências “trans”, mestiças, interligadas e deslizantes, a partir de sinais e constelações que expõem o reverso da História e das histórias dominantes, num multiperspectivismo desconstrutivo que dá nova substância aos qualificativos pós-moderno, pós-colonial, feminista e queer. Este artigo pretende analisar o seu mais recente romance “A Nossa Alegria Chegou”, com alguns olhares cruzados a partir da trilogia que a autora dedicou ao Brasil, indagando as possibilidades estéticas, políticas e éticas de uma procura de justiça social através da escrita, a partir de um lugar de fala mais central do que marginal. De que lugares pode uma mulher cis, branca, portuguesa falar (d)o mundo
Space and identity in Alexandra Lucas Coelho's chronicles
The purpose of this study is to observe, analyze and understand, through the chronicle and travel literature structures, as well as textual strategies concerning the narrator’s perspective, and, more specifically, intertextuality and polyphony, if and how Alexandra Lucas Coelho deals, in Vai, Brasil (2015) with the concept of collective and individual identity related to space. That way, this work takes into consideration not only theories and studies about intertextuality, travel literature and the chronicle, but also about the representation of space in literature and the geographical concept of space, which involves the relation between itself and man, and also the notions of movement/travel, territory, distance, frontiers, and globalization. Some of these theories and studies are borrowed from Genette (19--), Antonio Candido (1992), Jorge de Sá (1985), Compagnon (1996), Jenny (1979), Bakhtin (2013), Fernando Cristóvão (2002, 2010), John Urry (2001), e Annabela Rita (2007), Doreen Massey (2009), Milton Santos (2000, 2006), Michel De Certeau (1994), Yi-Fu Tuan (1983) e Ozíris Borges Filho (2007). That said, it is possible to divide the chronicles from Vai, Brasil in three big parts that consist in three different moments of the author’s view about the space observed: the ones in which there is a first distance between the author and the space, the ones that show a moment of identifying and taking distance in a critical way, and, at last, the chronicles referring to recognizing the other. This division makes it possible to understand the way in which Coelho’s point of view is divided between a tourist one, that chooses what or who to identify with, and an anthropologist one, since she permits herself take a step back from her conceptions about the country observed and also open a place to the local people’s voices. Moreover, the Portuguese writer presents her own definition of identity, which depends on History and on what the globalized world can offer – or, sometimes, impose on space and its individuals –, but it also depends on the fact that space is always in movement, natural or promoted by men, who gives it value and meaning, and, for that reason, are the main element of space composition, and, consequently, conscientiously or not, of their own identity.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES)O presente trabalho tem como objetivo observar, analisar e interpretar se, e de que maneira, por meio das estruturas da crônica, da literatura de viagens e também de estratégias textuais e narrativas, tais como a intertextualidade, certa polifonia e a posição do narrador e seu ponto de vista, Alexandra Lucas Coelho coloca em foco questões de identidade coletiva e individual relacionadas ao espaço no que se refere à sua obra Vai, Brasil (2015). Para isso, o trabalho se pauta tanto em questões próprias do texto literário, tais como estratégias intertextuais, a literatura de viagens enquanto estrutura e o caráter híbrido da crônica, quanto em ideias e estudos acerca da construção e representação do espaço na literatura, bem como procura utilizar-se, igualmente, de estudos referentes ao conceito de espaço que possam ser relacionados com os Estudos Literários, ainda que não sejam próprios a estes, já que envolvem noções de mobilidade/viajem, território, distância e fronteiras, a questão da relação entre o homem e o espaço, bem como a de sua função na construção da identidade, que, na contemporaneidade, é afetada – assim como o espaço –, pela globalização. Desse modo, leva-se em consideração afirmações, entre outros, de Genette (19--), Antonio Candido (1992), Jorge de Sá (1985), Compagnon (1996), Jenny (1979), Bakhtin (2013), Fernando Cristóvão (2002, 2010), John Urry (2001), e Annabela Rita (2007), Doreen Massey (2009), Milton Santos (2000, 2006), Michel De Certeau (1994), Yi-Fu Tuan (1983) e Ozíris Borges Filho (2007). A partir disso, o estudo propõe a divisão das crônicas contidas em Vai, Brasil em três partes, que consistem em três momentos diferentes da observação do espaço pela autora: as de distanciamento inicial, de aproximação e distanciamento crítico e de distanciamento crítico e reconhecimento do outro. Logo, por meio desta divisão torna-se evidente o olhar da escritora portuguesa diante do espaço estrangeiro, que se divide entre turista, quando tece escolhas sobre aquilo com o que se identificará, e antropóloga, uma vez que se permite afastar do espaço a ponto de poder analisar características e problemas locais, de rever sua posição perante o local, e de reconhecer a perspectiva e voz do “outro”. Além disso, Coelho oferece a sua própria definição do que é identidade, cuja construção, embora dependa da História e daquilo que o mundo global acaba por oferecer – e, muitas vezes, até mesmo impor ao espaço e seus indivíduos – também depende do fato de aquele está em constante movimento, seja natural ou promovido pelo ser humano, que lhe atribui valores e significados, e que, portanto, é o elemento principal na composição do espaço e, em consequência, conscientemente ou não, de sua própria identidade
Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis
The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation
counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings
are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that
only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into
account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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