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    A ontologia em Heidegger e em Sartre: contrastes

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    O presente artigo pretende apresentar, de modo introdutório, as ontologias de Martin Heidegger e de Jean-Paul Sartre, conforme as obras Ontologia: Hermenêutica da Facticidadee O Ser e o Nada: Ensaio de Ontologia Fenomenológica, visto serem os dois filósofos importantes representantes nessa discussão. Intentando responder à célebre questão “O que é o ser?”, o pensador alemão enxerga o ser comoser-aí, e procura por seu sentido, que deve ser interpretado, por meio da hermenêutica, a partir de seu “aí”, ou seja, sua facticidade. Já o pensador francês enxerga duas expressões primordiais do ser: o Em-si e o Para-si, ou mais simplificadamente, os objetos e o ser consciente, os seres que são e os seres que se tornam o que serão. Assim, a partir do caráter introdutório do artigo, pretende-se promover uma comparação entre ambas as teorias, identificando aspectos que permitem perceber semelhanças e diferenças nas duas ontologias

    Essencialismo e crítica social n’ O Crime de Lorde Arthur Savile de Oscar Wilde

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    O presente artigo tem como objetivo analisar o conto O crime de lorde Arthur Savile, do escritor, poeta e dramaturgo irlandês Oscar Wilde, que narra as decisões tomadas pelo protagonista após ser indicado, por um quiromante, que seria o autor de um assassinato. Para tal, partimos do artigo Performative and Subversive: Oscar Wilde’s ‘Lord Arthur Savile’s Crime’ de Masahide Kaneda, que interpreta o conto a partir de conceitos da linguística e da semiótica de Ferdinand de Saussure. Nesse texto, é defendido que a estória representa um antiessencialismo, por ilustrar como a realidade é construída do mesmo modo em que se dá a estruturação da linguagem, isto é, de modo performativo, além de estar sujeita a interpretações arbitrárias. Neste trabalho, entretanto, pretendemos contra-argumentar tal posicionamento. Em nossa teorização, realizamos uma análise do contexto em que a obra foi escrita - a Inglaterra vitoriana do final do século XIX - e adotamos como base excertos do ensaio de Wilde A alma do homem sob o Socialismo, bem como algumas ideias apresentadas por Liam Lynch em seu artigo Complex Truth from Simple Beauty: Oscar Wilde’s Philosophy of Art. Com isso, enfatizamos, primordialmente, o aspecto de crítico social do escritor, propondo que ele acreditava, de fato, numa essência intrínseca humana a ser desenvolvida por meio da liberdade de ação. Por conseguinte, identificamos o conto como uma representação dessa sua visão, que tem como finalidade promover uma objeção aos valores impostos pela sociedade da época - exercendo, assim, seu papel de sátira

    A recepção da pintura de Cézanne na filosofia de Merleau-Ponty

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    O presente artigo pretende analisar a filosofia da percepção do francês Maurice Merleau-Ponty, que encontra reverberação nas produções pictóricas dos artistas de estilo impressionista, notadamente de Paul Cézanne. Sendo um fenomenólogo, ou seja, um estudioso dos modos como os fenômenos se aparecem à consciência, o filósofo privilegia a percepção como o aspecto primordial dessa relação. No mesmo sentido, sendo o Impressionismo um movimento artístico que privilegia o modo como certa paisagem natural aparece à visão do pintor, torna-se possível estabelecer uma relação entre filosofia e arte. Desse modo, pretende-se expor algumas considerações acerca das produções e das relações possíveis de se delinear entre os autores franceses citados, nos limites de uma filosofia da arte acerca do mistério do mundo

    A estética em Baumgarten e Kant:: contrastes

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    O objetivo do presente artigo é explorar de que modo a Estética, disciplinafundada em seus devidos componentes conceituais no século XVIII por AlexanderBaumgarten, influenciou o pensamento de Immanuel Kant, conduzindo-o a produzir suaprópria perspectiva sobre a Estética. Ao definir a Estética como a ciência do belo,Baumgarten fundou o estudo da sensibilidade, faculdade a qual, na época, havia sidonegado um estudo mais sério, o das representações sensíveis. Trata-se da sensibilidadecomo fonte do sentimento da beleza, que anima o espírito ao contemplar uma obra de arte.Essa empreitada influenciou os pensadores posteriores que, diferentemente dos autoresantigos e medievais que haviam escrito já sobre esses assuntos desde um viés distinto,passaram a ver na sensibilidade e na Estética uma outra fonte, fonte única, deconhecimento. Kant foi influenciado grandemente pelos pensadores racionalistas que oantecederam. Baumgarten era um deles, já que entendia a sensibilidade como umafaculdade possível de ser fonte de conhecimento e de ser adotada para operaçõessemelhantes à da razão. Na obra kantiana há a referência explícita à faculdade dasensibilidade em duas de suas críticas: na da Razão Pura e na da Faculdade do Juízo. Emcada uma dessas obras a sensibilidade participa de um modo próprio. Se na primeira críticaoperam as intuições, às quais se vinculam os conceitos do entendimento para determinar oconhecimento, na terceira crítica a sensibilidade fornece a matéria da representaçãoexclusivamente voltada para produzir o sentimento estético. Desse modo, traça-se aqui opercurso, de modo abreviado, de uma perspectiva à outra, evidenciando as diferenças esemelhanças mais gerais entre as doutrinas dos dois autores

    POR QUE A FILOSOFIA COMEÇOU COM OS GREGOS? CONTRAPONTOS ÀS REFLEXÕES DOS GERMANOS

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    Este artigo tem como propósito explorar o que é a filosofia, onde e em qual figura histórica podem ser encontradas suas origens. Num primeiro momento, serão expostos os argumentos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche, em conluio com outros pensadores europeus, em favor da tese de que tal disciplina teve início com os gregos, e por que Tales de Mileto foi o primeiro dos filósofos. Num segundo momento, pretende-se problematizar tal concepção, tomando por base estudos defilósofos contemporâneos que defendem o contraponto de que a visão de uma filosofia originariamente grega é racista e eurocêntrica, pois formas semelhantes de pensamento são verificadas em diversas outras culturas. Pretende-se refletir, também, sobre o que significa pensar filosoficamente e quem são os indivíduos capazes de fazer isso

    A recepção da pintura de Cézanne na filosofia de Merleau-Ponty

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    O presente artigo pretende analisar a filosofia do francês Maurice Merleau-Ponty, que encontra uma certa reverberação nas produções pictóricas dos artistas de estilo impressionista, notadamente de Paul Cézanne. Sendo um fenomenólogo, ou seja, um estudioso dos modos como os fenômenos se aparecem à consciência, o filósofo privilegia a percepção como o aspecto primordial dessa relação, antevendo perspectivas da psicologia e da neurociência para embasar seus argumentos. No mesmo sentido, sendo o Impressionismo um movimento artístico que privilegia o modo como certa paisagem natural aparece à visão do pintor, torna-se possível estabelecer uma relação entre filosofia e arte, o que é empreendido pela área da Estética. Assim, pretende-se expor algumas considerações acerca das produções e das relações estabelecidas entre os autores franceses citados, nos limites de uma filosofia da arte

    A noção de “verdade estética” no contexto da Estética de Baumgarten

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    A presente pesquisa tem por objetivo explorar os pormenores que exprimem a noção de “verdade estética” na teoria estética do filósofo alemão Alexander Gottlieb Baumgarten. Esse pensador, de inspiração racionalista, principalmente de Leibniz e Wolff, situa-se na era moderna e foi o primeiro a reivindicar o lugar de disciplina filosófica para a Estética como domínio de estudo da faculdade humana da sensibilidade. Sua principal obra, Aesthetica, publicada em 1750, divide-se em três partes, delimitando nas duas primeiras as justificativas, motivações e conceituações que constituem a Metafísica. Por sua vez, a terceira parte compõe as caracterizações da Estética em si mesma. Com inspirações retiradas da Lógica e da Psicologia Empírica de seus predecessores, somadas às antigas tradições, recuperadas pelo autor, da Retórica e da Poética, ele forma as bases para instaurar a autonomia da nova disciplina, que já era objeto de estudo em Platão e Aristóteles, mas encontrava-se submetida a questões metafísicas e éticas. Este trabalho explora os conceitos que estabelecem as bases da sensibilidade como objeto de uma ciência, tal como definida por Baumgarten. Partindo do mais elementar ao mais intricado, do conhecimento obscuro e da faculdade inferior até os conceitos de beleza e do belo, concluímos com a conceituação do autor sobre a noção de verdade estética, que apresenta, por analogia à verdade lógica da razão, um status igual de segurança concernente à possibilidade de se tornar objeto de uma ciência

    Going Beyond Counting First Authors in Author Co-citation Analysis

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    The present study examines one of the fundamental aspects of author co-citation analysis (ACA) - the way co-citation counts are defined. Co-citation counting provides the data on which all subsequent statistical analyses and mappings are based, and we compare ACA results based on two different types of co-citation counting - the traditional type that only counts the first one among a cited work's authors on the one hand and a non-traditional type that takes into account the first 5 authors of a cited work on the other hand. Results indicate that the picture produced through this non-traditional author co-citation counting contains more coherent author groups and is therefore considerably clearer. However, this picture represents fewer specialties in the research field being studied than that produced through the traditional first-author co-citation counting when the same number of top-ranked authors is selected and analyzed. Reasons for these effects are discussed
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